Notas iniciais
Desculpem pelo atraso de duas semanas, deu uma chuva torrencial aqui e acabou dando uma pane no wi fi da minha tia, que me autoriza roubar livremente, e só esta hora que foi normalizar. Um avisinho, minha irmã deixou cair farofa no eu teclado e algumas teclas acabaram por emperrar, vou ter de limpar este fim de semana, caso percebam alguma letra faltando, principalmente W, M e R comunique-me via comentário para que eu possa reparar o erro o quanto antes. Aviso: Passei no vestibular e a partir do mês que vem as coisas serão mais difíceis, logo postarei atrasado também. Bjs.

Cinco e trinta da manhã, e despertou por causa da sua campainha. Elizabeta calçou as pantufas verdes e foi quase se arrastando até a porta de sua sala; e surpreendentemente viu um pequeno cesto com um bebê; ao lado, uma criança que dormia serenamente. Por um momento se esqueceu de seu sono e ela ficou a fitar maravilhada para aquelas duas crianças a sua frente.

–Mas quem… — olhou de um lado para o outro, foi até a frente da casa a procura de alguém que possa tê-los deixado ali no frio.

Com todo o cuidado ela acordou o pequeno que dormia sentado; era uma criança de pele extremamente clara, os cabelos brancos indicavam o albinismo. Acordou sem noção de espaço e tempo e olhou para a moça a sua frente. Os olhos vermelhos dele brilhavam.

–Mãe?

Arrepiou-se ao ouvir aquilo. Abriu mais a porta para que o pequeno entrasse; agachou-se até pegar a cesta, pesada. O bebê que ali estava continuava dormindo, os cabelos loirinhos e o rostinho rechonchudo quase a fez desmaiar de fofura; de bônus, as bochechas rosadas.

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A bandeja de prata na mesinha da sala continha uma garrafa com chocolate quente, um prato com algumas bolachas de morango e torradas. Uma mamadeira, que veio dentro da cesta, estava pela metade de leite. O relógio marcara seis e vinte.

–O Arthur? – espantou-se ao saber que uma das magias que ele lançara em Gilbert funcionou – E onde está Gil? – lembrou-se de que o alemão tinha saído para dar ao inglês as notícias de Francis, que havia passado uns dias na casa de Antônio a fim de lhe ajudar a conquistar Lovino.

–Antes do Artie nos deixar aqui eu o vi no chão da cozinha e…

Um estrondo na sala fez com que as crianças ficassem assustadas, Elizabeta puxou uma espingarda detrás do sofá, nem queira saber desde quando ela possui esse tipo de arma. Mas nem fora preciso, era apenas o albino que entrara exausto e assustado.

–Liz, Liz o Arthur, ele, ele…

–Calma. Se for o caso da magia, fique tranquilo. Essa criança já me contou tudo. – sentou-se pegando o loirinho no colo – Parece que ele nos trouxe um mini Gilbert e um mini Ludwig. – sorriu.

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Fitava atento ao pequeno de bochechas rosadas que dormia na cama da moça. Ludwig não acreditava; ele era realmente fofo daquela forma quando bebê? Gil estava do seu lado, apenas observando a húngara começar a tirar a roupa do pequeno albino para um banho.

–Isso é meio que pedofilia. – levou com uma almofada na cara – Olha a violência! Sua monstra!!

–Tu estás na minha casa, cuidado com essa boca. – enrolou o pequeno na toalha e o encaminhou até o banheiro – Querido, tu já és mocinho, então consegues tomar banho sozinho, não?

–Consigo sim, porque eu sou incrível! – levantou os braços e saiu correndo achando que voava, a toalha caiu no caminho.

–Sério que tu eras assim quando pirralho, Gil? – a morena riu; sentou-se na cama e pegou o pequeno Lud no colo, tinha acordado com o diálogo ali.

–Aff… vê se me erra. Eu nem lembro mais.

Ludwig fitou ambos e tossiu, pediu desculpas silenciosamente e pegou o pequeno nos braços, saindo em seguida. Elizabeta estava cansada, tinha passado o dia inteiro, praticamente, cuidando das crianças, assim como o albino. Gostaria de descansar um pouco e poder dormir. Deitou-se na cama e afundou o rosto no travesseiro.

–Deverias deixar o resto comigo e meu irmão, tu pareces exausta.

Ela sorriu e o puxou pelo braço o fazendo deitar. Apoiou-se para não cair em cima dela e se aproximou de seu rosto, os dedos tocaram as bochechas rosadas e macias.

