Miley
3 Cap. 3:Conhecendo a Bruxa
Notas iniciais
Chego à escola morta de sono. Não consegui dormir direito sabendo que tinha uma vizinha macumbeira ou sei lá o que. Logo que boto o pé na escola Mari vem dar um oi.
Vou dizer pra vocês a aparência e a personalidade da louca. Sua aparência é bizarra: Cabelos rosa pink raspado de um lado, tem uma tattoo na parte raspada da cabeça – uma joaninha −, ela é muito magra e baixinha, está usando uma saia longa vermelha, camiseta do Guns N’roses, um mocassim preto e varias joias. Sua personalidade: como já sabem, ela é homo, e também roqueira, gamer e fumante.
− Oie azulzinha! – Zuera por causa do meu cabelo, ela não espera que eu a chame de rosinha não é?
− Tchau ô lambisgoia…− Saio de perto dela e vou a procura de outras pessoas.
− Hei! Qual foi? – ela me segue indignada. – Por que tá fugindo?
− Porque você foi lá em casa? – Largo de uma vez. – Minha mãe acha que sou lésbica! Sua idiota! Agora larga do meu pé.
Ela faz uma careta e me segura pelo pulso.
− Fui lá pra ver o Harris. Sabe que eu adoro aquele fofo! Por acaso você estava...?
− Não é da sua conta! – corto.
− Ok. Ok. Não tá mais aqui quem falou…
Vou em direção ao meu grupinho de sempre, Mari vai junto.
− chega ai princesa joaninha e Sra. Não toque no meu cabelo. –Esse é Miles, um caro lindo de doer que não larga do meu pé... Sim, é por causa do cabelo.
− Oi Miles – Falo com os dentes trincados.
− Como vai o Harris? – ele também é apegado ao cão malvado.
− Se quer saber … ele me mordeu. Aquele cão idiota! Vou mata-lo da próxima vez que eu o ver.
− Tá ai sua chance. – Diz Diego, um loirinho surfista. – Hei… quem é essa?
Me viro e deparo com a bruxa e meu cão. Ela está vestida com roupas comuns. Harris se aproxima para lamber meus amigos.
− Também gostaria de saber… E o que você faz com o meu cachorro?
Ela parece tímida e em pânico por termos falado com ela. Quando ela caminha em nossa direção acaba tropeçando e cai no chão. Todos nós rimos. Bem feito!
Ela se levanta envergonhada. Limpa a roupa e estende a mão pra mim.
− Oi. Eu sou a Dominique. O… o cachorro é seu?
Olho para a mão dela com nojo e não estendo a minha. Ela acaba por retirar a mão.
− É claro que é meu. O que você acha? Que um cão de raça estaria por ai sem dono?
Mari acaba por estragar meu filme:
− Ô Azulzinha... Vocês não acharam ele?
Dou um chute em sua canela.
− CALA A BOCA! Sua lésbica maldita.
Exagerei... pois ela ficou com tanto medo que se mijou. Mereço.
Mari sai correndo toda molhada e chorando. Apesar da cena cômica… Ninguém riu.
− Caramba Az... Precisava fazer isso com a coitada? – Miles me olha com nojo e sai atrás da amiga.
Dominique parece ainda mais nervosa.
− É... bem… o Tae sempre foi nosso… achávamos que ele tinha morrido… mas… ah… Ele estava com você, né? – Ela dá um sorriso amarelo e coça atrás da cabeça.
− Mentirosa… − Cuspo aos seus pés. – Só falou isso porque a Mari disse.
Ela se vira para Harris.
− Vem Tae! – No mesmo instante o cão se aproxima dela e senta aos seus pés.
Ouço risinhos… fui feita de boba.
Puxo seu braço e sussurro em seu ouvido:
− Você é uma Bruxa… Eu sei disso, está trapaceando.
− Se você vier comigo eu te explico. – Ela se esquivava para trás, mas disse isso com confiança.
− Pra onde? –Aperto mais seu braço
− Ai… você… está… me machucando!
De repente, fui puxada para trás. Indignada tento me soltar… mas vejo que é Thiago.
− Relaxa mana… O que é isso? Quer matar a guria?
Olho atrás dele e vejo Mari e Miles… eles foram chama-lo.
− Desculpa Az… − Miles começou – é que você está tão agressiva hoje. Achamos que era… sei lá.
