Notas iniciais
Hehe, demorei um bom tempo pra sair com esse também, mas logo logo já deve tar saindo mais um!

- Mas escuta, Yoyo, que aula você vai ter agora?

- Ahn, acho que era Educação Física... — era isso? Cadê a Catherine ou o Teioh quando eu preciso deles? Ou os meus papéis... Ei! O quê aconteceu com os meus papéis?! Era pra eles estarem bem aqui na cadeira do lado! Espera, ainda bem que eles não estão aqui! Acho que derrubei um pouco de molho onde eles estariam...

- Educação Física? Meus pêsames... — Pêsames?! Eu quero saber o porquê, mas tenho medo! Por quê pêsames? Por quê eu sinto que as coisas vão dar errado de novo?! (Talvez porque eu veja um certo padrão começando a se estabelecer... Um padrão feio e do mal!)

Mas sério, por quê pêsames?

- Ah, é porque o único esporte que é ensinado aqui na AVE é o Fireball.

Fireball.

Um esporte exclusivo de Cilindra. Dizem que surgiu pela primeira vez aqui mesmo, na Cidade Livre. Eu já conto as condições em que ele surgiu...

O Fireball tem muitas semelhanças com qualquer esporte com Ball ou Bol no nome. Há uma bola (na verdade, são três). Um gol demarcado por traves por onde você pode mandar as bolas para marcar pontos. E uma ocasional falta ou duas.

No entanto, o Fireball é um pouco... bruto. Um dos meios (o favorito de todos) de ganhar o jogo é derrubar toda a oposição. Sim, derrubar.

Você vê, o Fireball é jogado com bolas de fogo. Aquelas da magia, que EXPLODEM. Três delas. É um esporte retardado resultado da combinação de esportes comuns, com magia, com pessoas sem nenhuma noção para jogá-lo e pessoas com uma certa crueldade inata para assistí-lo! (Eu sempre assistia quando vinha pra Cidade, é engraçado! Aliás, quanto será que foi o jogo dos Turtles de ontem?)

O Fireball surgiu na época em que Tartare estava no julgo dos demônios e era usado como uma forma de execução pública, então, considerando isto com tudo que eu disse até agora, você talvez entenda como eu me sinto ao saber que o único esporte ensinado aqui é o Fireball...

- Ei, Yoseph! Achei você. — ei, é o Teioh! Como eu espero que ele fale \"pronto pra aula de física?\" — Pronto pra aula de Educação Física, palerma? — Damnitz! Por quê precisava do \"Educação\" antes?! E o quê foi esse palerma?

Logo em seguida do Teioh, aparece uma menina loira com um rosto meigo e adoráveis olhos rosas cheios de malícia. Ugh, eu não queria ter que ver ela tão cedo... — Catherine, Teioh... — acabo falando. É errado já estar com saudades da Shiina? E da Karin. Até da Marina! Epa, ela ainda tá aqui do lado. Hehe. Ih, aura do mal de novo...

- Depois nós nos falamos de novo, Yoyo. — ela diz num tom frio enquanto encara a Catherine e me tasca um beijo daqueles bem estalados na bochecha para se despedir. Dá pra sentir que ela não esqueceu nem um pouco das coisas que envolveram a Catherine... quando está saindo, ela até faz aquele gesto de \"tô de olho em você!\"...

Seriamente, Catherine, o quê eu fiz pra você? Tem horas em que eu quero saber, mas eu tenho um ligeiro medo de descobrir que na verdade, eu não fiz nada e você realmente é tão do mal assim e só me atazana por puro prazer, como o vindo de uma suave brisa de verão...

- Ei, para de viajar e vamos nos trocar logo de uma vez! — ops, foi mal. Isso acontece de vez em quando... Nossa, já estamos no vestiário masculino até... — Vestiário masculino? Pense bem com quem você está falando, Yoseph!

... Catherine?! E de sutiã e calcinha apenas! Eita, quando isso aconteceu?! Eu acho que preciso parar de divagar! Hmmm... Quem diria que a pequenina Catherine que sempre usava aquelas roupas que escondiam até o queixo ia ter um corpo ... bom como esse? Como ela é pequena, seria de se esperar um corpo menos desenvolvido, mas essas curvas... e essa pele clarinha, lisinha e perfeitinha... Hmmm, eu devo estar com uma cara bem pervertida agora, então deixe-me ver se a Catherine já tá pensando em como me matar...

Woe! C-C-Catherine! O quê você está fazendo com a cara tão perto assim?! As pessoas vão entender errado!

