Meus Rascunhos
18 Poema: Desilusão ao oposto
Notas iniciais
Desilusão ao oposto
Elas dançam ao andar
Vivem para parecer
E parecem para viver
Com seus corpos a saltar
E sorrisos a distribuir
Elas seduzem ao passar
Vivem à mercê
Como você, do eterno ceder
De si, mas mais do outro, e usurpar
Preparadas, por Gaia, a trair
Elas lutam para se libertar
Da maldição do florescer
(Sem) perceber o perecer
De si, mas mais do estuprador a sangrar
Suas existências estão (então) a se extinguir
Fora de medida
Sem "sob medida", elas comem
Trucidam, roubam, extrapolam, queimam, abusam
Roem, moem, consomem, ENGOLEM, cospem
E em meus olhos definham
Sonho com o dia utópico
Em que elas estarão chorando em meus braços
O conforto melancólico que só eu deveria dar
Mas apenas ilusões doentias de mais um tolo tenho
Que em prantos solitários desilusões gera
Nas megeras só a observar
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