Notas iniciais
Oi gente, então, este capítulo foi postado como um teste pra saber como vai ser o desenvolvimento da história, pra ver se alguém vai ler, e se ler, saber as opiniões. Então, se alguém estiver lendo, eu espero que goste.

FLASHBACK’S ON:

Eu já havia pensado em suicídio diversas vezes; Já tive diversas tentativas mal sucedidas; Às vezes eu acho que não teria coragem, mas naquela hora, aquilo foi mais forte do que eu. Quando me dei conta já estava em cima dos trilhos, com uma luz muito forte se aproximando. – aí eu acordei. Levantei rapidamente a minha cabeça e esfreguei meus olhos, até voltar à realidade e perceber que foi apenas um sonho.

-Ok. Vamos lá. – levantei e abri a janela, fui até o guarda-roupas e de lá tirei a primeira roupa que vi pela frente. Afinal, não era uma ocasião especial, só a escola. Me vesti e prendi meu cabelo em um coque mal feito. Terminei de arrumar meu quarto e ouvi minha mãe chamar.

-Abbie! Vem filha, o café já está pronto! – obedeci.

-Dormiu bem, filha?

-É... dormi sim.

-Já está pronta pra escola?

-Já mãe. – minha mãe me olhou meio decepcionada, talvez tenha notado que havia algo errado.

-Filha... – olhei para ela. – Está tudo bem mesmo?

-Tá sim mãe, é só sono. – ela assentiu. – Bom, eu vou indo. Tchau, mãe. – dei um beijo em sua bochecha, e depois saí.

Eu não morava tão longe da escola, resolvi ir andando.

Acho que não falei muito sobre mim; Sou Abbie Collins, tenho dezesseis anos. Moro em Detroit – talvez agora você esteja pensando “ela é só mais uma adolescente clichê americana” certo? Errado. – Nasci no Brasil, em uma cidadezinha do Sul, na qual você não vai querer saber... Mudamos pra Detroit quando eu tinha três anos; Meu pai faleceu há quatro anos, era o tipo de pai que queria a melhor educação para a filha. – um dos motivos pra termos mudado. – Queria que eu fosse aquelas garotinhas perfeitas – não fazia o meu tipo – eu era uma garota normal, a única diferença era que eu não tinha muitos amigos.

Estamos em Abril, dia quatorze, para ser exata. As aulas estão me deixando cada vez pior, cada vez mais entediada, me deixando triste. Eu não aguentava mais aquele inferno.

Minha cabeça estava lotada de pensamentos, porém aquele sonho me dominava; não conseguia parar de pensar nisso: por que havia sonhado aquilo?

Fazia tanto tempo que eu não tentava me suicidar, não fazia nada de mal a mim mesma, por mais que tivesse vontade, que às vezes me cansava da vida, óbvio, mas quem nunca passou por um momento desses? Talvez tenha sido apenas reflexão de um pensamento que tive no dia, mas enfim... Decidi parar de pensar um pouco naquilo e apenas continuei meu caminho até a escola.

Quando cheguei, fui ao encontro de um grupinho de amigas que costumava andar. Elas estavam conversando, pareciam empolgadas. – eu desanimada daquele jeito, não queria estragar a alegria delas, então só cheguei lá e dei um oi geral.

-Oi gente! – sorri.

-Oi Abbie! – disseram em coro. Depois passei reto, queria ficar um tempo sozinha; eu estava com meu livro na mochila, e meu melhor passatempo era ler. Eu gostava muito de livros de romance, ação, enfim. Tinha um bocado destes em casa. Alguns terminados, alguns que parei na metade, alguns que nem comecei... Minha mãe não entendia o porquê eu parava no meio de tantos livros, geralmente é por culpa dos spoilers – eu detesto receber spoilers, pelo fato de perder a graça de ler, a não ser que seja um não tão importante, mas de qualquer forma, é péssimo.

O sinal da escola tocou, meus primeiros três períodos eram biologia e literatura. – biologia pra mim era uma merda. Eu não entendo biologia, de verdade, aquilo era como falar grego. Já literatura era a melhor parte do meu dia. Não eram muitas aulas por semana, mas compensava todas as outras. Eu amo escrever, qualquer coisa que envolva livros. Sempre fui assim, desde pequena, sempre gostei de criar histórias, ler histórias...

Aquela aula de biologia estava tão entediante, que pensei em dormir, mas aquela gente não calava a boca, e eu estava cada vez mais estressada. Apoiei minha cabeça na classe e fechei os olhos; uma tentativa de dormir foi mal sucedida; Depois de alguns minutos, na segunda deu certo, peguei no sono.

