Michelle!
2 Capítulo 2 - A crazy black bird
- Izzy, tem algo errado comigo — cochichou no ouvido de Izzy, apoiados pelos cotovelos no encosto do sofá — Ela não quis transar comigo
- O quê? — perguntou no mesmo nível de voz do rapaz
- Sim, ela transou com todos aqui, menos comigo e com você.
- Engano seu, ela transou comigo tambem.
- Pois, tá vendo? — suspirou e olhou a menina conversando com Steven — Vou até ela — foi em direção a menina
Puxou-a pelo cotovelo e levou-a até o quarto dos instrumentos, onde ela dormia. Trancou a porta e jogou a chave pela pequena janela. — Me mostre o que fez com aqueles inúteis, agora!
- O quê? — fingiu não ter entendido, mas soube do que estava falando
- Temos o maior tempo do mundo, não o gaste fingindo não saber o que fez com aqueles homens sedentos naquela estúpida sala. — uma tempestade formou nos olhos claros de Axl, perdendo todo o aconchego que se encontravam ali antes, perdendo-se em estupidez mórbida
- Não vou fazer NADA com você, NADA. — falou olhando-o pelos cantos dos olhos, sentada no colchão em que dormia, o melhor colchão que havia naquela casa, localizado perto da janela empoeirada e do baixo de Duff McKagan.
- Então, farei com você, e me importarei bulhufas com você, queira você saiba. — se encostou na parede pintada de creme do quarto — Porque mulher nenhuma diz não ao Axl Rose, mulher nenhuma.
- É orgulhoso demais para aceitar um não, não é Axl? pois então, vá em frente — abriu os braços, mostrando que estava se rendendo a tamanha masculinidade de Axl Rose — venha aqui e mostre você mesmo que não serei a primeira a negar ao seu poder de sedução
Axl se agachou e depois sentou de frente a ela, sendo encarado pelos olhos azuis-piscina dela. — Não farei esta covardia com você, jamais, você é só uma pequena menina.
- Que pena, adoraria jogar o seu jogo — falou em um certo tom de ironia, desviando o seu olhar para outros cantos do quarto
- eu não quero ser um monstro através dos seus olhos, só que você transou com todos desta casa, até achei que poderia provar do que todos eles provaram. — disse ainda a olhando, percebendo que ela tentava não o encarar
- Sinto muito, mas há outros monstros me assombrando, e se você for um deles, é o que menos me importa, porque tenho mais o quê me preocupar, muito mais. E se eu transei com todos aqui, é porque eles merecem, você não merece.
- Olha pra mim. — puxou o seu queixo com dois dedos, fazendo-a olhar para si — O quê aconteceu com os seus pais?
- Eles não eram os meus pais, eram malditas pessoas que tiraram eu, minha irmã e meu irmão de uma casa de freiras, e que nos culpavam por todas as desgraças que aconteciam em suas vidas, só isto.
- E como eles foram mortos?
- Não sei, mas queria ser a pessoa a ter este prazer. Queria ser quem manobrasse aquela arma e puxasse o gatilho para atingi-los com aqueles tiros. Mas alguém não foi tão esperto assim, acabaram matando um inocente por causa de drogas que o inútil do Billy devia.
- E quem era este inocente e este tal de Billy?
- O inocente foi o meu irmão, Phillip, foi atingido por 17 tiros nas costas enquanto corria para debaixo da sua cama. Billy era o filho biológico deles, tinha 16 anos, era usuário de maconha e os pais não sabiam. Foi este babaca que fez a cabeça de Mary e Tony a expulsar Alice, que é a minha irmã e namorada do Sebastian, daquela casa quando engravidou. Ele gostava de Alice e não admitia que ela tivesse um bebê de outro cara a não ser dele. Quando ela foi embora morar na casa de Sebastian, não podia levar a gente, porque ela era menor de idade, prometeu nos buscar, mas Phillip já foi morto para ter o prazer de se livrar daquela família nojenta, e isto sim, foi uma covardia, porque ele só tinha apenas 4 anos.
- Oh Michelle, eu sinto muito — pegou na mão quente da garota e apertou-a, e ela, por sua vez, pôde enxergar o aconchego voltar aos olhos daquele lindo rapaz, dando-lhe permissão para depositar toda a confiança nele, naquele momento. Sua vontade de chorar era grande, mas não podia na frente dele, iria se mostrar fraca.
