Mi Vida Comienza Contigo.
27 Capítulo 27 (Penúltimo)
Notas iniciais
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Assim que João me ligou corri para o hospital, ele e Carmen estavam na sala de espera, junto com Olivia.
— Como ele esta, o que aconteceu?. – Perguntei desesperada, a voz do João em minha mente ainda ecoava dele dizendo Estevão foi baleado, aquela angustia não saia do meu peito.
— Não sabemos Maria, levaram ele pra dentro a até agora nada, só um monte de policiais que entraram.
Coloquei as mãos na cabeça, Carmen e Olivia vieram até mim.
— Fica calma, ele é forte vai ficar bem.
Encostei minha cabeça no ombro da dona Carmen e chorei, ele não podia me deixa, não viveria sem ele, precisava dizer que o perdoava, me sentei na cadeira.
— E as crianças?
— Estão com meus pais. – Ficamos ali, horas de espera, cheguei era 23:00, já era 3:00, sempre tentávamos saber algo mas ninguém falava nada, até que um médico entrou na sala de espera, me levantei e fui até ele. – Doutor como ele esta, como esta meu marido?
Carmen, João e Olivia ficaram atrás de mim, junto dele veio um policial. – Estevão levou um tiro no peito, atingiu a artéria do coração, infelizmente não podemos fazer nada... – Interrompi o medico.
— Como assim não puderam fazer nada, quero ver meu marido, cadê ele? – João me segurou.
— Sinto muito senhora, mas... seu marido faleceu. – O chão saiu dos meus pés, apenas senti alguém me segurando, e meus gritos de longe, não podia ser, ele não poderia estar morto, era o meu Estevão, meu amor, único amor, pai dos meus filhos, senti um corpo ser carregado até a cadeira.
— Maria olha pra mim, precisa ser forte, pelas crianças. – Ouvia a voz deles, mas parecia que não estava ali, apenas mirei o medico.
— Quero vê-lo.
— Maria... – Olhei para Carmen.
— Eu preciso, por favor. – O médico acenou pra mim, levantei e o segui, paramos em uma porta, ele abriu, tinha um corpo sob a cama, coberto, o medico foi ate ele e descobriu o rosto, sufoquei o choro, ele me deixou sozinha, me aproximei, era um pesadelo, era ele, ali, sem vida, toquei seu rosto, ainda estava um pouco quente, encostei a cabeça em seu peito, não escutei aquele coração que batia por mim, que por tantas vezes amava escutar depois de fazermos amor, e nunca mais escutaria, desabei, chorei nos braços dele pela ultima vez.
Yo te extrañare... tenlo por seguro
fueron tantos bellos y malos momentos
que vivimos juntos
Me levantei, dei um beijo nos lábios dele, o ultimo beijo, me aproximei do ouvido dele. – Meu amor, você me deixou...deixou sozinha, eu preciso tanto de você, saiba que nunca vou te esquecer, você é, foi e sempre será o meu amor, te prometo cuidar dos nossos filhos, eles vão lembrar do maravilhoso pai e homem que foi, me perdoa por não ter falado isso antes, mas eu te perdoou. – O medico voltou, me deu apenas mais 5 min. – Tenho que ir, a meu amor você sempre estará comigo, eu te amo. – Dei o ultimo beijo, e sai, encostei na parede, escorrei ate o chão, isso não podia estar acontecendo, João me ajudou.
— Maria, estamos com vocês. – Me abraçou, e chorei mais, me afastei.
— As crianças, preciso contar e arrumar tudo para o... – Não consegui terminar de falar, choro voltou.
— Não se preocupe, eu cuido de tudo, vai pra casa e fica com as crianças. – Olivia foi comigo, ficaria junto para contarmos a elas, agradeci por isso, não sei se teria forças.
los detalles, las pequeñas cosas,
lo que parecía no importante
son las que mas invaden mi mente..al recordarte
Apenas percebi que chegamos na casa dos meus pais quando Olivia tocou meu ombro, me deu um sorriso fraco, os olhos vermelhos iguais os meus, tinha acabado de encontrar o irmão, saímos do carro, entrei na casa, minha mãe veio e me abraçou, junto com meu pai, acolhi Olivia naquele abraço, choramos de novo, como uma família, até que ouvi a voz do Pedro.
