Aquela noite muito provavelmente poderia ser descrita como a melhor que esse casal de loiros já teve, e olha que ambos possuem uma perspectiva bastante diferente em relação ao outro.

Essa não foi a primeira vez que Sting foi para a cama com uma mulher. Na verdade, isso era praticamente uma rotina para ele. Mas dessa vez, ele tinha tido relações com uma em sua casa, sua cama. Era um de seus limites extremamente restritos que entraria para a lista de "coisas que Lucy o fez fazer sem sequer ter que pedir". E olha que essa lista ficava cada vez maior.

Entrar em um relacionamento sério;Fazer demonstrações de afeto em público;Ter momentos íntimos dentro da guilda;Sentir ciúmes de seu irmão;Andar de trem por vontade própria em prol de uma garota;Deixar uma mulher entrar em sua casa;Ter relações sexuais em sua cama;Se sentir extremamente confuso sobre que porra está acontecendo com os próprios sentimentos.

Mas o mais incrível disso tudo, foi que ele só percebeu tudo que ele fez por ela, quando se colocou a enumerar as coisas. Ele simplesmente fazia o que precisava ser feito para deixá-la feliz ou para se sentir bem. E isso ultimamente incluía muito ela.

Era surreal o modo como qualquer mínima coisa que Lucy fizesse, afetava pra caralho aquele loiro, e isso o intrigava. Um lado dele se questionava: se ele soubesse que ficaria assim, ele ainda proporia esse acordo a ela? Pois o outro lado tinha certeza absoluta que sim. Esses dias têm sido tão intensos, que ele, pela primeira vez, se sentiu realmente vivo. Sentiu que tinha importância para a vida de alguém e sentiu um propósito para viver.

Durante a madrugada, ele acordou assustado, com medo daquela noite ter sido apenas mais um de seus sonhos eróticos que vinha tendo com a loira desde que suas bocas se encontraram. Mas, ao ver aquele rosto delicado deitado em seu peito e o corpo desnudo dela o envolver… Ah, ele teve certeza que não era um sonho, era a mais incrível e deliciosa realidade.

Puta que pariu como ele tinha amado essa noite!

Verdade seja dita: por mais que Lucy não tivesse experiência, ela foi simplesmente perfeita. Ela parecia tão sincronizada com ele, que sabia exatamente onde tocar e como tocar. Aquela língua deliciosa que ele adorava chupar em meio aos beijos quentes e molhados, ontem estava afiada e desafiadora, e ele adorou. Aquele olhar felino de quem dizia que estava ali para gozar e que garantiria isso com todas suas forças, seria capaz de desmontá-lo todas as vezes em que desse as caras.

Ah, a situação era mais assustadora do que ele pensava. Sabe, Sting achava e acreditava fielmente que tudo isso não passava de atração física e uma famosa tensão sexual e que isso se acalmaria quando fosse pra cama com ela… Mas depois dessa foda arrasadora, ele percebeu que o buraco era mais embaixo, bem mais embaixo. Essas duas coisas faziam parte de um tripé, onde a terceira perna era algo que ele nunca imaginaria sentir assim por alguém – ao menos não tão rápido.

Ele acariciou o rosto de sua namorada, arrumando algumas mechas rebeldes e suspirou o perfume dela misturado ao seu e fechou os olhos, se rendendo novamente ao mundo dos sonhos.

O dia já tinha começado a raiar, quando Lucy acordou. Ela sorriu ao se dar conta de como estava: nua sendo abraçada por trás por seu loiro também nu. Ele a abraçava tão próximo a si, que conseguia sentir o coração dele batendo em suas costas e ela achou isso estranhamente aconchegante.

Ela olhou a própria situação e percebeu que ainda tinha os seios e pescoço com aquela porra pegajosa grudada e nesse momento ela sentiu nojo e vergonha e riu, afinal, na noite passada aquilo tinha deixado ela excitada pra cacete.

Desvencilhou-se dos braços do loiro, ouvindo um resmungo ininteligível dele e foi para o banheiro. Seu corpo estava dolorido, mas ela achou isso gostosinho, na verdade, isso fazia ela querer repetir o que fizeram.

Lucy pensou em tomar banho, mas não queria correr o risco de acordá-lo com qualquer barulho, então apenas limpou aquela bagunça, arrumou os cabelos desgrenhados com as mãos e voltou para o quarto. Suas coisas ainda estavam na mala, na sala, então pegou a camisa dele, a vestiu e saiu.

