Meus sentimentos por você
7 Prazer
Depois do "incidente", todos resolveram voltar para o salão da guilda, inclusive Sting. Ele agora estava sentado à mesa com Lucy em seu colo aninhada em seu peito e conversava animadamente com seus amigos.
Até Natsu se encontrava ali na roda. Ok, não tão participativo, mas tão calmo quanto seja possível para ele, e isso já era suficiente por hora. Entretanto, bastava algumas poucas trocas de olhares entre Natsu e o casal loiro, para que um clima de mórbido caísse por todo o grupo.
Igual agora.
Natsu encarava Sting no fundo dos olhos e ele retribuía, tão intenso quanto e, pra piorar a situação, ainda abraçava a loira mais em seus braços ou beijava-a. Todos ali percebiam que era uma pura disputa de ego e posse.
Climão.
E então, Minerva limpa a garganta, ruidosamente, atraindo a atenção para si, mostra um papel colorido em suas mãos.
— Beleza! Vamos quebrar esse clima de enterro? Vi hoje espalhado pela cidade esse panfleto sobre uma peça teatral que está em apresentação. Parece que está fazendo sucesso e deve ser bem divertida. Que tal a gente ir hoje juntos?
O silêncio continuou, um olhando para a cara do outro sem saber se aquela proposta é real ou parte de alguma piada que eles não entenderam.
— Que cara de bunda é essa de vocês? Se a Minerva perguntou pra vocês e vocês não responderam, então agora eu obrigo. Vai todo mundo hoje ir assistir essa peça sim, sem "mas". – Erza disse irritada por terem ignorado sua nova amiga Minerva.
Todos deram de ombros e concordaram, passando a combinar o horário e o local de encontro.
Decidiram que iriam na última sessão. Então todos foram para suas casas – ou hotel – para se arrumar. Lucy e Sting ficaram prontos antes, pois decidiram aproveitar para jantarem juntos de novo antes de se encontrar com o pessoal já no teatro.
Ambos se divertiram muito, comeram, conversaram e, obviamente, se pegaram. Logo após o jantar, eles foram andando, de mãos dadas, até o teatro, onde foram os primeiros do grupo a chegar, e então já garantiram seus ingressos. Por sorte, conseguiram dois assentos mais separados no fundo da plateia. Entretanto, os demais chegaram quase na hora de começar, o que deixou Sting irritado, ele simplesmente odiava ter que ficar esperando. Eles não conseguiram muitos lugares juntos, então o grupão acabou se dividindo em grupos menores.
Atrás estavam Sting e Lucy, em alguma fileira no meio estavam Natsu, Happy, Gray e Rufus e lá na frente estavam Erza, Minerva, Orga e Rogue com Lector e Fro.
Lucy gostaria de dizer que a peça era divertida, mas a verdade é que ela e Sting não prestaram a mínima atenção nela. Assim que as luzes se apagaram, o loiro a atacou com seus beijos irresistíveis e suas mãos quentes.
Ele beijava-lhe os lábios e o pescoço dela que tanto o viciava, enquanto suas mãos subiam pela parte interna da coxa dela, causando uma série de arrepios.
— Sting! – ela sussurrou com a voz falha. — Tem muita gente aqui… E se alguém acabar vendo?
— Relaxa, Blondie. – ele riu. — E pensar que alguém pode ver não acaba tornando tudo isso muito mais excitante?
A mão dele subiu até chegar à calcinha da loira, e, surpreendendo-a, ele a colocou para o lado e acariciou aquela buceta que estava pingando desejo.
— Porra, Blondie… Você está tão molhada. – ele sussurrava ao pé do ouvido dela, enquanto mordiscava-lhe o lóbulo da orelha.
Lucy arfava e tentava segurar o máximo de gemidos possível, mas os que escapavam, faziam Sting se dedicar ainda mais ao prazer que proporcionava a ela.
