Fazia cerca de três dias que o Mestre Sting Eucliffe da Sabertooth estava preso em burocracia idiota na sede do Concelho de Magia. O motivo? Sua guilda ser formada por um bando de idiota que não sabe não causar confusão e briga onde vão. Tomara que passar mais tempo com fadas não piore a situação.

A guilda vinha recebendo muitas cartas de aviso de registro boletins de ocorrência sobre danos causados por uma guilda oficial. Ah, o pessoal do concelho odeia lidar com essas coisas, porque quanto mais problema idiota do tipo aparecem, mais eles parecem inúteis. E eles não gostam de parecer inúteis. Então, ele estava ali ouvindo um falatório, ou melhor, ignorando um falatório para parecer que eles estavam sendo duros e taxativos para resolver um problema importante para a sociedade.

Que perda de tempo! Em pensar que são três dias que ele não está podendo beijar e tocar sua namorada.

Pois é, às vezes Sting se surpreende ao lembrar que Lucy Heartfilia, maga celestial da Fairy Tail e a mulher mais linda de toda Ishgar é sua namorada! Junto com esse pensamento, ele se lembra também que esse namoro é fruto de um acordo bobo, mas, sinceramente? Ele às vezes finge não haver acordo nenhum. Às vezes durante a noite, quando deita sua cabeça no travesseiro, ele apenas pensa que esse jeito que Lucy fica não é apenas por ele ser muito bom e experiente no que faz, mas também por ele ser muito importante para ela – mais importante do que Natsu fora qualquer época.

Era estranho que ele, que é conhecido por toda Fiore como um mulherengo irremediável, agora esteja em um relacionamento e, inclusive, esteja gostando disso. Na verdade, quando se permitia sonhar, ele se perguntava como Lucy ficaria em um vestido de noiva ou se seus filhos se pareceriam com ele ou com ela. Uma grande idiotice e esses momentos eram os únicos que ele ficava irritado com ela, na verdade, sentia medo. Era assustador você estar acostumado a ser e pensar de um modo específico por toda a sua vida e, do nada, uma mulher virar tudo de cabeça pra baixo. Ele se sentia perdendo seu chão e qualquer tipo de estabilidade onde ele possa se segurar em caso de uma queda.

Mas a real é que ele já havia caído. É, Sting Eucliffe estava caidinho por Lucy Heartfilia mas talvez ainda seja cedo demais para transformar isso em palavras.

Em Crocus, Lucy sofria pela falta do loiro arrogante. E ela era transparente demais, portanto todos conseguiam notar isso.

Todos esses dias ela seguia normalmente para a guilda com seus amigos e trocavam horas de conversa boba enquanto se perguntava mais quanto tempo ela teria que esperar para ter os braços do seu loiro em si. Ela esperava que não muito.

— Está com tanta saudades dele assim? – Rogue questionou ao ver a loira brincando desanimada com o sorvete de morango derretido.

Ela o olhou e ele soltou um sorriso zombeteiro.

— Está com tanta saudades dela assim? – ela devolveu a brincadeira, o que fez ambos explodirem em risadas.

— Como você está aguentando tanto tempo sem ver ela? – ela perguntou.

— Não aguentando. Sempre que posso, pego alguma missão perto de Magnólia e tento passar lá pra ver ela.

— Own! – Lucy apertava as bochechas, agora rosadas, do amigo trevoso. — Isso é tão fofo, Rogue. Vocês formam um casal bonito, sabia? E acho que ambos fazem bem um pro outro.

— Você e Sting também. Sting era muito metódico e fechado com os sentimentos ou qualquer tipo de demonstração de afeto e foi só te conhecer que ele mudou da água pro vinho. Isso é bom pra ele.

Ela ficou feliz que tenha mudado algo nele pro bem, porque ela sabia que ele também tinha feito isso com ela.

— Ele também tem me ajudado muito. Eu estava literalmente destruída e quebrada quando a gente se encontrou e tudo isso começou a andar e agora… Parece que cada dia estou mais feliz do que o anterior. – ela sorriu com sinceridade. — Fora que ele tem me feito sentir tanta coisa nova, que chego a questionar se as que eu já tinha sentido antes eram tão intensas como eu pensava que fossem.

— Você o ama. – ele não perguntou, ele afirmou.

Um silêncio se instaurou e Lucy voltou a mexer no que anteriormente já tinha sido um sorvete de morango.

— Fada! Fro quer morango! – o gato disse interrompendo a conversa, antes que a loira pudesse responder qualquer coisa à constatação do moreno.

— Hm, quer morango? Então vamos pegar morango pro Fro! – ela se levantou com o gato nos braços indo em direção ao balcão do bar.

— Ei, Lushi, eu quero peixe! – Happy disse voando em direção à maga que também o pegou nos braços.

O gato de colete ficou na mesa, encarando os três com braços cruzados, o que fez Rogue rir e acariciar a cabeça dele. Aquele gato herdou muito da personalidade de Sting.

