Notas iniciais
Oi gente! Nós demoramos não? Bem... Muitas coisas aconteceram e esse capítulo demorou um pouco mais que o necessário para sair, mas o que importa é que tá aqui, não? Então eu, Kriss, desejo a vocês uma deliciosa leitura! ;D

*Hinata*

― Vai ficar só me encarando mesmo? ― perguntou o loiro a minha frente. Desde que Sakura saíra por aquela porta eu estava afastada do Uzumaki com um taco de beisebol em mãos. A distância entre nós era de apenas uma sala inteira. Eu o vi suspirar lentamente antes de dar um passo adiante. Ao mesmo tempo, eu dei uma passada lenta para trás, mantendo a distância entre nós a mesma do início. ― Por Deus, Hyuuga... Quanto tempo pretende ficar brincando comigo?

― Prefiro manter uma distância segura entre nós... ― sussurrei tentando manter minha voz extremamente calma. Mas algo no modo que ele agia e falava deixava-me completamente insana. Talvez fosse o tempo exagero que eu passei sem diversão com alguém do sexo oposto ou então o modo perturbador como ele parecia exalar testosterona. Mordi meu lábio inferior, tentando me controlar. ― Uma sala é uma distância perfeitamente considerável.

Ele sorriu jocosamente e ergueu o bloco de papel que carregava. Ficou escrevendo por alguns segundos e eu franzi o cenho confusa. Quase que eu dava uma passada para frente, extremamente curiosa com o que ele poderia estar anotando, mas quando seus olhos azuis novamente me encararam, eu travei instantaneamente.

― O que escreveu? ― perguntei vendo que ele simplesmente havia sentado em uma poltrona verde da sala. O bloco abaixo de suas mãos deixava impossível que eu visualizasse qualquer esboço de palavras. Ele sorriu e eu senti meu coração palpitar no peito. Meu Deus! Ele vai me matar! Ele é um dos psicopatas que tendem a estudar o comportamento da vítima, seus atos e rotinas, antes de finalmente mata-la. Ele é praticamente idêntico ao sociopata maníaco por calcinhas que eu havia retratado no último livro.

― Sua paranoia é realmente excitante. ― disse enquanto encostava-se ainda mais a poltrona. ― Até imagino que esteja me comparando a algum de seus psicopatas maníacos, certo? ― ele perguntou e eu senti meu corpo esquentar. Por Deus! Ele vai realmente me matar! Ergui um pouco mais o bastão de beisebol. ― Pretende fazer um home run com isso? ― ele disse apontando para o objeto em minhas mãos. ― Vamos começar? Ou então prefere que eu torne sua fantasia em realidade? ― ele falou levantando-se e dando mais um passo em minha direção.

― Se você chegar mais perto eu juro pela minha coleção de bonequinhos dos ursinhos carinhosos que quebro sua cabeça nesse taco! Digo... Quebro esse taco na sua cabeça! ― Eu ameacei nervosa pela recente aproximação. O loiro riu e parou de avançar em minha direção, indo até a mesinha em que eu estava escrevendo antes da Sakura chegar. Ele mexe nos papeis que estavam lá e os lê.

― Isso aqui é o seu novo livro? ― ele pergunta ainda olhando os papeis ― Nossa! Tá uma merda, viu?

― Ei! Não pode ficar lendo o que eu escrevo! ― falei indo até ele e tomando os papeis de sua mão ― Esse é só um rascunho. Eu ainda não terminei.

― Que bom, assim eu fico mais aliviado, porque tá bem ruinzinho mesmo. Mas... Vem cá Hyuuga, que novidade é essa...? Você por aqui? ― ele diz com um sorriso safado de lado. E foi ai que eu percebi que estávamos muito perto. Perto demais! Arregalo meus lindos olhos cor de pérolas ao perceber isso e tento resgatar o meu taco que eu tinha inconscientemente largado encostado no sofá, mas antes que eu o pegasse, Naruto foi mais rápido e tirou-o de mim ― Peguei! ― o desgraçado falou sorrindo e me encarando, dando alguns passos em minha direção.

