Notas iniciais
Olá gente e bem-vindos a mais uma obra minha! Estarei postando algumas oneshot durante este mês de ferias, pois foi feita uma promoção na pagina em eu tenho filiação e como prêmio as ganhadoras receberam uma oneshot feita por mim!

Essa oneshot é de uma das meninas que aparecem na minha serie de facfics de Diabolik Lovers, então tem algumas spoilers relacionadas a história dela!

"Olá meu nome é Ingryd Morgan e faz um ano desde que vim morar, quer dizer que fui sequestrada e obrigada a morar com um família que nunca vi na vida. Acabou que descobri que os homens que residiam nesta mansão não eram simples homens, mas sim seres sobrenaturais denominados como vampiros. Eles não se importam com os seres humanos e para eles não passamos de lixo que se procria como ervas daninhas. Mas um deles não era assim, desde que cheguei aqui tive de escolher um deles para entre aspas cuidar de minha pessoa, escolhi Azusa-kun por ser o mais calmo de todos, quando fiz minha escolha todos os outros se assustaram muito e me olhavam com uma expressão de como se eu tivesse escolhido a própria morte. Nesta mansão havia mais um habitante humano assim como eu, uma moça mais velha que era chamada Mei Fair, graças a ela não me senti tão sozinha. No decorrer desse ano vi como Azusa-kun sofria sozinho, muitas vezes chorava de desespero por vê-lo se cortando e dizendo que a dor que sentia era a prova de que ele ainda estava vivo, então ele procurava cada vez mais por esta dor, procurava incansavelmente para que dissessem para ele que ele não havia se tornado um mostro, que ele mesmo tendo feito esta escolha por seus irmãos que ele não havia deixado sua humanidade, que ele também poderia ter uma vida normal. Por mais que eu dissesse, por mais que eu chorasse, por mais que eu brigasse com ele, ele não mudava de ideia e continuava a se cortar, não só porque necessitava se sentir vivo, mas porque as cicatrizes que ele tanto cuidava para não cicatrizarem eram a prova de uma promessa que havia feito a seus supostos amigos, ou o que ele achava que eram amigos, sendo assim ele nunca deixaria essas cicatrizes cicatrizarem. Foi aí que percebi que queria cuidar dele, tratar de seus ferimentos e dizer que ele poderia contar comigo para o que fosse. Eu comecei a amar ele, o amava tanto que não ligaria em ser eu a machucada ao invés dele, faria de tudo por ele, havia deixado minha família por ele, renunciei meus sonhos antigos pelo sonho de poder um dia ter ele ao meu lado, de um dia ele dizer que me amava, de um dia podermos estar juntos até os meus últimos dias na terra. E esse sonho não demorou a se concretizar, Azusa-kun se apegou tanto a mim que em poucos meses começamos a namorar... Não sei explicar em palavras o quão feliz fiquei por saber que ele havia me escolhido e eu havia escolhido ele. Entre esse meio tempo que começamos a namorar Ruki-san me testou inúmeras vezes para ter certeza de que eu era a pessoa certa para Azusa-kun, que eu não iria magoa-lo, que eu não iria deixá-lo. Admiro muito isso em Ruki-san, ele ama muito seus irmãos mesmo não sendo de sangue legítimo, daria sua vida por seus irmãos aos vê-los sofrer, isso é um ato muito nobre a meu ver. Após isso um senhor chamado Komori Seiji tentou matar a mim e Azusa-kun que havia nos encontrado certa vez na floresta perto da mansão, então Ruki-san arrumou um jeito para que pudéssemos fugir e depois de alguns meses voltamos. Por mais que passamos por grandes lutas estamos aqui com nossos sentimentos intactos e fortes do qual nunca se abalaram nem nunca se acabara.".

A jovem Ingryd estava sentada na cadeira de balanço que ficava na varanda da entrada principal da mansão, estava a apreciar a paisagem do local que era realmente deslumbrante, o tempo estava um pouco frio afinal era fevereiro e mesmo que a primavera estivesse próxima o tempo ainda estava frio por causa do inverno rigoroso que a cidade havia passado neste ano. A morena se perdia em vários pensamentos, às vezes ficava um pouco triste por não poder mais ver sua família e seus antigos amigos, mas esta havia sido sua escolha e não voltaria atrás. Ao pensar firme no que havia decido a jovem bate de leve em suas bochechas com ambas as mãos e se levanta da cadeira de balanço com o impulso de seu corpo dando um curto pulo para ficar de pé, começou a caminhar de forma despreocupada e desceu os três degraus da varanda para começar a andar pelo jardim que as flores começavam a ter seu primeiros botões para logo desabrocharem, era uma visão linda de se ver de forma que a mesma deixava um sorriso singelo surgir em seus lábios ao caminhar por aquela grande extensão de canteiros de flores que estavam com seus botões fechadinhos. Depois de um tempo caminhando a jovem avistou a morena Mei com um chapéu parecido com o que Yuuma usava quando estava na horta, conforme a menina vinha se aproximando acabou por ver o cesto que Mei estava a usar, pelo que se dava a perceber a mais velha estava pegando alguns legumes e verduras para levar para casa.
Ingryd se agachou para observar os lindos tomates, beringelas, cenouras, pepinos, pimentões e alfaces que eram cultivados na horta de Yuuma, mas quando menos esperava Ingryd ouve um grito da mais velha ao ver a menor aparecer do nada ali sem avisar.

