Midnight

3 I think we’ve already lose it


Notas iniciais
Lucas enrolou-se no cobertor, se sentando com Júlia, Juliana e Karol na traseira da ambulância.
Eles ainda estavam no meio do mato, a policia havia sido chamada por um dos outros passageiros e havia chegado a pouco tempo. Eles estavam averiguando o que tinha acontecido e enquanto isso os quatro estavam apenas esperando. Um dos policiais estava pedindo algumas informações, prometendo deixá-los em segurança.

Capítulo 3 – I think we’ve already lose it

Eu acho que já perdemos

Lucas enrolou-se no cobertor, se sentando com Júlia, Juliana e Karol na traseira da ambulância.

Eles ainda estavam no meio do mato, a policia havia sido chamada por um dos outros passageiros e havia chegado a pouco tempo. Eles estavam averiguando o que tinha acontecido e enquanto isso os quatro estavam apenas esperando. Um dos policiais estava pedindo algumas informações, prometendo deixá-los em segurança.

O tempo havia esfriado subitamente e agora os três estavam congelando.

- Então vocês têm algum parente aqui? – perguntou um dos policiais.

- Já disse que sim. – Karol repetiu, impaciente.

O policial a olhou feio e deixou que ela, Júlia e Juliana entrassem na ambulância para se aquecerem.

- Então... – disse, olhando Lucas por cima dos óculos escuros.

- Então... Ela disse que sim, porque sim...

- Ela é o que sua?

- A karol, minha irmã, a Ju e a Juu são amigas...

O homem anotou alguma coisa numa prancheta e olhou novamente para o rapaz.

- Tem algum parente aqui?

- Meus tios... E meu primo, claro. – o outro respondeu.

- Sobrenome?

- Dalles.

O homem mordeu a caneta, pensativo.

- Não conheço ninguém de sobrenome Dalles.

Lucas revirou os olhos, impaciente.

- O senhor conhece a cidade inteira, por acaso?

- É apenas uma vila, garoto, se você tivesse um tio, de sobrenome Dalles, dono de uma mansão, eu saberia. – o policial disse, firmemente.

- Ah, sim! Mas isso é por causa do outro sobrenome... Meu nome completo é Lucas Dalles Jones, o da minha irmã é Karol Dalles Jones, mas o sobrenome que dividimos com meus tios é Jones. Meu primo tem a minha idade, chama Daniel, Daniel Jones. – o menino explicou.

- Você é sobrinho do Jones? – o policial perguntou, com certo desdém na voz, novamente olhando Lucas por cima dos óculos escuros.

Lucas bufou. Aquilo estava irritando-o.

- Sim, sou sim. Ele é irmão da minha mãe. Tenho minha identidade aqui, se quiser ver.

- Não preciso...

- Então pode nos levar a casa do meu tio?

- Infelizmente não, mas levaremos você aos seus tios.

Lucas franziu o cenho.

- E meus tios não estão na casa deles?

O homem suspirou e tirou os óculos, encarando Lucas como se tivesse pena.

- Avise sua irmã que vamos agora e venha comigo na cabine da frente, tem algumas coisas que você deve saber.

Lucas confirmou com a cabeça, seguindo o policial.

-X-

Juliana pôde sentir a ambulância parar em um certo ponto da sua conversa com Karol e Júlia. Elas ouviram a porta da cabine da frente bater e olharam apreensivas para a porta de trás.

Ela abriu, deixando pouca claridade entrar. Já estava anoitecendo.

Lucas estendeu a mão para elas, cabisbaixo, e as ajudou a desder.

- Essa não é a casa do tio. – Karol observou.

- Não... É a fazenda dos Fletcher, uma família rica da região também.

Ele se virou, saindo de perto da ambulância e rumando para dentro da enorme fazendo.

- Por que não estamos na casa do seu tio? – Júlia perguntou.

- A familia daqui é amiga do meu tio e da minha tia. – ele respondeu, vagamente, sem olhar pra elas. – Eles estão aqui.