- Entender o quê errado, \"Yoyo\"? — argh, vai voltar com elas? — O quão pervertido você parecia enquanto me olhava de cima a baixo? O quê foi, elfo? Quer conferir com as próprias mãos o que os olhos viram? Huhuhu... — ela sorri maliciosamente, mas não da mesma forma que aquela vez com os delinquentes. É um sorriso... sedutor.

Sim... NÃO! Tá louca?! — Isso não é o que o pequeno Yoyo aqui parece estar dizendo... — Eita! Isso não é normal, eu juro! — Ora ora, não precisa ter vergonha, Yoseph... Na verdade, é natural que você se sinta atraído por mim...

O quê?

- Você nunca pensou nisso? — nisso o quê? — Em por quê você nunca resistiu às coisas que eu faço. Por quê eu posso fazer o que quiser com você sem medo de represálias... Você gosta de mim, não é? — HÃ?!

O Teioh, que estava ignorando tudo até agora, para e começa a olhar atentamente na nossa direção com uma cara bem séria. Eu nunca sei o que se passa na mente dele...

- Você fique fora disso, Teioh! É apenas entre mim e o elfo! — ela rechaça o outro, jogando um olhar literalmente do mal. Parte de mim quis fugir nesse instante, mas as pernas não responderam. Elas não querem se afastar da Catherine. Ei! Isso é totalmente incoerente com o que vocês fizeram no almoço!

- Não se iluda, Catherine. Eu não tenho interesse em interferir nessa baboseira, só quer ver o que vocês inúteis farão. (ugh, eu não queria ter dito bem assim...) — esse cara é estranho velho...

- Agora, de volta a onde estávamos... — Catherine diz, puxando meu rosto com uma cara de pasmo (espanto com as palavras do Teioh, de novo) para a direção dela. — Por quê você não pensa um pouco sozinho e aceita que eu falei a mais pura verdade?

Isso é estranho. Por quê a Catherine está insistindo nesse assunto? Dizem que o seu coração as vezes da um salto quando você vê a pessoa amada, mas é só medo mesmo. Não é como se eu achasse ela incrivelmente bonita, fofa e adorável...

...

Erm, não é como se eu deixasse ela fazer o que quiser! *Lembra do caso da roupa de cozinheira e de ser despido* Ela poderia piorar a minha reputação se falasse alguma coisa, sabe. *Lembra do quão boa a reputação já é* Ela é perigosa! *Lembra da Mari*

...

Ela até que tem um bom caso e uma boa dose de lógica... Mas isso não pode ser verdade! Eu não gosto dela! Não é como se eu estivesse aproveitando a situação pra agarrar ela um pouc- Uh, macio...

- Anh! — isso foi um gemido?! — Yoseph! Eu não achei que você tivesse essa ousadia... — ela fica com as bochechas vermelhas. O quê você está fazendo, mão esquerda! Olha como a direita tá se comportand- Sai dessa cintura!

Pelos deuses, o quê está acontecendo comigo?! É como se meu corpo não obedecesse mais as minhas ordens e — Para com isso, Yoseph! Você sabe que quer! — quem disse isso? — Sou eu! Seu eu interior! Faz um tempinho né? — tempinho? Eu sequer tinha um eu interior? — Então, é o que eu tô falando. — E o quê você quer?

- Eu quero que você pare de se negar! Olha só cara, dá uma boa olhada na Catherine. Os lábios dela, as bochechas vermelhinhas, os olhos avermelhados... Ela não é a coisa mais adorável que você já viu? Por quê você não quer admitir que gosta dela? Se bobear ela até para de infernizar você...

Ei, eu interior. — ? — Qual era a nossa comida favorita mesmo? — Aquela carne com pimenta lá que eu esqueci o nome, por quê? — Porque você é mesmo muito BURRO!!! Qual é cara, olhos avermelhados?!

- Yoseph? — Catherine diz numa voz melosa e sedosa. Eu posso ver o que está acontecendo agora e já sei como resolver.

ZIDANADA!!! Testa vs Testa!

ARGH! Isso doeu! (e sim, eu sei que fui eu mesmo que provoquei...) O impacto quase joga Catherine para trás, mas eu estava segurando ela pelos braços.

- AI! Com-Por quê você fez isso?! — ela reclama e quase cai para trás por tontura, mas eu a seguro. Não quero que ela caia. Ainda.

- Catherine. Você acabou de cruzar uma linha que não deveria. Magias de Encantamento são perigosas. — um pouco de sangue escorre em ambos os nossos rostos, provavelmente deixando meu rosto meio assustador. — Se eu ver você usando uma coisa dessas de novo, você VAI SE ARREPENDER.