ー Ai meu Deus Ingryd-chan! Não me assuste assim, por favor. Quase derrubei os ovos no chão. ー disse a morena segurando os ovos desajeitadamente.
ー Desculpe. ー me desculpei enquanto levantava soltando um leve riso. ー Quer que eu ajude? ー perguntei apontando para os ovos nos braços dela logo para cair.
ー Sim, por favor. ー respondeu a mesma ficando um pouco encurvada para não deixar as coisas caírem.

Ingryd foi pegando os ovos dos braços de Mei e foi colocando-os sobre o cesto que estava ao chão, não demorou muito e tudo estava bem colocado e ajeitado no cesto, tendo feito isso a menina pegou o cesto de um lado e Mei pegou do outro e as duas começaram a caminhar para entrar novamente dentro da mansão justamente pela porta que dava acesso direto à cozinha. Chegando na cozinha as duas colocam o cesto com cuidado sobre a mesa que ficava no centro da cozinha e assim Mei começou a guardar as coisas enquanto Ingryd estava encostada na mesa observando a mais velha fazer esta tarefa.

ー Ingryd-chan. ー chamou a morena.
ー Sim? ー respondi voltando minha face e atenção para o rosto dela.
ー Você vai fazer chocolates para o Azusa-kun? ー perguntou Mei após guardar o último legume na gaveta da geladeira.
ー Chocolate? ー perguntei ligeiramente confusa.
ー Ah meu Deus. Vai dizer que dá onde veio vocês não comemoram o dia dos namorados. ー disse a maior rindo um pouco da situação.
ー Eh? Não é isso! Bem... De onde eu vim comemoramos esse dia em outro mês... ー expliquei abaixando minha cabeça enquanto mexia meu pé para me distrair. ー Aqui no Japão as mulheres dão chocolate aos homens né?ー perguntei tentando disfarçar meu constrangimento.
ー Sim, nós mulheres fazemos chocolates para aqueles que são importantes para nós, algumas também fazem para se declarar a alguém que amam. ー explicou a mais velha como se estivesse ao lado de uma lousa invisível. ー Eu acho bem bonito o fato de um simples ato como este juntar tantas pessoas todos os anos... É tão bonito que chega ser impossível de acreditar... ー concluiu a mesma ficando visivelmente cabisbaixa e triste, mas ao ver que a menina havia percebido a mesma muda rapidamente de atitude para mascarar o que havia deixado passar sem querer. ー Então! Como sou uma boa pessoa vou te ajudar a fazer chocolates para seu homem amado! Depois pense em um bilhete para dar pra ele. ー disse a maior dando alguns risos forcados para disfarçar o fiasco anterior.

"Ah é mesmo. Quando eu escolhi o Azusa-kun nessa mansão e conheci Mei-san ela já está sendo o par de Ruki-san. Posso dizer que eles passaram por coisas piores que nós...
Ouve um dia em que um dos irmãos Sakamaki veio aqui com a intenção de levar Mei-san embora e acabou por atear fogo em nossa mansão, Ruki-san saiu muito ferido e tivemos que deixar a cidade por alguns meses até nos restabelecermos. Imagino o quanto duro devia ter cido achar que todos tínhamos morrido... Mei-san é uma mulher muito forte e fraca ao mesmo tempo e atualmente as coisas com o Ruki-san parecem não ter mudado em nada... Às vezes penso em que Ruki-san está tramando, quando passamos um tempo fora da cidade ele estava totalmente diferente...".

ー Flashback on ー

ー Azusa-kun como o Ruki-san está passando? ー perguntei enquanto preparava o medicamento que ele estava tomando por conta das dores que ainda sentia das queimaduras.
ー Está bem... ー respondeu o rapaz.
ー Mesmo? Isso é um ótimo sinal então! Fico tão aliviada em ouvir isso. ー falei agradecendo a virgem Maria em minha mente por ter cuidado de Ruki-san.
ー Por fora... ー disse Azusa de cabeça baixa estando encostado em uma parede.
ー O que? ー indaguei confusa.
ー Por fora... Está bem... Aparentemente... Mas por dentro não... Ele provavelmente pensa que... Perdeu a Mei-san de vez.... E não tem relação ao propósito... ー continuou o moreno aparentando compreender totalmente a dor do mais velho. ー Ele passa quase o tempo todo... Sempre fica olhando para a janela aberta... Seu olhar parece muito triste... Só de vê-lo... Me sinto triste... E não podemos fazer nada... Não podemos buscar a Mei-san... ー concluiu segurando para que não começasse a chorar.
ー O que?! É mentira não é...? Até porque a Mei-san está nos esperando certo? Afinal somos... Somos uma família... ー terminei de dizer começando a sentir meus olhos arder e em seguida senti as lágrimas rolarem sobre meu rosto.

