Miiu Hatsumine
10 Você realmente se importa?
Notas iniciais
Como foi a virada de ano de vocês? Teve bastante fogos de artifício? Na minha opinião, os fogos estão diminuindo a cada ano. Bem,eu espero que vocês tenham tido ótimas festas! E feliz 2016!
Boa leitura!
(Saki POV On:)
Quando acordei hoje de manhã com um barulho de pingos de chuva batendo em panelas de alumínio, a primeira coisa que me veio a mente foi: goteiras.A casa estava cheia de goteiras,mamãe deveria ter acordado e enchido a casa de panelas para que a água não molhasse os cômodos.Ao colocar os pés no chão, vi uma panela transbordando de água e uma goteira bem em cima. Andei vagarosamente pelo quarto e abri a janela,deixando a brisa entrar e refrescar o meu rosto com seus pingos de chuva.Me espreguicei ao dar um bocejo e logo em seguida fui até a sala.O sofá estava vazio e o lençol estava jogado de qualquer jeito no chão junto das garrafas e das cartas.Os sapatos da minha mãe estavam em cima do braço do sofá,o par estava molhado e com um cheiro estranho.—Mãe?—perguntei.Adentrei a cozinha,estava do jeito que eu havia deixado na noite anterior. Mas nada de minha mãe. Voltei para a sala e observei o cesto de lixo que continha um envelope azul amassado,aquilo me chamou a atenção.Andei até o cesto e peguei o envelope,ao abri-lo encontrei uma carta escrita a mão:"Querido Saki,Eai garotão? Tenho ótimas noticias: estou lutando na justiça por sua guarda e o juiz me deu o direito de ficar com você por um mês! O que acha da ideia de vir morar comigo? Aguardo sua resposta ansiosamente. Abraços. Kaito Shion".Uma carta do meu pai?! Aquilo era demais!Reli a carta várias vezes,mas fui surpreendido por minha mãe que arrancou o envelope de minhas mãos e o olhou com desprezo.—Me devolve!—eu disse tentando pegar a carta.—Onde você achou isso?—Não importa.—a encarei.—Vou morar com meu pai.—Você não pode...—debochou.—Posso e vou.—eu disse indo em direção ao meu quarto.—O juiz deu o direito dele ficar comigo por um mês!—Não! Você não vai!—mamãe me segurou pelo pulso.—Mãe, você não está sóbria!—disse puxando meu braço, mas ela o apertou mais ainda.—Você não pode me abandonar! NÃO PODE!—apertou meu pulso com força.—O que deu em você?—perguntei chacoalhando meu braço.—Me solta!—Não! Eu não vou te soltar!—mamãe disse me puxando para perto de si.—Você é meu filho! É o meu único filho! Não pode me abandonar!Mamãe caiu de joelhos no tapete e desabou a chorar enquanto apertava meu pulso.—Você nunca me tratou como filho! Você apenas acha que eu sou propriedade sua e que não tenho vida!—me alterei.—NÃO OUSE SE ALTERAR,MOCINHO!—mamãe agora chorava de nervoso,ela chegava a tremer.—EU SOU SUA MÃE, ME RESPEITA!—Você nem merece o título "mãe"!—puxei meu braço bruscamente me livrando de mamãe.—Sou eu quem te espera todas as noites,sou eu quem cuida da casa,sou eu quem fico preocupado quando você está doente!—meus olhos arderam e eu me segurei para não chorar.—Respeito? Eu te respeito! Já você me trata como um cachorro!—cerrei os dentes e os punhos.Mamãe me encarou irritada e as lágrimas brotavam do canto de seus olhos e rolavam por suas bochechas,sua maquiagem borrou e se transformou em uma água preta caindo em sua roupa.—Não fale assim comigo!—mamãe disse com a voz embargada.—Você não se importa comigo! Você nem se lembra a hora que eu cheguei aqui ontem a noite!—eu disse,mas me arrependi.—Como assim?—minha mãe perguntou.—Que horas você chegou? Não me diga que você ficou até tarde da noite na rua...Congelei no lugar... Havia me entregado.