Notas iniciais
Foi mal ficar tanto tempo sem postar!

Eram apenas trinta e cinco minutos da escola até em casa a viagem foi bem tranquila e silenciosa pelo menos para mim e para Mia, nossos pais continuaram passando sermão do inicio ao fim enquanto eu e Mia assentíamos com a cabeça de vez em quando. Chegando lá saímos do carro enquanto eles estacionavam em frente à casa. Sentamos em um dos lados da mesa da sala e quando eles chegaram sentaram do lado oposto. Ficamos nos encarando durante uns dez segundos até que minha mãe cortou o silencio:

– Meninas, o que vamos fazer com vocês? Já foram oito escolas! Oito escolas! — Ela olha para o meu pai e depois continua — Eu e seu pai, estamos pensando seriamente em mandar vocês para um internato.

Nossos olhos se arregalaram numa expressão de pura surpresa. Estava tudo do jeito que devia ser, tudo na ordem de sempre, depois da expulsão vinha o sermão depois a escolha da nova escola e nós nos mudávamos! Eles nunca tinham dito uma única palavra sobre internato!

– O QUE? — dissemos juntas.

– A empresa está crescendo muito e em breve eu e seu pai vamos ter que começar a viajar, pensamos que poderíamos deixar vocês sozinhas durante essas viagens, mas vocês não têm responsabilidade ou maturidade suficientes para isso então essa é a melhor opção...

– Onde? — Mia perguntou; eu não pude acreditar que ela estava cogitando aquela ideia.

E pela expressão dos nossos pais, eles também não esperavam aquela reação. Meu pai, que até então não tinha dito uma única palavra, disse:

– Bem; ainda não decidimos, pretendíamos falar com vocês antes de qualquer coisa...

Mia nem ao menos deixou que ele terminasse:

– Se temos quer ir para um internato nós decidiremos qual será, daremos nossa decisão à vocês amanhã. — Nesse momento nós três encaramos a Mia como se ela tivesse perdido a pouca sanidade que ela tinha...

POV Mia

Não exagera!

POV Vickie

Foi mal; bem, continuando meu pai que foi o primeiro a se recuperar do choque respondeu a Mia, se bem que nem era uma pergunta, mesmo assim ele respondeu:

– Está bem Mia, você e Vickie podem decidir qual será o internato. Não vejo nenhum problema nisso. — Então minha mãe começou a encarar meu pai enquanto eu continuava encarando a Mia.

Ela na maior tranquilidade do mundo subiu para o nosso quarto e eu a segui, assim que eu fechei a porta me virei para ela e gritei:

– QUE DROGA QUE FOI AQUILO LÁ EMBAIXO? VOCÊ FICOU MALUCA?

– PARA DE GRITAR E SE ACALMA! — Ela gritou bem mais alto que eu, pedir calma gritando só deixa a pessoa mais nervosa, mas eu sou paciente, anos de prática com a minha irmã. Respirei fundo e me sentei na cama, ela me olhou e começou a explicar:

– A mamãe não ia ceder não importa o argumento que tivéssemos usado e se tivéssemos começado a argumentar eu e a mamãe iríamos acabar perdendo a paciência e se tornaria uma discussão. Se se tornasse uma discussão a gente ia acabar numa escola militar, e eu acho que era isso que a mamãe planejava desde o inicío. — Minha mãe e minha irmã tinham o mesmo temperamento, mas as duas eram geniais.

– Ok, então... Como se escolhe um internato? — Ela apontou para o computador — Então o que estamos esperando?

Duas Horas Depois...

Fizemos uma lista com dez Internatos diferentes não sei do que o papai e a mamãe reclamam o Google faz todo o trabalho.

Três Horas Depois...

