Meus sentimentos por você
1 Gratidão
Notas iniciais
Essa história terá um bocaaaaado de cenas hots nos capítulos. Simplesmente porque eu reassisti esses dias um filme que amo "O diário de uma virgem" e achei legal que a Lucy seguisse esse fluxo de auto-conhecimento e até mesmo aprender mais sobre sexo, prazer e tals, então cada momento é ela aprendendo algo da lista da protagonista do filme (obviamente a fic não terá todas as coisas da lista, porque achei umas muito ???)
Espero que gostem e qualquer coisa, só comentar e dar sua opinião!
Hoje completava exatamente uma semana que Lucy havia declarado seus sentimentos para Natsu. Foi um dia difícil e ela ainda se lembra do quão nervosa ficou. Antes de finalmente decidir ser sincera sobre o que sentia por ele, ela relutou muito até conseguir admitir a si mesma que, sim, o amava. Lucy Heartfilia amava seu melhor amigo, Natsu Dragneel.
Apesar de saber que o dragon slayer do fogo a considerava importante para si, ela não tinha confiança de que o sentimento seria retribuído, afinal, Natsu não parecia muito do tipo que liga para esse tipo de coisa, portanto, Lucy foi com as piores expectativas possíveis, já se preparando para que algo ruim não a abalasse tanto. Mas foi positivamente surpreendida.
Ela gostaria de dizer que sim, imaginava e esperava que aquilo fosse acontecer, afinal, ambos cultivavam tanto tempo de convivência e amizade, que obviamente acabaria se tornando algo mais forte – como aconteceu com ela. Mas ela não tinha essa autoestima toda. Então, quando Natsu afirmou também a amar, Lucy se jogou nos braços dele com um sorriso e lágrimas de felicidade.
Apesar da feliz surpresa, em toda essa semana que passou, aparentemente nada havia mudado entre eles. Lucy talvez estivesse sonhando acordada depois de ler e escrever tantos romances, mas ela quando se viu correspondida, se pôs a imaginar um belo romance entre ambos, tudo iniciado pelas três palavras e um beijo apaixonado.
As três palavras apareceram, mas o beijo não. Era frustrante para ela, mas ela não reclamava, afinal, Natsu estava aparecendo mais vezes ao seu apartamento e dormia todos os dias com ela – mais colados que o normal, por sinal. Portanto, o calor e o carinho que sentia proveniente dele durante a noite, tem sido suficiente para a frieza e afastamento do dia.
Mas neste momento, Lucy ia à guilda. Decidiu que seria uma boa ideia se ela e Natsu saíssem para alguma missão juntos. Ela imaginava que um tempo fora dessa bagunça e agitação da guilda fosse o suficiente para acertar as coisas e fazer a relação dos dois andar.
— Bom dia, Mira! Você por acaso viu o Natsu? – Lucy disse com um sorriso no rosto.
— Bom dia, Lucy! – a maga de longos cabelos brancos sorriu de volta enquanto entregava uma caneca de cerveja para um mago qualquer no balcão. — Acho que o vi indo para a parte de trás. Acho que deve estar na piscina.
Lucy sorriu e continuou seu caminho. Atravessou todo o salão agitado da guilda e saiu pelas portas traseiras, dando de cara com uma enorme piscina e uma impressionante vista para o mar.
O dia estava lindo! Quase como se desse um empurrão para que a maga seguisse com seu plano. Ela se permitiu fechar os olhos e ficar na porta por um tempo aproveitando a brisa do mar brincar com seus longos cabelos dourados.
Quando abriu os olhos novamente, se colocou a procurar seu amado, mas não tinha ninguém ali. A piscina estava tão vazia quanto as mesas e espreguiçadeiras ali distribuídas. Ela seguiu o caminho. Talvez ele estivesse no vestiário.
Ela parou em frente àquelas duas portas. Feminino e masculino. Ela suspirou em derrota.
Olhou para ambos os lados para ver se não havia ninguém ali presenciando o que ela faria e entrou no vestiário masculino, torcendo para que nenhum outro homem estivesse ali, seria constrangedor demais.
Ela seguiu andando pelo vestiário, passando pela parte com escaninhos onde os meninos podiam guardar suas coisas, possuía um grande banco onde podiam se sentar para se vestir ou se calçar. Mais ao fundo, ela ouvia alguns ruídos, evidentemente tinha alguém lá, provavelmente Natsu. Ela sorriu.
Ela sabia que era a parte das duchas e se viu em dúvida se queria que Natsu estivesse se banhando ou não.
