Military Post

23 Amigo novamente?


Cap. XXIII – Amigo novamente?

Riza e Lyon caminhavam lado a lado falando sobre trivialidades até que pararam e se sentaram sobre a cerca.

- Então, está sendo tão ruim?

- Na verdade não, mas meus pais ainda não falaram sobre a Military Post.

- Oh claro... A revista. – pausa – Já te falaram que ficou muito linda naquela revista?

- Vai te catar, Lyon!

Ela deu um tapinha no ombro dele.

- Mas ficou!

Os dois ficaram um pouco em silêncio.

- Sabe, acho que a gente deveria passar só para amizade por um tempo, Riz.

- Eu sei... – ela ri – Acho que o pessoal já tava achando que ia virar casamento.

- ele ri – Eu sei, mas não é esse o ponto. Acho que o seu chefe quer entrar no páreo.

- O que? O Roy? O que você andou bebendo, Lyon?

- Olha, Riz, você sabe que independente de estarmos ou não como um casal, eu sempre vou gostar de você. Mas nós dois sabemos que o que temos não é amor, ou melhor, não é aquele amor.

- E você está achando que com o Roy...

- Não sei, mas ele parece realmente incomodado com a minha presença perto de você.

- O Roy só tem medo do braço direto dele dar no pé!

- HEHEHE. Eu acho que é bem maior que isso e você parece um tanto interessada.

- O Roy é atraente, mas é só isso e eu nego se ele ficar sabendo.

- Claro... Riza, eu te conheço desde o dia que você nasceu. Você não me engana.

- Pois saiba que você está muito, mais muito enganado mesmo.

- Claro, claro... Minha função desde o dia que a Tay e você nasceram e cuidar para que vocês não fizessem nada idiota. O que me deu muita prática em conhecer vocês duas...

- Olha... – ela procurava uma resposta a altura – O Roy é só meu amigo.

- Então claro que você não vai se importar de ir a festa com ele.

- O que?? Eu pensei que a gente ia...

- Riza, o cara não conhece ninguém por aqui.

- Como se isso problema para ele.

- Que seja! Mas eu não vou com você, sabe como é, aparecer juntos é quase como anunciar um casamento.

- Você é muito mau!! Mas quem disse que eu vou com ele? Tem um par de caras que ficariam muito felizes em ir comigo.

Ela fez cara de vencedora.

- Riza, você sabe que eu adoro estar certo, e não ir com o Mustang vai estampar isso!!

- E você garotão, vai com quem?

- Sei lá... Talvez a Samira Brucks, ou Lidiane Monterreal.

- Você já teve um gosto melhor, sabia? Não dava para achar umas mais rodadas, não?

- Então quem você indicaria?

- Olha, eu não deveria fazer isso porque você é uma mala, mas eu não sou vingativa. Por que não tenta a Lucila Smith ou a Marika Ryce?

- Hum... Gostei.

- Claro que gostou, Lyon eu te conheço a vida inteira, sei melhor que você mesmo o tipo de mulher que você gosta.

- ele ri abertamente – Então... Desde quando a Samira e a Lidiane entraram para o hall das rodadas?

- Desde de que passaram a dormir com qualquer um. – pausa – Eu posso ter tido os meus casos, mas posso afirmar que conhecia todos, nunca dormi com um desconhecido e só caia na cama de algum deles com pelo menos uma semana de conversa.

- Isso eu sei. Mas acho que você não caia na cama de algum deles, os derrubava na sua.

Olhar maligno assassino.

- Vamos ir para onde o pessoal está antes que eu cometa assassinato.

- Vamos.

Caminharam até onde estavam os outros. Estavam em volta de uma grande fogueira sentados sobre troncos deitados e rindo de alguma coisa que alguém disse.

Estava bem frio aquela noite.

- Olha quem resolveu dar o ar da graça!

- Monstro.

- Esquisito!

- Ignore-os, é coisa de irmão.

Riza procurava um lugar para sentar, mas parecia ter só mais um lugar vago e bem... Lyon já tinha chegado lá.

- Tay...

- Vem cá!!

Todos olharam curiosos a cena e ficaram meio chocados com a loura sentado no colo de Tayane, não que isso fosse alguma coisa demais.

Mas pelo que tinham notado as duas eram amigas de berço, aquilo realmente não era uma espantosa, fora que mulher não tem problema em sentar em colo de mulher.

- Riza, você sabe como vai ser a festa? – Scieska perguntou – Não trouxe nenhum vestido, achei melhor comprar aqui, não sabia como seria...

- Bem... Não sei...

- Baile de máscaras.

- Baile de máscaras, Tay?

- Ia ser a fantasia, mas ai depois de semanas confabulando, a sua mãe, a minha, a da Gracci...

- Algo como os carnavais antigos de Veneza?

- Isso, ai Sciezka. E Riza, você tem hora amanhã na costureira, tem que provar sua máscara e vestido.