Queria preparar algo para eles comerem, seria a primeira vez que ele comeria algo que ela faria, então queria tudo o mais perfeito possível.

Ovos com bacon, panquecas, waffles, bolo de chocolate, café e suco de morango.

Não sabia como tinha conseguido fazer tanta coisa em tão pouco tempo e tão rápido, mas conseguiu. Agora faltava apenas colocar a cobertura do bolo e esperar a Bela Adormecida acordar.

Sting acordou se sentindo sozinho e viu que realmente estava e praguejou. Mas ao sentir aquele cheiro delicioso de comida, ele sorriu, vestiu sua calça que estava jogada pelo chão do quarto e sorrateiramente se esgueirou até a cozinha.

A visão que teve, foi algo que ele nem sabia que precisava tanto ver, até finalmente ver. Sua loira vestida apenas com a camisa dele, preparando o café da manhã pós-sexo na casa dele, enquanto cantarola e dança qualquer música estúpida. Ele sorriu. Era ridículo como essa Heartfilia conseguia tornar sexy qualquer situação cotidiana.

Não precisou pensar duas vezes para a abraçar por trás, depositando um beijo no pescoço e murmurando um "bom dia" preguiçoso.

— Bom dia, Bela Adormecida! – ela respondeu sorrindo enquanto virava e lhe beijava os lábios. — Preparei o café pra gente, espero que goste.

Ele olhou a mesa arrumada e repleta de coisas.

— Preparou isso tudo, hein? Vai me deixar mal acostumado assim, Blondie.

Lucy apenas riu e se sentou à mesa com Sting.

— Dormiu bem, Abelha? – ela brincou.

— Como um anjo. – ele engoliu uma porção de bacon e depois continuou. — Se eu soubesse que você era meu remédio pra insônia, já tinha te roubado de Magnólia a muito tempo. – ele riu e ela também. — Mas e você? Dormiu bem?

Ela acenou positivamente.

— Dormi muito bem. Mas em compensação… Parece que fui atropelada pelo rolo compressor chamado Sting Eucliffe. Meu corpo todo dói e tá bem desconfortável para sentar.

Sting riu alto, o que deixou Lucy confusa e envergonhada. Será que ela tinha dito alguma besteira?

— Isso não foi um rolo compressor, isso foi uma rola compressora, Blondie! Esse é o poder da grande rola do Grande Sting Eucliffe!

Ambos explodiram em risadas. Ela adorava o humor desse loiro idiota, convencido, arrogante e adorável.

— Você é um idiota.

— Mas sou um idiota que você adora.

— Sim, meu idiota favorito. – ela disse revirando os olhos e sorrindo.

— Blondie, você cozinha muito bem! Se prometer me mimar assim todo dia, eu permito você desfrutar dos meus dotes sexuais quanto você quiser.

— Ah, é? Vai querer mudar o acordo de namoro para acordo de casamento também? – ela zombou.

— Bem, não seria má ideia. – ele se levantou e a abraçou por trás, beijando-lhe o pescoço. — Acordar todo dia do seu lado, poder te beijar quando eu quiser – a beijou. — e, principalmente, devorar essa buceta apertada e gostosa quando eu sentir vontade. – finalizou já com a mão entre as pernas dela, sob a camisa que ela vestia.

Seus dedos ágeis já se movimentavam e deixavam a loira sem ar.

— Adoro quando você fica ofegante assim pra mim, Blondie. Adoro quando você geme gostoso no meu ouvido e, principalmente, quando você goza chamando meu nome toda manhosa. Que tal fazer isso, Blondie?

Ela nada respondeu, apenas gemeu e acenou com a cabeça. Seu corpo ainda doía, mas era mais doloroso ainda a falta que sentia do corpo desse loiro gostoso.

Não muito tempo depois, o casal já estava no banheiro. Ambos sem roupas. Parecia um déjà vu, pois Sting estava sob a água quente do chuveiro fodendo Lucy por trás, enquanto pressionava o rosto dela contra o azulejo gelado com uma mão e a outra puxava com força a cintura dela contra si.

A fada sabia que essa cena não lhe era estranha, mas neste momento ela não gastaria neurônios pensando nisso. Ela na verdade só queria pensar em como adorava sentir Sting dentro de si.

— Eu estou realmente puta com você agora, Sting Eucliffe! – ela andava emburrada com braços cruzados sob os seios e um bico totalmente fofo nos lábios.

O jovem mestre dos tigres apenas ria.