Decidiu continuar o caminho e quanto mais se aproximava, mais alto o barulho ficava. Quando chegou, ela desejou nem ter saído de casa. Aquela cena… Ela esperava tudo, menos aquilo.
Natsu estava sob o chuveiro. A água caía pelo corpo nu dele, mas ele não estava sozinho. Lisanna estava ali, tão nua quanto ele. Ela estava de costas para o mago do fogo, ele pressionava a cabeça dela contra a parede de azulejo com uma das mãos e a outra segurava a cintura dela, ajudando no movimento enquanto a penetrava.
Mas que merda!
Natsu e Lisanna estavam trepando ali, na frente de Lucy.
Lucy estava chocada e chateada. Será que ela havia entendido errado a declaração do amigo?
Poucos segundos depois da loira chegar, Natsu a percebeu e sorriu como sempre sorria para ela.
— Oi, Luce! – ele largou a cabeça da maga para acenar para a loira. — Você está bem? – perguntou com um tom malicioso, já que percebia que a maga não desviava o olhar dele.
Lucy continuou em silêncio, sem saber o que dizer, o que fazer, o que sentir.
— Quer se juntar? Tenho amor e disposição suficiente para minhas duas mulheres. – ele disse com um sorriso, estendendo a mão para a loira se juntar a eles.
Lucy não deve ter escutado direito… Não… Com toda certeza Natsu não tinha acabado de chamá-la para transar com ele e Lisanna…
Merda.
Ela estava chateada, magoada, mas acima de tudo, estava com raiva dele achar que ela aceitaria se rebaixar a esse nível.
Ela deu as costas e começou a sair do vestiário, ignorando a proposta.
— Natsu… Acho que ela não gostou da proposta. – ouviu Lisanna dizer manhosa.
— Já imaginava isso… Amo a Luce, mas ela com aquele corpo todo e ainda é puritana demais. – ele respondeu enquanto beijava o pescoço da maga take over. — Sabe, chega um ponto que é muito difícil manter um personagem de inocência com ela… Ou com você. – ele finalizou a beijando na boca.
Ouvir aquilo acabou de estilhaçar o resto do coração de Lucy. Puritana? Então Natsu agia com falsa inocência por julgar que ela fosse assim? Ok, Lucy admitia que não tinha nenhuma experiência com rapazes – ou moças – e que ficava extremamente nervosa só de imaginar qualquer coisa que representasse maior proximidade ou intimidade. Mas era exatamente porque ela esperava por ele, por Natsu. Nesse momento, ela concluiu que isso talvez foi um erro.
Lucy agora já estava de volta no salão barulhento da guilda e ainda mantinha em sua mente a ideia inicial. Pegaria uma missão. Não com Natsu, não para ficarem mais íntimos, mas agora era para fugir dele e de tudo que ele estava causando na cabeça e no coração dela.
Ela parou em frente ao quadro, procurando por um trabalho tranquilo que pudesse fazer sozinha para espairecer, quando achou, levou o papel até Mirajane, para que ela autorizasse a missão da maga celestial.
A maga saiu da guilda, se despedindo com um aceno para as amigas que lhe cumprimentavam e seguindo rumo ao seu apartamento. Ela não se permitiria chorar. Ela queria ser forte e achava que seria desperdício de lágrimas chorar por algo tão mesquinho. Afinal, era só ela ignorar o que aconteceu, ignorar seus sentimentos por Natsu e fingir que são os mesmos amigos de sempre, sem nenhum interesse a mais um pelo outro.
Ela sabia que isso era besteira e não funcionaria, mas era a única coisa que ela poderia se agarrar agora para não chorar. E ela sabia que se começasse a chorar, ela acabaria em um poço tão profundo que temia não ser capaz de sair.
Algum tempo depois ela já estava dentro do trem em direção à cidade de Crocus. O trabalho era bem simples e o pagamento era uma merda – talvez por isso o trabalho ainda estava disponível no quadro –, mas dessa vez, o que menos importava era o dinheiro. Se fosse até de graça ela aceitaria. Só queria a oportunidade de sentir novos ares e colocar sua cabeça pra pensar em outra coisa além da cena no vestiário.
Bastaram apenas cerca de duas horas para a maga chegar à cidade destino, e após uma breve conversa com o contratante, ela foi em direção à floresta para buscar a planta que deveria entregá-lo.
Era uma simples flor branca, que ao ser arrancada normalmente, ficava totalmente preta. Mas o contratante precisava dela ainda branca, portanto, ela deveria ser cortada com magia, para que permanecesse "viva". Achar a flor foi fácil, ela existia aos montes pela trilha da floresta, mas o difícil foi conseguir coletá-las sem que elas morressem.