O moreno ao ver que a menor havia começado a chorar porque estava começando a entender a situação do porque todos os outros estavam tristes, principalmente Ruki e Yuuma, Azusa sai de seu lugar e vai na direção da menina lhe abraçando fortemente enterrando sua cabeça no pescoço da mesma. Era doloroso saber que não veriam mais uma companheira como Mei, não iriam mais rir juntos, ouvir broncas juntos, passear juntos. Tudo isso parecia um sonho muito distante da realidade em que se encontravam. Porém Ingryd dentro de si não aceitava isso se pudesse iria sozinha em busca de sua amiga que havia se tornado como uma irmã e até mesmo mãe nas horas em que precisava de consolo, ela não estava disposta a perdê-la como havia perdidos outras pessoas importantes por não agir.
A menor se solta do abraço de seu namorado e volta seu olhar para a bandeja onde estavam os remédios, depois então volta seu olhar para fitar os olhos acinzentados do moreno que ela tanto achava bonito.

ー Tenho que levar o remédio do Ruki-san... ー falei logo em seguida abaixando minha cabeça.
ー Claro... Estarei na sala de estar... ー disse o mesmo depositando um beijo singelo sobre a testa da menina e após ter feito isso começou a caminhar calmamente logo desaparecendo no corredor.

A jovem menina ficou observando o maior até que sumisse, então confirmou se os remédios estavam corretos para que pudesse levar-los para o mais velho tomar. Quando ela finalmente abre a porta do quarto em que o moreno estava ela percebe que ele realmente não estava bem e provavelmente a dor que sentia no corpo e não curava proviam de seus sentimentos que estavam em pedaços. Era uma visão horrível de se ver, o Ruki imponente e rígido de sempre havia dado lugar a um homem triste, cabisbaixo, que estava preso dentro de uma melancolia eterna, provavelmente ficava esse tempo inteiro pensando no que ele podia ter feito de diferente, nos momentos que devia ter passado em segredo com a garota que mais lhe interessava pelo simples fato de ser uma Eva.
Ingryd não conseguia entender como ele havia mudado tanto, ao entrar no quarto o rapaz estava sentado na ponta inferior da cama observando o luar da noite de lua nova, dizem que quando o período de lua nova vem ou um eclipse deixam os vampiros mais sentimentais fazendo-os se esquecerem de sua natureza e começam a sentir aquilo que existe dentro de seus corações, ele realmente parecia triste, mas o que a surpreendeu foi ver ele de cabeça baixa e de repente passar os dedos de sua mão direita sobre seus lábios, talvez Ruki não tratasse Mei somente a fogo e a ferro, mas talvez ele realmente amasse ela porém não sabia como demonstrar direito a ela e as coisas davam errado.

ー Ruki-san, é hora do seu remédio. ー me anunciei ao começar a chegar perto dele.
ー A quanto tempo mais pretendia ficar me observando? Posso ser bonito, mas não sou uma pintura para ficar me admirando. ー falou ele com seu tom de voz normal como sempre.

"É incrível como mesmo estando doente ele consegue ter esse mesmo gênio ruim... Mei-san eu te admiro por aguentar um homem desse todos os dias...".

ー Não é que estava te observando, apenas estou percebendo que esses remédios não estão te ajudando. ー falei tentando mudar de assunto.
ー Acontece que notei isso também, melhor mudar para um mais forte. ー disse ele voltando sua face para a janela novamente.
ー Mais forte?! Mas esse daqui já é um de tarja preta... ー falei em um murmúrio de tão baixo que foi. ー Ruki-san não acho que remédios irão resolver alguma coisa. Você quer vê-la não quer? ー perguntei meio a uma expressão bem seria na qual o fez me olhar nos olhos, porém depois virou sua face novamente.
ー No dia em que saíram de casa para fazer compras eu fui a mansão Sakamaki. ー revelou o mais velho.
ー V-Você foi lá sozinho? Nesse estado? Quer ser morto Ruki-san?! ー indaguei meio a gritos.
ー Cale-se não dei permissão para gritar no meu quarto. Nada aconteceu apenas percebi que ela está melhor lá com eles... Não é mais o Ayato que está com ela e sim o mais novo deles Subaru, ele parece tratar ela muito bem, diferentemente do que eu fiz. Obviamente ela não iria querer voltar para casa comigo. ー falou o moreno que estava encurvado para frente apertando com força suas mãos em sua calça.
ー Ela disse isso? ー perguntei chegando ao lado dele.
ー Não precisa dizer para entender. Na verdade ela chorou muito... Achou que todos nós estivéssemos mortos, então expliquei para ela o porque desse propósito nosso... Ela ainda me chamou de anjo... Alguém como eu ser chamado assim... ー continuou ele porém parou sentindo seu rosto esquentar, não sabia da onde estava surgindo tantos sentimentos ao mesmo tempo, sentia seu peito doer e as lágrimas insistiam em vir.
ー Ruki-san... ー falei em voz de choro porque não podia me conter.
ー O que foi? Porque está chorando? ー indagou o mais velho voltando sua face para a menina.
ー Sare logo... Temos que buscar a Mei-san de volta... Você não dizia que ela era sua? Vai deixar outro tomar ela assim de você?! ー perguntei exclamando em meio a soluços, meus óculos estavam começando a ficar embaçados. ー Não consegue ver o quanto ela se preocupa conosco? Ela te ama Ruki-san... Será que não pode aceitar os sentimentos de uma mera humana? ー perguntei novamente deixando um sorriso em meus lábios enquanto limpava meu óculos.
ー... Você sabe mesmo onde bater na ferida não é Ingryd? Dentro de um mês estaremos de volta em casa, irei atrás de Mei assim que voltarmos. Afinal como disse ela é minha. ー respondeu o moreno se levantando sentindo as dores em seu corpo, mas caminhou até a janela. ー Obrigado pelas palavras, sou grato a você. Pode sair, preciso ficar sozinho. ー agradeceu deixando um curto sorriso em seus lábios e então foi andando até a varanda para olhar o céu.