Ele friccionava seus dedos no clitóris dela com maestria. Ele conseguia sentir o quão excitada ela ficava a cada minuto tocando-a. Mas ele queria fazê-la sentir mais. Aos poucos ele enfiou dois dedos, com certa dificuldade, mas quando entraram, ele teve que tapar a boca de Lucy com sua outra mão para que ela não soltasse um gemido muito alto.
Ela estava tão encharcada, que conforme Sting aumentava a velocidade e frequência dos movimentos dos dedos dentro de si, causava um barulho totalmente obsceno de molhado.
Ah, Sting estava amando esse barulho e pouco se fodia se alguém ouvisse e percebesse o que eles estavam fazendo. Na verdade, vez ou outra ele notava uma ou outra pessoa os olharem, mas provavelmente não chegavam a ver nada de mais. Mas estava ele ali agora, com uma mulher linda extremamente excitada para ele, enquanto a masturbava no teatro lotado.
Lucy já parecia nem pertencer a este mundo. Os olhos entreabertos suplicavam por mais e a boca vermelha ronronava o nome dele da forma mais sexy possível.
Quando Sting sentiu seus dedos serem apertados, ele sabia que ela estava quase lá. Ele manteve o ritmo dos movimentos e a beijou, para abafar os gemidos e ela agradeceu por isso, porque provavelmente dessa vez seriam um pouco mais altos. Sting amava pra caralho o quão linda ela ficava depois de gozar! Na opinião dele, se Afrodite fosse eternizada em uma imagem, seria na de Lucy pós-orgasmo.
Ele então tirou seus dedos de dentro dela, que agora estavam totalmente embebidos em seu néctar e os levou à boca, chupando todo aquele líquido incrivelmente doce e delicioso.
— Porra, Blondie! Você é toda deliciosa. – ele sussurrou. — Blondie… Vou querer guardar algo pra lembrar de hoje.
Ela olhou pra ele com os olhos ainda nublados de desejo, mas confusa. Ele sorriu passando novamente por baixo da saia dela, mas agora puxando o cós da calcinha, a descendo aos poucos até pegá-la no chão aos pés da loira.
Uma calcinha de renda rosa, tão pequena que Sting teve curiosidade de ver quão gostosa Lucy ficaria com ela no corpo. Ele guardou a peça íntima no bolso da calça, como se não fosse nada, ignorando os protestos da jovem ao seu lado, era divertido.
— Sting! Você vai me fazer voltar sem calcinha? Eu estou de saia, seu idiota!
— Isso só faz valer mais a pena, Blondie. – ele a olhou. — Ver você andando normalmente no meio de tanta gente, tantos homens, com essa sua saia minúscula e saber que só eu sei que sua buceta gostosa está totalmente livre.
Lucy ficou quente só com essa fala. Quando ele fala de jeito tão sacana e sujo com ela, ela fica tão excitada… E toda essa cena que ele descreveu realmente fazia tudo isso parecer um grande jogo erótico, que ela estava cada vez gostando mais.
Cerca de quinze a vinte minutos depois, a peça acabou e as pessoas começaram aos poucos a saírem. Lá fora o grupo se reuniu de novo, todos conversando sobre o espetáculo, mas o casal de loiro só dava algumas risadas discretas como se ambos estivessem se divertindo com uma piada interna que só os dois soubessem.
Natsu os olhava com um olhar de descrença que passou totalmente despercebido por ambos.
Todos decidiram ir lanchar antes de irem embora, afinal, estavam famintos.
Era até engraçado, Sting e Lucy andavam de mãos dadas na frente do grupo e a cada lufada mais forte de vento, Lucy usava sua mão livre para segurar a saia no lugar e isso fazia Sting rir como uma criança. E a loira… Bem, ela teve que admitir que ele estava certo. Toda essa situação e a tensão de que um de seus amigos ou outra pessoa que passasse na rua acabasse vendo algo a mais, a deixava loucamente excitada. Isso seria ótimo se ela não tivesse que voltar para o hotel, tomar um banho gelado e dormir sozinha.
