Midnight - 1ª TEMPORADA

1 Capítulo 1 - Uma Tentativa De Recomeço


Notas iniciais
Bom, sejam bem-vindos ao mundo de Midnight. Eu espero que gostem da história que vão acompanhar, na verdade eu espero mesmo isso. A história se passa em Londres, e muita gente ama Londres, por isso é aonde a história se passa. Serei grato se derem sugestões e opiniões, sobre o que estão gostando e o que não estão. A fic terá 11 capítulos nessa 1ª temporada, então fique à vontade, pois esse é só o primeiro. Beeijos , e obrigado XD

T.A

— Cara, a gente vai se atrasar, e aí, eu vou te matar. Literalmente. Eu não vou ter jogado fora quase todo meu dinheiro nessas porcarias de passagens por causa dos seus erros.

Por incrível que pareça, por mais que a gente tente ser legal com as pessoas elas sempre acabam esperando mais de você. Acho que esse é o meu problema. Eu sempre estou tentando agradar a todo mundo, mas nunca está bom. Normalmente as pessoas me dizem ah, não ligue para as pessoas, elas não sabem o que dizem, mas a verdade é que essas mesmas pessoas são as que ironizam depois. Enfim, o que vem ao caso é que eu estou no aeroporto de Edimburgo com passagens para ir para Londres, junto com meu melhor amigo Peter.

Não, não é uma viagem a passeio, ou algo assim. É simplesmente uma fuga. Estamos deixando toda nossa vida pra trás como se não tivéssemos escola, família e amigos lá. No meu caso tinha até uma garota, mas ele não liga. Peter matou o ex-namorado da mãe dele por causa de algo que ainda não sei. O fato é que eu fui acordado às 5 horas da manhã por Peter me pedindo pra ir pra Londres com ele. Se eu aceitei? Pois é, já estamos no Aeroporto. E eu estou comendo na lanchonete, não entendo como isso pode ser entediante pro Peter. Ainda faltam 25 minutos pro nosso vôo sair.

— Harry, eu tenho mesmo que te tirar daí à força? realmente, isso parece mesmo incomodar ele Ou você pode me acompanhar de boa vontade?

— Por que você não senta aqui pra comer alguma coisa, cara? Ainda tem quase meia hora pro avião sair, a gente já fez o check-in, então por que essa paranóia toda?

— Se a gente for preso ou perder o avião a culpa é sua. Estremeci na palavra preso e não esperei ele terminar de falar, já fui me levantando e indo em direção ao caixa.

Enquanto eu pagava a conta, vi que a pressa dele era tanta que além de ir levando as duas malas médias dele, ele ainda tentava fracassadamente, levar as minhas três, que eram praticamente duas vezes maiores do que a dele. Isso se deve ao fato de minhas roupas ficarem dentro de malas sempre, por que raramente eu usava algo que não fosse um jeans preto, e uma camisa com moletom. Essas roupas sim ficavam no meu guarda-roupa. Portanto, isso reduziu muito o tempo de organização das minhas malas.

***

Enquanto aguardávamos praticamente dentro do saguão do vôo, Peter ficava roendo as unhas, e isso me agoniava, ele tinha uma paranóia de que seríamos barrados, ou que algum carro-tanque da S.W.A.T. ia entrar no aeroporto quebrando as paredes e helicópteros no céu, com policiais caindo nas cordas, enfim. Logo ele me faria mudar de idéia e eu voltaria pra casa, deixando-o enfrentar seu destino sozinho. Como eu não era desse tipo de gente, fui até o Starbucks próximo ao guichê de venda de passagens comprar um café pra tirar o sono, afinal eram quase meio dia e eu estava acordado desde ontem à noite. Ele deu sorte que meus pais estavam viajando, e eu estava sozinho. O fato de eu ter 17 anos não mudaria a cabeça de meus pais a me deixarem sair de casa do nada. Espero que entendam que difícilmente voltarei pra casa, mas deixei tudo explicado em uma carta sobre a mesa da cozinha.

Quando foi anunciada a abertura do portão do nosso vôo não me admirei ao ver que Peter era o primeiro da fila, afinal, a paranóia dele fez com que ele temesse entrar no avião e encontrar policiais lá.

Depois da documentação verificada entramos no avião, classe econômica fedia — e aguardamos. Pra falar a verdade, EU aguardei. Peter ficava batendo os pés, e roendo as unhas e parecia que ia ter um infarto ou qualquer coisa mortal do tipo.

— Se você continuar desse jeito eu vou voltar pra casa sem pensar duas vezes disse com minha voz mais séria, acho que deu certo, por que ele parou com a loucura toda.

O avião estava a ponto de sair quando a cabine foi visitada por um policial. Imediatamente tive um surto e comecei a rezar em voz baixa. Peter estava quase desmaiando ao meu lado, mas aparentava ser alguém que sofre de depressão e, portanto não necessitava da atenção do policial. Fracasso. Adivinha quem ele foi verificar.

— Tudo bem filho? Perguntou o policial. Ele era gordo, baixinho, em média uns 45 anos. É o tipo de policial que come rosquinhas e toma café em copos de isopor. Não estava atrás da gente, tentava fazer sua mulher mudar de ideia e não deixá-lo, como ela estava prestes a fazer. Depois de Peter afirmar que estava bem, ele voltou ao banco da esposa e tentava fazê-la descer. A discussão foi interrompida quando a aeromoça apareceu, dizendo que ele teria que se retirar, pois ele estava atrapalhando a ordem e, além disso, o avião estava prestes a decolar.

