Mil chances em uma

1 Cap. 1 – Miseráveis têm salvação ao lado de homens caridosos


Notas iniciais
Este é apenas o primeiro capítulo, o início da história. Críticas construtivas são aceitas.

Levanto-me avidamente pelo novo dia, esperando esquecer as lembranças e tudo aquilo que me destrói por dentro. É um novo dia, uma nova oportunidade de fazer algo por mim.

Tenho que arrumar um emprego. Algo que faça me sentir útil nessa vida. Gorete me disse “Você é um inútil, um vagabundo e um virgem de 22 anos. Nunca vai chegar a lugar algum. Tenho repulsa de pensar que sua mãe passou a guarda para mim antes de cometer suicídio.”. ela me disse isso antes de ir embora daqui, Norte da paz, faz meses que não a vejo. Não sei se gosto disso, se sinto saudades dela. Acredito que não há motivos para sentir. Ela me batia, me xingava, e me humilhava na frente dos poucos amigos que consegui ter. Fazendo-os correrem loucamente pela rua. “Hahaha corram pela sua vida! Sou uma bruxa e ele é meu assistente e os trouxe aqui para serem nossa comida!!” Ela sempre disse isso à todos eles.

Na escola? Bom, minha vida nunca foi muito boa ou ruim, mas ela sempre foi de certo ponto miserável. Os professores pegavam no meu pé e eram uns idiotas. Nunca aprendi porra nenhuma com eles. Sempre tive que me virar sozinho nos estudos.

Meu pai era um drogado e a minha mãe uma vagabunda que me odiava e se matou quando eu tinha 8 anos . Meu pai sofreu uma overdose quando eu tinha 14. E desse jeito fiquei pela guarda total de minha tia, Gorete, que sumiu há uns bons meses.

São sete horas da manhã e já estou devidamente trocado para a busca de um emprego. Qualquer coisa servirá, desde que eu não precise mais da grana da minha “amigona” Patrícia. Devo estar devendo a ela pelo menos uns dois mil reais. Ela divide seu apartamento comigo desde que minha tia foi embora. Eu sinceramente desejo que ela esteja morta.

Conheci Patrícia quando tinha 16 anos. Já namoramos, mas não deu nada certo. Apenas brigávamos, e nos beijávamos, e brigávamos de novo e nos beijávamos novamente. Um ciclo sem fim. Nosso namoro durou até ela entrar na faculdade, o stress que ela estava sofrendo interferiu totalmente em nosso relacionamento, e eu acredito que ela nunca chegou a me amar, nem sei se realmente sei, vivenciei o que é esse tal de amor. Às vezes quero que ele se foda.

Ela já foi trabalhar a uns vinte minutos. Trabalha em uma farmácia e só voltará de noite. Pedi a ela para conseguir algo para mim na farmácia. Ela me disse que lá era um lugar para pessoas sérias, e não idiotas como eu. Desejei a ver engasgar com essas palavras no momento que as proferiu.

Viro à Rua Dom Quixote e vejo uma barbearia antiga. Olho para ela esperançoso e penso “é disso que estou precisando.”

─Bom dia Sr. Marcos, sou eu, Breno, sobrinho da dona Gorete –digo entrando na barbearia- O Sr. se lembra de mim?

─Breno!! –exclama o senhor Marcos- Mas é claro que me lembro do senhor. Faz quanto tempo que não corta esse ninho de pássaros, rapaz?

─Alguns anos, senhor.

─Então sente essa sua bunda gorda nessa cadeira e vamos dar um jeito nisso, será por minha conta.

─Na verdade senhor, eu vim aqui lhe clamar um emprego. Pode me ajudar?

─Hmm... Vamos ver, ah, posso sim, comece varrendo o chão e depois conversaremos sobre mais o que você pode me ajudar, está bem?

─Está tudo ótimo, senhor. Não há porque estar ruim. –digo.

E assim eu consegui um emprego depois de tanto tempo sendo apenas um vagabundo, como minha tia dizia.

***

Notas finais
O que estão achando? Comentem ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.