— Não ria! – ela parou e socou o braço dele. — Nós estamos horas atrasados pra guilda! Não quero nem imaginar o que eles pensarão sobre isso… Ainda mais que você sempre é um dos primeiros a chegar…

Ele riu mais.

— Simples. Eles pensarão que você fodeu gostoso com seu namorado gato e bem dotado a noite e manhã toda.

Ela o socou de novo, agora com o rosto totalmente vermelho.

— Você fica uma gracinha toda vermelhinha assim. Só não é melhor do que quando goza pra mim.

— Sting! Cale a boca, pelo amor de Deus! Alguém vai te ouvir.

Ele achava adorável essa timidez e vergonha dela em contraste às boas horas de sexo desinibido que tiveram anteriormente no banheiro. E na sala. E na cozinha.

— Vamos mudar de assunto. Como foi ontem com o Mestre Makarov? – Lucy perguntou.

— Ah, foi interessante… – eles andavam lado a lado, o loiro mantinha as mãos nos bolsos e Lucy as mãos unidas para trás. — Acredita que ele não pareceu nem um pouco surpreso quando eu disse que estávamos namorando?

Sting parecia indignado, enquanto a loira ria com graça da situação.

— Previsível. Inexplicavelmente ele sempre parece saber tudo que acontece naquela guilda ou com os membros dela. – Lucy disse.

— Pois é. Mas juro que esperava uma reação de surpresa ou coisa do tipo. Ah, fala sério! Ninguém imaginaria que o Grande Sting Eucliffe namoraria. Ainda mais com você. – ela socou o braço dele. — Ei! Essa doeu.

— Era pra doer mesmo. Que história é essa de “ainda mais com você”? Idiota.

— Ah, fala sério, Blondie. Você toda princesinha e eu todo mulherengo. Todo mundo sabe que você não daria a mínima chance pra mim. Provavelmente eu levaria um belo tapa na cara ao tentar algo contigo.

Ela riu.

— Na verdade, acho que eu acabaria caidinha no seu charme. Você é estranhamente encantador, Abelha.

— Encantador, hein? Gostei de saber disso, Blondie. – ele disse passando o braço por sobre os ombros dela.

Ela simplesmente fechou os olhos e abanou a mão, dispensando essa cena toda dele. Desnecessário.

— Então, desembucha! Como foi a conversa? – ela prosseguiu.

— Bem, ele deu uma ideia para resolver o problema.

— Ahn? E qual foi?

Sting não respondeu nada, apenas abriu a porta da guilda, mostrando ali dentro todo aquele movimento e, principalmente, a nova pessoa ali presente: Lisanna.

Lucy pareceu surpresa e confusa e olhou para o namorado em busca de respostas.

— Parece que o velhote acha que com a namorada do lado, Natsu vai segurar o facho e a situação se aquietar. – ele sussurrou.

Ambos os loiros entraram e cumprimentaram todos com bom humor, inclusive o Dragneel. Ah, e ambos estavam totalmente corretos sobre o que se passava na cabeça dos amigos ao vê-los chegando tarde e tão sorridentes assim. Com toda certeza a noite foi animada, e, pela cara do dragon slayer branco, a manhã também.

Erza e Minerva logo trataram de puxar a loira para alguma mesa vazia para que fossem atualizadas sobre tudo que aconteceu e como foi. Enquanto isso, os rapazes se sentaram na mesa de sempre e começaram a beber. Natsu, que estava abraçado à sua namorada, se perguntava se faria bem a ele se sentar ali e ouvir aquele bastardo contar como ele tirou a virgindade de sua Luce.

Mas ele estava errado. Por mais que os magos insistissem para saber como foi e detalhes, o loiro simplesmente negava. Não achava elegante expor a intimidade de sua namorada para seus amigos assim. Era esse tipo de respeito que ele acreditava que ela merecia. O que era engraçado, pois ele conseguia ouvir claramente ela contar para as amigas sobre a noite – sem tantos detalhes, claro – e o fato dela estar tão animada, o deixava feliz.

— E doeu muito? – Minerva perguntou. — Porque na minha… Meu Deus, foi horrível a dor!

— Fora o sangue, né… – Erza completou. — Jellal podia jurar que eu ia desmaiar de pavor.

As três riram.

— Hm, Jellal? Erza, Erza… Nem contou para sua amiga sobre isso, safada! – Lucy repreendeu a amiga, mas logo continuou. — Mas, sabe? Não senti dor e nem sangrei. – ambas pareceram surpresas. — Sting foi tão cuidadoso, e enquanto… vocês sabem… – disse vermelha. — Me tocava e me beijava por toda parte que eu nem lembrei em me preocupar com isso e tals. Quando eu me dei conta, eu já estava num orgasmo.