ー Flashback off ー

"Mesmo depois que tudo se resolveu parece que eles não estão se dando muito bem, eu gostaria muito de ajudar ela... Mas realmente não sei o que poderia ajudar a retirar aquele mal gênio maldito do Ruki-san...".

A mais velha acabou por perceber que Ingryd ficou calada do nada e parecia estar pensando em coisas muito sérias pelo fato de ter ficado em silêncio e estar com o olhar longe, como se só o corpo estivesse ali, porém sua mente vagava em algum lugar. Provavelmente a menina havia descoberto que Mei estava um pouco triste em relação a Ruki então a moça se deixou sorrir vendo o quanto sua querida amiga se preocupava com ela. Sendo assim a maior anda e dá a volta na mesa ficando atrás da pequena e dá um leve tapinha na cabeça da garota tirando ela de seus devaneios e pensamentos, quando Ingryd se vira para olhá-la a morena estava sorrindo de forma alegre e reconfortante para qualquer um.

ー Mei-san...? ー indaguei ao vê-la atrás de mim.
ー Não precisa se preocupar, as coisas se resolvem aos poucos. Vamos fazer o chocolate para o Azusa-kun? Conheço muitas receitas boas. ー respondeu a mesma logo iniciando alguns cafunés no cabelo macio e fofo da menor que parecia uma boneca. ー Você é uma boa menina Ingryd-chan, uma boa menina. ー concluiu terminando de afagar os cabelos da mesma. ー Vamos começar? ー perguntou Mei já indo ao balcão que ficava ao lado da pia.
ー Sim, por favor. Obrigada por tudo Mei-san. ー a agradeço e assim vou pegar nossos aventais que estavam pendurados em um local específico.

Ingryd conhecia como ninguém o namorado que tinha e Mei sabendo disso começou a perguntar que tipo de chocolate poderiam fazer que iria agradar ao rapaz, terminou que depois de um tempo pensando no que fazer decidiram que a melhor escolha seria um chocolate mais amargo trufado com licor ou rum que ficaria muito bom.
Decidido o que iriam fazer começaram a preparar as coisas, derreteram o chocolate em uma vasilha e colocaram uma forma própria com formato de coração para fazerem a primeira camada de chocolate, depois colocaram na geladeira para que esfriasse e pudessem adicionar o recheio, nesse meio tempo as duas ficaram conversando sobre coisas bem aleatórias e sem muito sentido, quando menos esperavam Kou e Yuuma chegaram na cozinha levados pelo cheiro do chocolate derretido, as jovens riram dos dois que estavam achando que elas estavam fazendo algum tipo de sobremesa. Realmente momentos como estes no qual eles riam e brincavam pareciam ser apenas um sonho bom do qual um dia teriam que acordar, e acordar desse sonho não era uma opção no atual momento.

ー Não é justo! Por que a Ingryd-chan tem que dar chocolates para o Azusa-kun e não pra mim? ー perguntou Kou que estava sentado em uma das cadeiras da pequena mesa fazendo um bico com seus lábios enquanto se balançava.
ー Porque o namorado dela é o Azusa-kun! Apenas aceite logo isso Kou-kun, francamente. ー respondeu a morena Mei puxando de leve uma mecha loira dos cabelos de ouro de Kou.
ー Mei-chan! Está doendo! Para, para! ー exclamou o rapaz com uma voz manhosa balançando suas mãos.