***

O vôo de Edimburgo a Londres leva em média uma hora e quinze minutos, quando não há interferências, nem imprevistos. Por sorte foi uma viagem agradável, parecia que Peter tinha deixado sua paranóia em Edimburgo e agora que estávamos a trinta minutos de Londres ele parecia calmo e neutro. Outra pessoa.

Por fim chegamos ao Aeroporto de Heathrow, e Peter que ansiava por esse momento desde que saiu de casa quando deixou uma bala alojada no peito do padrasto, não sabia o que fazer.

— E agora senhor quero muito ir pra Londres? tentei ironizar, imaginando o que ele teria em mente, não que eu já não tivesse planejado.

— Não sei. Até aí sem surpresas. Eu imaginava que ele iria dizer isso, portanto em Edimburgo mesmo, no conforto da casa que eu nunca mais veria outra vez, logo antes de sair de casa, eu comprei uma estadia num hotel no centro de Londres, que era a mais ou menos 30 minutos de trem do Aeroporto.

Depois que eu expliquei a ele isso tudo e ele me abraçou agradecendo meu ato de extrema bondade e nós pegamos o trem e fomos para o centro de Londres.

***

Era lindo. Tudo. Cada coisa em Londres parecia se encaixar perfeitamente onde estava. Era bem diferente de como eu havia ouvido falar, nos livros, filmes, enfim. Era como se eu tivesse nascido pra ir ver aquele lugar. Na verdade, acredito que todos pensam como eu, mas era impossível não pensar assim. Era como se Londres fosse dotada de uma magia que fazia com que todos que a visitassem a admirassem.

— Harry! Harry! Eu estava sendo sacudido abruptamente por Peter, que tentava me tirar das minhas visões das maravilhas londrinas para dizer que estavamos chegando ao centro da cidade.

— Tá legal, vamos descer. eu disse enquanto me levantava, tirando as minhas coisas do vagão indo em direção à saida do trem.

Tocar o solo londrino foi a experiência mais perfeita de toda minha vida. Embora eu esteja no auje dos 17 anos, eu sei que nada vai ser mais perfeito do que tocar esse chão e dizer que agora eu vivo aqui.

Fomos até o hotel, que era extremamente londrino, em todos os detalhes, tais como arquitetura, pintura, organização, enfim, era tudo muito Londres pra absorver. Fomos recebidos por um simpático rapaz chamado Freddie, que levou ou pelo menos tentou levar as nossas coisas até o dormitório que eu tinha comprado online enquanto eu fui à recepção.

— Boa tarde, e sejam bem vindos ao Rosario Hotel, em que posso ajudar? A atendente, que estava identificada em seu crachá como Jenny usava uma roupa rosa eu um chapéuzinho similar ao de um marinheiro. Era uma versão feminina do Popeye. Bem feminina.

— Oi, bom, é, eu fiz uma compra online de um dormitório por sete dias, poderia verificar? tentei ser educado com ela, enquanto eu tentava não demonstrar pânico por aqueles olhos verdes fuzilantes e aquele sorriso branco-cera e aquele batom vermelho-sangue que me olhavam anormalmente. Enquanto eu procurava minha identidade, ela ficava me olhando e parecia não piscar.

— Senhor Harry Martin Collins? Pode me apresentar o cartão de crédito usado na compra? Enquanto eu partia em uma busca pelo maldito cartão na minha carteira, lá ia ela novamente me encarar, Peter parecia se divertir vendo a cena. Por fim, achei, e entreguei a ela, rezando para aquele momento acabar logo.

Depois de toda a burocracia hoteleira normal, finalmente peguei a chave do quarto, e subimos.

Peter parecia maravilhado com tudo aquilo, e não havia razão para não estar. Tudo estava perfeito demais.

Quando entramos no quarto, não consegui acreditar. Era lindo, era grande, tinha um banheiro, uma vista para o centro da cidade, e ainda, as paredes eram de um bege claro, o piso de porcelana, a cama gigante, a luz fraca, com abajures nos lados da cama, e um guarda roupa, com espaço suficiente pras minhas roupas e as do Peter. Era demais. Nem me importei com o fato de que tinhamos apenas uma cama, mas poderíamos nos adaptar a isso.

— Posso tomar banho primeiro? Peter já estava praticamente nu, a não ser pela camiseta, enquanto procurava alguma roupa decente na mala. Por fim, dei a ele uma calça de moletom minha, e ele colocou um moletom dos que ele tinha. Roupa bem para ficar em casa mesmo. Ninguém ia querer sair numa terça de tarde. Não nessa terça de tarde. Afinal, tínhamos uma televisão de 39 ou 42 polegadas, não sei, e uma assinatura completa de TV a cabo. A tarde seria boa, exceto que eu teria que sair pra comprar comida pra gente.

— Tome banho e fique por aí que eu já volto, vou comprar algo pra gente comer. falei, pegando minha carteira e indo em direção à porta.

— Vai demorar?

— Não sei, mas provavelmente volto hoje ainda disse, rindo.

Enquanto eu saia, Peter terminou de se despir e foi para o banheiro.

Notas finais
O que acharam? Opiniões, por favor >.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.