A morena e a ruiva ficaram felizes que a primeira vez da amiga tenha sido uma experiência tão boa. Elas sabiam da fama de Sting e sabiam que ele seria capaz de proporcionar o prazer que Lucy merecia, mas elas ficaram positivamente surpresas ao ver o quanto ele se preocupou em fazer isso perfeito pra loira.

Pouco tempo depois, Lisanna se juntou – meio sem jeito – às magas, que a receberam com sorrisos, enquanto Natsu se juntava aos meninos.

Ali, no meio dessa troca de conversas e experiências com as meninas, Lucy percebeu o quanto se sentia bem em falar sobre Sting e, mais ainda, como adorava lembrar do que ele lhe fazia sentir. Ah, esse loiro filho da puta tinha mexido não só com o corpo dela, mas com a cabeça também, e, se duvidar, nem o coração escapou dessa.

Um tempo depois, juntaram as duas mesas e todos se sentaram juntos. O clima estava agradável e a conversa rolava fácil. Claro, que todos ali percebiam que mesmo Natsu trocando vez ou outra carícias com sua namorada, ele ainda olhava Lucy mais vezes do que poderia ser considerado normal, mas por uma convenção global e silenciosa, todos pareceram concordar em ignorar isso.

Já era meio da tarde quando Lucy se levantou em direção ao bar para buscar um suco de morango para si e uma cerveja gelada para Sting. Enquanto esperava, Natsu foi até ela. Todos na mesa ficaram apreensivos e pareceram prestar bastante atenção no que rolaria ali, afinal, todo mundo ficou sabendo da cena que rolou entre os três no hotel.

— Luce, eu queria me desculpar pelo jeito que eu te tratei. Eu perdi o controle e disse coisas que eu não gostaria de ter dito e não foi justo com você.

— Tudo bem, Natsu. Eu aceito suas desculpas, mas não posso dizer que não guardo mágoa, porque você me deixou tão triste… Eu nunca imaginaria que você, meu melhor amigo da vida, me enxergaria como uma vadia. – a voz de Lucy era quase um fio de tão fraca e vacilante.

— Eu não te enxergo assim. É só que eu estava com raiva, Luce. De você, do Sting… e de mim. – Lucy parecia confusa com essa fala do amigo, mas o deixou continuar. — Luce, eu me preocupo tanto com você. Eu só queria te avisar. Não, te pedir. Se afaste do Sting, por favor. Você sabe o que dizem dele e você também sabe que ele só queria ser o primeiro a te comer e depois ele vai te chutar e partir pra outra e você não merece isso. Você merece ser feliz.

Heartfilia estava possessa. Quando ela achava que ele tinha superado, evoluído e aceitado a situação dela e Sting, Natsu vem e vomita mais baboseira ainda em cima dela. Mas que porra!

— Natsu, é tão impossível para você imaginar que algum cara possa se apaixonar por mim? Ou você acha que todos me vêem só como um corpo bonito pronto para ser usado? – ela suspirou. — Sabe, se você me enxergava assim, não quer dizer que os outros enxerguem também. E se você torce tanto pela minha felicidade, não se meta no meu namoro. Sabe, esses dias eu tenho estado mais feliz do que eu jamais imaginei ser capaz de estar.

Sting não queria admitir, mas estava ouvindo a conversa toda – e provavelmente todos os outros também – e ficou muito feliz em saber que ele a fazia se sentir assim. Foi uma sensação de dever cumprido. Fazê-la feliz. E isso era bom demais!

Lucy pegou as bebidas e deu as costas ao amigo para voltar à mesa, mas teve seu pulso segurado, a mantendo no lugar.

— Luce, pense o que quiser, mas eu não vou desistir de você! Eu te amo e sei que você me ama também.

O mago do fogo disse animado e em seguida partiu para cima da loira, a beijando. Lucy foi pega de surpresa e o beijo – não correspondido – não chegou a durar sequer um minuto, pois na mesma velocidade os lábios dele tocaram o da maga celestial, o punho de Sting o acertou jogando-o para a parede com força.

— Dragneel! Eu já falei para ficar longe da minha namorada! – Sting estava puto.

Ele não acreditava que aquele bastardo tinha beijado sua garota. Por sinal, Lucy parecia em choque, sem entender ainda a situação toda e a única coisa que se ouvia na guilda, era o choro de Lisanna.

