Notas iniciais
Oneshots todas de presente para Miiki-chan, essa nossa amiga fiel, sempre disposta a ajudar! A Miki é a personagem preferida dela de SC, ela nem é uma viciada em romance, então por que não juntar o útil ao agradável? o(^w^)o

EDIT: 12/04/2013 22:43

Resolvi modificar a one, para ela não ficar em duas partes. Essa é uma oneshot que eu havia escrito há muito, mas muito tempo atrás MESMO, tipo, eu nem sonhava em entrar pro Nyah, e já fiz um aninho aqui ♥

–M-meu... Caderno... – balbuciava Miki, com a voz trêmula. Kiseki havia juntado novamente seu grupo de busca pelo Embryo. Kusu Kusu fez alguns malabarismos e atraiu a atenção dos Charas para si, e Kiseki, com seu ego de rei, não gostou nada disso. Ele tentou atrair a atenção dos Charas para si de novo, porém não conseguiu nada de produtivo. Tendo um acesso de raiva por conta disso, pegou o caderno de desenhos de Miki e o jogou na direção da fonte do Royal Garden.

O caderno de Miki ficou encharcado. Todos os desenhos da azulada, até então, feitos com muita alegria por estar sempre na companhia dos Guardians e de seus Charas, todos escoaram pelo ralo.

Miki, ainda sem acreditar no que viu, voou devagar para perto da fonte, e tomou em mãos seu adorado caderno, agora, apenas um montinho de papel machê.

–Meus desenhos... – sussurrou, tão baixo que quase inaudível.

Kiseki tentou se desculpar, porém, sua cabeça não formulava palavras para explicar o que fizera.

Alguns longos segundos de muita apreensão por parte de todos, Miki tinha um olhar de pura raiva. Ela se virou, e dirigiu um tapa no rosto de Kiseki, o qual fez um agudo estalo.

–Kiseki baka! Daikirai! – Kiseki tentava absorver essas palavras enquanto esfregava o local dolorido. Miki voou para fora do Royal Garden, em direção à floresta.

–Matte, plebeia! Por aí é a... – Kiseki não teve tempo para terminar sua frase, pois antes que ele pudesse fazê-lo, Miki já havia adentrado a floresta e não se encontrava mais em seu alcance de visão.

Um rei deve zelar pelo bem estar de seus súditos, não é...? Ainda mais quando o rei é o motivo do mal estar...” – com este pensamento, Kiseki adentrou a floresta em busca de Miki.

–Chotto, matte yo! – Kiseki gritava, porém inutilmente.

Alguns minutos haviam se passado, e Kiseki ainda buscava pela azulada, porém, com uma mudança: agora, o rei estava perdido.

–Droga... Porque mesmo que eu fui me embrenhar nesse mato pra procurar a plebeia azul... ? – Kiseki desistiu de procurar, quando algo chegou aos seus ouvidos. Alguns soluços baixos. Este seguiu o som, até encontrar Miki sentada, com suas costas recostadas em uma das árvores.

–Plebeia...?

–KISEKI BAKA! DAIKIRAI! – Miki tentou fugir novamente, porém Kiseki conseguiu contê-la dessa vez, segurando seu pulso. – Me solta!

–Não! Eu me embrenhei nesse mato sem fim pra te achar e daqui não saio sem você! ...Você... Me odeia?

–Sim!

–De verdade? – Kiseki se virou de frente para Miki.

–S-sim...!

–Eu já te disse que você é uma péssima mentirosa? — Disse, erguendo o rosto da menor e o observando cuidadosamente, querendo decorar cada mínimo detalhe, logo depois, passando seus polegares pelas bochechas avermelhadas devido ao choro, limpando as lágrimas.

Miki desviou os olhos de Kiseki, tanto pela raiva quanto pela vergonha.

–...Arigato...

–Hm?

–... — Miki deu um suspiro antes de continuar. — Obrigada por vir no bosque atrás de mim. — disse, num sussurro.

–Não foi nada.

–...Eu estou esperando.

–O quê?

–Suas desculpas.

–Eu não vou me desculpar! Se desculpar, para um rei que dominará o mundo é totalmente inaceitável...

–Peça desculpas!

–Ok... — Kiseki suspirou bem fundo. — DESCULPA.

–Acho bom! — Ela cruzou os braços com um ar superior. Kiseki não pode evitar de notar o quanto Miki estava linda, ou melhor era. Sentiu suas bochechas esquentarem, e uma sensação engraçada no estômago.

"O que são essas sensações, agora?!"

–O que foi? Você está vermelho...

–Ah, n-nada...

–Tá me escondendo alguma coisa... — Ela se aproximou de Kiseki com um olhar sério. Kiseki não sentiu de início, mas o rosto de Miki com um olhar penetrante próximo ao seu estava lhe deixando nervoso e tentado.

E, infelizmente, ou felizmente, ele cedeu à essa tentação.

Ele pegou suavemente em seu queixo e a puxou de encontro ao seus lábios. De algum modo, se sentia bem com isso. Confortável, acolhido...

Amado.

Assim que se deu cona do que estava fazendo, corou imediatamente e se afastou.

–D-des-c-culp-pa... E-e-eu n-ão...

–... — Miki, de tão vermelha que estava, se tentasse dizer algo, seria inteligível.

–...E-eu vou... V-voltar para o Royal Garden. — Ele ficou tão nervoso que havia esquecido de que tinha vindo justamente para pegar a azulada. Ele já se levantava para ir embora, mas Miki segurou sua mão.

–F-fica... — Pediu, num fio de voz.

–M... Miki?

–O quê? — Respondeu, sem notar que era a primeira vez que o rei lhe chamava pelo nome, e não por "plebeia azul".

–Você... está brava...?

–Não exatamente... Só descobri uma coisa nova. — Um tímido sorriso.

–É? O quê?

–Isso você tem de descobrir sozinho, gomen. Demo, tenho uma dica: É um sentimento muito bom! Agora, vamos voltar, se não, a Amu-chan e os outros vão ficar preocupados.

"'É um sentimento muito bom...' Aah! Eu odeio não saber das coisas!"

Notas finais
O próximo será MikixRhythm!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.