Midnight
1 Único.
Midnight
Três batidas fortes na porta e Hannibal não se assustou, apenas levantou o olhar de seus papéis e sorriu, porque ele já sabia quem era, só pelo fato de ser tão tarde da noite e as batidas serem tão desesperadas e arrogantes.
A porta foi aberta e o que Hannibal viu foi um homem jovem perturbado que soava frio e tremia como se estivesse nu em meio a um deserto de gelo.
- Will... – Hannibal deixou o resto da frase morrer antes mesmo de começa-la, decidiu avaliar melhor o homem que estava parado ali, com os olhos vagos – Por favor, entre!
Nada o homem jovem disse, apenas entrou quando Hannibal lhe deu passagem, este apenas olhou para a saleta de espera antes de fechar a porta e entrar.
- O que o trás aqui há esta hora um tanto inconveniente? – o homem que ainda trajava seu terno acinzentado e fino foi até a cafeteira próxima onde havia um café quentinho e fresco – Café? – perguntou.
- Por favor. – o jovem disse com a voz tremula – A menos que queira que eu vá embora!
Hannibal travou, ficou parado por alguns segundos, pego de surpresa. Mordeu seu lábio inferior pensando em como gostava daquele jovem. Terminou de colocar o café em uma xícara de porcelana e olhou para Will, chamando-o com o olhar.
- Seria horrível de minha parte deixa-lo ir embora num estado como esta! – ele olhou bem nos olhos esverdeados de Will quando ele se aproximou, pegando sua xícara – Desculpe se estarei sendo ofensivo, mas você esta doente e acabado! Está perdido em seus próprios pensamentos.
- Não esta sendo ofensivo. – Will o interrompeu desviando rapidamente o olhar daquele homem e fitando seu café quente – Realmente não estou bem e tive de novo o episodio... – ele franziu a testa como se pensasse duas vezes antes de falar o que estava por vir, mas ele sentia que não deveria ter segredos com seu psiquiatra – Eu me lembro de ter estado numa lanchonete e... – suas mãos tremiam e antes mesmo de tomar um misero gole daquele café ele decidiu larga-lo, deixando-o numa mesinha ao lado – Eu estava pensando em você e então tudo começou a ficar turvo e frio e perdi a noção do tempo...
- Pensando em mim? – Hannibal não se controlou ao perguntar, ele parecia ansioso perto daquele jovem insano que por sua vez decidiu olhar nos olhos sedutor de Hannibal e como sempre se deleitar neles.
- Sim! – ele balançou a cabeça sem tirar os olhos dele – Não sei o porquê, mas estava pensando e, quando percebi eu estava aqui e antes de bater na porta olhei a hora e vi que tinha se passado três horas desde então. Eu não iria bater, mas não me contive.
Hannibal se aproximou do jovem lentamente para que ele não se assustasse naquele momento tão insano e ao se aproximar sentiu o quanto o desejava, a sede que tinha por ele, a sede de conhecer melhor sua mente, a sede de conhecer seu interior, sua alma, seus pensamentos, a sede de tudo, o que era engraçado. Porque na verdade deveria sentir fome!
Passou delicadamente a mão na testa de Will, que para sua surpresa não estava quente de febre, parando perto da bochecha e ali reposou sua mão, acariciando-o. E como era de se esperar Will sentiu a caricia e fechou os olhos, o toque quente em seu rosto frio era bom, ele gostava do toque de Hannibal, mesmo quando apertavam as mão ele sentia algo bom, uma quentura diferente, uma maciez que ninguém mais tinha.
Sua respiração ia se acalmando enquanto Hannibal o acariciava e seus tremores se cessaram por inteiro. Era como se Hannibal fosse seu remédio proibido. E por um momento Will queria usar esse remédio, queria toma-lo todos os dias como um viciado em crack. Mas ele sabia lá no fundo que não podia, que aquilo era terrível e surreal.
- Will... – a voz de Hannibal era baixa, mas nítida quando chegou aos ouvidos de Will e ele gostou dom tom de voz dele, era um tom diferente, convidativo e atrativo, diferente do de Alana que o achava instável demais para tê-lo, mas quem era Alana perto do homem sedutor a sua frente?
Graham agarrou o pulso de Hannibal e abriu os olhos. Afastou um pouco a mão quente e macia do homem e observou.
- Você me deixa instável! – ele respirou fundo, como se lhe faltasse ar e então delicadamente encostou seus lábios frio na mão de Hannibal que sentiu um tremor subir-lhe a espinha pelo toque, agora foi a vez de Hannibal fechar os olhos e apreciar aqueles lábios que tocavam a sua mão, aqueles lábios gélidos e molhados. Que toque! Ele sentiu uma excitação que jamais sentira antes e gostou do que sentiu, tanto gostou que rapidamente abriu os olhos e com a mãos livre agarrou nos cabelos enrolados de Will e levantou sua cabeça de sua mão, afastando os lábios grandiosos dele de sua outra mão. Mas ele queria olhar diretamente nos olhos de Will para ver ali o que ele poderia estar sentindo.
Sua mão puxava o cabelo de Will com um pouco de violência, mas Will gostava, sentia que aquilo fazia parte. Que tudo estava certo.
- Você nos trouxe a instabilidade! – Hannibal se sentia em outro mundo ao lado de Will e pela primeira vez não mediu e não quis medir as consequências, não se importou no que poderia acontecer depois, apenas continuou o que o jovem começou ao bater naquela porta àquela hora da madrugada.
Notas finais
- Amo demais Hannibal e sou super Hannigram, então acho que entenderam né? kkk
- Criticas são bem vindas, mas nada de arrasamento, por favor.
- Espero que tenham gostado! :D
- Beijos da titia Kary e até a próxima.
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