Michelle!

1 Capítulo 1 - Are u sure?


Lá estavam, Michelle, Sebastian Bach, e sua filha Lucy entrelaçada pelos braços do pai Sebastian, defronte a porta da pequena casa.

- Pai. Pai. Pai. — brincou com o cabelo do pai

- Já experimentou girar a maçaneta? — perguntou Michelle, indiferente

- Não — estendeu a mão direita e girou a maçaneta

- Estava aberta este tempo todo, talvez a gente não precisasse ficar este tempo todo esperando — passou por ele e entrou

- Não importa — adentrou a casa tambem, largando Lucy e pegando as malas de Michelle do chão

- Se eu soubesse que estariam dormindo, não concordaria em vir — olhou todos eles largados em colchões na sala, alguns roncava alto

- este não é o problema, conheço esses filhos dumas putas o bastante para fazer isto — aproximou de todos e solto-lhe um grito agudo. E finalmente todos despertaram de agonia

- pelo o visto a noite por aqui foi uma criança, não é seus otários — disse Sebastian em sua insistência, no ouvido de Axl que ainda dormia, ajoelhado bem perto dele

- Some daqui, Sebastian, está cedo pra caralho. Vai dormir. — respondeu com rispidez. Sebastian levantou sorrindo, mas Lucy pulou em Axl, que não conteve e abriu os olhos

- Cadê as vadias? — perguntou, procurando-as

- Sumiram — respondeu Steven, tentando achar suas calças por de baixo do lençol, não deixando que Lucy e Michelle o vissem nu

- Quantas eram? — Sebastian persistiu, desconfiado que alguma ainda poderia estar escondida por ali

- oito — Steven respondeu

Duff, Izzy e Slash levantaram dali e seguiram seu rumo, um para a cozinha, um para o banheiro e outro para a porta do banheiro. Axl tirou Lucy de cima de suas costas, que brincava de cavalhinho, virou-se e colocou-a sentada em seu abdômen, ela continuou a brincar, ele acendeu um cigarro.

- Vai precisar de fazer um transplante de pulmão na sua filha quando ela ficar mais velha — disse Steven, agora vestido com suas calças justas, olhando para Sebastian

- Cala a boca, minha filha tem pulmões de aço. — respondeu

Axl pôs-se a olhar para Michelle que estava paralisada perto do arco da porta — Quem é ela?

- Seu presente — Sebastian respondeu, sorrindo

- Hm. Poderia ter embalado, não é? — Steven olhou para Sebastian

- olha bem pra moça, tem certeza que já não está satisfeito dela estar aqui? — Sebastian disse em resposta

- Como se chama, doçura? — Axl perguntou

- Michelle — ela respondeu, tímida, tentando se esconder

- Michelle... Michelle, esse nome me agrada — ele sorriu, dando uma tragada

Ela sorriu timida, Sebastian gargalhou.

- Como que vão com as baquetas novas, Steven? — perguntou Sebastian, olhando-o.

Lucy desceu o abdômen de Axl, e foi para seu baixo-ventre — Não Lucy, aí não pode!

Steven gargalhou, e Sebastian ria sem conseguir parar.

- É, Lucy, aí o titio Axl fica de pau-duro — Steven gargalhou mais ainda com sua própria frase

- Mas eu quero brincar aqui! — ela insistiu

- Não! aí eu não deixo — tirou-a de cima de si

Sebastian recuperou o seu fôlego. Michelle tampava a boca com tamanha ignorância, escondendo seu sorriso.

- Então. Foi bom, ver vocês, mas Alice tá me esperando, vamos para a Alemanha hoje, resolver todos os problemas da guarda da Michelle. — Sebastian disse sóbrio

- Espera, vai deixar a Michelle aqui? — Axl perguntou, dando mais uma tragada e apagando o cigarro em um cinzero de vidro em cima da lareira empoeirada

- Sim, eu tinha falado com você antes, não? — pegou Lucy nos braços

- Não que eu me lembre.

- Você não se lembra de nada, porra, desde que eu te conheci. Estou indo embora, vou demorar uns meses, se virem com ela, tá aqui, fiz uma lista das coisas que ela gosta, e do que ela não gosta — tirou do bolso de seu surrado jeans e entregou-lhe, saiu com Lucy nos braços abandonando Michelle. Steven foi para a cozinha.

Axl se levantou e fechou a porta pesada de madeira que Sebastian deixara aberta. A menina fechou seus olhos com força e colocou a mão no rosto. Ela pôde sentir sua respiração perto de si, seu calor, e seu cheiro, e sua mão de seu rosto foi tirada bem devagar, com a mão dele.

- O quê há de tão errado com o seu rosto? — ele a fitou — Por que o cobre com as mãos?

Ela o olhou com receio, mas sentiu confiança ao olhar aqueles olhos claros que a encaravam, resolveu mostrar, abriu sua boca o suficiente para vê-lhe seus dentes. Ele, olhou-os, viu que seus dentes eram tortos e por isso usava aparelho ortodôntico, sentia-se mal por isso.

- Deixe de ser boba, não é isto que vai mudar quem você é.

- Eu não estou sendo boba, estou tentando fazer com que não me achem feia, mas do que eu já sou. — colocou a mão de novo na boca

- Fica feia com essa mão na boca, por favor, fale comigo sem ela. — virou as costas para ela — Vamos ver do que você gosta — abriu o papel deixado por Sebastian, dobrado em quatro partes, sentou-se no sofá de dois lugares e pois-se a ler

Michelle sentou-se no colo do rapaz, defronte a ele, arrancou-lhe o papel de suas mãos, rasgou em pedaços minúsculos, colocou-os em sua boca e se levantou.

- Onde irei dormir? — ela perguntou, sorridente, sem as mãos na boca

Ele apontou para o único quarto que havia ali, ela foi arrastando sua mala verde-oliva até o local, passando por Izzy que esperava defronte a porta do banheiro para começar o dia com um banho.