-ACORDA! – dei um pulo, voltando à realidade. Era Victor gritando no meu ouvido, me deixando brava.

-O que você quer garoto? – disse com aquela voz de sono e cara de zumbi

-Queria te assustar. – ele riu.

-Babaca, sai de perto de mim. – escorei minha cabeça de volta na classe, porém não voltei a dormir.

Logo, o sinal da escola tocou, a professora de biologia se retirou e a de literatura entrou. Srta Montgomery era legal, ela sempre procurava entender seus alunos, era como uma amiga pra mim, nos dávamos bem. Eu costumava escrever bastante, ela me ajudava com essas coisas, a corrigir e dar opinião. Enfim, tínhamos uma boa sintonia.

Ela nos deu a tarefa de fazer uma redação livre – isso significava que eu não precisava ficar presa em apenas um assunto – e como eu já havia dito, eu gostava de criar histórias. Decidi escrever sobre o amor, sobre os meus sentimentos, o que já havia passado, desde a época em que usava a automutilação como fuga dos meus problemas, até quando me apaixonei pela primeira vez.

Levei o período inteiro para entregar a redação, explicando cada ponto dela, tentando me expressar de forma correta; Eu sabia que aquela redação não sairia dali. Eu confiava naquela professora, sabia que nada daquilo chegaria nas mãos de minha mãe, sem que eu desse permissão. Isso era muito bom, ter uma forma de me expressar. Bom, quando entreguei a redação, ela começou a ler e disse que eu poderia voltar ao meu lugar.

O sinal tocou novamente, Eu não estava me sentindo muito bem; minha cabeça doía, chegava a latejar. Não aguentaria os outros períodos. Pedi permissão para ir até a diretoria ligar para minha mãe e me deixasse ir pra casa. A professora permitiu.

-Diretora?! – disse pondo a mão na cabeça.

-Sim? – ela sorriu.

-Posso telefonar para a minha mãe? Não estou me sentindo bem.

-Claro, pode vir. – obedeci.

Telefonei e minha mãe permitiu que eu fosse embora. Voltei à sala e arrumei meus materiais dentro da mochila. Dei um tchau geral para a turma e saí em direção às escadas.

Cheguei em casa e minha mãe estava no trabalho. Subi até meu quarto e me deitei na cama. Fiquei olhando para o teto até que pegasse no sono.

Acordei com um barulho do celular. Desbloqueei e vi que havia uma notificação do aplicativo do twitter – eu usava muito o twitter, era um meio para meu desabafo, ninguém sabia o que eu falava lá. Então quando vi uma mention que pedia para que eu seguisse de volta. Era uma menina, seu nome era Amy. Não podia ver seu rosto, pois assim como o meu, o dela também era um fã clube. Eu a segui e respondi, e a partir daquilo, começamos a conversar, dias, noites, madrugadas. Conversávamos sem parar, e parecia que os assuntos surgiam do nada. Falamos por Skype, quando ouvi sua voz pela primeira vez. Assim foi por um bom tempo. Até o dia em que percebi que estava me apaixonando por aquela menina, que nem sequer tinha visto pessoalmente, nem nunca havia tocado. Eu a chamei para conversar.

-Amy. – depois de alguns minutos ela respondeu.

-Oi Abbie. Está tudo bem?

-Eu não sei.

-Ei, me conta o que aconteceu.

-Eu acho que estou apaixonada por você. – dessa vez ela demorou mais para responder, eu não sabia o que fazer, se eu tinha errado em contar, a única coisa que passava na minha cabeça era “ok, vacilona, muito bem, você estragou tudo outra vez” .

-Abbie — ela enviou e logo começou a digitar outra vez. — Eu estou apaixonada por você também. – aquele silencio entre toques de celular surgiu, eu não sabia o que falar, mas eu nunca estive tão feliz em toda a minha vida.

Depois daquilo, nós fomos completamente amorosas uma com a outra, e eu desaprendi a viver sem aquela garota, por mais que ela morasse longe. Eu realmente a amava, independente de todos as oposições que houvessem ou viessem a haver.

FLASHBACK’S OFF.

Notas finais
Oi de novo sjoiasjaoj que paia. Tá, enfim, eu não sei se tem alguém lendo, mas por favor, P-O-R F-A-V-O-R se alguém estiver, deixe sua opinião aqui, porque eu tô muito insegura com esse início, e é isso aí, obrigada gente, beijão.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.