Meus dias na Enfermaria de Apolo
2 Segundo Dia
Notas iniciais
Acordei em um perfeito Hades, gente gritando, todos estavam apavorados, correndo para todos os lados. Dois semideuses estavam quebrados, machucados com grandes queimaduras e cortados, me levantei e senti a aura deles, Will gritava ordens, para todos ajudarem, me dirigi até eles, bom, me dirigi a um deles. Para a surpresa de todos olhei para o Semideus com queimaduras que tinha os olhos claros, ele sorriu sabendo o que iria acontecer. Toquei em sua testa e aceitei sua alma. E ele foi para o Hades. Desmaie logo em seguida.
Acordei tempo depois com Will me olhando, achei que ele iria brigar, gritar, que eu era uma aberração, que deveria sair dali o mais rápido possível.
Mais não, ele estava sorrindo.
—Gostaria de ter este Dom! Saber parar de tentar, quando não há o que fazer. — Will
—As vezes pode ser maldição! Porém, ele está bem, agora! E o outro... está... estável? — disse
—Sim! Graças ao poder herdado da mãe, Paulo ira sobreviver. — Will falou em tom amargo
—Agora, não faça mais isso, já falei sem poderes do Mundo Inferior — Will
Ele balançou o dedo para mim!
—Acho que você já pode sair para se alimentar com todos. Pode tomar sol, praticar um pouco de esporte, leve, porém, volta para dormir aqui. Ok. - Will
Sorri, fiquei feliz, não queria comer mais a sopa da Sra. Solace.
Ao sair no sol, lembrei, os filhos de Hades são noturnos, caminhei até o refeitório sentei na mesa separada para o chalé 13, minha irmã Henzel tinha retornado para o acampamento Júpiter, iria retornar para me ver, porém, estava sozinho.
Ao ver todos os campistas juntos rindo, fui tomado por muita tristeza e melancolia. Umas porções de ossos começaram a ganhar vida e, eu desmaiei, de novo.
Voltei para a Enfermaria, acordei horas depois, Jason estava ao meu lado com Piper.
Me contaram que os ossinhos foram para todos os lados, todos do chalé de Ares começaram a gritar em pânico, Drew do chalé de Afrodite teve ratinhos de ossos nos cabelos, eles riam muito enquanto falavam.
—Foi sem querem! Juro pelo Estige! — Disse a eles.
Olhei para o Will, ele estava com cara amarrada, de braços cruzados. _A partir de hoje, você não fica mais sozinho, durante as refeições, ordens medicas!
Então na hora do almoço Will me levou para a sua mesa. Estranhamente os irmãos de Will, conversavam comigo, contavam piadas, faziam gracinhas, me trataram como um igual.
Will Solace ficou ao meu lado o dia inteiro, me levou para praticar arquearia, falei que não tinha muita pontaria, porem ele insistiu.
Ele estava segurando o arco junto comigo me ensinado _É fácil primeiro alinha seu corpo, deixa ele reto, segura o arco, estica a corda entre os olhos e os lábios — Aí, soltei a flecha, ela foi ao lado de Juniper que ficou gritando feito louca, é claro com isso acabou minha primeira e última aula.
Então ele sugeriu, Equitação, _Pegassos não gostão de mim, canoagem _detesto.
—Que tal Lutas. — sugeri com sorriso sarcástico
—Tem certeza, sou mais alto que você. E você está fraco. — Will
Nessa hora, fiquei muito bravo, ele estava na minha frente, peguei ele pelos braços, usei meu corpo como alavanca e joguei ele por cima de mim, ele caiu com as costas no chão, daí o imobilizei com uma chave de braço.
—Bandeira branca, eu desisto — disse ele num falsete.
—Você está bem? — pergunte
—Tó! Só o meu orgulho tá doendo. Como você fez isto? — Will
—Gladiadores, treino, posso ensinar! — enxuguei o suor
Atrás de mim uma voz falou _Bater em filho de Apolo é fácil, por que não cai dentro! — era Sherman Yang filho de Ares.
—Ok, tó precisando extravasar, sabe, não poder sair daqui, tá me deixando louco, quais armas quer usar — disse
—Que tal todas, e sem regras, só não pode usar poderes pra fugir, ok — Yang disse isso com sorriso maluco
—Vem, filho de Ares! — disse abrindo os braços
Ele fez exatamente o que todos faziam, correu para me atacar, desviei e bati nas costas dele, ele se levantou então dei uma rasteira e me rolei para perto da minha espada, e a apeguei, ao me levantar, ele soltou uma lança em mim, grande erro, ela passou rente a meu rosto tirando uma gota de sangue, gritei para ele.
—Seu estupido filho de Ares, eu só estava brincando, agora é Guerra.
Não dei tempo para ele pensar em como lutar, ataquei, chutei o escudo que ele tinha e quando ele ergueu a lança usei esta como alavanca para derruba-lo pousei em cima dele com minha espada em sua garganta, estava abaixando quando acordei com o grito de Will me chamando.
—Peça desculpas. — falei em tom seco.
—Descul... — falou ainda com minha espada na garganta
—Pra mim não, para o filho de Apolo. Agradeça a ele todos os dias que você acordar vivo!
Sherman Yang se desculpou com Will e saiu correndo.
Me virei para Will e mandei ele escolher uma espada.
—Nunca mais um filho de Ares ira falar com de você assim! — Falei
Então ensinei ele a lutar, joguei ele no chão umas três ou quatro vezes foi bom dar umas estocadas nele.
