Meus guardiões - entre o bem e o mal

24 Mais um capítulo com titulo enorme para prazer da escritora


Notas iniciais
Boa leitura

Hinata

Era noite quando a jovem Hyuga chegou em casa, entrou pela janela sem chamar atenção da família que já dormia preocupados com o comportamento da garota que sempre fora doce e inocente. Hinata tomou banho e se trocou, suas roupas estavam rasgadas e fediam a sangue teria que se livrar delas antes que alguém visse. Assim que deitou a cabeça em seus confortáveis travesseiros adormeceu.

Hinata estava em um sonho conturbado que envolvia Gaara, Naruto, Sakura e Sasuke.

“Amarre-o” – mandou Sakura

Hinata amarrou Gaara em um poste de açoites o deixando pendurado pelo braço. Ao seu lado estavam Naruto e Sakuke amarrados do mesmo modo, ambos sangravam.

“Agora Hyuga” – disse a rosada – “escolha, qual dos seus amigos deve morrer primeiro?”

“E... eu...”

“Escolha Hinata, Hinata...” Hinata... – ela abriu os olhos sentando-se na cama

– Hinata – era Neji quem batia na bota a chamando sussurrante

Hinata pulou da cama e foi abrir a porta, Neji pela primeira vez na vida estava bêbado.

– Você bebeu Neji?

– Não Hinatinha eu cai no rio – disse o primo entrando em seu quarto – preciso de sua ajuda prima, eu estou... Ferrado.

– Que você fez Neji? – perguntou ela se sentando e puxando um travesseiro para o colo.

Aquela situação para Hinata era completamente inesperada, Neji nunca se embebedara, nunca havia entrado em seu quarto, nunca lhe pedira ajuda e mais inacreditável nunca se deixara ver chorando por ninguém.

O Hyuga mais velho sentou ao lado da prima com as mãos enfiadas nos longos cabelos negros, Hinata por um minuto pensou se o primo ia começar a se descabelar. Neji ficou em silêncio tentando começar a falar, mas tudo vinha á sua mente de forma tão confusa que se sentia mais tonto que bêbado.

– Neji – chamou Hinata ousando tocar o ombro do primo

Neji se levantou e correu para o banheiro, Hinata foi atrás dele parando na porta ao vê-lo debruçado no sanitário vomitando. Ela voltou para a cama onde o esperou se recuperar. Meia hora depois Neji voltou a sentar ao lado da prima estava pálido.

– A Tenten está grávida – disse sem rodeios

Hinata piscou tentando entender se havia ouvido certo, a expressão de angustia no rosto do primo confirmou que ela havia escutado exatamente o que ouvira.

– Ah!

Hinata não tinha palavras, ambos Neji e Tenten tinham apenas 17 anos, embora namorassem a mais de um ano de forma séria. Ao mesmo tempo em que ficava feliz pela noticia a jovem Hyuga ficava apreensiva pelas consequências que implicariam a gravidez da amiga.

– Neji eu. Eu não sei o que dizer.

– Não diga nada, ainda não terminei – começou Neji sendo interrompido pelo fluxo de lagrimas que não conseguia controlar.

Depois de uns minutos chorando, ele fungou e limpou o rosto.

– Se lembra ano passado quando eu destruí meu quarto e me mudei para sua casa?

– Claro, tio Hizashi, papai e todos acharam que você estava metido com drogas e Hinabi ficou irada quando teve que ceder o quarto dela á você e se mudar para o meu.

Neji sorriu ao lembrar da prima menor o amaldiçoando a ter dores de barriga para sempre por ter que mudar de quarto. E cinco meses depois feliz por terem dando um quarto a Neji e a devolvido ao seu quarto de origem.

Neji pegou um pedaço de papel no bolso e entregou a Hinata em silêncio. Ela desdobrou o papel, era um exame médico datado de um ano e meio antes em nome de Neji Hyuga.

– O que é isto Neji?

– Resultado de um exame neurológico, positivo para tumor maligno.

– Não! – murmurou Hinata abraçando o primo.

– A Tenten está grávida – disse ele mais uma vez.

Desta vez Hinata compreendeu o planto do amigo. Ele estava morrendo e a namorada esperava um filho que talvez ele nem chegasse a ver nascer.

– Não pode fazer uma cirurgia?

– É impossível, foi por isso que vim morar em sua casa. Não seria capaz de olhar meu pai fazendo planos para meu futuro sem dizer a ele que eu nem chegaria á faculdade vivo.

– Mas Neji você precisa contar.

Neji negou com a cabeça se deitando no colo da prima.

– Não quero vê-los sofrerem antecipadamente, quando eu morrer será mais fácil para aceitarem.

– Ah! Neji – sussurrou Hinata penteando os cabelos do primo com os dedos – o que faremos?

– Preciso de dinheiro para fugir.

– Que? – perguntou ela se curvando para vê-lo

– Se eu fugir todos me odiarão e quando eu morrer ninguém sofrerá, simples.