Ela tentou concentrar a magia em sua mão e colhê-las, não funcionou. Tentou usar seu chicote mágico, funcionou, mas as flores ficavam destruídas. Então, pela lógica, decidiu invocar um espírito para lhe ajudar, afinal, eles são sua magia e são mais delicados que o chicote – na maioria das vezes.
— Portão do leão, abra-te. Leo! – Lucy diz empunhando a chave do espírito líder do zodíaco à frente. Logo após, um barulho de campainha e uma luz dourada surge e com ela, aparece seu amigo.
— Oi, Loke! – Lucy sorri para ele, o cumprimentando.
Estranhamente ele não havia tentado flertar com ela ou qualquer coisa estúpida que ele normalmente faz e a deixa sem graça e lhe arranca risadas bobas. Ao contrário disso, ele a observava com atenção e, talvez, uma ponta de pena e tristeza.
— Lucy… Você está bem? – ele perguntou preocupado, o que fez Lucy quase derramar as lágrimas que segurou por todas essas horas.
— Não, Loke. Não estou bem, por isso que saí de Magnólia para cumprir essa missão idiota. – a maga disse de cabeça baixa.
O espírito sorriu triste e a abraçou, dizendo:
— Então vamos cumprir essa missão logo para você aproveitar o restante do dia na cidade!
Isso arrancou de Lucy um sorriso sincero, que já fez Leo sentir que valeu à pena a missão toda.
Com a ajuda dele, Lucy conseguiu coletar as flores, bastava apenas ele colhê-las normalmente, como Lucy imaginou. Ao ter a quantidade necessária, eles se despediram e o espírito sumiu.
Ela já havia entregue as flores ao contratante e recebido o pagamento. Inclusive, já havia gasto uma parte dele comprando sorvete de morango que estava tomando agora em um parque, sob a sombra de uma árvore bem grande.
O sorvete estava delicioso, bem docinho, mas ainda não era doce o suficiente para tirar o sabor amargo que o que aconteceu de manhã tinha deixado nela. Lucy tinha se sentido tão feliz no dia em que ele disse que também a amava… Mas agora ela enxergava esse sentimento dele como algo deturpado, mundano e carnal. Talvez ela realmente fosse inocente demais por acreditar que um amor bonito surgiria de uma amizade e que eles viveriam um romance lindo e blindado de qualquer mal, como nos romances que lia.
Idiota.
Ela ria de si mesma enquanto deixava escapar as primeiras lágrimas. Ela se sentia uma idiota por ter nutrido algo por tanto tempo e por acreditar em contos de fadas. Ela se perguntava quantos homens legais ela pode ter deixado escapar por apenas ter se segurado à ideia de querer ser apenas dele, apenas de Natsu Dragneel. Pior ainda era ver o olhar de pena que Loke lhe deu hoje. Seu amigo enxergava através de sua alma a dor que sentia e sentia dó.
Ela nunca imaginou que seria o tipo de pessoa que passaria por tudo o que passou na infância e adolescência para sobreviver e virar uma pessoa digna de dó. Isso a irritava tanto! Irritava-se com Dragneel por tê-la fragilizado tanto que todos a enxergassem como uma boneca de porcelana quebrada.
A esse ponto as lágrimas já eram muitas, mas ela não ligava. Só esperava que elas lavassem sua alma e levassem embora todo esse sentimento ruim que estava dentro de si.
— Ei, por que está chorando?
Lucy se assustou quando alguém repentinamente tocou-lhe o ombro e lhe fez a pergunta.
Ela o olhou e suspirou. Ótimo. Era um membro da Sabertooth. Não apenas um membro, mas o mais irritante, o atual mestre da guilda: Sting Eucliffe.
Lucy se lembrava vagamente dele durante os Grandes Jogos Mágicos e a batalha contra os dragões, mas só lembrava da rivalidade infantil que ele tinha com Natsu.
— Ei, você é a parceira do Natsu, não é? – ele questionou. — O que está fazendo aqui? Onde está ele?
Logo em seguida, o loiro se surpreendeu com o olhar da maga. Era algo entre o misto de raiva e profunda tristeza, o que fez o choro dela aumentar. Ela colocou seu rosto escondido pelos braços sobre seus joelhos.
Sting odiava ver mulheres chorarem, e, naquele caso, era pior ainda ao ver que ele causou a piora. Então, ele se sentou em frente da loira, preocupado e perguntou:
— Blondie… O que aconteceu?
