Midnight histories...
5 Capítulo 5- O primeiro contato
Depois de pronunciar aquelas palavras, Sarah Norm saiu andando apressada, como de costume.
Katherine se sentindo insegura, resolveu subir pelas escadas ao invés de ter a chance de ficar presa em um elevador com mais de 50 anos...
As longas e frias escadarias eram iluminadas por pequenos candelabros com velas elétricas, nas paredes. "Ah claro! Porque não há nada mais seguro do que iluminar as escadarias de um manicômio com "velas" extremamente pequenas!" -disse Katherine em tom sarcástico.
Antes que Katherine pusesse os pés na escada, um sinal (mais parecido com um alarme) foi tocado e em seguida uma voz apareceu nos auto falantes do Manicômio:
–Atenção! Todos os pacientes que não estão em fase de tratamento intensivo, dirijam-se ao Salão Isaac Newton.
Aquelas palavras foram repetidas 2 vezes em 3 línguas diferentes, e pouco tempo depois as escadas ficaram lotadas de pacientes!
Eram pessoas de todas as idades, vestindo sempre o mesmo uniforme: vestimentas cinzas, com uma espécie de algema metálica acoplada na manga de cada blusa.
Katherine ficou pasma! Ela nunca havia visto tantos psicopatas (verdadeiros psicopatas) em um só local! Era realmente um momento histórico na vida daquela jornalista!
Sem perder muito tempo, Katherine pegou em sua bolsa, um bloco de anotações e começou a escrever interminavelmente! Captou todos os detalhes daquela cena...
Poucos minutos depois as escadas foram esvaziadas e todos os pacientes já estavam à caminho do Salão Isaac Newton, para seu horário de almoço. Bem... na verdade quase todos... Bem em frente a Katherine, uma pequena menininha loira de olhos azuis, ficou parada observando a repórter. Se você encontrasse com ela na rua, nunca diria que era uma psicopata!
Katherine fitou-a por um momento e leu seu nome em sua placa de identificação:
–Kathy! Seu nome é Kathy?- disse Katherine
A menina não respondeu.
–Que coincidencia! Somos quase xarás! Quantos aninhos você tem?
A menina não disse uma palavra, porém apenas mostrou um número quatro em sua placa de identificação.
–Ah então você tem quatro aninhos?! Que legal! Mas me diga... como você veio parar aqui?
A menina vez uma cara, como se rosnasse para Katherine e saiu correndo.
Aquele não havia sido o primeiro contato perfeito com o qual Katherine sempre sonhou, mas com certeza já era um primeiro contato...
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