- Como é que é?

- O que?? Você acha que um vestido de baile fica pronto em dias?

- Mas...

- Riza, é a Tia Liza. Não tem como ser feio.

- O problema não é esse... É o tamanho.

- Eu fui a manequim.

- Ah bom... – pausa – Mas eles colocaram mais uns dez centímetros de pano no busto, né?

- Eu vou te jogar no chão sua vaquinha.

- O que?

- Então gente, que tal um jogo? Verdade ou desafio.

- Desculpe Breda, mas a Riza, eu, a Tay e a Gracci não jogamos isso.

- Por quê?

- Paramos de jogar depois que a Megan, uma amiga nossa, tomou vodka demais e vomitou em cima de todo mundo.

Gracia falou.

- Foi horrível, temos trauma, né Tay?

- Fora que a gente só jogava entre a gente, não era brincadeira não.

Riza e Gracia lançaram um olhar assassino para Tayane.

- Relaxa, eu não vou contar para ninguém.

- Contar o que?

- Nada não, Jean... Alguém ai sabe tocar violão?

- O Havoc sabe!

- Hein? Eu? Não...

- Toca sim, larga de ser mala.

- Mas nem tem um violão aqui.

- Não seja por isso.

Riza se levanta.

- Tay, onde a gente colocou o violão daquela vez que o Fellipe inventou de tocar?

- Para começo de conversa, ele agredia os nossos ouvidos e eu acho que a gente botou fogo nele.

- No rapaz??

- Claro que não, no violão.

- Botamos não, a Gracia não deixou.

- Gracia?

- Acho que jogamos no sótão.

- Um minuto, rapazes.

Depois de quase quinze minutos Riza e Tayane apareceram com um violão.

- Achamos!!!

- Ah não...

- Agora toca!!!

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Ficaram lá um bom tempo, ouvindo Havoc tocar. Mas quando era quase uma da manhã quase todos foram dormir. Mas Riza não estava lá com muito sono e foi para cozinha pegar um chocolate, indo para a biblioteca depois.

- Eu mato o Lyon! Como é que ele acha que eu vou ao baile com...

- Por que você quer matar o ruivo?

Riza deu um pulo e olhou para trás.

- Roy? Você não deveria estar dormindo?

- Sem sono. Mas e ai? Por que o ruivo tem que morrer?

- Porque decidimos não ir juntos ao baile e agora eu vou ter que arrumar outro par.

- Se vocês decidiram juntos, por que quer matá-lo? “ Não que eu me importe!”

- Digamos que tenha mais caroço no angu, mas não quero falar sobre isso. Tenho que decidir quem vou chamar para ir comigo: Dreak, Julios, Antony, Royce...

- Algum problema com eles?

- Não. Se eu falar com qualquer um deles, vão comigo.

- Então...

- É complicado. São um bando de idiotas.

- Então por que não vai com um cara legal, bonito, gente boa e que não tem par?

- E onde está essa criatura?

- ele olha para os lados – Você está vendo outro cara aqui?

- Certo, obrigada pelo convite, mas creio que seria um crime contra as moças da cidade não dar uma chance a elas.

- Eu não conheço ninguém aqui.

- Você não precisa de mais que meia hora na cidade para poder distribuir senha e fazer um sorteio.

- Olha, eu não sei se acho bom ou fico ofendido, mas Obrigado. Agora, já não te ocorreu que se eu estou aqui chamando você é porque estou interessado em ir com você?

Riza ficou em silêncio alguns minutos.

Se não fosse com Roy, ele iria com uma vadia qualquer e isso a deixava MUITO irritada por algum motivo desconhecido, fora é claro que Lyon ia ficar falando que tinha razão.

Agora se fosse com ele, não ficaria irritada com nenhuma vadia, iria contra a teoria maluca do Lyon e até que poderia ser divertido. Fora ser muito melhor do que agüentar qualquer um daqueles idiotas que ficariam falando do tamanho da conta bancaria ou das garotas que queriam estar com eles.

- Vamos fazer assim, se você me achar, eu sou seu par.

- Hã?

- É um baile de máscaras, Roy.

- Certo. E prepare-se, eu sou ótimo em joguinhos.

- Okay.

Roy dá um bocejo.

- Bem, vou dormir, o pessoal combinou de ir a cidade amanhã cedo para ver as roupas.

- Hum, a Gracci comentou.

- Não vai dormir?

- Agorinha.

- Boa noite, então.

- Boa noite.

Roy saiu e logo após Riza ouviu um barulho na sala.

- Mãe?

- Oi, lindinha.

Lizandra deu um meio sorriso.

- O que aconteceu?

- Enxaqueca.

- Já tomou o remédio?

- Já sim... – ela massageia as têmporas – Mas até fazer efeito não consigo dormir. E seu pai acorda fácil. Senta aqui comigo. – ela bate no espaço ao lado –

- Então, já mandou fazer o meu vestido?