- Se eu pudesse, percorreria o mundo para achar o estúpido que matou o meu irmão e mata-lo cruelmente. — olhou para baixo. Axl a enlaçou com seus braços e sentiu o doce cheiro daqueles fios na cor castanho-claro, e faria o mesmo se pudesse com este assassino, por causa-la tamanha dor. Talvez ela seja forte demais, para agüentar toda essa dor sozinha — pensou. Mas engano dele, pois ele era a fonte em que ela confiava naquela hora, e seu abraço o mais aconchegante possível.
E se alguém tivesse piedade e trouxesse o irmão dela para junto daquela casa, ele seria o primeiro a aceitar e a ajudar cuidar dele, pois não aguentava ver mulher nenhuma chorando, principalmente tão bonita feito Michelle. Mas naquele momento que aquele abraço se tornara uma carícia que estava prestes a fazer a mão dele explorar o corpo dela, ela se desfez do abraço, deixando Axl terrivelmente excitado.
- Quanto tempo Sebastian ficará de viagem pela Alemanha? — ela disfarçou, mudando de assunto.
- O tempo que for preciso para resolver tudo. — respondeu, rispidamente.
- Hm. — levantou-se — Irei na cozinha, vai ficar aí?
- Não. — levantou-se tambem. Os dois deixaram o quarto após ele arrombar a porta trancada com o pé, ela pra cozinha e ele juntou-se aos companheiros de banda e casa na sala.
- E aí, Axl. Conseguiu comer ela? — Izzy perguntou, tornando-se o alvo das atenções.
- Não, por livre e espontânea vontade decidimos não fazer.
- Pare com isto, sei que ela te negou. — Steven debochou, já participando do assunto.
- Como é? ela negou o Axl? o poderoso Axl Rose? — Duff perguntou mais debochado ainda.
- Calem a boca, não sabem do que aconteceu. Já disse que nós dois decidimos não fazer. — respondeu rispidamente, olhando para baixo
- Ela é muito mulher para você, não é? — Slash disse, sorrindo, percebendo que Michelle os observavam no arco da entrada da pequena cozinha
- É — Duff, Izzy e Steven disseram em um coro e cairam na gargalhada
- Parem! — Axl disse em um berro, fazendo todos pararem com as gargalhadas — eu que sou muito homem para ela, e não se discute mais isto, caralho!
- Ah é? — ela disse em um tom alto o bastante para fazer todos a olharem — Então venha me mostrar o seu homem, senhor fodão.
Axl arregalou os olhos, ao ouvir a voz da menina, paralisou por um minuto. Mas depois não pôde negar o convite dela na frente dos amigos, e levantou-se da onde estava sentado e foi até ela em passos longos. Puxou-a contra si lascando-lhe um grande beijo nos lábios rosados e sendo correspondido de imediato. Passaram longos minutos se agarrando, até Izzy empurrarem os dois para o quarto e tentar fechar a porta arrombada.
Ele jogou-a na parede e sem solta-la abaixou e tirou todas as roupas que antes a cobriam, jogou por ali, ela fez o mesmo com ele, parecendo não gostar muito por estar naquele estado. Michelle se jogou de costas no chão, puxando-o com os pés contra si e lhe dando outro beijo. Ele explorou cada pedaço daquele pequeno corpo com a mão, conhecendo-a cada vez mais, até achar o ponto que mais esperava, penetrou-a com o dedo indicador fazendo uma leve e pequena pressão, que naquele momento significava a satisfação de ter o dedo DELE, somente DELE, dentro de si, ele que ganhou a confiança dela em tampouco tempo. Retirou o seu dedo e beijou o baixo-ventre da menina, subindo para a barriga, deitou-se sobre os seios da garota e pôde ouvir a batida rápida de seu coração. Ele sabia seduzi-la direitinho. Pegou algum de seus preservativos guardados dentro da gaveta, rasgou o pacote com os dentes e colocou em seu membro. Pôde penetra-la agora, sem culpa, com estocadas leves para não machucar aquele corpo tão sensível, e pôde ouvir a voz dela bem distante chama-lo e ser interrompida pela língua dele que juntou-se a dela. E o fim de tudo isso foi o prazer mútuo atingido por ela e desejado por ele. Ela sem força para mais nada, foi levada nos braços deles até o colchão onde dormia, deitaram, e ela pousou sua cabeça no antebraço do que agora se tornara seu grande amigo, e juntos dormiram, sem se preocuparem com o mundo afora.
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