Agora eu deixo ela cair com os joelhos no chão, segurando a cabeça com as mãos.

Será que eu exagerei um pouco? Não, não deixe a consciência atacar agora: ela tava usando magia de Encantar em você! Isso não é brincadeira!

- Huhu... Ahahahaha!!! Yoseph, espere. — Por quê eu deveria, Catherine? — Porque eu estou pedindo? Vamos, eu quero pedir desculpas, de verdade. Era só uma brincadeira e um teste! Eu não ia pedir pra você fazer nada muito perigoso se você não resistisse... — muito?! Ah, eu não quero saber, deixa eu só me trocar rápido e acabar com esse dia!

- Ei! — ignore — Ei! — ignore — Yoseph! — apenas continue ignorando — Ai, ai. — *Smack!* O quê foi isso?! — É só um beijinho para sarar! — ela sorri enquanto eu vejo uma luz meio fraca e branca sumindo com o machucado na testa dela. O meu parou de doer também... Você é bipolar por acaso?

- É claro que não, não seja besta. Eu já falei que era um teste. E você passou com louvores... Huhuhu... — ela sorri de forma meio sinistra junto da risada. Essa é a Catherine que eu conheço mesmo...

A luz do sol vem forte e sem aviso quando saímos de dentro do prédio para a parte dos fundos. O cheiro de ar livre com um leve toque de grama queimada denuncia que realmente viemos ao lugar certo. Um grupo de pessoas está sentado de pernas cruzadas frente ao que eu imagino ser o professor... Pera. Pera!

É uma mulher alta de cabelo preto liso e comprido. Ela tem um leve toque oriental, mas não muito pronunciado. Está vestida com um casaco preto que lembra o nosso uniforme masculino e uma saia curta que lembra a do uniforme feminino. Completa com meias compridas até a coxa e o taco típico do Fireball, com a rede na ponta.

Anya?

- Yoseph? — a mulher olha intrigada, mas não espera uma resposta — Yoseph! — ela pula, percorrendo a distância entre nós num piscar de olhos antes de me dar um daqueles abraços de quebrar costelas. Felizmente, minha mãe é dessas também e minhas costelas estão muito bem acostumadas...

- Ei, Anya! (Auch!) Há quanto tempo, né! — por favor, pare de me esmagar...

- Nem me fale! E o Sinda, voltou também? Aliás, por quê vocês não avisaram ninguém que iam visitar? E o quê você está fazendo aqui com esse uniforme de fireball... — uma luz virtual se acende sobre a cabeça dela — Não me diga!

- É, como você deve estar pensando, sim, eu voltei pra Cidade e de forma definitiva desta vez. O papi foi embora em outra viagem, no entanto...

- Que coisa. E ninguém me avisou? Eu ainda falei com a Karina ontem e ela nem comentou...

- Ei, ei. A Kari não sabe? Como ela não sabe? Eu até deixei uns bilhetes e o papi mandou umas mensagens avisando!

- Ah, isso é porque elas não estão mais usando a sua casa velha... A Karina tá morando nos dormitórios por aqui mesmo e sua mãe está no meio de um caso complicado há umas duas semanas já...

Não é a toa que o lugar parecia mais abandonado do que de costume...

Ah sim, talvez eu deva explicar mais umas coisas. A Karina é minha irmã gêmea. Eu sei que é estranho não ter comentado nada disso até agora, mas nós nunca fomos tão próximos assim. Não tenho muitas memórias de antes de começar a viajar com meu pai e depois disso nós só visitávamos de vez em quando...

Além disso, nós não somos muito parecidos. Em praticamente nada. E eu nunca me senti muito confortável perto dela e não sei por quê...

- Bom, vocês conhecem as regras de Fireball, né? — a pergunta da Anya me traz de volta ao mundo. Quando eu peguei esse bastão?

- Claro. — Catherine responde calmamente.

- É lógico. — Teioh responde com os braços cruzados.

- Ótimo! — ela sorri — Você, Yoseph, eu sei que conhece porque eu mesma ensinei! Então... — ela volta para o meio do campo naquela velocidade desumana. — ... vamos começar o jogo! — e apita! Wow, quais são os times? DANGER!

Um cara estranho vem com um sorriso maligno tentar dar um encontrão em mim, mas eu desvio graças ao aviso do meu instinto. É, ele tem suas utilidades! Mais três deles vêm tentar nos cercar, mas eu, a Catherine e o Teioh rapidamente os evitamos. Eles querem jogar assim, é? Os quatro ainda estão por perto...

