Cap. XVI –Convite


Havia saído do quartel para almoçar, não sabia como, mas os repórteres haviam conseguido entrar e a coisa tinha ficado feia. Aqueles não estavam sendo seus melhores dias.


- O que vão pedir?


- Uma lasanha de frango, um pedaço de torta de chocolate, uma coca e uma dose de vodka.


Lyon olhou para a loura meio assustado.


- Uma lasanha, um pedaço de torta e pode suspender a vodka.


- Certo. – a garçonete sai –


- Hey! Quem deixou?


- Eu não vou te deixar beber porque está nervosa.


- Mas eu preciso, estou a beira de uma sincope!


- Seu estresse vai desaparecer mais tarde. – ele sorriu –


- Você está se aproveitando de mim.


- Quem está se aproveitando de quem? Você é que acaba comigo.


- Nunca ouvi nenhuma reclamação.


- Certo, depois discutimos isso. – o telefone dele toca – É o seu pai, tenho que atender.


- Vai lá! – ele se levanta – Nada de bebidas alcoólicas.


- Nadinha? – cara de pidona –


- Nada.


Ligação on


- Padrinho?


- E ai, garoto? Pode falar?


- Posso, estou almoçando com a Riz.


- O meu bebê está ai?


- Sim.


- Mande um abraço meu para ela.


- Mando sim, mas o que o senhor quer?


- Bem, eu e a Liz estamos pensando em chamar os colegas de trabalho da Riza para vir em nossa festa de casamento. Poderia não deixá-la ter uma crise de raiva quando isso acontecer?


- Eu posso tentar.


- Eu sei que você pode rapaz. – Lyon teve a leve impressão de que o padrinho sabia sobre seu pequeno casinho com a filha dele – Estão sendo chamados nesse momento, prepare-a psicologicamente.


- Certo e sobre o que o senhor pediu, já organizei os arquivos e mandei por email.


- o velho da um rosnado – Email? O que foi? O correio esta de greve?


- Calma, padrinho, não tem nada de errado com o correio, mas vai chegar mais rápido por email.


- Lyon, eu tenho cinqüenta anos e não gosto de computadores. Eu tenho três em casa e nem por isso deixo de preferir que a minha papelada venha as minhas mãos.


- Certo, é só mandar imprimir.


- Tudo bem, apenas cuide bem daminha menininha.


- Eu vou.


Ligação off


- O seu pai te mandou um abraço.


- Hum... – ela estava mastigando –


- Riz, eu...


- Qual é a bomba? – ela vira um gole de coca –


- Os seus colegas de trabalho vão para o Leste conosco semana que vem.


- Hum... – pausa dramática – O que????


- Não sei de mais nada, apenas fui incumbido de não te deixar ter uma crise.



- Respira. – ela termina de comer – Eles devem ter algo melhor para fazer, é quase fim de ano, oras!


- Pode ser...


- Lyon.


- O que?


- Por que os meus pais estão fazendo isso comigo? Eu sempre fui uma filhinha tão exemplar!


Ela falava num tom manhoso.


- Eles só querem saber com quem você passa a maior parte do seu tempo.


- Como se eles já não tivessem mandado tirar a ficha completa deles. – ela faz um bico –


- Se você...


- Não. Eu não vou trabalhar para os meus pais!


- Difícil você!


- Lyon...


- Hum.


- Aquilo ali é um paparazzi?


O Ruivo estava com um garfo na boca e depois de mastigar e engolir, responde:


- Sim. Vamos sair na capa de alguma revista amanhã.


- Que gracinha, você vai estar de boca cheia!


- Riza, eu sou gostoso até dormindo!


Ela olha para ele com aquela cara de “fala sério!”.


- ¬¬ — Eu não te conheço.


- Você dorme comigo, fala que eu estou mentindo!


- Eu não vou responder!


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A sala de Roy estava meio tumultuada, os rapazes não estavam entendendo bem o que estava acontecendo.


- É o que está dizendo aqui! – Breda balança o pedaço de papel – Estamos sendo formalmente convidados pelo casal Hawkeye a ir lhes fazer uma visita em sua residência no Leste semana que vem.


- Tipo, por que os pais da capitã iriam chamar a gente?


- É! Isso é muito estranho!


Maes invade a sala.


- Então vocês também receberam?


- Um convite para ir ao Leste semana que vem?


- Isso.


- Recebemos. – disseram em coro –


- E isso é muito estranho.


- Eu não acho. – Maes se senta no sofá e começa a limpar os óculos – A capitã é a menina dos olhos dos pais, estão aproveitando a oportunidade para conhecê-los.


- Mas a gente trabalha junto a muito tempo.


- Mas ela nunca tinha sido a garota da capa de revista nenhuma.


Roy finalmente abriu a boca.


- Esse é o ponto! A Gracia comentou que eles jamais esperaram algo do gênero vindo dela... Querem ter certeza das companhias que cercam a filha, fora.. – ele pensa melhor no que ia dizer – Esquece.


- Bem, se é assim acho que não seria legal fazer uma desfeita.


- É...


- Man?


- Eu vou. Estou apenas pensando.


Aquilo era um prato cheio para o Mustang. Teria a chance que queria, agora era uma questão de bom jogo de cintura e sorte.


- Maes.


- Hum?


- Vamos lá no arquivo. – Roy se levanta pegando uma pasta sobre a mesa –


- Agora?


