Miles Apart
3 2º Capitulo
Notas iniciais
Bem... como descobri alguem interessado na Miles Apart vou mesmo continuar.
Comecei depois a minha caminhada pelo aeroporto Tegel, na esperança de poder esbarra com o meu pai. Mas só passados 10 minutos o avistei.Lá estava ele, de braços abertos como sempre. Corri até ele, não me importando se as minhas malas passassem por cima de alguém, e abracei-o. Sempre tivera uma grande amizade com o meu pai, e já tinha saudades dele.Oh meu amor, estás tão grande. – Disse-me, afagando-me suavemente a os meus cabelos ruivos.Pai, tira a mão! Não sou nenhum cão. – Protestei enquanto me afastava dele. – Leva-me para casa, que tenho sono. – Acrescentei, dando-lhe para a mão as minhas malas.Sim e, tu que não tivesses sono. – Percebi na sua voz que usava um certo tom de sarcasmo, levando-me instantaneamente a sorrir. – Como está a tua mãe? – Perguntou-me, enquanto já nos dirigíamos para o carro.Bem! Ela vai fazer outro filme lá em Portugal e, já abriu a galeria lá em Lisboa com os seus quadros e esculturas. Passei lá no outro dia … – fiz uma breve pausa para poder entrar dentro do carro – Porque é que saí a ti? Sem qualquer jeito para a arte. Oh, olá Frank. – Disse ao mesmo tempo que esboçava um grande sorriso para o motorista do meu pai.Olá pequena – saudou-me o Frank.Não tens jeito para a Arte mas tens jeito para outras coisas – disse o meu pai, abrindo uma revista que estava pelo carro perdida.É, fazer compras. Mas mudando de assunto. Pai ainda te dás com o Benjamin? – Perguntei ao mesmo tempo que me lembrava da conversa que havia tido com a R na tarde de sexta-feira.Com qual deles? O Ward, o Ebel ou o Lavender? – Perguntou sem me prestar qualquer atenção.O Ebel– RespondiSim, ainda ontem me ligou a dizer que está cá e que devíamos ir beber um copo – Informou-me, mandando de volta a revista para o banco da frente do carro. – Mas porque esse interesse todo no Ebel?É que sabes, os Tokio Hotel vão dar um concerto aqui em Berlim e, eu queria muito ir vê-los…Sim, queres que eu te arranje um bilhete é isso? – Interrogou-me Não só. Mas sabes outra coisa? Eu gosta muito, mas mesmo muito, de ter um daqueles passes bonitinhos que dão para entrarmos lá no camarim ou o raio c’o parta.Maria Madalena, tento na língua – Falou num tom autoritário, fazendo-me lembrar a manha anteriorMas papá podes arranjar? – Perguntei usando o meu melhor sorrisoSe prometeres não te meteres lá com nenhum, posso tentar arranjar alguma coisa para ti .Claro que não. Eu tenho namorado pai. – Disse-lhe, fazendo-o olhar rapidamente para mim.O QUÊ? – Perguntou o meu pai um tanto escandalizado – Qual é o seu nome todo?Não pai, não vais por ninguém a investigá-lo. E pronto!– Finalizei, vendo que ele iria provavelmente começar a discutir.Foram precisos apenas mais alguns minutos para que chegássemos a casa, duplex enorme situado mesmo no meio de Berlim.Como estava muito cansada da viagem dei um beijo ao meu pai e subi logo para o meu quarto, levando comigo as minhas malas.Acabei por adormecer vestida em cima da cama, a olhar uma fotografia que havia sido tirada no dia do casamento dos meus pais. Tinha seis anos quando aconteceu a união entre os meus pais, mas depois de quatro anos essa mesma união desfez-se, dando lugar a um divorcio onde meses mais tarde eu viria a escolher um deles para ficar. Acabei por escolher a minha mãe, afinal se ficasse com ela não me teria de despedir de todos aqueles que eu amava.(9:16H)Senti uns abanões não muito fortes sobre as minhas costas e, ouvi uma voz falar perto do meu ouvido.Filha, acorda. Sou eu.Eu quem?– Murmurei ainda de olhos fechados.O teu pai!Ah!– Abri os olhos, mas rapidamente os fechei ao ser atingida pelos raios solares que passavam pela janela. Tentei abri-los novamente e, quando pareciam que já estavam pronto para receber a luz de um novo dia, olhei para o relógio pousado na mesa-de-cabeceira – NOVE HORAS? PAI, NOVA HORAS? É de madrugada! – Protestei, enquanto enfiava a minha cabeça por baixo dos lençóis.
Então não queres saber das novidades não é? Ok. – Ele ia a sair do quarto, quando eu fiz questão de me sentar na ponta da cama, dando um breve suspiro, fazendo-o virar-se para trás e encaminhando-se de novo para a minha cama – Então hoje já tive a falar com o Ebel e, combinámos de ir beber um copo logo à noite com…Blá blá blá, passa à frente. – Disse-lhe, tentado acelerar toda aquela conversa para que pudesse voltar a dormir.Então eu arranjei-te um bilhete para o concerto e passe para que possas ir ter com eles depois do concerto lá ao camarim.BOA! – E pus me aos saltinhos pelo quarto, como se tivesse recebido a melhor noticia do mundo. De facto era.Pronto, agora tenho de ir trabalhar.– Disse ao mesmo tempo que depositava um pequeno beijo na minha testa, encaminhando-se de seguida para a porta. – Até logo. – E saiu.Como estava de pé aproveitei de fui fechar os estores, para que pudesse voltar a dormir. Encaminhei-me para a cama e saltei para cima dela, puxei os lençóis para cima e comecei a pensar no que se passaria amanha e, acabei por voltar a adormecer com um enorme sorriso na cara.(14:57)Uma guitarra eléctrica fez-me despertar do meu bonito sonho com o Kaulitz mais novo, fazendo-me querer amaldiçoar a pessoa que se estava a atrever a incomodar-me.(chamada)Eu dou-te o hallo, dou-te(…)sim, estava a dormir (…) não, com o Bill (…) vá diz-me o que é que queres R (…) Sim, estou bem. (…) Por falar neles, eu vou conhece-los (…) Não grites! Eu vou conhece-los porque o meu pai está mais Natal que sempre (…) Sim, amanha. (…) Sim, vai lá ter com os patetas. Beijinhos (…) eu não te odeio.E sem mais ter mais sono, levantei-me pronta para ir aproveitar um dia de Verão em Berlim.
Notas finais
Quero saber o que acham. Beijinho
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