— Foda-se Sting! Eu vou pegar a Luce de volta pra mim! – Natsu bradou, enfrentando cara a cara o loiro.

O choro de Lisanna aumenta e a tensão na guilda também.

— Chega, Natsu! Eu sou sua namorada! Eu! Você deveria se preocupar com a minha felicidade! Deveria querer passar tempo comigo, correr atrás de mim. Estou cansada de ser a substituta. – ela gritava em meio ao choro e saiu correndo dali sem olhar para trás.

Nunca se fez um silêncio tão macabro naquele lugar quanto agora. Podia-se ouvir a batida do coração de qualquer um ali, mesmo sem ser dragon slayer, de tão intensa e pesada era a situação.

Lucy deu um passo a frente, ficando entre o namorado e o amigo. Tocou com carinho o rosto dele, que fechou os olhos e disse:

— Natsu, a verdade é que você não me ama. Você me ama como amiga, assim como eu a você. E por isso se empenha tanto em me proteger ou quer me ver bem e feliz. Mas o amor romântico, ou, no caso, o amor entre homem e mulher, você nunca sentiu por mim. Você amava o fato de eu estar ali para você, tão devota, sempre disponível para o que você quisesse ou precisasse. Mas isso não é saudável. – ela suspirou e viu os olhos do amigo se encherem de lágrimas. — E Natsu, não tem como você me ter de volta, pois eu realmente nunca cheguei a pertencer a você.

Ela termina a fala com um beijo carinhoso na testa do amigo, que já derrubava lágrimas.

— Natsu, chegou a hora de crescer. Pare de agir como criança e aja como o homem que você se tornou. Você já escolheu uma mulher para si e, como ela disse, você deveria se preocupar em fazer ela feliz e aos poucos as coisas se acertariam. – Sting falava calmo. — Lucy é minha. Minha namorada. E eu amo ela mais do que eu pudesse ser capaz de imaginar amar qualquer outra coisa ou pessoa nesse mundo, então eu vou fazer o possível para que ela seja sempre respeitada, porque isso é o mínimo que ela merece. Portanto, Natsu, por mais que eu te considere um grande amigo, se você não respeitar ela nem nosso relacionamento, eu vou quebrar todos os seus dentes.

Natsu apenas concordou e murmurou mais um “desculpe” antes de sair atrás da namorada. Enquanto isso, todos voltavam aos seus lugares e ao que estavam fazendo. Lucy ria feito boba, afinal, ela tinha acabado de ouvir Sting dizer que a amava. Foi real, não foi? Não é possível que tenha sido tudo um sonho. Não, não foi.

Lucy o abraçou com toda força e carinho possível e selou seus lábios nos dele em um beijo longo e depois sussurrou em seu ouvido:

— Eu também te amo, Abelha.

Ao ouvir aquilo, Sting abriu um sorriso enorme. Sua loira estava ali dizendo com todas as letras que o amava. Na verdade, ele nem tinha percebido que havia confessado seu sentimento pela maga, a real é que ele apenas falou tudo que pensava, sentia e queria que Natsu entendesse da forma mais clara possível. Não foi uma fala com a intenção de se declarar, até porque ele queria que algo assim fosse em uma situação melhor. Mas é o que tinha para hoje.

Ele a pegou pela cintura, a levantou e a girou sorrindo e a fazendo sorrir. Estava verdadeiramente feliz e completou isso com um beijo apaixonado. É, esse provavelmente era o fim do acordo. Não do jeito que imaginavam no início, acabou que no fim o acordo apenas foi promovido a status real e, o mais engraçado é que ninguém além deles fazia a mínima ideia de toda essa história por trás desse relacionamento tão bonito deles.

Sting via aqueles olhos achocolatados presos aos seus e sabia que ali estava a sua chance de ser feliz, e ele não desperdiçaria, pelo contrário.

— Blondie, você não faz a mínima ideia do quanto te amo. – ele dizia juntando sua testa com a dela. — E é por isso que me esforçarei dia após dia da minha vida e além dela, para demonstrar tudo que sinto por você.

A verdade é que o acordo entre os dois sempre vai existir. Ele pode mudar de função ou de objetivo, mas estará ali, os mantendo juntos.

Se antes tudo isso foi para se vingar de Natsu ou qualquer coisa do tipo, agora, o acordo era pela felicidade dos dois e, pelo visto, ambos estavam bem empenhados em cumprí-lo.