- Bem, sim!


- Mas é que eu ia mostrar as novas fotos da Elycia! – ele falava num tom manhoso –


- Tenho certeza de que os rapazes agüentam a curiosidade, certo?


- Oh claro!


- Vai ser uma pena, mas a gente vai sobreviver!


- Depois, assim, bem depois você pode voltar aqui e nos mostrar as fotos.


- Bem... – ele guarda as fotos no bolso – Depois eu volto então.


E os dois morenos saem da sala.


- Olha, é bom ser muito sério para você tirar dos rapazes a oportunidade de ver as fotos da minha lindinha-tchutchuquinha-cute-cute Elycia-chan!


- Olha a compostura, Maes!


- Vai te catar, man, mas o que quer?


- Você ia dizer alguma coisa, mas parou.


- Não é nada, foi só uma hipótese que me veio a cabeça quando me lembrei da conversa com a Gracia.


- Eu sempre gostei de ouvir suas hipóteses.


- Olha, não é uma coisa certa, mas a Gracci sempre comenta que os pais da Riza querem casá-la desde que ela fez quinze anos e bem, depois de todo esse escândalo que levou os holofotes sobre a família e esse amigo que apareceu do nada...


- Seja mais claro.


- Um casamento entre a Riza e o Lyon uniria as duas famílias o que os tornaria a família militar mais forte e influente do país. Monteclaire Hawkeye Correia de Andrade Yukimura.


- Você diz um casamento arranjado?


- Em tese, mas olhando para os dois acho que não seria de estranhar um comum acordo.


- Os dois são amigos!


- Roy, todo mundo já notou que a relação dos dois está bem mais profunda...


- A Riza jamais casaria por interesse.


- Man, ela foi criada para ser um dos intocáveis, por mais que ela corra e se afaste sempre será um deles. E bem, dez anos de alguém tentando te convencer a fazer uma coisa pode ter algum efeito.


- E você acha que essa coisa da revista...


- Não. Acho que isso apressou as coisas, talvez. – pausa — Nesse momento, as alianças estão sendo formadas por todos os cantos e uma grande aliança como essa daria a eles um poder incalculável. Provavelmente pisaria no calo de muita gente, mas também seria muito bom para outros muitos.


- A Riza...


- Os Armistrong estão prestes a casar Catherine com o mais novo dos Strádiváros. Dá o que pensar.


- Mas é só uma teoria. Não vamos sofrer por antecedência.


- Sofrer? – Maes ri – Não acho que os pais dela fariam algo que ela não queira. – muda o curso – Vou para minha sala.


Roy estava meio confuso, toda aquela informação. Nunca imaginou Riza casada, ela parecia tão bem ali, como braço direito dele.


Sempre tão discreta, tão austera... Okay, que aquela revista havia mostrado um outro lado dela, mas isso era o de menos. Riza não era só um rostinho bonito, aquilo ali foi só um pedacinho de tudo o que ela realmente é!


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Riza entrou na sala e logo os rapazes comentaram sobre o convite, não podia dizer que a presença deles lá seria uma coisa ruim, o que a assustava era o fato de ter certeza de que os pais tinham alguma coisa em mente.


- Valeu ai, capitã!


- Não tínhamos nada para fazer mesmo.


- Com certeza.


- Agradeçam aos meus pais, eu se quer estava sabendo da festa deles, devem ter decidido de última hora. – ela sorriu –


- É isso é meio estranho, tipo...


Ela dá uma risadinha.


- Vocês não conhecem meus pais, isso para eles é tipo de coisa mais comum e bem, já faz alguns anos que trabalhamos juntos. É incrível como só tenham feito isso agora.


- Nossa! Isso parece meio super-protetor.


- Eles melhoraram bastante. – ela olha assassinamente para eles – Agora trabalhem!


- Hai!


Um.


Dois.


Três.


Não podia ter um treco só porque os pais estavam aprontando, isso não realmente uma coisa extraordinária, mas pensando um pouco mais friamente sobre o assunto...


- Eu não acredito.


Ela balançou a cabeça para os lados. Os pais eram realmente incríveis: Juntavam o útil com uma maneira de tentar controlá-la.


- O que você não acredita, capitã?


A loura levou um susto quando viu que de sua cadeira Roy olhava para ela.


- O senhor vai descobrir, em breve.


- Hum. – ele ficara intrigado –


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Riza entrou em casa com Lyon. Ela estava calada demais para o gosto dele. Nenhuma reclamação a respeito da maneira como os pais queriam controlar a vida dela?


- Solta tudo. O que está acontecendo?


- Você realmente não quer a presidência, não é Lyon?


Ele se joga no sofá.


- Não. Eu já tenho responsabilidades demais, fora que não me atraem nem um pouco essa vida, prefiro estar só ajudando. Por quê?


- Eu também não quero.


- Riz...?


- Esquece.


- Fala logo! – ele se senta -


- Vou tomar um banho.


Vendo que ela não iria responder, ele resolve esquecer isso naquele momento.


- Eu também.


- Espero que não comigo... – ela sorri – Preciso pensar em como sobreviver a semana que vem.


- Eu nem cogitei isso.


- Claro.


Continua...


Mais um cap feito com amore!!!


Gente, comenta tá!!


As vezes não respondo a todos os comentárisos de uma vez pq não da tempo, mas faço o que posso!!!


Kisss