PoV Dulce

_Dulce: Não acredito que você convidou os dois, Annie – dizia a seguindo pela casa em quanto ela pegava algumas coisas pra por na mala.

Anahí: Desculpa, Dulce. Eu só convidei o Ucker por que ele é meu irmão, mas ele quis levar a namorada. – entrou no quarto da Mai e pegou um creme nas coisas dela. – Mai ladra roubou meu creme.

_Dulce: Isso é dela, o seu ta no banheiro. – parei quando ela parou e começou a olhar o pote de creme. – Mas Annie, eles vão estragar tudo. Ia ser tão divertido.

_Anahí: É verdade, isso não é meu! – jogou o pote na cama da Mai – Mas Dulce, ele é meu irmão e eu quero que ele vá. Ele vai ta com a namorada e não vai te incomodar. E para de me seguir que já to ficando nervosa. – entrou no quarto e bateu a porta.

Não entendi por que ele aceitou ir dessa vez. Faz tanto tempo eu ele não aparece, ele só sai com a namorada e a turma dela.

Entrei no meu quarto, bati a porta e fui arrumar minha mala também. A Mai chegou e começou a discutir com a Annie sobre de quem era o que e só pararam a noite quando foram dormir.

No dia seguinte acordei com alguém batendo na porta do quarto.

_Dulce: Quem é? – abrir os olhos com dificuldade e alguém entrou e foi direto pra minha cama.

_Tyler: Bom dia, princesa! – sorriu se sentando ao meu lado e me dando um selinho.

_Dulce: Ai, Tyler! Eu não escovei os dentes, não tomei banho, nem ao menos acordei – deitei enfiando a cabeça no travesseiro. – Quem morreu pra você aparecer tão cedo?

_Tyler: Esqueceu que a gente vai viajar hoje? – disse beijando o topo da minha cabeça.

_Dulce: Aii, ta bom. Eu já vou levantar. Vai indo que vou me arrumar. – o expulsei do quarto.

_Tyler: Ta, mas não demora. – beijou minha mão e saiu do quarto.

Levantei e fui direto pro banheiro tomar banho. Eu tava com muita preguiça e precisava acordar. Lavei o cabelo, depilei as pernas e sai do banho, me troquei colocando um short, uma regata e uma blusa xadrez. Calcei o tênis, peguei meus óculos e antes de sair coloquei mais umas coisas na mochila.

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Quando abri a porta pra sair do quarto, dei de cara com o Tyler que ia entrando.

_Dulce: Veio ver se eu ainda tava dormindo? – ri

_Tyler: Sim. – riu me dando um selinho. – Mas também vim ver se precisava de ajuda pra levar alguma mala.

_Dulce: Ótimo. Pega minha mala ali e leva essa mochila também – entreguei a mochila a ele e sai do quarto.

Quando cheguei na sala o Poncho e o Chris já estavam lá carregando as malas das meninas. Saímos de casa trancando tudo e fomos pro carro. A Mai, a Annie e eu fomos no carro do Tyler e o Chris foi no carro do Poncho.

A casa da serra era um pouco distante, nós demoramos cerca de duas horas e meia pra chegar lá. Mas sinceramente valeu a pena por que ela era linda, tinha muitas árvores, pássaros e uma piscina grande. Aquele lugar me inspirava só de olhar.

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Começamos a descarregar os carros e levar as coisas pra dentro e outro carro ia chegando. Quando vi quem era revirei os olhos voltando pra dentro da casa com uma mochila e uma das muitas malas que a Annie havia levado.

Quando o carro parou, o Poncho e o Chris se aproximaram.

Poncho: Brother! – disse cumprimentando o Ucker quando ele desceu do carro. – Pra um colega de apartamento você anda muito sumido. Casou, se mudou e nem avisou nada. – riu.

_Ucker: E aê, cara?! – abraçou o amigo. – Aah, casei nada! Não inventa. Me ajuda a descarregar essas coisas aqui.

_Poncho: Ta ok! Vem Chris. — Chamou enquanto tirava as coisas do carro do Ucker.

_Chris: Não, cara! Eu não fui feito pra esse tipo de trabalho não. – caminhava em direção a porta do carona abrindo — a. — Eu fui feito pros serviços delicados. – disse estendendo a mão pra Megan. – Vem que eu te ajudo, gatinha. – riu.

_Megan: Sai fora, franguinho – saiu do carro negando a ajuda do Chris e indo em direção ao Ucker.- Bebe, eu to cansada e quero ir agora pro nosso quarto.

_Ucker: Calma, Meg. Primeiro tenho que tirar as coisas do carro. – ela se irritou e encostou – se no carro pra esperá-lo.

_Poncho: Toma, franguinho – riu entregando uma mala pro Chris que fez cara feia pra ele. – E trabalha sem reclamar.

Depois de descarregar e guardar tudo na casa, nós entramos e sentamos na sala pra conversar. Os meninos planejavam um jogo de futebol, pescar, acampar, churrasco e várias outras coisas. Eu não conseguia ficar por perto quando via o Ucker com aquela magrela nojenta. Ela era insuportável e ficava pior perto dele.

Fui à cozinha beber uma água e quando estava voltando esbarrei em alguém.

_Dulce: Desculpa – ri – quando olhei pra cima vi que era o Ucker o meu sorriso se desfez. – Ah! É você.

_Ucker: Oi pra você também – disse serio.

_Dulce: Oi – forcei um sorriso. — Nos olhamos por um momento e o silencio tomou conta daquele lugar. – Eér ... licença. – ia saindo quando encontrei o Tyler no caminho. Ele apareceu olhando feio pro Ucker e os dois se estranharam.

_Tyler: Você demorou e eu vim ver se precisava de alguma ajuda – disse sem tirar os olhos do Ucker.

_Dulce: Eu to bem. Só me esbarrei em alguma porcaria, por isso demorei um pouco. – O Ucker soltou um riso irônico e negou com a cabeça.

_Tyler: Ta rindo de que, idiota? – deu um passo em direção a ele.

_Ucker: Da sua cara de trouxa, ela fica pior a cada dia – se aproximou de nós encarando o Tyler.

_Dulce: Já chega vocês dois. Não vão começar agora, Né? – disse me metendo no meio e empurrando o Tyler. – Vamos, amor. Não perca seu tempo