Meus poemas, minhas poesias
11 Frio
Notas iniciais
Está tão frio
O vento espalha seus cabelos ruivos
Você sorri e os tira do rosto
E eu juro
Que jamais vi um sorriso tão bonito
Quanto o seu agora
Está tão frio
E eu tomei a liberdade de pegar sua mão
Enquanto caminhamos com o vento
Está tão frio
E sua pele é tão branca
E você é tão linda
Que juro que te observaria em todos os invernos
Bem aqui
Nessa nossa árvore
Está tão frio
E enquanto tomamos o chá que tanto ama
Eu escuto você me dizendo o quanto gostou
Do último livro que leu
E cada palavra é tão certa
E cada argumento tão solido
Que eu não digo nenhuma palavra
Pois não quero que pare de falar
Já que sua voz é tão doce
E eu amo seu modo de pensar
Está tão frio
E lemos nossos livros favoritos de mãos dadas
E eu peço para que deite em meu ombro
Para que eu possa ler para você seu poema favorito
E alguns sonetos de Shakespeare
Está tão frio
E observamos as gotas de chuva apostarem corrida em sua janela
Está tão frio
E brincamos com a névoa que sai de nossas bocas
Quando falamos
Está tão frio
E eu beijo-lhe a testa
Enquanto dorme em meus braços
E não há nada que eu queira mais no mundo
Do que esperar o inverno chegar
Para que novamente possamos viver todas essas lembranças
Em meio ao frio e as seus belos sorrisos
Em meio ao frio e ao meu infinito amor por você
Está tão frio
E essas lembranças rondam minha mente
Enquanto mais uma vez eu te observo dormir
Nessa tarde chuvosa de junho
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