– Você é louco? Não vai fugir, daremos outro jeito

Hinata passou a língua pela presa afiada. Uma mordida e ele não precisaria se preocupar com a morte. Neji se ajeitou na cama de Hinata e adormeceram de mãos dadas. Algumas horas depois ela se levantou e saiu pela janela. Precisava tentar uma outra coisa antes de transformar Neji em vampiro.

...

Entrou na casa abandonada que ficava nas proximidades da floresta. Parou no meio da saleta e o chamou.

– O que foi pequena vampira? – perguntou Gaara encostado na parede.

Hinata se virou sem se assustar, já estava se acostumando com a mania do amigo em aparecer sem dar avisos mesmo quando era chamado.

– Quero fazer uma pergunta. O que você pediria em troca de um pacto.

Gaara sorriu Hinata sempre lhe fazia perguntas estranhas.

– Depende do tipo do pacto que você tem em mente e o que você tem a me oferecer.

A vampira abaixou a cabeça, estava receosa da reação do demônio que ela bem sabia não seria das melhores.

– Neji meu primo, tem um tumor. Não quero que ele morra.

Gaara ponderou sobre a informação. Hinata ainda estava muito ligada aos sentimentos humanos e compaixão era a mais cansativa de todos.

– Hinata, se tiver no plano da morte levar seu primo amanhã não importa quantos pactos você faça hoje – Hinata o olhou sem entender, Gaara explicou – Hoje você oferece sua imortalidade de vampira para que Neji se cure, amanhã ele acorda sem vestígios do tumor e antes do anoitecer ele poderá estar morto por qualquer uma das centenas de casualidades existentes. Entendeu?

Hinata assentiu, então só restava seu plano A, morder o primo.

– Não – disse Gaara se aproximando dela – você não vai fazer isso.

– Fazer o que? – Hinata estava confusa como era de costume sempre que estava com Gaara.

– Morde-lo, não negue você estava mordendo os lábios – Gaara a forçou olha-lo nos olhos – Hina se você fazer isso vai estar o matando de qualquer jeito e ele sofrerá em alguns anos quando notar o mundo á sua volta passando.

– Eu... – Hinata se afastou irritada – eu posso ser condenada á uma vida longa, solitária e infeliz e não posso dar ao Neji a chance dele ver o filho crescer?

– Sabe a resposta para essa pergunta criança. E sabe que bem pode rejeitar a imortalidade quando quiser, é só me pedir.

Hinata cruzou os braços, havia combinado com Gaara que quando ela desejasse, ele a livraria da maldição dos vampiros podendo em fim morrer, não que ela já não estivesse morta.

– Então não posso fazer nada por ele?

– Pode – disse Gaara indo para as sombras, onde sumiria – seja amiga dele e não o deixe fazer besteiras, ajude seu primo ser feliz no tempo que lhe resta, pequena vampira.

...

Hinata acordou com cutucadas de Hinabi, a mais velha abriu os olhos reclamando.

– Por que dormiu no meu quarto?

– Por que eu quis – respondeu Hinata bagunçando o cabelo da menor e indo para seu quarto, onde Neji ainda dormia.

O acordou com delicadeza

– Que está fazendo em meu quarto encrenca? – perguntou enfiando a cabeça debaixo do travesseiro.

– Não sou a Hinabi e você está em meu quarto – disse Hinata sorrindo

Neji saltou da cama se atrapalhando. Ao lembrar da noite anterior começou a socar a própria testa.

– Hinata eu... Acho que bebi demais.

– Isso é verdade. Mas acho melhor ir para seu quarto. Sabe como mamãe é se ela te ver saindo do meu quarto nem uma bebedeira vai tirar a dor de nosso corpo quando ela terminar.

Sakura

– Sasuke desce logo – gritei pela décima sei lá quantas vezes

– Estou aqui – disse meu anjo desmiolado atrás de mim quase me causando um infarto

Saímos em seguida, fomos para a praça próxima á casa de Naruto e Ino. Ainda era nosso point favorito além de ficar na metade do caminho de todos os amigos.

Quando chegamos encontramos uma cena um pouco incomum para sexta feira à tarde, na nossa mesa – nossa sim, cada um de nos amigos desde os berços gravamos nossos nomes na madeira da mesa – estava apenas às bolsas de Tenten e Hina. Olhamos a procura deles e fui eu quem vi primeiro nossos amigos.

Neji estava na frente de Tenten de forma protetora ao lado do primo em forma defensiva estava Hinata. Os encarando ameaçadoramente estavam os problemas ambulantes de ordem mundial, denominados Senji e Zoro.

– Essa não – falei correndo em direção deles.

Hinata era uma vampira e convenhamos, comprar briga com a gangue chapéu de palha era coisa que nem mesmo os anjos Uchiha deveriam fazer.

Notas finais
Ei... é só a galera de One Peace fazendo parição por Konoha. Próximo capítulo será mais focado em minha vitima favorita. Haruno Sakura