Isso é muito frustrante, eu estou quase quebrando meu computador! Ligamos para oito! Oito! Não fomos aceitas por nenhum! O pior foi o Primeiro falamos com uma coordenadora e ela disse que nossos "antecedentes" eram insatisfatórios. Quando ela disse isso nem sei por quê, mas fiquei com vontade de bater nela e parece que a Mia também por que ela quase xingou a mulher. Só sobraram na lista um Internato Inglês e um Alemão. E eu já estava desistindo quando minha mãe gritou:

– MENINAS, O IRMÃO DE VOCÊS ESTÁ NO TELEFONE!

Eu e a Mia saímos correndo feito doidas, descemos as escadas voando e agarramos o telefone das mãos da minha mãe, eu não podia acreditar que ele estava ligando fazia um século que o Ichiro não ligava. Eu não via meu irmão mais velho à uns três anos, ele saiu de casa aos dezoito e nunca mais deu as caras só ligava de vez em quando, mas até isso era raro. O Ichiro sempre foi inteligente e comportado nem parecia nosso irmão, eu e a Mia começamos a lutar para proteger o Ichiro de um bando de idiotas que vivia no pé dele, meu irmão era meio fracote, ele dizia que não gostava de violência. Mas nós duas morríamos de saudade dele!

– Alô, Ichiro?

– Oi Meninas

– Onde você tá? — A Mia perguntou

– Bem, então, a mãe disse que...

– Não muda de assunto Ichiro onde você tá?

– Mia, sem interrogatório! — Ela não cansava nunca, toda vez que ele ligava ela perguntava as mesmas coisas e ele nunca respondia — Então Ichiro como você está?

– Vocês brigam até no telefone? E eu estou bem Vickie, parece que a Mia ainda tem o mesmo temperamento.

– kkkkkkk é claro, ela sempre foi um poço de paciência

– Ei vocês dois, eu ainda estou aqui!

– Meninas eu tenho que desligar tá? Tchau.

A Mia jogou o telefone na mesa e me arrastou para cima.

– Vamos acabar logo de escolher o internato, eu estou cansada!

– Ok, ok, poço de paciência.

Ela me fuzilou com os olhos e eu fiquei calada antes que ela tentasse me esganar.Mal entramos no quarto e a Mia pegou o telefone e ligou para o nono internato, era inglês e tinha um nome esquisito.

– ..................

– Alô eu gostaria de fazer a matrícula de duas alunas.

– ....................

– Mia e Vickie Takami, ambas com dezesseis anos.

– .......................

– E então?

– ..............................

– Vo-você está falando sério?

– ..................................

– Claro, quando?

– ......................................

– Sim.

– ...........................................

– Muito obrigada! Então nos vemos no dia dezessete!

Eu estava boiando, a Mia não me deixou chegar perto do telefone então eu não ouvi nada! Quando ela largou o telefone ela olhou para mim como se não acreditasse no que tinha acabado de acontecer, então ela gritou:

– CONSEGUIMOS!

E começamos a pular na cama e a gritar que nem duas malucas, eu só conseguia pensar na cara da mamãe e do papai quando soubessem que tínhamos conseguido. Então eu puxei a Mia da cama e corremos até la embaixo, gritamos bem alto:

– CONSEGUIMOS!

Minha mãe disse delicadamente:

– QUEREM ESTOURAR MEUS TÍMPANOS? PAREM DE GRITAR!

Meu foi mais pacífico, como ele sempre era:

– Parabéns meninas! — E nos abraçou — Então, onde é?

– Inglaterra, precisamos que vocês levem a gente e os documentos para lá no dia dezessete.

– Já? — eu perguntei — É semana que vem! Temos que arrumar nossas coisas Mia! — Então eu puxei ela lá para cima de novo (Minha irmã devia estar muito feliz, eu estava puxando ela para todo lugar e ela não estava nem reclamando) e me joguei na minha cama — Você não disse que estava cansada? Já acabamos, dorme poço de paciência!

Ela mal me deixou terminar de falar, se jogou na cama e desmaiou. Eu também estava morta passamos a tarde toda escolhendo o Internato então eu fechei os olhos e apaguei.