—E-eu... ★★★Mamãe ficou muito irritada por eu ter chegado tarde da noite e nem te-la avisado. Minha mãe me disse que eu poderia ter pegado um resfriado,daí ela teria de comprar remédios caros. Disse que eu poderia ter me perdido,daí meu pai mataria ela. Disse que eu poderia ter sido assaltado,daí ela teria de repor meus pertences. Ela não se preocupou comigo...Se preocupou com o bolso e com a vida dela.Fiquei tão irritado ao mesmo tempo que magoado que decidi fazer algo que deveria ter feito a muito tempo...Fugir.Me tranquei em meu quarto,peguei a mochila que usava na escola e coloquei cinco mudas de roupa,minhas economias,uma lanterna,um lençol fino,três pacotes de bolacha e se por acaso eu precisasse,dois mapas.Vesti uma blusa de manga longa azul,uma calça jeans preta e meus tênis vermelhos.Coloquei o celular no bolso da calça, um boné vermelho virado para trás na cabeça e vesti uma capa de chuva preta por cima da blusa.Joguei a mochila pesada em minhas costas e olhei para o quarto uma última vez.Sem que eu notasse,uma lágrima discreta rolou por minha bochecha,mas a limpei rapidamente com as costas da mão.Abri a janela cuidadosamente para que não fizesse nenhum som,senti uma brisa fria acompanhada de pequenos pingos de chuva.Pulei pela janela e cai em cima de uma moita de folhas do quintal. Fechei a janela,deixando apenas uma fresta aberta.Andei meio agachado até sair do quintal da minha casa. Minha roupa encheu-se de folhas e matinhos e sujei minhas mãos de lama. Escalei o muro de pedra arranhando meus dedos (já que o portão estava trancado e possivelmente faria muito barulho ao ser aberto) e ao pular,cai de pé na calçada do lado de fora.
Sorri de canto e corri. ★★★Ainda não tinha ideia de onde ficaria dali em diante. Então decidi me esconder no colégio até pensar em um lugar melhor.Já havia passado do horário de entrada,por isso entrei pelo portão dos fundos que ficava sem cadeado durante o dia.Quando já estava dentro do colégio, rastejei debaixo de uma janela que eu imaginava ser a da diretoria e passei pelo estacionamento de professores,o cimento do chão tinha várias poças de água e os carros ja preenchiam todas as vagas. Cortei caminho pela área verde para que ninguém me visse,estava sem fôlego, então me escorei em uma cerejeira até deslizar pelo tronco e me sentar na grama molhada.Fechei os olhos e senti a garoa me molhar levemente."O que foi que eu fiz?" pensei.Afundei meu rosto em minhas mãos e fiquei pensando se havia feito a coisa certa.Já estava começando a me arrepender e cogitando a idéia de voltar para casa...—COMO NÃO?—ouvi uma voz familiar gritar um pouco longe dali,mais alto o bastante para eu ouvir. Levantei-me e segui a voz,cheguei até a arquibancada da quadra de treino do colégio, os alunos da minha sala jogavam futebol e o treinador escrevia em sua prancheta enquanto soprava o apito com força. Ao olhar para baixo avistei Zatsu arrastando Miiu para os vestiários. Pensei em segui-los,mas achei melhor deixa-los conversando. 1) Miiu me odiava e 2) Zatsu odeia ser interrompido quando está conversando com alguém.
Notas finais
Gostaram?
A Meiko está meio "má",mas tudo vai dar certo no final,fiquem vendo (ou melhor,lendo).
Bem,volto a dizer: "Feliz 2016!",agradeço a todos por lerem minha fic,eu estou muito feliz e acredito que este ano a criatividade vai rolar solta pra mim e pra vocês!
Ah,comentem seus shipps! Não vou falar os meus,porque são segredo.
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