Um time de Fireball costuma ter 5 pessoas, mas não há regras que impeçam MENOS pessoas de participar, então eu acho que somos apenas nós três contra a outra classe. Pra piorar, nós não vamos ter nenhum substituto. E partidas de Fireball costumam pedir muitos!

Um novo ataque físico vem, desta vez eles também usam os bastões. No Fireball, você pode atingir a oposição com golpes físicos: socos, chutes, cabeçadas, tacadas, vale quase qualquer coisa! Você não pode, no entanto, usar armas de fora ou magias de ataque. Leia bem: DE ATAQUE.

Tch! Esses caras até que não são ruins! E por quê tem três deles em cima de mim?! Ei, cadê a Catherine? Opa! Quase levei uma na cara. Esses caras parecem familiares...

Como o Yoseph está meio ocupado, vou narrar um pouco no lugar dele. Sou eu, o Teioh de novo.

4, é? Onde está o quinto membro do time deles? Esta classe contra a qual estamos jogando, por sinal, é a V. Odeio esses caras... Eles deviam todos morrer. Ei! Eu não quis dizer isso!

- Hah! Pra quem deveria ser o próximo Maou, você nem é tão forte!

Hmpf, tentativa patética de tirar uma reação de mim... Dou uma olhada rápida pelo campo para procurar as duas pessoas que estão faltando: o quinto membro do time deles e a Catherine. Ela deve ter percebido que faltava um e resolveu ir atrás... Ei! O quê você está fazendo aí parada, Catherine?!

- Eu não me lembro de ter dito que iria jogar alguma coisa desse esporte tosco e violento, Teioh... — e ainda fica olhando as unhas enquanto fala isso! Maldita!

- Não dê as costas para o seu inimigo, Maou!

- CALA A BOCA!!!!!!! *DOOM!!!* O quê foi isso?! Uma explosão bem enquanto eu estava nocauteando esse palerma... Opa! Se eu segurá-lo pelo pescoço mais tempo do que isso ele realmente vai correr riscos de vida. Solta, braço. Ei! Tô falando pra soltar! SOLTA CARALHO!!! Ufa...

- Ikh! — Uma explosão. (Yoseph de novo, gente!) Eita! Olha o Teioh esganando o cara! Ele parece muito do mal agora... E cadê a Catherine?! E o quê foi essa explosão? O outro time marcou um gol?

- 1 a 0! — a Anya grita antes de apitar e mudar o placar. Então foi isso mesmo. Sim, uma das bolas-de-fogo do meio de campo está faltando... E agora eu consegui ver. É uma menina, correndo livre livre pelo campo indo atrás das bolas-de-fogo para poder marcar o gol. Ainda bem que ela não jogou nenhuma em nós! Ia ser um desastre!

- Catherine! — o Teioh grita. Ei, ali está ela! Opa! Caralho, vocês vão ficar pra sempre me enchendo o saco?! Desse jeito eu nem consigo contra-atacar! Preciso ficar só defendendo e esquivando! Por quê vocês não me dão um espaço?! Além, é claro, do desejo de ganhar...

- Por quê você não nos ajuda?! O Yoseph parece que está com problemas! — Ei!

- Hnf. Já disse que não tenho interesse nesse jogo, Teioh. É só uma brincadeira para crianças e brutamontes. — Ei!

- Ah, o prazer de ser uma professora... Ouvir seus alunos falando como sua matéria não serve para nada... Gratificação instantânea...

Mas que coisa! Ninguém quer me ouvir por aqui?

- Nós estamos ouvindo, elfo! Espero que se lembre... — Hm? Esses não são aqueles delinquentes que eu e a Catherine ... bom, a Catherine espancou no primeiro dia? E aí, caras? Como andam as aulas pra vocês?

- Muito melhores agora que podemos espancar você o quanto queremos sem ter problemas! Mwahahaha!!!

Que estranho... Eu bloqueio mais dois golpes dos bastões deles. Porque até agora, mesmo vocês sendo três e eu um e mesmo sem prestar muita atenção, até agora vocês não acertaram UM golpe sequer!

- Ora seu! — Ha! Muito previsível. Ele deixa a raiva tirar-lhe a razão e joga muito do peso do corpo no golpe. Hehe, era tudo que eu queria... No último instante, dou um passo para o lado e ponho o bastão entre as pernas dele. Com o próprio impulso dele e um giro do bastão, tiro o pobre coitado do chão e o arremesso em cima dos outros dois. Yeah! Agora eu estou livre!

O Teioh e a Catherine ainda parecem estar mais interessados em discutir... Bom, é só uma mesmo.