― Me dá o meu taco! ― digo batendo o pé pra parecer brava, mas na verdade estava me tremendo mais que vara verde, só de medo.

SENHOR, ELE VAI QUEBRAR O MEU CRÂNIO COM ESSE TACO E PRATICAR NECROFILIA COM MEU CADÁVER!

― Pra que? Pra você me bater com ele? Claro que não! ― ele diz rindo e rodando o taco nas mãos, enquanto andava em minha direção e eu recuava, até que... Maldito clichê idiota! Eu bati minhas costas na parede e fiquei presa lá, sem ter para onde ir e na minha frente, tapando a passagem, um maníaco que tinha um taco de Beisebol em mãos. Isso sempre acontece nos filmes, livros, novelas e o diabo a quatro. Sempre assim, e o resultado é um só. A mocinha jovem, bonita, inteligente, gostosa e com um futuro promissor acaba morta, dentro de uma mala e jogada em alguma estação de metrô, onde ela só poderia será encontrada dias depois, quando o cadáver começar a feder. ― Não sei pra quê tanto medo, Hinatinha. ― ele falou com o rosto bem próximo ao meu. Tão próximo que eu era capaz de sentir o perfume dele. Aquele perfume com um excitante cheiro amadei... Morte!

É isso. O perfume dele tem o terrível e assustador cheiro de morte. Aquela coisa sombria, má, gótica e... A quem eu estou querendo enganar? O Uzumaki é a tentação em pessoa! Gostoso como só ele. Não me importaria se antes de me matar ele resolvesse provar do meu lindo corpinho.

― Relaxa Hinata, eu não vou te fazer nada. ― ele disse se afastando ― Não mato as minhas vitimas no primeiro encontro. Talvez no terceiro ou quarto, mas nunca no primeiro... ― Naruto diz com um sorriso sarcástico nos lábios finos e coloca o meu taco onde eu tinha desastradamente deixado anteriormente, encostado no sofá.

*Sakura POV*

O som da porta se fechando atrás de mim fora a única coisa que eu ouvi quando entrei em casa. A ideia irresponsável e sem noção de Itachi continuava dando voltas por minha cabeça e isso estava começando a me deixar extremamente encabulada. “Casa comigo, Sakura?”. A frase que eu sempre quisera ouvir agora havia sido finalmente pronunciada, mesmo que pelo Uchiha errado.

Precisava beber. Precisa parar de pensar tais idiotices e encher a cara. Estar grávida não me impediria de tomar umas ou outras, né? Caminhei a passos largos até a pequena despensa na sala de jantar. Abri o armário e retirei de lá um copo de vidro e uma garrafa de vinho, Hinata não iria se importar de eu estar acabando com sua já escassa reserva de bebidas . Joguei-me sobre a cadeira e enchi aquele que seria o primeiro copo de vários.

[...]

Horas depois

Um som irritante começava a dar-me nos nervos. Entreabri os olhos ainda zonza pela quantidade de vinho ingerida. A garrafa, quase seca, descansava sobre a mesa. Ergui meu corpo apenas para vislumbrar o horário no relógio em meu pulso. Os números pareciam incrivelmente borrados, mas pude definir algo como 01:20 da madrugada.

Novamente ouço o sonoro “trim” e ergo a cabeça sendo rapidamente invadida por uma enxaqueca dos infernos. Encarei a porta à minha frente, a mesma que dava para a entrada da casa. Ergui-me e com muito esforço, alcancei a maçaneta. O mínimo “clic” da chave rodando na fechadura fez-se presente e ao abrir a porta, arrependi-me imensamente por não ter observado a pessoa pelo olho mágico.

Sasuke estava a minha frente. As mesmas roupas de mais cedo deixavam claro que ele viera direto de seu plantão para cá. O jaleco branco estava preso em um de seus braços. Encarei seu rosto e pela expressão formada em sua face, rapidamente percebi que eu deveria estar um caco. Meu estômago embrulhava-se e eu torcia internamente para que aquela ânsia finalmente sumisse.