- Claro querida. Um vestido de baile sob medida não fica pronto de um dia para o outro.

Lizandra abraçou a filha e começou a mexer no cabelo dela. Gostava tanto de tê-la em casa.

- O que está havendo aqui?

- Pai?

- Rich?

- É sou eu.

- Você não estava dormindo?

- Acordei e não te achei, Liz.

- Enxaqueca e achei nosso bebê aqui.

- Um bebê muito travesso, aparecendo em revistas sensacionalistas...

- Ai pai, agora não. E nada de bebê, eu tenho vinte e cinco anos.

- Eu não engoli aquela história.

- Mas o Ivis...

- O Ivis é um garoto muito bom, mas é seu amigo, não vai te desmentir.

- E você sempre vai ser nosso bebê. – Lizandra deu um beijo no alto da cabeça da filha –

- Anda Elizabeth, fala.

- Eu não sei de nada. – u.u –

- Ela não vai falar nada, querido.

- Então vamos fazer assim, você nunca mais apronta uma dessa e quase me causa um infarto e eu não tento e consigo te arrastar para o Leste e nem penso em te exportar para bem longe do país sem passagem de volta.

- Você nunca me mandaria para longe. – u.u –

- Mas te manteria sob vigilância o resto da vida.

- Nisso eu acredito, mas não tenho pretensões de repetir. Odeio estar sob os holofotes.

- Meio difícil de acreditar depois da revista.

- Foi tudo um mal entendido.

- Claro, claro...

- Bem, eu vou dormir. Boa noite para vocês dois. – Riza dá um beijo na mãe –

- Só a Liza ganha beijo de boa noite?

- Pensei que eu era travessa?

- Ah, você é uma bebê travesso. Mas é o meu bebê travesso.

- Bebê não!!! – ela beija o pai –

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Já era nove da manhã quando a galera do mal acordou e foi tomar café.

- Bom dia tia, tio... E ai, eu vou ficar uma baleia.

- Oh Gracia, bom dia. E pare com isso, vocês estão todos bem magrinhos.

- Eu falo isso para ela, mas não me ouve. A mamãe devia ouvir mais a gente, né filhinha?

- É!!

Antes de qualquer outra conversa. Um barulho de algo de ferro caindo assustou todos menos Lizandra que continuou comendo.

- Desculpem, estão montando as tendas.

- Liza...?

- O que foi? Não são tendas comuns.

- E o que isso quer dizer?

- São de vidro trabalhado.

- Como é???

- As armações são de metal e todo o salão incluindo o telhado são de vidro, vai ter um lustre no centro e toda decoração vai ser clean com um ar veneziano.

- Por que estou assustado?

- Você me deu carta branca. – u.u –

- Então, vão a cidade hoje?

- Vamos sim, queremos comprar as roupas para a festa.

- Então é melhor irem a cidade do Leste.

- Na cidade não tem lojas?

- Ter, tem... Mas na cidade do leste vão ter melhores opções.

- É gente, daqui lá é uma hora e meia.

- Então vamos.

- A minha filhinha vai lindinha de máscara!!!

- Essa menina vai acabar traumatizada... – um dos rapazes falou ao fundo –

Olhar maligno.

- Bem, eu e a Liza temos que ir ao quartel lá. Se sairmos agora, chegamos antes das onze.

- Vamos galera!!

- Vou pegar minha bolsa.

Foram em três carros e Roy dessa vez acabou no mesmo carro que Riza e os pais.

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Richard estava quase tendo um treco com a teimosia da esposa.

- Não, Lizandra!

- Por quê?

- Porque não.

- Então eu vou em outro carro.

- Que diferença faz você ou eu dirigir?

- Eu devolvo a pergunta.

- Mas...

- Vou buscar as chaves...

- ele rosna – Dirija!

O homem joga a chave para a mulher e entra no carro contrariado. Riza não tinha visto a discussão, estava ajudando Gracia a colocar Elycia na cadeirinha. Já Roy estava dentro do carro.

- Que gênio dos infernos essa mulher tem.

- É sempre assim?

- Hum? – Richard olha para trás – Não. Ela não se importa que eu dirija até dar na telha dela.

- O senhor já sabia que ela era assim.

- Já foi muito pior. – ele suspira – E Riza não ficou atrás.

- Eu já notei.

Riza entra no carro e logo após Lizandra com um largo sorriso nos lábios.

- O que foi, querido? Que cara é essa? – ela dá um selinho nele que suspira –

- Você não fica com nenhum peso de consciência, não?

- Por quê?

- Dirija, Lizandra.

- Esses dois não tem conserto. – Riza fala sob o fôlego e Roy ri –

Continua...

Gente aqui est´mais um cap!!

Por favor comentem!!

kiss kiss