Mas a situação não estava difícil apenas para Lucy. Quando o grupo resolveu comprar o lanche e levar para comer no parque, ele se viu com sua loira sentada em seu colo e o fato de ela estar sem calcinha não era a única coisa que lhe afetava, mas também o olhar necessitado dela para si. Ele sabia que ela queria mais e, meu Deus, ele também queria isso pra caralho. Tanto que nesse exato momento ele chegava até a calcular quão problemático seria fazer isso ali explicitamente na frente dos amigos.
Claro que ele não faria isso. Mas ele pensou e gostou da ideia. E isso piorava a situação. Seu pau já latejava de dor e Lucy não colaborava, vez ou outra ela se remexia ou arrumava a posição em seu colo, gerando um atrito que o levava à loucura.
E, pela primeira vez, ele se viu desejando que aquilo acabasse logo e todos fossem pra casa para ele resolver isso embaixo do chuveiro logo. Ele não aguentaria manter o ritmo que Lucy merecia ficando tão perto dela e por tanto tempo e, ele sabia que em meio ao prazer, ela não teria capacidade de raciocinar logicamente se aquilo estava rápido demais ou se ela realmente estava pronta. Então ele, como o "experiente", tinha que agir como o freio moral que Lucy não conseguiria ter.
Enfim, o grupo se dividiu e se despediu. Sting acompanhava as fadas até o hotel, onde se despediu da maga celestial com um beijo e um pedido:
— Ah, Blondie, me faz um favor: não suba as escadas na frente do peladão e do esquentadinho.
Ambos riram, o que chamou a atenção do resto do grupo.
O loiro acenou, deu meia-volta e foi embora, enquanto o grupo subia para os quartos.
Gray logo entrou no quarto dele e Erza no dela, tendo Lucy praticamente em seu encalço, se não fosse Natsu segurando seu pulso a impedindo.
— Calma, só quero conversar. – ele disse. — Por favor.
Ela suspirou e concordou.
— Luce, sério, o que passa na sua cabeça? Que porra você tá fazendo? – ela apenas ficou em silêncio, não entendendo nada. — Eu sei o que vocês fizeram no teatro. Você realmente acha certo fazer aquilo em um local daqueles?
Lucy estava indignada e perplexa. Como ele sabia o que tinha feito e como ele achava que poderia julgar ou cobrar algo dela?
— Como você sabe se aconteceu algo? – ela perguntou.
— Ah, Luce! Você pode achar que sou idiota, e posso até ser mesmo. Mas eu sou homem e dragon slayer. Um olfato como o meu sentiria aquele cheiro de excitação de longe e como homem, eu sei o porquê você exalar cheiro de orgasmo dentro de um teatro escuro. Porra, Luce! Pare de bancar a puritana. Você sabe como me afeta, você sabe como seu cheiro me deixa e só de te imaginar excitada…
— Mas que porra, Natsu! Pare de se meter na porra da minha vida amorosa e, principalmente, sexual! E quem é você pra julgar o que é certo ou errado de ser feito? Que eu saiba, foi você quem eu flagrei fodendo no vestiário com a Lisanna e depois me chamando para participar. – Lucy estava vermelha de raiva e de vergonha. — E deixar de bancar a puritana? Hm, engraçado, porque até outro dia eu parecia ser puritana demais para você querer algo comigo. Achei que ia ficar feliz em saber que mudei isso.
Lucy não deu tempo dele responder nada, apenas deu um sorriso sarcástico – que aprendera por passar tempo demais com Sting – e entrou no quarto, fechando a porta na cara do mago.
— Se eu soubesse que você mudaria assim, eu teria escolhido você. – ele sussurrou isso mais para si mesmo, em tom de derrota e entrou no próprio quarto.
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