― Sakura... ― meu nome fora sussurrado por seus lábios e antes que ele pudesse falar qualquer outra coisa eu sinto meu corpo curvar-se em sua direção. Um líquido grosso e mal cheiroso escapa por meus lábios em direção aos sapatos do Uchiha. ― Sakura!

Eu cairia se ele não tivesse me segurado entre seus braços. Ainda me sentia extremamente mal. Sempre fui fraca para bebidas, por isso, em grande parte das vezes eu apenas me servia de algumas taças de vinho. Porém, meu descontrole emocional e os últimos acontecimentos tenderam-me a esvaziar a garrafa em uma tentativa falha de esquecer.

Meu corpo fora despejado no sofá da sala e vi o olhar irritado de Sasuke sobre mim. Ele nunca gostara quando eu bebia. Aparentemente, o Uchiha não tinha um dom de cuidar de bêbadas, por isso quando estávamos juntos e eu sempre começava a me animar, ele rapidamente dava a festa por encerrado e seguíamos de volta para casa. Sasuke soltou uma breve lufada de ar a minha frente e retirou do bolso da calça uma cartela de comprimidos. Pegou uma garrafa de água mineral que estava sobre a mesa e aproximou-se ainda mais de mim, ajoelhando-se a minha frente.

― Tome. Vai ajudar... ― sussurrou o moreno entregando-me a água e o comprimido. Sem apresentar relutâncias, eu tomei o remédio e senti-o descer rasgando minha garganta. Eu detestava comprimidos, isso era um fato inquestionável. ― Por que bebeu?

― Por que está aqui? ― rebati sua pergunta com outra. Eu não estava sobrea, mas também não estava bêbada ao ponto de dizer que havia sido por sua causa. ― Pensei que tivesse sido bastante clara da última vez... Não queria mais ver você.

― Sakura...

― Não. ― falei, cortando sua declaração. ― Apenas vá embora.

― Você não está...

― Estou perfeitamente bem, ok? ― eu declarei, cortando novamente suas frases. Queria que ele fosse embora para que eu finalmente pudesse desabar. O efeito do álcool ainda estava ativo em meu sangue e se ele não fosse embora era arriscado que eu simplesmente gritasse e chorasse em sua frente. Preferiria fazer isso sozinha ao lado do travesseiro, sem dúvidas. ― Vá embora!

Sasuke deixou que sua mão escorregasse de meu colo, local em que estava até minha última frase. A última coisa que vira antes da porta ser, definitivamente fechada, fora ele erguer-se de minha frente, pegar suas coisas e sumir como uma frágil fumaça.

*Temari*

Gaara estava visivelmente estragado. Para mim, ele nem ao menos assemelhava-se ao meu irmãozinho caçula animado e extremamente arrogante. Seu sorriso não estava tão aberto quanto antes, principalmente o sorriso que este enviava a Aya. Era algo frio... Mortal... E mesmo que Sakura e Sasuke fizessem o favor de não contar o que havia acontecido, eu podia jurar que nesse angu tinha caroço e um bem enorme.

― Temari, por que ainda está aqui? ― perguntou-me Gaara. Seu olhar era deveras questionador. Eu havia o obrigado a fazer os exames semanas atrás, mas do diagnóstico, Sakura apenas me dissera que estavam normais. Porém, quando ela me contara seu rosto tornou-se neutralizado. A partir daí, comecei a desconfiar. ― Pensei que já tinha voltado a empresa.

― E estou indo daqui a pouco. ― resmunguei cruzando os braços sobre o peito. ― Só vou te deixar em casa antes.

― Não se preocupe comigo, Temari. ― disse de forma tão simples. Como se fosse simples não se preocupar depois de um susto desses! Ele só poderia ter pirado completamente. ― Vá para o trabalho. Eu vou para casa de táxi...

― Nananinanão. ― resmunguei rapidamente. ― Não vou deixar você ir pra casa de táxi. De forma alguma...

― Papai! ― exclamou Aya cortando minhas palavras. Gaara virou-se para a pimentinha que sorria animada. ― Papai, eu quero ir com você!

