Mi Vida Comienza Contigo.
4 Capitulo 4
Notas iniciais
Já tinha feito os primeiros socorros, ambulância tinha chego rápido, chegando no hospital fiquei na sala de espera, liguei para João, já que eles conheciam os pais dela, sentei ao lado de Pedro, ele estava chorando e assustado, passei o braço em volta dele.
— Campeão ela vai ficar bem. – Ele me olhou com olhos cheios de lagrimas.
— Ela me salvou papai, é minha culpa.
— Não, claro que não é. E ela mesmo vai tirar isso da sua cabeça. – Termino de falal e vejo os pais de Maria entrando, juntos com eles Carmen e João, a mãe dela aflita e já chorando veio até mim.
— Como esta minha filha, o que aconteceu? – O marido pediu calma.
— Senhora ainda não sei, os médicos não me vieram aqui, ela foi atropelada.
João me olhou, entendia o que aquilo significava para mim, sentamos novamente esperando alguém, me levantei, estava desesperado, um medo se apossou de mim, um sentimento desesperador, sentimento de perca. Fui para próximo da janela, precisava de ar, fechei os olhos, lembrei do sorriso dela, dos olhos, os lábios junto aos meus, o jeito doce e perfeita de ser com meu filho, senti uma lagrima escorrer. Um toque no ombro me fez abrir os olhos, olhei João estava ao meu lado, apenas o olhei, balancei a cabeça, era fato consumado...
— Estou apaixonado por ela João. – Confessei com a voz embargada pelo medo. – Ela não pode... – Não conseguia pronunciar essa palavra, ele balançou a cabeça.
— Não pense nisso, ela vai ficar bem. – Quando ele terminou de fala o médico entrou na sala de espera, cheguei perto como todos, o pai dela perguntou.
— Como ela esta doutor, como esta minha filha?
— Não se preocupem, ela esta bem, não quebrou nada, apenas uma batida na cabeça que já fizemos o exame e não constou nada, ela já acordou e amanha poderá ir para casa.
Dei um suspiro de alivio, ela estava bem, o medico explicou que teria que entrar um de cada vez, Pedro estava dormindo no sofá da sala de espera, eu seria o ultimo a vê-la. Parecia uma eternidade, até que a mãe dela saiu do quarto e eu pude entrar, abri a porta e ela me olhou, uma imensa alegria invadiu meu peito por ver esses olhos novamente, me aproximei, sentei do lado dela, ela iniciou a conversa.
— Como esta o Pedro?
Dei um sorriso. – Graças a você bem. – Ficamos nos olhando por um tempo, e continuei. – Maria... eu não sei como agradecer o que você fez, salvou meu filho colocando sua vida em perigo. – Peguei a mão dele e dei um beijo. – Muito obrigado.
— Eu faria isso de novo, jamais o deixaria se machucar, eu nem pensei na verdade. – Percebi ela olhando nossas mãos.
— Quando eu ti vi no chão... Pareceu que meu mundo veio abaixo, ali percebi que preciso de você, perto de mim...Maria eu tive medo de te perder, de nunca mais ver seu sorriso e seus olhos... – Ela me olhava confusa, levantei da cadeira, me aproximei. – Você me deixa sem palavras.
Ouvi tudo isso dele foi surpresa, mas não podia me deixar levar, não de novo, ele estava apenas agradecido por eu ter salvado a vida do filho.
— Estevão eu sei que esta agradecido pelo que fiz, mas não faça isso.
— Não Maria é a mais pura verdade, vê-la ali, desmaiada percebi que gosto muito mais de você do que podia imaginar. – Ele se aproximou mais e tocou meu rosto, lembrei quando ele me disse que era um erro, me beijou pensando na esposa, tirei a mão dele do meu rosto.
— Gratidão Estevão, é o que senti, mas não é preciso, Pedro eu amo ele, fiz por ele e por mim.
— Não é Maria, claro que estou agradecido mas é muito mais do que isso, não consigo para de pensar em você, essas semanas que me evitou foram muito largas, acredita em mim.
— No que eu acredito é que não vou me equivocar outra vez. – Ele me olhou confuso, expliquei, já que ele estava entrando nesse assunto vamos começar e encerrar de vez. – Depois que nos beijamos você me disse que era um erro, depois disse que me beijou pensando em sua falecida esposa, agora quer que eu acredite que da noite para o dia sinta algo por mim, não Estevão não acredito, aquelas suas palavras que ficaram guardadas e não posso mudar isso, eu sei que tudo que esta falando é pela gratidão de eu ter salvo seu filho, pois te libero dessa gratidão pois não quero ouvir mentiras por causa de um simples obrigado. – Virei meu rosto para janela, não ia chorar.
— Meu Deus Maria, estava confuso, falei o que não queria... como acha que fiquei quando percebi que mexia comigo, nunca em 5 anos que minha esposa faleceu naquele maldito atropelamento nenhuma mulher me despertou o que você fez... olha para mim. – Ele pegou meu rosto delicadamente dos dois lados e virou para olha-lo, os olhos dele eram minha debilidade, mas tinha que ser forte, não sofreria novamente. – Não vê sinceridade, não é por gratidão, não é.
— Me desculpe, não posso Estevão, por favor já disse o que queria, pode ir, não me deve nada.
O vi suspirar e sair pela porta, meu coração queria acreditar, mas a razão, o medo de terminar tudo como antes era maior, como vou ficar a sombra de outra mulher, não posso e não vou, confesso que estou sentindo mais do que devia, mas isso vai acabar, precisa acabar, deitei mais na cama, e me deixei levar pelo sono.