Ela percebe que estou vindo na direção dela e acelera rumo às bolas-de-fogo no centro do campo. Talvez seja bom eu explicar agora.

O campo de Fireball é dividido em três zonas com duas faixas no chão. A zona defensiva de cada time, onde ficam os três gols de tamanhos diferentes, e a zona neutra, onde ficam os pedestais que geram as bolas-de-fogo 30 segundos depois de cada uma que explodir, mantendo até 3 delas em campo por vez.

Controlar a zona neutra é praticamente MAIS importante do que controlar qualquer outra, como a área perto dos limites laterais do campo onde estávamos antes. Normalmente, cada time tenta deixar no mínimo três de seus membros lutando pela zona neutra. Se um dos times assumir o controle de todas as três bolas-de-fogo, ele ganha uma incrível vantagem tática. E uma incrível vantagem de poder de fogo também!

As bolas-de-fogo podem ser usadas para marcar gols ou para eliminar a concorrência, como a clássica magia homônima. Os gols são três. Um grande no meio que vale por 1 ponto. Um na lateral esquerda de tamanho médio que vale por 2 pontos. E um minúsculo à direita rente ao chão, que vale 5 pontos. É quase impossível acertá-lo porque a bola-de-fogo explode se encostar no chão ou no aro...

Sim, ser goleiro no Fireball é basicamente suicídio. A não ser que por algum motivo você não se queime. Aí é só perigoso.

De qualquer jeito, isto deve deixar bem claro a você que por ter chegado à zona neutra depois da menina do outro time eu devo estar com uma bela desvantagem. Afinal, ela pode pegar uma das bolas-de-fogo e arremessá-la contra mim para se defender e depois ir marcar o gol com a outra. Ou realmente acabar comigo com a outra. E parece que ela realmene vai fazer isto...

- Queime, elfo maldito!!! — ela arremessa a pequena esfera alaranjada usando o bastão. Manipular uma destas com as mãos em segurança exige um bom conhecimento de magia, ou você corre um grave risco de explodí-la. E agora, deixe-me mostrar outra função do bastão.

Quando a bola-de-fogo está quase chegando, coloco a parte com rede do bastão em seu caminho e o seguro meio de leve. Algumas vezes, se você ficar muito duro para receber a esfera, ela explode com o impacto mesmo que você a pegue... Aí vem!

Uh! Por pouco... Mas, por pouco é mais do que bom! A aluna qualquer que não conheço fica extremamente surpresa, assim como todos menos a Anya, que apenas sorri um pouco: interceptar uma bola-de-fogo arremessada em você para machucar é uma jogada difícil, exige treino.

- Isso não é bom para a minha saúde... — a surpresa diz assim que eu me aproximo a uma distância curta. Heh, não consigo evitar um sorriso no rosto como eu já sei o que vem em seguida...

Uma rápida estocada com a ponta dura do bastão nas costelas, seguida de uma ombrada, um golpe de quadril e um rapa de novo com o bastão para derrubar ela. Quando ela está caindo ainda, faço um movimento brusco para a bola-de-fogo escapar bem o bastante para sair da rede e cair na aluna.

Pode parecer cruel, principalmente se você tivesse ouvido o grito de \"KYA!!\" que ela deu, mas aqui é Cilindra (as pessoas são duronas!) e a bola-de-fogo não é tão potente assim numa aul-*DOOOOOOOM!!!!!!!!* Oh my...

Eu... Eu acho que fiz algo muito mas muito errado...

- Wow! Eu não achei que você tivesse essa crueldade dentro de você, Yoseph! — não precisa ficar feliz, Anya!

- Eu SEMPRE soube que você tinha um lado negro... — ei! Isso não é verdad.... bom, deve ser verdade, mas mesmo assim... vocês entenderam vai!

Ei, Anya! Ela olha pra mim confusa por causa do meu tom. Você não devia ter avisado que as bolas-de-fogo iam ser tão fortes?!

- Mas eu avisei... Ah! É mesmo, vocês três ainda não tinham chegado nessa hora...

Ah, que ótimo.

- YOSEPH!!! — IKH! Eu conheço esse grito! — Não acredito que você fez isso! O papi e a mãe não criaram você para ser cruel assim!

K-K-K-Karina?!

- Eu mesma! E como só eu estou por aqui, vou eu mesma \"disciplinar\" meu irmãozinho... *creck! creck!* — ah, eu odeio como ela sempre estala as juntas dos dedos quando diz \"disciplinar...\"

Notas finais
Continua no próximo capítulo! (sempre quis dizer isso!)