— Porque esta todo mundo chorando?
Nos afastamos, limpei minhas lagrimas, meus pais saíram da sala, me virei, estava Pedro e do lado o Arthur. – Vem cá meus amores. – Me sentei no sofá, eles pararam na minha frente, eram a cara do Estevão, meus pedacinhos dele, os abracei e comecei a chorar de novo, Olivia passou a mão nas minhas costas, me afastei, respirei fundo. – Meus príncipes, agora mais do que nunca precisamos ser fortes.
— O que aconteceu mãe, porque você e minha tia estão chorando assim. – Percebi ele olhando ao redor. – Cadê meu pai, mãe cadê ele?.
Olhei pra Olivia. – Pedro, seu pai ele sofreu um acidente... – Ele não esperou ela terminar de fala, olhou pra mim com os olhos arregalados, Arthur apenas ficou no colo de Olivia.
— Mãe, meu pai esta bem né, fala mãe.
Segurei nos bracinhos dele. – Pedro, ele não resistiu. – Ele ficou me olhando, sem reação, se afastou um pouco com as muletas. – Filho vem aqui com a mamãe. – Ele balançava a cabeça, e gritou.
— NÃOOOOOOOOOOOOOOO, MEU PAI NÃO MORREU, NÃO... – Ele tentou correr até a porta, mas as pernas não ajudaram, ele caiu no chão, eu corri até ele, me ajoelhando, o pegando, ele se debateu, ainda aos gritos. – PAI, PAAAAAAAAAI, PAPAI NÃO ME DEIXAAAAAAAA. – O abracei forte, soluçando junto com ele, ele foi se acalmando, soluçando, começou a fala baixinho só pra mim ouvi. – Papai, papai, meu papai... – Ele se virou e me abraçou forte.
ojala pudiera devolver el tiempo para verte de nuevo,
para darte un abrazo y nunca soltarte
mas comprendo que llego tu tiempo... que Dios te ha
llamado, para estar a su lado...
así El lo quiso
pero yo nunca pensé que doliera tanto...
Ficamos ali abraçados, Arthur se agitou, chorando nos braços da tia, ela o soltou, ele veio correndo e se jogou no nosso meio, ele ainda era muito pequeno pra entender, mas a falta que o pai faria ele jamais esqueceria, os abracei, e ali prometi que eles seriam minha razão de viver, uma parte do meu coração era só deles, porque a outra morreu junto com o amor da minha vida.
Me levantei, ajudei Pedro com as muletas, ele estava mais calmo, só não parava de chorar, o sentei no sofá, Arthur ficou ao lado dele, os dois juntos, subi ate o quarto e peguei Alice que estava no berço acordada, me sentei com ela na cadeira.
— Ei princesa, agora somos só seus irmãos, eu e você, papai nos deixou, não porque ele quis, ele foi tirado de nós, mas sempre estará aqui, nos nossos corações. – Ela olhou pra mim, minhas lagrimas já desciam novamente. – Você tem os olhos dele. – A abracei forte.
"Ya no llores por mí... yo estoy en un lugar
lleno de luz... donde existe paz,
donde no hay maldad, donde puedo descansar
No llores por mí...es tan bello aquí, nunca imagine,
quiero que seas feliz que te vaya bien y cuando te
toque partir... espero verte aquí..."
Minha mãe me chamou, João e Carmen estavam la embaixo, desci, os meninos estavam sentados perto deles, puxei Arthur para meu colo, e Pedro ao meu lado, João começou a fala.
— O momento é difícil, mas vamos ser todos fortes juntos, eu já cuidei de tudo, o funeral vai ser no próprio cemitério, não vamos prolongar o sofrimento.