Graças a Deus estou em casa, fiquei o dom inteiro na casa de meus pais, já estava bem, me deram dois dias fora da escola, voltaria apenas na quarta, como já tinha comido apenas tomei um banho e deitei, queria dormir, Estevão estava em minha cabeça a toda a hora, mesmo querendo negar no meu coração também, adormeci com o rosto dele. Como não fui trabalhar na segunda me permitir dormir até mais tarde, levantei da cama por volta das 10:00, tomei café, fui para o fundo da casa, coloquei uma rede grande e espaçosa na varanda de frente para o jardim, deitei com um livro, o tempo estava maravilhoso, só sai dali para almoçar, um pouco tarde, meus planos era jantar e assistir filmes até dormir, assim que terminei de jantar ouvi a campainha, quando abri a porta não pude acreditar, Estevão e Pedro na minha porta, eles sorriram para mim.
— Boa noite Maria, Pedro estava louco para te ver, desde o acidente ele não para de fala em você, espero não te incomodar. – Ele passou a mão na nuca, olhei para Pedro estava com um sorriso radiante, me concentrei nele.
— Claro que não incomodam, como esta pequeno príncipe. – Ele se jogou e abraçou minha cintura, me agachei um pouco e beijei os cabelos dele, olhei novamente para Estevão.
— Ele não queria comer e só queria te ver então o trouxe.
— Não tem problema, entrem por favor. – Dei passagem, Pedro ainda não tinha me soltado, fechei a porta, me abaixei na altura dele, vi seus olhinhos com lagrimas. – Meu amor por que esta chorando, o que foi.
Ele me abraçou forte, Estevão estava com um olhar preocupado, me afastei um pouco e limpei as lagrimas que caiam do rostinho dele. – Calma, me fala porque esta chorando?
Ele respirou – Achei que ia morrer, como minha mãe, e ia ser minha culpa. – Ele começou a chorar de novo, o abracei forte, aquilo quebrou meu coração, me deixou surpresa, me emocionei, e para não chorar na frente dele engoli as lagrimas, e me afastando, passei as mãos no cabelo dele.
— Não meu querido, não foi sua culpa e eu não morri, estou aqui bem e feliz por te ver bem também, para de chorar e me conta o que é essa caixa na sua mão.
Ele abriu o sorriso e me entregou a caixa todo feliz. – São para você, chocolates.
— Hummm, eu amo chocolates. – Me levantei, fiz uma careta de dor, não passou despercebido por Estevão que se aproximou de mim. – Estou bem, apenas minha costela que doi um pouco, vamos nos sentar. – Peguei a mão de Pedro e fomos até o sofá, ele sentou do meu lado e o pai na poltrona na minha frente. – Então Pedro me conta como foi a escola hoje.- Queria conversar com ele para não dar brecha ao Estevão.
— Sem você chata, quando volta?
— Quarta-feira já estarei lá, e o senhor não vai fugir das aulas a tarde. – Ele fez uma careta e demos risadas.
— Como você esta? – Olhei para Estevão.
— Bem, cabeça não doi mais, só a costela com alguns movimentos bruscos, estou ótima.
— Fico muito feliz. – Me olhou de forma terna e diria mais que gratidão, mais tinha que tirar isso da minha cabeça.
Ficamos conversando um pouco, coisas sem sentidos, a única coisa que eu queria era abraça-la, e tocar aqueles lábios com os meus, ela estava distante, fria comigo, dava atenção a Pedro, quando ele deu indícios de sono nos despedimos, não queria forçar nada, saímos da casa dela e eu precisava falar com alguém, liguei para João e fui a casa dele, Pedro deixei dormindo no sofá com a Carmen o olhando e saímos para fora, ele me deu uma cerveja, sentamos no balanço que tinha na varanda.
— O que houve. – Olhei para ele.
— Ela não acredita em mim, acha que estou agradecido por ela ter salvo o Pedro.
— É normal, ainda mais depois do que disse né.
— Obrigado por me lembrar. – Bebi um gole da cerveja. – Não consigo esquece-la, pela primeira vez em não sei quantos anos uma mulher que não é a Lara toma meus pensamentos dia e noite, e por burrada minha não posso te-la comigo.
— Estevão o que realmente senti por Maria?
Olhei nos olhos dele. – Quero estar com ela sempre, ver o sorriso, os olhos, beija-la de novo e de novo, abraça-la e não soltar mais. – Respirei fundo. – João estou completamente apaixonado, louco por essa mulher, só que ela não me quer.
Ele deu uma risada. – E pretende desistir?
— O que posso fazer, ela não acredita em mim.
— Ela não acredita nas suas palavras, porque você falou o que não devia, mas ela te correspondeu ao beijo, acreditou na sua atitude, agora faça ela acreditar de novo nelas. – Ele colocou as mão no meu ombro. – Palavras o vento carrega, mais quando vem a atitude ninguém tem como duvidar, se você esta apenas encantado eu te peço esqueça ela, agora se o que senti é forte o suficiente para esquecer o passado e se essa linda mulher roubou de verdade seu coração, lute por ela, use suas atitudes de homem apaixonado e não desista, o amor e a pessoa certa e como um tesouro, demora para achar mais quando acha e cuida com muito carinho e dedicação é para sempre. Não desista se o seu tesouro é Maria.
Continua...
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