— Não precisa fazer essa cara ou se fazer de difícil, Lector. Vai lá! Ela gosta de você e sabemos que você também gosta dela…

O gato emburrado pareceu pensar até finalmente se dar por vencido e voar até a loira que o abraçou e acarinhou sua cabeça.

Naquela noite, Minerva e Erza – as novas melhores amigas – saíram para beber, portanto, Lucy depois de se banhar, agora estava em sua cama sozinha no quarto. Ela estava deitada olhando pro teto ainda sem ânimo.

— Nossa, que gata! Você tem namorado?

Lucy se assustou, não pela voz, mas por ser tão repentino. Ela se sentou na cama, olhando para a janela e ele estava ali. Sting Eucliffe. Ela deu seu maior e mais bonito sorriso e ele retribuiu, entrando no quarto.

A loira pulou nele, o abraçando com força.

— Senti tanta saudade de você! – Lucy desabafou.

— Eu também senti saudades de você, Blondie! – ele retribuía o abraço da maga.

A verdade é que ele se sentia tão bem em ser recebido assim que quase fez valer à pena ficar três dias longe. Quase. Porque a necessidade de vê-la e tocá-la ainda conseguia falar mais alto.

Em seguida, o loiro segurou o rosto da namorada com ambas as mãos e a beijou, com calma, como se quisesse aproveitar cada segundo daquele momento, para qualquer outra pessoa, a definição desse beijo seria: apaixonado. Mas para eles era apenas um beijo de saudades.

Depois de terminarem o beijo, juntaram as testas e ficaram olhos nos olhos, sem palavras, sem toques, pareciam se comunicar apenas pelo olhar e isso foi tão intenso, que logo em seguida o beijo recomeçou, mas sedento. Lucy parecia afoita e tirava o colete curto e felpudo dele para em seguida tirar a camiseta preta. A pressa da loira arrancou uma risada gostosa dele quando ela levou as mãos ao cós da calça dele fazendo menção a retirá-la.

Ele segurou-as, a impedindo.

— Blondie, isso ainda é sobre você. – ele beijou calmamente o pescoço dela, a fazendo suspirar.

— Mas eu também quero te dar prazer.

— Ah, Blondie… Só de te ver gozando pra mim, me dá um prazer maior do que qualquer mulher poderia me proporcionar em um sexo.

Ele abaixou as alças da camisola da loira, o que fez com que ela deslizasse diretamente para o chão, deixando-a agora apenas de calcinha. Sting a deitou na cama e depois de lamber os lábios, começou a chupar com afinco um dos seios dela, enquanto uma de suas mãos brincava com o outro. Lucy respirava pesadamente em aprovação.

Os mamilos rijos imploravam pela atenção dele e ele lhes dava. Sua língua rodeava toda aréola, enquanto seus dedos apertavam e puxavam levemente o bico do outro peito. Depois de algum tempo, ele os trocou, repetindo todo o processo.

Lucy sabia que possuía seios sensíveis, mas não imaginava que eram tanto assim. Sentir a boca quente e aquela língua insaciável fazia ela sentir que entraria em combustão instantânea.

Sting desceu com seus beijos pela barriga plana da loira, circundando o umbigo dela, arrancando uma risada ofegante, até que enfim chegou à calcinha, que fora rasgada em um único movimento e tirada do corpo dela.

Ele se levantou, se afastando de Lucy e admirando aquela cena, aquela imagem, aquela mulher. Ali estava ela, totalmente nua à sua mercê. O rosto corado com a boca e os olhos entreabertos, seios subindo e descendo com a respiração irregular e as pernas abertas, mostrando o quão molhada ela já estava, pois já chegava a molhar a cama.

Sting lambeu os lábios. Ele estava faminto e iria devorá-la.

Ele ergueu uma das pernas dela e começou a beijar desde o pé, passando pela panturrilha e subindo pela parte interna da coxa. Tudo isso sem desviar o olhar da loira, até finalmente estar ali no chão, na beira da cama com aquela buceta deliciosa em frente.

Lucy só de sentir a respiração quente em sua intimidade, se remexeu em antecipação. Ela queria logo aquilo, seja lá o que fosse isso.

E Sting a deu. No momento em que ela sentiu ser abocanhada por aquela boca quente e molhada ela gemeu alto. Ele sugava o clitóris fazendo Lucy ver estrelas. A língua passava preguiçosamente – como se quisesse atiçar a loira – pela extensão dos pequenos lábios, a fazendo resmungar algo que nem a audição apurada do dragon slayer o permitiu entender, o que o fez rir contra aquela buceta.

Em seguida, ele retirou suas longas luvas para logo enfiar dois de seus dedos, que deslizaram com facilidade pela entrada bem lubrificada, ao mesmo tempo sua língua estimulava o clitóris, sem descanso.