"É mesmo, esqueci de dizer. A um tempo atrás Kou-san estava disputando com o Azusa-kun para que eu ficasse com ele e não com o Azusa-kun, Yuuma-kun também fez isso, mas ele logo entendeu de cara que eu amava o Azusa-kun e só ele. Mas o Kou-san não parece entender e muitas vezes tenta fazer coisas desagradáveis fazendo eu brigar com o Azusa-kun às vezes. Se não fosse pelo Yuuma-kun e a Mei-san por me ajudarem com o Kou-san provavelmente meu relacionamento com o Azusa-kun não daria certo já que ele é bem desconfiado e não gosta que eu me afaste dele por nada. É fofo, mas ao mesmo tempo me sinto sufocada às vezes.".

ー Pelo menos eu vou ganhar um chocolate seu né Mei-chan? ー perguntou o loiro fazendo a clássica cara de gatinho pidão.
ー Até parece! ー exclamou Yuuma empurrando Kou para quase cair da cadeira. ー Ela não precisar dar nada pra você! Folgado! Se ela for dar algo pra alguém não deveria ser pra você... Aliás Mei! Você me deve muitas, então faça algo pra mim! ー exclamou o moreno apontando seu dedo indicador da mão direita para ela com suas maçãs do rosto levemente ruborizadas.
ー Vocês não parecem ter noção do perigo... ー falei deixando um sorriso forçado em meus lábios.
ー Concordo com você Ingryd-chan. ー disse Mei com um sorriso torto em seus lábios. ー Bem acho que se eu fizer um cupcake para cada um não vai ter problema. ー completou a morena voltando a colocar seu avental e amarrando seus cabelos em um coque.

Poderia não ser a melhor ideia de todas provocar o ciúmes que Ruki tinha da garota, mas se fizesse para todos não teria problemas, ou assim esperamos. Como a morena Mei estava ocupada fazendo a massa dos cupcakes que ia fazer, Ingryd teve de continuar seu presente para seu namorado sozinha, os três riam e conversavam sobre alguma coisa, mas a imaginação da menina estava a toda ativa, ela teria que escrever um bilhete para Azusa, mas que tipo de bilhete iria fazer? E que reação Azusa teria depois de receber seu presente? E se por algum acaso ele quisesse mostrar o amor dele por ela de outra forma mais intensa? E se por algum acaso ele quisesse consumar seu amor com outra coisa a mais do que beijos? Ingryd se via presa em inúmeros pensamentos que ela considerava impuros, mas inevitável não pensar em coisas do tipo, já fazia tempo que estavam namorando e o rapaz prometeu que esperaria o tempo certo para tomar a inocência dela e a transformar em uma mulher, então era inevitável não pensar em quando seria esse momento, afinal ela não sabia qual seria a reação do mesmo.
Mei que estava ao lado da menor começou a perceber que ela estava agindo estranho e que não respondia quando lhe dirigiam a palavra, então a maior ficou observando ela por alguns minutos e percebeu o rubor incomparável que estava no rosto da menor, ela estava tão vermelha que começava a ficar roxa, ela observava as mãos da menina tremendo enquanto organizava a forma com o chocolate que estava levando pela última vez a geladeira para dar liga nas duas partes, a morena não sabia no que a menor estava pensando, mas provavelmente era sobre Azusa, era muito engraçado ver esses dois juntos.

ー Kou-kun você poderia cantar uma música quando a Ingryd-chan for entregar o chocolate para o Azusa-kun? ー indagou a morena Mei após ter colocado a forma com os cupcakes no fogo.
ー Eh?! Como assim?! ー perguntei surpresa com o que Mei-san disse.
ー Mas cantar o que? ー indagou Kou de volta.
ー Uma música romântica bem a cara dos dois acho que já está bom. Eu posso cantar com você e tocar violino para dar aquele clima sabe. ー respondeu Mei praticamente ignorando completamente a pergunta da menor.
ー Por mim tudo bem! Vou ir aquecer minha voz, quando estiver tudo pronto você me avisa! ー exclamou Kou logo se levantando da cadeira e saindo animado para seja lá onde for.
ー Espera vocês não estão me ouvindo! Eu não vou conseguir falar com ele com vocês por perto! ー exclamei sentindo meu rosto pegar fogo.
ー Mei, o Ruki sabe tocar piano, por que vocês não fazem um dueto? Como é pro Azusa ele não vai recusar. ー sugeriu Yuuma.

A ideia de Yuuma era uma boa, como a menina Ingryd era muito tímida e se visse uma plateia observando ela indo falar com Azusa faria ela travar na hora, se Mei e Ruki estivessem tocando um dueto na sala de música daria para ser ouvido no salão de dança que era logo ao lado da sala de música, a menina não ficaria com tanta vergonha e as coisas dariam mais certo. Às vezes Yuuma conseguia pensar em coisas bem engenhosas e incríveis, não era sempre que isso acontecia, mas quando acontecia era algo para matar uma charada de uma só vez. Mei deu um pulo alto segurando as mãos de Yuuma balançando-as de um lado para o outro enquanto sorria, também seria uma boa se Ingryd visse que Mei e Ruki se juntariam para fazer algo juntos, ela se sentiria realizada por conseguir juntá-los em uma causa incomum.

