Meus Sonhos Doidos E Pirados
2 Pesadelo museu do terror
Eu estava num museu com parte da minha família quando vimos uma coisa diferente: INAUGURAÇÃO: CASA MAL-ASSOMBRADA DO MUSEU! – dizia o cartaz.
Nós decidimos ir lá e pagamos a entrada para os empregados. Dentro da casa, que mais parecia um corredor brotando das paredes do museu, as paredes eram estreitas e o teto alto, tudo azul-escuro, com muitos quadros históricos que pareciam nos seguir com o olhar (clichê, eu sei).
Depois de um tempo no corredor, o teto se expandiu e uma escada vertical nos levava ao que parecia que desembocava várias portas pequenas, que só dava para entrar engatinhando, e foram entrando pela porta do meio.
— Porque vocês estão indo por essa porta? – perguntei.
— Se quiser ir pela outra tudo bem! – falou um dos meus primos.
Abri a porta da direita e vi um cão de três cabeças, babando. Senti saliva descendo pela garganta.
— Melhor não... – e segui-os.
Depois de um tempo esgueirando em fila apertados entre as paredes e sendo obrigados a ver imagens que não gostaríamos à nossa frente, chegamos à uma sala extremamente espaçosa e alta.
Meus parentes começaram a entrar por uma porta alta que dava para uma sala escura, quer dizer, nós já estávamos na penumbra, mas se fechasse a porta ia ficar totalmente impossível de enxergar. Foi quando vi um caixão no canto da sala. Perguntei:
— O que tem nesse caixão?
— Tem um vampiro, que quando fecharmos a porta atrás de nós vai acordar e vir sugar nosso sangue! Hahaha! – belo primo que eu tenho, ein?
Fiquei com medo demais para ir e decidi ficar na sala espaçosa, mesmo. Observei que tinha uma casinha no fundo e entrei.
— O que está fazendo aqui?
Era uma mulher adulta, com semblante triste, mas não dava para ver direito o rosto dela.
— Ahh, nada! Quem são vocês?
Ela não me respondeu, mas me apresentou sua filha, que tinha mais ou menos a minha idade. A filha começou a me mostrar fotos de família, bem estranho, pois crianças não costumam fazer isso.
De repente, uma luz forte ofuscou os meus olhos acostumados à escuridão: a parede foi aberta e lá estavam meus parentes com os homens dos bilhetes. Minha tia dizia:
— Júlia, o que está fazendo aí ainda? Venha! O museu já vai fechar!
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