Eu ia começar a xingar todo mundo, mas Thiago toma a dianteira.
− desculpe pessoal – ele olhou para a Bruxa – desculpe Dominique, ela não tá num bom dia. Sabe? TPM, a mãe dela acha que ela é homossexual, o shampoo para cabelos azuis, altamente toxico para o cérebro, dela está acabando… − todos riram – Ela não consegue mais se masturbar porque a família interrompe, caiu da janela e pirou tanto que acabou por tentar se comer. – Caíram na gargalhada. Meu rosto estava vermelho de raiva. – Vou leva-la para tomar um ar.
E me puxa para um lugar isolado.
−Qual seu problema? – Pergunto me soltando.
− Qual é o seu problema. Agredir uma criança!
− Puft… ela tem a mesma idade que eu, ou bem próximo.
− Mas você é uma criança também. – Dizendo essas palavras dolorosas ele sai.
E eu fico repensando meus atos, droga de culpa! Acho que deveria conversar com a garota… e com a Mari, e o Miles, e… todo mundo… merda!
Vou atrás dele, dizer que irei mudar. Mas o vejo indo em outra direção, para o ginásio. Mas hoje ele não tem educação física. Sigo-o curiosa.
Fico escondida de modo que eu possa vê-lo. Ele se aproxima de uma garota, ela deve estar dois anos mais avançada que eu, não conheço quem é… mas é bem bonita.
Tem um cabelo preto, comprido e liso; é alta e esguia; muito mais bonita que eu; seus olhos devem ser claros, mas não enxergo bem a cor.
Eles se cumprimentam, começam a conversar. Mas o que ele quer com ela? Será que são amigos? Não… pois nesse mesmo instante ele lhe da um puto de um beijo, não como ele faz comigo, mas como um homem beija sua mulher amada… ele estava me usando, ele a beija com muito mais ternura, talvez até ama ela.
Não consigo evitar, uma lagrima escorre pelo meu rosto, seguida por várias outras, uma mão gelada envolve meu coração… com certeza aquela garota é mais meiga, mais legal, mais gentil… muito melhor da pessoa ruim que sou. Será que não existe um homem que diz a verdade? Todos falam que preferem uma rebelde que joga vídeo game, mas para namorar e casar, eles correm atrás das românticas e meigas. Que ódio! Que raiva! Como fui tola.
Viro-me para sair correndo, até o banheiro, talvez, e chorar em paz, mas dou de cara com Harris ou Tae… seja lá qual for seu nome. Ele se aproxima de mim e me lambe a mão. Nada parecido com o cão que mordeu aminha perna. Mas, pensando melhor, acho que ele fez isso para proteger a sua verdadeira dona.
Sento no chão e o abraço, chorando em seu pelo macio e cheiroso. É como se ele fosse humano e entendesse o que eu estou passando… talvez até entenda, afinal, ele acompanhou essa história dez de o inicio.
− Ah Harris… queria que você fosse humano.
− Cuidado com o que deseja. – Me assustei com a voz atrás de mim. Olho e vejo Dominique, a Bruxa, a minha vizinha.
Ela me estende a mão e eu a pego. Ela afaga meus cabelos como se fossemos amigas há muito tempo. Juntas, vamos até um portão lateral e saímos da escola, antes mesmo de a aula começar. − Venha comigo e te contarei tudo o que você quer saber… afinal não somos tão diferentes. – Diz a jovem bruxa.
Sorrio para ela, e vejo que a garota é uma pessoa boa. Eu é que fui a vilã da história. Mas, se querem saber… eu não gostaria de ser a mocinha. Quero se má. Mas não quero. É como se você quisesse comer cenoura com gosto de chocolate.
− Queria saber… − começo – Se é possível ser má e boa ao mesmo tempo.
− Você quer ser boa praticando o mau? – Ela pergunta.
− É… Quero ser tipo, uma pessoa que faz justiça com as próprias mãos. Que é má, por fazer uma coisa dessas, e boa por eliminar pessoas piores.
Ela ri.
− Como eu disse, cuidado com o que você deseja… pois, o cão pode acabar a virar gente e você pode acabar sendo uma justiceira.
− É tido o que mais quero.
− Mesmo que você precise abandonar sua família?
− principalmente… − Olho para Harris e parece que vejo-o sorrir. Mas deve ser impressão minha.
Errado de novo.
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