ー Se for assim... Então eu concordo... ー afirmei me encolhendo um pouco, mas depois levantei meu rosto mostrando estar decidida disso.
ー Vou ir falar com o Ruki-kun agora mesmo! Mais tarde nos encontramos! ー exclamou a morena sorrindo, após isso soltou as mãos de Yuuma e saiu em disparada para ir ao quarto do mais velho.

Os dois acompanharam com o olhar vendo Mei sair alegre saltitando como se fosse uma lebre da neve, o moreno Yuuma deixou um sorriso meio triste em seu rosto ao ver o quanto Mei ficava alegre em relação ao Ruki, não era novidade que ele também gostava da morena, da mesma forma que não era novidade que Kou começou a gostar de Mei, mas quando Ingryd surgiu ele começou a gostar da menina. A jovem olhou para o maior um pouco triste pela situação, não tinha muito o que se fazer por eles, elas não tinham como gostar de outros, então Ingryd segurou no braço de Yuuna e sorriu para ele com um modo de tentar fazer ele se sentir melhor, o maior voltou sua face para a tampinha e sentiu um leve alívio do que estava sentindo, o rapaz colocou sua mão sobre a cabeça da menor e bagunçou os cabelos dela de forma carinhosa.

ー Melhor você olhar os cupcakes da Mei, aquela maluca saiu correndo e largou as coisas no fogo. ー falou Yuuma se afastando da menina.
ー Ah... É mesmo. ー me virei para olhar o forno e acabo por rir. ー Pode deixar que vou olhar sim. ー afirmei mostrando um largo sorriso.
ー Ótimo. Vou arrumar o salão, colocar uma decoração mais leve para vocês. ー disse o moreno colocando as mãos nos bolsos de sua calça.
ー Muito obrigada Yuuma-kun. ー agradeci fazendo uma curta reverência para ele.
ー Não precisa agradecer, não faço isso por você. ー falou Yuuma já andando para sair da cozinha, porém para antes da saída. ー Faço isso pelo Azusa. ー completou o moreno agora deixando a cozinha de vez.

A menina Ingryd sorriu ao ver o quanto os irmãos de Azusa se preocupavam com o rapaz, não era atoa que Azusa preocupava a todos, ele desde criança tinha grandes problemas dos quais confiava em Ruki para contá-los, pois achou no mais velho o porto seguro que precisava, mas agora Azusa havia encontrado a nova pessoa em que estava se apoiando para sair da escuridão, e isso de certa forma deixava todos mais felizes afinal agora o rapaz finalmente começava a ter uma vida mais normal.

"Muito obrigada a todos vocês... Minha querida nova família...".

A jovem então voltou a ficar observando os bolinhos para que não queimassem, obviamente Mei não iria descer tão cedo já que iria escolher uma música ou duas musicas junto com Ruki para que tocassem, eram um pequeno desafio já que haviam decidido isso na hora e não estavam ensaiando a meses, era difícil, mas não impossível, dessa forma Ingryd achou melhor finalizar os bolinhos os confeitando de forma fofa como ela achava que Mei faria, colocou o nome de cada um dos rapazes em uma plaquinha pequena de chocolate que ficava suspensa em um palito de dente enfiado do bolinho, ela os embrulhou da forma mais fofa que encontrou e deixou sobre a mesa. Já era um pouco tarde e então achou melhor se arrumar, colocar um vestido bonito, passar uma maquiagem com a ajuda de Kou obviamente, ela queria ficar o máximo bonita para poder dizer todos os seus sentimentos a ele de forma que eles ressoassem no rapaz assim como a bela melodia que Mei e Ruki iriam tocar certamente ressoaria nos dois fazendo-os se lembrarem de tudo que haviam passado juntos. Dessa forma a jovem terminou a limpeza da cozinha e guardou os aventais em seus respectivos lugares, depois de tudo estar completamente limpo a menina sai da cozinha o mais rápido que conseguia para ir em seu quarto escolher a roupa e começar a se arrumar.
Enquanto isso Yuuma estava pedindo desculpas a uma árvore do jardim que estava arrancando alguns galhos da mesma para fazer a decoração do salão, ele estava optando por deixar o lugar com uma cara mais meiga como se fosse um bonito jardim, Ingryd gostava de lugares agradáveis e o mais agradável que veio a cabeça do maior foi pensar em um jardim, estava realmente ficando lindo. Mei e Ruki finalmente haviam descido para a sala de música para começarem a ensaiar as musicas que haviam escolhido para o momento, Yuuma ouvia as vezes os dois discutirem sobre o tempo da musica, às vezes Mei se estressava por errar as notas, incomodava um pouco ouvir eles brigando, mas a melodia que estavam tocando era realmente agradável de se ouvir e perfeita para dançar. Kou e Ingryd já estavam no quarto do rapaz para que ele pudesse arrumar ela deixando-a mais fofa, certamente era chato arrumar a garota que ele gostava para acabar ficando com outro, mas esse outro era Azusa, então o rapaz não sentia tanta dor se fosse com seu querido irmão.
Mas agora eis a pergunta que não quer calar, onde estava Azusa durante este tempo inteiro? O rapaz havia saído para ir na casa de um homem cujo o treinava para aperfeiçoar sua força e seus poderes, já que entre os Mukami em relação à força Azusa era o mais forte, mesmo que não parecesse, sendo assim o mesmo não estava em casa, era um momento perfeito para a ocasião.