Lucy o olhou e viu em seus olhos algo que não esperava. Ela jurava que encontraria o mesmo olhar de Loke, de pena. Ou talvez escárnio e deboche como nos Grandes Jogos Mágicos, mas não, eles demonstravam genuína preocupação e curiosidade, e antes que percebesse, Lucy se viu desabafando com ele.
— Ah, Blondie… – Sting começou após ouvir a história. — Pode ser meio babaca o que eu vou dizer, mas parte desse comportamento idiota do Natsu faz parte dele. Sabe, humanos por si só já possuem hormônios e feromônios fortes, mas para dragon slayers tudo isso é amplificado. Chega uma certa idade que um dragon slayer sente uma necessidade absurda de sexo e coisas do tipo. Talvez Natsu tenha demorado mais por ter ficado sete anos hibernando naquela ilha, mas agora já era.
Lucy já não chorava, mas a feição triste continuava. Então quer dizer que ela deveria achar tudo isso normal? Isso não entrava na cabeça dela.
— Mas, ainda assim, Natsu é um humano e deve respeito às pessoas, principalmente a alguém que é amiga dele a tanto tempo, então não, você não está errada em se sentir mal ou achar tudo isso estranhamente grotesco, porque é. – ele disse, como se lesse os pensamentos dela. — Não sei e nem posso dizer se o sentimento que ele disse ter por você realmente é aquilo mesmo, sei que ele se importa e se preocupa com você, mas no meio desse turbilhão todo, pode ser que ele tenha confundido amizade, com amor, com tesão…
Sting suspirou e Lucy também.
— Mas e então? Volto pra Magnólia e tenho que agir como se nada tivesse acontecido? Quer dizer, enquanto eu estava parada esperando por ele, acabei de descobrir que ele sequer diminuiu a velocidade no caminho… Ele está distante e não sei se conseguiria ou se gostaria de alcançá-lo novamente. – Lucy desabafou. — Sabe, pode ser infantil da minha parte, mas às vezes eu gostaria que ele pudesse sentir o que ele me fez sentir hoje. – soltou uma risada sem humor.
— Não acho infantil, na verdade, ele parece ser do tipo que entende as coisas apenas na base do sentimento. Provavelmente ele não conseguiu enxergar o que de tão ruim ele fez pra te deixar magoada. Sabe, acho que tive uma ideia. – Sting disse com um sorriso divertido no rosto.
— Ideia essa que seria… – Lucy o estimulou a continuar enquanto limpava o rastro de lágrimas no rosto.
— Ser minha namorada! – o sorriso zombeteiro dele aumentou, mas ao ver a feição de espanto da loira, se suavizou. — Relaxa, é mais um acordo. Só não digo que é um namoro falso porque evidentemente vou querer os benefícios de um relacionamento também. – deu um sorriso de canto que deixou Lucy como um pimentão.
— Hm… Não sei… Por que você está me ajudando?
— Ah, Blondie… Acho patético demais uma mulher tão bonita chorar por um motivo tão besta então nada melhor do que eu te ajudar a fazer ciúmes e, de quebra, ainda te ensinar algumas coisinhas. – ele sorriu segurando o queixo dela com uma de suas mãos. — E bem, óbvio que eu tenho que ganhar algo com isso. E poder usufruir da companhia de uma gata e ainda ver a cara do Natsu quando perceber que perdeu você pra mim, é sem preço.
Lucy ficou pensativa. O jeito que Sting falava fazia parecer que ela era um objeto disputado entre ele e Natsu, mas, ao mesmo tempo, ficou feliz dele ser tão sincero. Acha que seria horrível começar isso achando que ele apenas a queria ver bem, sendo que no final ele apenas queria aproveitar dela. E ali ela percebeu que a sinceridade dele valia mais do que a arrogância dele.
— Suponhamos que eu aceite… Como isso funcionaria? – ela questionou.
Ele estava deitado na grama, olhando para o céu e sorriu novamente, mas agora um sorriso gentil.
— Não se preocupe com isso, apenas permita-se ser namorada.
Lucy não entendeu, mas decidiu.
— Eu aceito.
Sting se virou pra ela, ainda deitado, com uma das mãos apoiando a cabeça.
— Aceita, hein? Então precisamos firmar o contrato… – ele se sentou de frente pra ela.
— Contrato? Igual aos que eu faço com meus espíritos onde eu pergunto dias disponíveis?
Sting não pode deixar de sorrir com os olhos da inocência da garota. Seria um período divertido…
— Ah, não… Meu contrato se firma com um beijo. – ele disse segurando o rosto dela em sua mão e aproximando seus lábios dos dela.