–Quer algo para beber?

–Não, obrigada. – abraçou-o devagar.

Ela sabia dos sentimentos de Gil, até mesmo da declaração que lhe fizera a mais ou menos há duas semanas; não tinha resposta, precisava pensar. Achou cômica a forma como ele lidou com as duas crianças, prendeu sua atenção; fora carinhoso e paternal, um lado que nunca tinha visto nele. Riu ao lembrar-se d’ele segurando o mini Lud para lhe dar mamadeira.

–Fico feliz. – disse sonolenta.

–Pelo que?

–Por lhe ter ao meu lado.

Agora entendia, queria-o ao seu lado, desperdiçar este momento lhe seria inaceitável.

–Responder-lhe-ei a pergunta que me fizestes.

Agarrou-o e o beijou, assim, fazendo-o cair parcialmente em si. A porta do banheiro se abriu, e o pequeno albino apareceu enrolado na toalha e molhando o chão com os pés molhados.

–Terminei. – disse com a cara mais inocente que tinha no momento; os olhos vermelhos pareciam enormes com o brilho que emanava.

Gilbert olhou para o pequeno e desmaiou de fofura.

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–Ele é fraco para com isso. – Ludwig estava com o mini albino no colo, apertando-lhe as bochechas. Feliciano tinha ligado alguns minutos atrás, e ele, enrolou o bastante para que não viesse até a casa da húngara; se o italiano botasse os pés ali e notasse a presença dos pequenos… com certeza ele daria um jeito de adota-los, e seria um custo o fazer parar de chorar. Melhor assim, longe dele mesmo.

–Arthur ligou. – a moça se aproximou do sofá onde o desmaiado estava; ainda por cima de boca aberta, empurrou-o para lhe dar espaço e poder sentar – Ele vai chegar aqui dentro de meia hora para que possa reverter a magia.

A campainha tocou e um Arthur entrou escandalosamente montado em um unicórnio cor de rosa que, claro, só ele conseguia ver. Empunhava uma varinha mágica, isso de acordo com que ele dizia, e falou palavras em uma língua desconhecida. Lud e Liz nem ao menos tinham movido um músculo diante da situação de tão espantados que eles estavam pela apresentação do inglês. Só não tinham rolado de rir porque custavam a acreditar que o loiro estava flutuando no meio da sala. Ah, sem contar na roupinha branca, um vestido de uma só alça com algumas plantas e uma corda amarrada na cintura.

O que era aquilo?

Girou a varinha e ergueu. As crianças brilharam e foram ficando transparentes. A húngara beijou a bochecha de ambos antes de sumirem completamente dali. Apenas um dia, um dia com aqueles dois meninos para que os corações dos três ficassem abalados. Sentiriam a falta das bochechas rosadinhas e da fofura.

–Mas tu não irias chegar dentro de meia hora?

–Sim, Liz, eu estava vindo de carro com Alfred, mas acabamos por pegar uma avenida que estava congestionada por causa de um acidente. Então eu vim no meu unicórnio. – sorriu e acariciou o que seria a cabeça do animal.

–Hm… entendemos. – ela foi o empurrando até a saída – Obrigada por reverter o feitiço, agora precisamos descansar que o dia foi longo.

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Oito da noite e lá estava a jovem cuidando de preparar o jantar. Seus fones no volume máximo, para evitar ouvir o choro e os balbucios do alemão, este sentado no chão da cozinha abraçando suas pernas.

–Eu nem ao menos tive tempo de me despedir, sua sem coração.

–Gilbert, eles eram apenas um erro de feitiço do Arthur, fique calmo.

–Mas… eu era incrível demais quando pequeno e… eu posso pedir para ele os trazer de novo?

Suspirou tentando não esfregar a cebola que estava cortando nos seus olhos, muito mesmo enfiar uma faca no pescoço dele. Abaixou-se.

–Se esse for o caso, por que não tentas fazer um? – sorriu maliciosa.

–Mas…

–Não me diga que tu não és incrível o suficiente para fazer uma criança?

Levantou-se de repente e a pegou no colo, a faca que ela segurava foi ao chão; correu e disparada para o primeiro quarto que viu pela frente.

–Essa noite vai ser tão incrível que teremos dois de uma só vez, guarde isso na sua memória Liz! – rasgou a blusa e jogou-se contra a morena.

A noite prometia!

Notas finais
Beijos 8D