Passado-se algumas horas Ingryd estava finalmente pronta, a jovem estava usando um vestido branco com um laço azul claro em sua cintura, o vestido tinha mangas em renda que desciam até seus cotovelos, era um vestido bem de princesa, em seus lábios estava um batom vermelho não muito forte, um arco com flores silvestres repousava sobre a cabeça da mesma, ela estava deslumbrantemente linda. O salão também já estava pronto, Ruki e Mei já haviam passado as musicas várias vezes de modo que já conseguiam tocar sem olhar a partitura, estava tudo perfeito, agora só precisavam que Azusa voltasse de seu compromisso, coisa que não demoraria muito a acontecer.
A morena estava no centro do salão com o presente em mãos, ela estava muito nervosa, ao mesmo tempo que desejava que Azusa chegasse logo não queria que ele chegasse, tinha medo de ele não gostar do chocolate, tinha medo de ele não gostar de sua declaração, tinha medo que tudo que tivesse vivido fosse apenas um sonho que se tornaria em um pesadelo, tantos pensamentos insistiam em vir que a jovem não sabia mais no que pensar, em meio a esse tempo Azusa havia chegado na mansão e encontrou com Yuuma que estava o aguardando para levar ao salão onde a morena estava, o rapaz estranhou um pouco que Yuuma pedisse um favor a ele, mas resolveu o seguir, afinal o rapaz era terrível em desconfiar das pessoas, de dentro do salão Ingryd conseguia ouvir os passos de duas pessoas se aproximando, ela estava de costas para a porta de onde Azusa passaria, a jovem respirou profundamente tentando se acalmar e quando ouviu o barulho da porta se abrindo se virou lentamente para que Azusa tivesse tempo de absorver o que estava acontecendo. O rapaz parecia estar muito confuso com tudo aquilo, mas começou a andar em direção da menor.

ー O que está acontecendo...? ー indagou Azusa observando o local a seu redor todo arrumado como se fosse ter uma festa.
ー E-Eu... Eu... Eu tenho algo pra te dizer... ー respondi apertando o pacote que estava em minhas mãos.
ー Mesmo? E o que seria...? ー perguntou o mesmo observando bem a menina.
ー Eu... ー comecei a falar porém excitei por um momento.

Nesse momento em que Ingryd se calou começou a se ouvir o som de um piano sendo tocado, Azusa sabia que era Ruki que provavelmente está tocando, realmente algo iria acontecer ali e aquilo começava a formar um pequeno nervosismo no mesmo, o que poderia estar acontecendo ali? Agradeceria que não fosse um pedido de casamento, pois isso era ele quem desejava fazer. De repente começou a se ouvir o som de um violino acompanhando o piano, a melodia que estavam entoando juntos era a canção Liebesfreud, traduzido seria Alegria do Amor do compositor Firtz Kreisler, era uma melodia muita bonita perfeita para dançar ou para simplesmente refletir, mas como Ingryd queria aproveitar a inspiração a jovem colocou o presente sobre um banco não muito longe e depois estendeu seu palmo destro ao rapaz.

ー A-Azusa-kun... Quer dançar comigo...? ー indaguei receosa, mas acreditando que tudo daria certo.
ー Sempre que pedir. ー respondeu o rapaz indo até a menor e segurando na mão dela com delicadeza como se fosse quebrar.

Eles dançaram de forma graciosa acompanhando a música com calma, Azusa já havia entendido que o que estava sendo feito era para ele e Ingryd se aproximarem mais um do outro e ficou muito feliz que todos haviam entendido o que ele sentia pela morena, ela cheirava muito bem, estava linda dos pés à cabeça, era impossível dele não se sentir seduzido pela beleza inocente da menina, quando a música acabou o casal continuou abraçado e uma nova música se iniciou, porém Ruki estava tocando sozinho, era uma música mais lenta e calma denominada como "Pavane pour une infante défunte" de Maurice Ravel, a música fazia com que o rapaz desejasse beijar a menor, não era de hoje que Ruki sabia exatamente que tipos de melodias mexiam com os sentimentos de seus irmãos.