Lucy estava nervosa. Ela nunca havia beijado e nunca tinha imaginado que o primeiro beijo seria assim. Ela não sabia como agir e estava com medo de fazer tudo errado. Mas então lembrou do que Sting disse, e relaxou.
"Permita-se ser namorada."
Ela fechou os olhos, esperando o contato e quando ele chegou, foi suave. Os lábios de Sting eram macios e pressionavam contra os seus com um simples toque superficial. Sua respiração já estava totalmente fora de controle por antecipação do que viria.
Ela sentiu a língua dele lamber-lhe os lábios, como um carinho afetuoso e a deixou entrar como resposta. Depois disso, Lucy sequer conseguia processar o que acontecia. Ela sentia a língua de Sting lhe desbravando e desafiando a sua para alguma briga ou alguma dança. Ela urgia por aprofundar mais aquela sensação gostosa e lançou uma das mãos à nuca do mago, acariciando-lhe os cabelos, enquanto a outra foi para as costas dele.
Sting estava calmo, parecia aproveitar cada fração de segundo daquele momento. Era um beijo saboroso, não apenas pelo gosto de sorvete de morango na boca da loira, mas também por causa de todas as sensações que ele via estar causando nela. Se ele soubesse que era tão divertido pegar uma garota tão… pura, ele teria feito isso antes.
As mãos dele passeavam sem qualquer pressa pela cintura e quadril de Lucy, que arfava por toda a situação lhe tirar o fôlego.
"Meu Deus, beijar é muito bom!"
Não se sabe quanto tempo durou aquele beijo, mas ambos concordavam que não fora o suficiente.
— Uau! – Lucy estava vermelha e ofegante. Seus lábios estavam levemente inchados e também avermelhados e Sting aprovou essa visão. — Beijar é sempre tão bom assim?
— Bem, ao menos comigo eu tenho certeza que sim. – ele respondeu a puxando para mais um beijo.
Eles passaram cerca de horas ali juntos trocando beijos e, hora ou outra, alguma conversa sem propósito. Para quem passava, pareciam apenas um casal jovem apaixonado aproveitando a vida e, tecnicamente, não estavam errados.
A tarde passou rápido demais para ambos e agora, sob as alegres cores do pôr-do-sol, com um último beijo, Sting se despedia de Lucy que entrava em um trem rumo à cidade de Magnólia.
Sting voltava caminhando lentamente para a guilda com ambas as mãos nos bolsos e um sorriso no rosto. Não demorou tanto para chegar e foi recebido por um par de olhos rubis que esbanjam curiosidade. Ele ignorou e subiu para sua sala, sendo seguido pelo seu irmão de magia, Rogue.
Ele entrou e fechou a porta, vendo o loiro sentar em sua cadeira de mestre e se espreguiçar, alongando os músculos, seus pensamentos pareciam longe, tipo em Magnólia.
Rogue apenas o observava, sem falar nada.
— O que quer, Rogue? – Sting finalmente perguntou, já se sentindo incomodado com o olhar de seu irmão.
— Você ficou fora da guilda o dia todo. Um representante do concelho passou aqui e você não estava. – ele disse enquanto colocava uma carta sobre a mesa.
Quando o loiro viu o brasão do concelho de magia selando a carta, ele suspirou derrotado. Odiava toda essa burocracia.
— O que aprontou durante o dia todo, Sting? – o moreno perguntou.
— Ah, Rogue… Bem, digamos que eu fiz uma besteira, uma besteira terrivelmente deliciosa. – ele respondeu lambendo de leve os lábios e dando um sorriso de canto.
Lucy chegou em Magnólia já com o céu tingido de preto. As estrelas que agora enfeitavam o céu pareciam brilhar mais intensamente ao presenciar o humor tão positivamente mudado da loira. Ela tinha que admitir, Sting a ajudou e agora, ela não conseguia tirar de sua cabeça aquele beijo, ou melhor, aqueles beijos. E convenhamos que é muito melhor lembrar disso do que da cena matutina.
A maga celestial chegou em casa, tomou um relaxante banho de banheira e se deitou em sua cama, se perguntando como seriam os próximos dias. Ele não tinha lhe explicado nada e ela não sabia como isso funcionaria, afinal, eles moram em cidades diferentes e ele é mestre de uma guilda.
Porra!
Agora que caiu a ficha dela. Ela esteve aos beijos com o mestre da segunda maior guilda de Fiore e um – se não o mais – dos mais cobiçados magos de toda a região segundo a revista "Mago Semanal".
Pode até ser um relacionamento fictício, mas, com toda certeza, os beijos não foram. E isso a fazia sentir bem, ser beijada, ser desejada, ser… namorada.
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