― Aya-chan! ― exclamou Ino aparentemente irritada com a pequena. Seu olhar era deveras intimidador. Pareceu mais que ela estava brigando com Aya por querer dar mais trabalho ainda para o pai. ― Não senhorita... Você vai para casa comigo e com o Shikamaru.

― Mas eu quero ir com o papai... ― disse a pequena. ― Por favor, mamãe... O papai precisa de cuidado. Eu vou ser a enfermeira dele, viu? ― disse abrindo os braços e fazendo com que eu sorrisse internamente. ― Vou cuidar dele direitinho.

― Ino... ― sussurrei rapidamente para a loira que estava pensando o que havia feito para que a pequena Aya fosse desse jeito. ― Deixe que ela vá. Quando eu deixar o Gaara em casa, eu a levo de volta...

― Não tia Tema! ― exclamou a pequena. ― Eu quero ficar em casa com meu papai.

― Aya-chan! ― exclamou Ino já cansada dessas falações da própria filha. Quem visse algo assim até imaginaria que a pequena não queria ficar com a mãe. ― Vamos embora agora. ― disse para a menina que a olhou emburrada e cruzou os braços. Ela fazia um biquinho muito fofo que me dava vontade de apertar as bochechas fofas de seu rosto.

― Tchau papai, eu te amo. ― a ruivinha disse triste abraçando Gaara apertado.

― Também te amo, minha gatinha. Não se preocupe, papai vai ficar bem. ― meu irmão sussurrou no ouvido da filha e beijou sua bochecha ― Vai com sua mãe, vai. Amanhã eu passo na sua casa pra te levar pra escola.

― Sério papai? ― Aya perguntou animada olhando no rosto do Gaara, que somente confirmou com a cabeça o que tinha falado anteriormente. ― Jura de dedinho? ― a pequena pergunta com o dedo mindinho levantado em direção ao pai, fazendo todos nós rirmos.

― De dedinho. ― Gaara confirma ainda sorrindo, enquanto enrolava seu dedo no da filha. Aya o abraçou brevemente e deu-lhe um beijo na testa, depois desceu da cama com minha ajuda e foi até a mãe, que a esperava já na porta do quarto, junto a Shikamaru,

― Gaara... ― sussurrou Ino para o ruivo atraindo sua atenção. ― Por favor, se cuide... ― ela dissera tão calmamente e eu vi o meu irmão sorrir de volta. ― Até mais Temari.

Nos despedimos e eu segui para o estacionamento com meu irmão ao meu lado. Gaara resmungava algo como: Não precisava se preocupar comigo. Eu estou completamente bem... , mas isso não me interessava muito. Destravei as portas do carro e logo entramos. O trânsito estava muito lento na avenida que dava acesso a nosso bairro, então tive plena certeza que nos atrasaríamos. Encarei o ruivo ao meu lado. Gaara encarava a janela sem muito ânimo. Ele parecia pensar em alguma coisa e sorri para si, atraindo sua atenção.

― O que foi? ― perguntou-me. Encarei a estrada a frente sem retirar o sorriso do rosto. Vi-o bufar e virar o corpo em minha direção. ― Que sorriso é esse, Temari?

― Você e a Ino estão se dando muito bem, hein? ― perguntei mais para ver sua reação do que esperando uma resposta. Ele sorriu minimamente, mas o sorriso logo desapareceu de sua face. Tratei de retirar o sorriso de meu rosto também e o encarei de forma breve. ― Gaara... ― chamei-o. ― O que realmente você tem?

― Não é nada demais. ― disse facilmente, mas eu o conhecia a tempo o suficiente para saber que ele estava mentindo descaradamente. ― Não precisa se preocupar com isso, foi só um mal-estar súbito.

Porém, eu tinha quase certeza que ele apenas não queria me preocupar. Meu irmão tinha algo grave e, eu juro que descobriria o que era, ou então meu nome não era Sabaku no Temari.

Notas finais
Gostaram???? Bem, o próximo não sei quando sai. Perguntarei a San assim que der.. kkk' Beijos! Espero que continuem acompanhando. ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.