ー Azusa-kun... ー comecei a falar segurando em seu peito.
ー Sim? ー indagou o maior levando seu rosto próximo a orelha direita da mesma.
ー Graças aos esforços de todos eu consegui fazer isso pra você... Já faz um tempo que quero te dizer como eu me sinto... Nesse tempo que passamos juntos eu percebi que realmente te amo... Não consigo mais me separar de você... Cada vez que nos separamos sinto meu peito doer, mas quando estou com você sinto tanta alegria que parece que vou explodir... Eu não sou boa com palavras e acabo não demonstrando totalmente meus sentimentos... ー falei ainda com meu rosto enterrado no peito dele, porém depois crio coragem e levantou meu rosto para ver o dele. ー Eu te amo Mukami Azusa-kun... Quero que esteja sempre e sempre comigo, que me permita fazê-lo feliz, mesmo na minha fraqueza como ser humano, mas quero estar para sempre ao seu lado. ー quando lembrei do chocolate solto Azusa-kun e pego o chocolate que estava sobre o banco. ー Eu fiz esse coração de chocolate pra você. Feliz dia dos namorados. ー conclui olhando para ele esperando que o mesmo aceitasse meus sentimentos.
ー Você se esforçou mesmo... ー falou o rapaz ao observar o chocolate todo embrulhado. ー Esqueceu de dizer... "Aceite, por favor". ー disse o moreno rindo de forma meiga ao fitar a menor.
ー Eh?! E-Eu posso dizer ainda se quiser! ー exclamei sentindo meu rosto esquentar.

"Como eu pude esquecer de uma coisa tão importante como esta?! Ingryd sua burra!".

ー Não precisa... Já é mais que suficiente. ー disse o maior ao levantar o rosto da mesma segurando em seu queixo. ー Eu aceito... Aceite os meus também... ー completou o mesmo se aproximando lentamente da menor.
ー Azusa-kun... ー chamei seu nome apenas, pois minha vergonha me fez esquecer o que iria dizer.

A música estava agradável e o momento cada vez mais promíscuo ao beijo que Azusa tanto queria, o moreno passou seu braço esquerdo sobre a cintura da menor a puxando para si e levou seu palmo destro aos cabelos macios e cheiros da mesma, ele começou a aproximar seu rosto lentamente do rosto de Ingryd de forma que seus olhares se encontravam a todo o instante olhos carregados de amor e de desejo, em certo ponto Ingryd não conseguiu mais olhá-lo nos olhos, seu rosto estava completamente vermelho, era lindo ver o rubor do rosto da mesma, Azusa logo fechou seus olhos também e encostou sua testa na testa da jovem, seus narizes se encontravam e suas respirações quentes e pesadas mostravam a delicada situação em que estavam, no momento em que Azusa sentiu que devia o rapaz encostou levemente seus lábios gélidos aos lábios macios e quentes de Ingryd puxando um beijo aparentemente superficial, mas que fez o maior soltar um suspiro trêmulo, mais uma vez Azusa investiu, mas dessa vez com mais vontade dando uma série de beijos curtos, mas estes beijos superficiais não estavam satisfazendo as vontades do rapaz, então o mesmo tomou fôlego e voltou a tomar os lábios da menor, parecia ser apenas um beijo normal, mas quando menos esperava o moreno começava a pedir passagem com sua língua que vinha sobre os dentes da mesma, não demorou e Ingryd cedeu a passagem segurando forte na roupa do rapaz ao sentir suas línguas se cruzarem de formas estranha, mas um estranho bom, um estranho prazeiroso, ainda mais ao ouvir Azusa soltar alguns gemidos manhosos de prazer por sentir a intensidade do beijo, não demorou para seu corpo começar a se aquecer, as mãos do rapaz percorriam as costas da jovem, Azusa queria muito continuar, queria explorar cada vez mais cada parte daquela cavidade com sua língua, mas se continuasse assim não seria só a boca da jovem que iria querer explorar com sua língua e sim seu corpo inteiro, então o rapaz começou a separar o beijo aos poucos dando vários selinhos seguidos.

ー Desculpe... ー desculpou-se o moreno recuperando seu fôlego aos pouco.
ー Não se preocupe... Eu também... Queria então... ー até tentei falar, mas estava tão envergonhada que não conseguia.
ー Fico feliz então... Obrigado pela surpresa... Certamente farei algo maior do que isso por você. ー disse Azusa depositando um beijo nas costas das mãos da menor. ー Então espere até lá... Nunca saia do meu lado... Nunca me deixe... E eu te darei tudo de mim a você... ー completou o rapaz com um lindo sorriso em seus lábios.
ー Estarei esperando. ー respondi segurando em suas mãos para sairmos do salão.

"Depois disso nós fomos para a sala de música onde Mei-san estava dando os cupcakes a todos da casa, ela me agradeceu muito por ter terminado o trabalho dela e ter ficado tão bonito. Kou-san estava um pouco chateado por não ter cantado, mas ficou a fazer brincadeiras com Azusa-kun dizendo que nunca acharia outra mulher como eu. Aparentemente Ruki-san estava de bom humor, mas ficou enciumado por Mei-san ter dado chocolates a outros homens. Esta é realmente a família a qual eu pertenço e agradeço a Deus por ter colocado cada uma dessas pessoas em meu caminho. Irei salvá-los nem que isso custe meu último fôlego de vida.".

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!