Karol suspirou alto.

- Bom, depois de quase morrer, eu só espero que tenha um sofá bem confortável nessa joça... Mas muito confortável mesmo.

Júlia riu com Karol.

Juliana apenas esticou os lábios, num risinho forçado. Ela olhava de rabo de olho para Lucas, vendo o olhar vago do amigo.

Aqueles eram seus melhores amigos e ela os conhecia bem o suficiente para saber quando havia algo de errado. E agora ela sentia que havia algo de muito errado com Lucas.

Ela pôs a mão no ombro do amigo, chamando sua atenção.

- Lu? O que aconteceu? – perguntou com a voz suave.

Ele se virou para encará-la.

Por um momento pensou em uma desculpa esfarrapada, mas acabou desistindo. Sabia que não conseguiria convencê-la de que não havia problema algum, se havia alguém para quem ele simplesmente não conseguia mentir, era Juliana.

- Eu... Bom... – ele bagunçou os cabelos, como sempre fazia quando estava nervoso. – Faltou dizer porque meus tios estão aqui...

A voz dele soou rouca e quase inaudível.

- Por que não disse? – Júlia perguntou, parando de rir.

Karol o encarou, perguntando o mesmo ao irmão com o olhar.

- Vai, desembucha. – insistiu Juliana, aflita. – Ta começando a me deixar nervosa, Lu.

Ele olhou fundo nos olhos castanhos da irmã. Era incrível como os dois conseguiam se entender sem dizer nada, sem nenhuma palavra. Tinham suas brigas e discussões, como todo irmão, mas desde pequenos os dois se davam muito bem, eles tinham uma espécie de sintonia, de “estação”, a qual só eles conseguiam entender. Consiguiam falar com os olhares simplesmente porque um conhecia cada tipo de olhar do outro traduzido em palavras.

Karol então balançou a cabeça afirmativamente, entendendo pelos olhos igualmente castanhos do irmão que algo sério estava ou tinha acontecido.

Lucas respirou fundo.

- O tio e a tia estão aqui porque a casa deles pegou fogo, Karol. – ele disse calmo, deixando algumas lágrimas se formarem em seus olhos enquanto os da irmã se arregalavam. – O policial me contou enquanto vinhamos... Não sobrou nada. – ele fungou, enquanto a primeira lágima desceu pelo seu rosto.

- Mas... Se eles estão aqui, ninguém saiu ferido.

Essas palavras surtiram um efeito drastico sobre seu irmão. As lágrimas finalmente corriam livremente pelo seu rosto.

But my God woke up

On the wrong side of his bed

- O Danny... O Danny estava dentro da casa quando ela explodiu pela última fez. – ele disse, e então viu a irmã começar a chorar. – Depois disso, não acharam mais ele...

Ela ficou digerindo aquela informação por alguns segundos e depois desabou a chorar, sendo rapidamente abraçada por Lucas.

Little by little

The wheels of your life

Have slowly fallen off

Júlia e Juliana também juntaram-se ao abraço.

Não conheciam o primo dos dois irmãos, mas para elas, doia bastante somente vê-los naquele estados.


:: Capítulo 4 — Vision
\"Ela fez menção de sair dali mais uma vez, mas assustou-se com o barulho alto do relógio, que bateu a primeira das doze badaladas da meia noite.
Pôs a mão no peito, ofegante. De repente parecia que tudo estava passando em câmera lenta diante dos seus olhos.
Ouviu a segunda badalada e contraiu seus olhos, tonta.
A terceira, e levou as mãos a cabeça, sentindo um zunido agudo no ouvido.\"

Notas finais
Gente, não sei se tem alguém lendo a fic aqui e se estão gostando, então eu decidi que se não houver mais comentários, eu não vou mais postá-la aqui no Nyah.
Não é chantagem, é uma questão de estar me esforçando e usando meu tempo em uma fic que não está agradando.

Se houver bastante comentários e eu souber que estão lendo a fic e a opinião de vocês, ela continua normalmente.

Obrigado.
Lucas.