Miles Apart
10 Thank You
Notas iniciais
Ooooh, obrigada a quem comentou
De repente um pequeno suspiro fez-me ficar assustada e, automaticamente olhei para todos os lados na esperança de ver quem era.BUH! – Gritou alguém atrás de mim. Eu apenas tive a reacção de gritar e me virar para ver quem era.Mas tu és estúpido? – Perguntei ao Bill, vendo-o entrar na caverna com algumas coisas debaixo do braço.Nem por isso. – Respondeu sorrindo e, não me prestando qualquer atenção.A sério Bill, já pensaste ir ao médico. – Fiz uma pausa – Eu acho realmente que tens um problema nessa tua cabeça de espanador. – Disse-lhe, voltando a sentar-me novamente na pedra fria.É não é? – Pousou aquilo, que eu pensei ser fruta, no chão, um pouco mais afastado da fogueira. – Devo mesmo de ter. – Afirmou, voltando-se para mim. – Para te carregar até aqui ao colo. .– Parou e, fez um falso ar pensativo – Sim, tenho mesmo uma doença. – E sorriu para mim. Não o seu sorriso falso, mas aquele seu sorriso que eu adorava. Com tal gesto fui incapaz de não sorrir também para ele.Bill… – quebrei o silêncio que se havia instalado entre nós.Sim? – Ele olhou-me e sorriu abertamente.Eu queria te… – fiz uma pausa para tentar engolir o orgulho, pois aquilo que eu iria dizer não era fácil. Então. – Disse já bastante curioso.Obrigado! – Disse-lhe depois de muito reflectir. – Por me teres trazido para aqui. – Conclui, sorrindo.Oh, na boa. Eu sei que farias o mesmo por mim. – Falou num tom calmo, enquanto se sentava a minha frente.Faria? – Inquiri maliciosamente.Não farias? – Voltou-me ele a perguntar meio chocado.Eu… – parei, pensando em tudo o que se tinha passado até agora e por fim respondi sinceramente. – Sim, eu faria.Eu sei. – Disse, mostrando um ar convencido que me fez rir. Pegou nas frutas ali postas antes – Queres? – Perguntou, mostrando-me uma fruta que eu não conheci. Fiz uma careta – Papaia, não gostas?Não conheço. – Ele riu-se e passou-me para as mãos a metade que tinha cortado com uma faca, que eu deduzi ter sido tirada do jacto meio desfeito que se encontrava na praia –Obrigado. – Agradeci e, tirei-lhe a pequena faca para poder descascar aquela metade da papaia.Amanhã vais tu a procura de comida. – Disse, enquanto me roubava a faca das mãos.Eu? – Perguntei meio chocada. – E se me perco?Estava a brincar contigo Pim. – Ele parou para me olhar a meter um pedaço de papaia na boca – Então, gostas? – Perguntou ainda a olhar para mim.Hum… – saboreie mais um pouco daquele pedacinho de fruta suculenta. – Adoro! – Disse num tom de voz que ao ouvir-me, eu própria me ri. Fazendo o Bill rir-se também.Ainda bem. — Respondeu quando as nossas gargalhadas cessaram.Bill…Diz Pim.Vamos passar os dias a comer fruta… – parei por um segundo para poder alcançar a outra metade da papaia, que se encontrava a meu lado – … até nos descobrirem?Se é que algum dia iremos ser descobertos. – Murmurou muito baixo para que eu não o pudesse ouvir. Azar, eu ouvi perfeitamente.BILL. – Gritei e ele assustou-se, ficando a olhar para mim confuso – Não sejas tão pessimista BillyBoy. – Ele fez uma careta e eu ri-me dele – Que horas são? – Perguntei ainda a rir.Achas que eu sei? – Perguntou retoricamente.A minha mala. – Disse, fazendo-se luz na minha cabeça.O que é que tem a tua mala?Perguntou mas eu não lhe respondi, levantando-me e correndo até as minhas malas que se encontravam num canto. Abri umas das malas e procurei no meio das calças de ganga aquilo que tencionava encontrar.Mas do que é que estás a procura? — Voltou a perguntou, um pouco mais alto.
Espera. – Pedi-lhe, ainda mexendo em todas as peças de roupa que a mala continha. Um objecto duro passou me pelas mãos e eu agarrei-o fortemente. – ACHEI! – Gritei para o Bill, ele apenas se riu. – São agora 16:21 em Portugal, provavelmente serão aqui 20 ou 21 horas. Até porque já anoiteceu. – Disse-lhe. Como sabes? – Perguntou-me confuso.O meu relógio. – Mostrei-o – Ofereceram-me à algum tempo atrás. – Sorri para o relógio de prata que estava nas minhas mãos. Tinha sido o Pedro a dar-mo e, adorei-o logo no mesmo instante que o recebi.Que te deu? – Perguntou o Bill curioso.O meu namorado. – Respondi, ainda olhando para o relógio. Ah, tu tens namorado? – Perguntou um tanto ou quanto incrédulo. Eu apenas assenti. – Eu não tenho namorada. Vocês dão trabalho a um homem.Homem? – Perguntei, fazendo – me soltar uma gargalhada e, ele também acabou por se rir.Continuamos ali para ali a rir enquanto comíamos fruta, mas ao fim de alguma tempo a fruta acabou e o riso cessou. Ele olhou-me nos olhos e esboçou um pequeno sorriso, o seu sorriso. Desculpa. – Pediu e, eu fiquei ligeiramente confusa por não perceber o porque daquele “Desculpa”. – Pelos beijos. Senti as minhas bochechas ruborizarem violentamente e, para disfarçar sorri timidamente. Ele apercebeu-se e sorriu para mim, enquanto se aproximava lentamente, acabando por se sentar a meu lado.Estávamos agora os dois a olhar para a fogueira à nossa frente, vendo os pequenos paus de madeira serem engolidos pelas chamas. Senti ele aproximar-se de mim e, corei ainda mais. Sem dar por isso ele colocou a sua mão no meu queixo para fazer-me olhá-lo nos olhos. Estava simplesmente lindo, os seus cabelos pretos esvoaçavam, devido à brisa da noite que insistia entrar pela caverna, o seu rosto, sem maquilhagem, estava iluminado pela luz proveniente da fogueira. Eu não podia negar: ele parecia perfeito.
Notas finais
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