Tudo passou como um borrão, nos arrumamos, e saímos, o caixão no meio da sala, Pedro não se aproximou, preferimos não abrir o caixão, para termos a imagem dele vivo e feliz, não demorou muito, e estávamos enterrando, Pedro e Arthur do meu lado, Pedro chorava, o caixão baixou, me aproximei, com uma tulipa na mão, joguei em cima do caixão.
— Você jamais vai morrer em meu coração meu amor, te amo. – E a terra foi jogada.
Yo te extrañaré... tenlo por seguro
como pensar que la vida puede terminar, en un segundo,
la vida es polvo... puede esparcirse en un momento,
nada trajiste, nada te llevarás,
solo lo que había dentro
Pedi para minha mãe levar as crianças com ela, fiquei sozinha na frente do tumulo, me ajoelhei, reli os dizeres. ‘’ Estevão San Roman – Amado Pai e Marido’’. Ainda parecia que estava em um mundo paralelo, que era tudo um terrível sonho, passei a mão sobre o nome dele.
— Meu amor, eu prometo ser forte, por nossos filhos e por você, a saudade vai transbordar pelos meus olhos quando estiver sozinha, em nosso quarto, desejando ser abraçada, amparada e amada por você, porque jamais vou deixar de te amar. – Me levantei, começou a chover, fui pra casa, com meus filhos.
ojala pudiera devolver el tiempo
para verte de nuevo (verte de nuevo)
para darte un abrazo y nunca soltarte,
mas comprendo que llegó tu tiempo...
que Dios te ha llamado, para estar a Su lado
así El lo quiso...
pero yo nunca pensé... que doliera tanto...
Cheguei em casa, todos estavam na sala, Pedro veio até mim me abraçou, correspondi, ele me olhou. – Mamãe, prometo cuidar de vocês, como meu pai fazia. – Sorri pra ele, e o abracei forte, olhei pra todos na sala, era ali que tiraria minha força.
— Maria precisamos conversar, sei que não é o momento, então amanha eu venho aqui.
— Quero conversar agora João, vamos até a cozinha. – Beijei a cabeça do Pedro, ele voltou até o sofá, e fomos até a cozinha, Olivia e meu pai nos acompanharam, encostei na pia. – Quem foi?
— A policia conseguiu colher as digitais, parece que a pessoa o tocou, acho que era pra saber se estava vivo mesmo, vai sair daqui algumas semanas, mas quero pedir que tomem cuidado, não sabemos o porque disso tudo.
Balancei a cabeça, nos despedimos, eles estavam sofrendo também, Estevão era como um filho pra eles, João apenas estava sendo forte pela Carmen, e eles por mim, coloquei as crianças para dormir, estávamos na minha casa, fui ate meu quarto, entrei, me aproximei da penteadeira, peguei a caixinha de madeira que ele fez pra mim, me sentei na cama com ela nas mãos, a abracei e deitei, fechei meus olhos, com o sorriso dele em minha memoria.
"Ya no llores por mí... yo estoy en un lugar
lleno de luz... donde existe paz,
donde no hay maldad, donde puedo descansar
No llores por mí...es tan bello aquí, nunca imagine,
quiero que seas feliz que te vaya bien y cuando te
toque partir... espero verte aquí..."
Acordei com Pedro me chamando. – Mamãe podemos dormir com você? – Sorri para os dois, Alice começou a chorar, me levantei.
— Deitem, vou pegar a irmã de vocês e tomar um banho. – Coloquei a caixinha de volta e peguei ela no colo, ela se acalmou, a coloquei na cama no meio dos dois. – Fica de olho nela, volto logo. – Tomei um banho rápido e deitei com eles, que me abraçaram, Pedro me olhou.
— Seremos só nós certo? – Acariciei seu rosto, olhei para os dois pequenos que já estavam dormindo.
— Sim meu amor, e seremos um pelo outro. – Ele encostou a cabeça em meu peito.
— Só queria meu papai de volta. – Sufoquei o soluço.
— Eu também meu príncipe, eu também. – Olhei para o teto, pedi silenciosamente que aonde ele estivesse me desse força pra seguir sem ele.
— Eu te amo meu amor, boa noite...
In the arms of the angel
Fly away from here
Continua...
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