Os gemidos de Lucy aumentavam a frequência ao sentir o movimento da língua e dos dedos dentro de si e Sting a olhava nos olhos, tentando memorizar tudo aquilo, para nunca esquecer.

Quando os dedos habilidosos e ágeis dele tocaram no ponto G dela, seu corpo todo respondeu ao contato. Suas pernas por reflexo tentaram fechar – o que ele obviamente não permitiu – e ela gemeu puxando os cabelos do loiro enquanto arqueava as costas.

— Porra, Sting!

Ele sorriu arrogante. Agora que tinha achado o ponto sensível ele focaria seus movimentos ali, e assim o fez. Lucy gemia e resmungava baixo e manhoso, sempre pedindo por mais.

— Sting! Por favor… Eu quero você! – ela sussurrava.

— Você terá, Blondie… Mas não hoje.

Ele pode jurar que a ouviu bufar irritada antes de soltar um gemido mais alto. Pelo amor de Deus! Ele simplesmente adorava tudo nessa mulher. Cada olhar, cada reação, cada gemido, cada respiração…

Foi questão de mais alguns poucos minutos de estímulos, para ele ter seus dedos esmagados pela contração do orgasmo e sentir aquele líquido escorrer pelos dedos dele até a saída e terminar na cama.

Ele retirou os dedos e os lambeu, passando depois a beber todo o líquido diretamente daquela buceta que ele amava. Lucy estava ofegante. Ela podia jurar que suas pernas eram meramente ilustrativas agora, pois ela não fazia a mínima ideia de como controlá-las ou movê-las. Ela se sentia tão fraca, mas ao mesmo tempo, nunca se sentiu tão revigorada na vida.

Enquanto isso, no corredor do hotel, Natsu e Gray chegavam no quarto deles. Eles haviam saído para comprar comida. Ainda na metade do corredor, Natsu sentiu o aroma que já lhe é tão conhecido. Mas quando ouviu todos aqueles gemidos, por mais que ela tivesse pedido para ele ficar longe da vida amorosa e sexual dela, ele não poderia permitir aquilo, mesmo sem saber o porquê.

Ele saiu correndo, deixando a sacola com sua refeição cair no chão. O que fez Gray seguí-lo temendo o pior.

O dragon slayer filho de Igneel arrombou a porta do quarto dando de cara com aquela cena: Lucy nua na cama com Sting com a cara – especificamente a boca – na buceta dela. Natsu ferveu de tanta raiva e Gray pareceu surpreso e constrangido pelo amigo interromper o momento. Sting, assim que notou as visitas indesejadas, cobriu o corpo desnudo de sua namorada com o lençol e se levantou lambendo os lábios e olhando para aquele idiota.

— Natsu, vamos sair daqui. Já chega. – Gray puxava o amigo pelo braço, mas ele não se moveu um centímetro sequer.

— Que porra você acha que está fazendo com ela, Sting? – Natsu gritou furioso.

O loiro riu sarcástico.

— O que eu estou fazendo? Eu estava chupando minha namorada, Dragneel. Mas se você não sabe o que é isso… Bem, você está precisando passar mais tempo com aquela Lisanna. É sua namorada, não é?

Os punhos de Natsu estavam fechados com força e levemente envoltos de chamas.

— Luce, você está bem? Ele te machucou?

Naquele momento, o rosto de Lucy passou a demonstrar apenas raiva genuína. Ela se levantou, ainda segurando o lençol que lhe tapava o corpo e se aproximou do amigo. Enquanto cutucava raivosamente o peitoral dele com o indicador acusador, ela falava, pingando irritação:

— Natsu, você não tem direito de sair invadindo o meu quarto assim! E muito menos tratar meu namorado como se fosse um criminoso abusando de uma garota indefesa! Entenda uma coisa, Dragneel, se eu estou aqui, é porque eu quis. Ninguém me obrigou a nada. E a próxima vez que você atrapalhar um orgasmo meu, eu juro que farei você se arrepender disso!

Natsu riu irônico e começou a empurrar Lucy para trás enquanto retrucava:

— Interessante ver o quão vadia você se tornou, Luce.

Lucy caiu na cama e começou a chorar por causa das palavras do amigo.

Sting o pegou pela gola da camisa e o jogou no chão, o socando algumas vezes. Ele estava literalmente possesso com tudo isso.

— Nunca mais fale assim com ela! – soco. — Nunca mais a toque assim! – soco.

Então, o loiro vira o olhar para a loira que ainda chorava, então ele fica de pé e enquanto olha para o mago do fogo no chão disse:

— Eu não te bati no dia em que você a machucou, por pedido dela. Mas a partir de agora, sinta-se avisado que a próxima vez que você fazê-la chorar , eu acabo com a sua raça, Natsu Dragneel.

Percebendo a brecha, Gray pega o amigo e o arrasta para fora do quarto.

Lucy ainda chorava muito, então Sting apenas ficou ali, abraçado com ela a consolando. Nunca mais ele deixaria alguém a fazer chorar.