Ao final do dia tive de brigar com o Will para ter liberdade para um banho.
Após o jantar veio a cantoria na fogueira e o chalé de Apolo não me soltava, ao final Will me levou de volta a enfermaria, conversamos mais.
—Então, onde você fica, pois, não apareceu muito aqui nos últimos anos? — Perguntou ele.
—Na verdade, aparecia, falava com o Sr. D, com Lady Estia, com Quiron, com Percy, sabia o que estava acontecendo aqui, e observava tudo, mais na maioria das vezes estou viajando, aprendendo, as vezes em Nova Roma, descobri o acampamento Romano logo depois, da batalha com Cronos, porém não podia contar para vocês, no Palácio de meu Pai, gosto de visitar o Elísios, gosto quando a Rainha Perséfone esta lá. Não paro muito em nenhum lugar. — Falei
—Você tem muito contato com seu Pai! Gostaria que Apolo fosse assim! — Falou olhando para mim
—Praticamente sou filho único, bom, agora tenho Helzel, converso muito com Ele, brigamos muito, pelo que a Rainha Perséfone fala, tenho mesmo “gênio” do meu Pai. — Falei abaixando os olhos
—Você, gosta de alguém! Tem alguém em especial. — Perguntou Will
—É difícil de falar... Já gostei de alguém, porem ele era inatingível, quase um ídolo, não conseguimos ter um relacionamento com “Hercules”, não... era mais eu. Não sei... E você já gostou de alguém. — Perguntei rápido
—Gosto, porém, não sei se essa pessoa, que é especial, gosta de mim. — Disse Will
—Jason, diria a você, para perguntar para ela! — Disse
—E o que o Nico diria? — Perguntou Will olhando direto para mim
—Não sei, acho difícil falar sobre, os meus sentimentos, para um filho de Hades, isso é complicado. Sentimentos são conturbados. — Respondi meio vago _Podemos mudar de assunto.
—Acho você um cara normal, meio Gótico talvez, você só usa preto? Mais eu gosto do seu estilo. — Sorriu
—Me visto assim, pois fica mais fácil desaparecer nas sombras. Já tentei usar roupas claras, porem sempre acabo com esta cor de roupas, isso é gótico, não sabia! — Disse rindo
—A jaqueta é meio grande para o seu número! Não que aja problema com isso, notei este detalhe na batalha do Labirinto. — Disse Will
—Os casacos são dados, pelo meu pai, a luz normal quando e como quero, parece tecido normal, porem faz parte do manto do meu Pai, por isso o número grande. — Falei meio desconfortável, comecei a mexer no meu anel de caveira e observei que ele seguia este gesto e expliquei. _Este anel foi me dado por um mestre, um dos primeiros filhos do meu pai, ele mora no Elísios, ele me ensinou a me focar mais, a ter mais disciplina.
—Você vai à escola? — Perguntou Will
—Bom, eu estudo, porem aprendo o necessário para viver no mundo Mortal, e dou prioridade para conhecimento Imortais, aprendo com fantasmas, não preciso de uma escola mortal. — Respondi
—E o que gosta de estudar? — Will perguntou
—História, idiomas, canto gregoriano, latim, jardinagem, magia... Só eu estou contanto aqui e você? - Falei.
—Sou péssimo com instrumentos, mas gosto de canto, dança, teatro, medicina, arco e flecha, tenho uma excelente pontaria, espera aí você canta? — Disse rindo
—Sim, em rituais, tenho de cantar. Você está aqui desde quando? — Perguntei mudando de assunto
—Não muda de assunto, gostaria de ouvir sua voz. — Disse ele sorrindo
—Ah! Você não ia querer, quando canto coisas acontecem, fantasmas aparecem, as coisas ficam assustadoras. Pergunte ao Percy e a Annabeth. — Falei rindo
—Tá não vou insistir, por enquanto. Cheguei no mesmo ano que você no acampamento, porem cheguei no verão. Você chegou no inverno, foi a primeira vez que vi meu Pai, Apolo. Mas não falei com ele? Dize meio triste. — Tinha a mesma idade que você tinha? — Falou sorrindo
—Na verdade, posso ser bem... mais velho, que você, nasci após ou durante a 2 guerra mundial nos anos 40. Após a morte da minha mãe fomos morar no Hotel Lotos, um local que o tempo não passa normalmente. — Falei sorrindo, Will somente sorriu.
—Não sei o dia e nem o ano direito, também nunca vi minha mãe, só em lembranças que desenterrei, pelo que sei eu e Bianca fomos banhados no riu Lete para esquecer dela. Não sei a data de meu aniversário, nem da Bianca. Porem posso estar fazendo 15. — Falei meio nostálgico
—Como sabe disso! Will
—Quando derrotamos Cronos meu pai falou... a Percy, que se a profecia fosse daqui mais 4 anos eu estaria pronto para ela, então... bom... Percy tinha 16, agora tem quase 19, então eu tenho 15 anos. — contei com sorriso sarcástico
—Então você nunca teve uma festa de aniversário? — Will
—Não! Porem ganho presentes, espadas, roupas, joias, jogos, zumbis, e outras coisas... — disse rindo
Não sei como aconteceu, porém, ele me beijou, congelei, não correspondi nem nada. Ele se afastou e saiu correndo, fiquei lá congelado.
Voltei para o chalé 13, e cai na cama, estava em choque, senti raiva de mim.
Orei para o meu Pai, não queria ficar aqui.
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