Meus Melhores Erros
1 Prólogo
Notas iniciais
Prólogo
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“Todas as paixões nos levam a cometer erros, mas o amor faz-nos cometer os mais ridículos”.
François La Rochefoucauld
Estudiosos dizem que existem três tipos de amores fundamentais para que os seres humanos possam viver de maneira saudável e consigam desfrutar dos prazeres das relações e interações com outros da sua espécie. O primeiro tipo de amor é o Ágape, conhecido pelo amor do afeto e da satisfação. Na fraternidade, o amor se satisfaz por ser compartilhado e ser correspondido. A satisfação de Ágape também diz respeito ao prazer por boa comida e bebida partilhados entre pessoas fraternas, formando assim um ambiente harmonioso. Em outras palavras, o Amor Ágape é o amor afetivo, isento de conotações sexuais, segundas intenções, malícias e interesses pessoais, o amor mais puro.
O segundo tipo de amor é o Philos, que é o amor fraternal. Ele envolve lealdade, igualdade e mútuo benefício, além de dedicação ao objeto amado. A dedicação desse amor pode chegar a ser mental, que está entre o espiritual e emocional. Esse tipo de amor se refere também ao amor de amizade, que não monopoliza, não escraviza e não cria dependentes, quando se ama o outro da forma que ele é.
E por último e não menos importante, o amor Eros. Aquele mesmo amor que se refere ao amor sexual, carnal, repleto de paixões inebriantes, a pura atração física, que manifesta o instinto de união e reprodução. Eros representa o amor pela beleza e a perigosa obsessão pelo amado e o prazer que ele traz. É o amor fundamental para a natureza, pois é a força primitiva da procriação e preservação da espécie. Eros é o tipo de amor mais perigoso dos três, pois se não vivido de forma equilibrada com Ágape e Philos pode trazer muita dor e desiquilíbrio.
Todo ser humano vive ou irá viver esses três tipos de amor. É de nossa natureza. Não há como fugir desses malditos sentimentos. Eu, como o trouxa e fraco humano que eu sou, tive o desprezar de experimentar esses três tipos de amor pela mesma mulher. E sabe qual foi a pior parte disso? Eu me apaixonar pela pessoa errada! Esse foi o meu maior erro.
Não me leve a mal. Josy está longe de ser uma má pessoa. Pelo contrário, apesar de suas constantes loucuras, ela possui um coração grandioso e incrivelmente gentil. O problema de verdade é ela ser lerda. Ser lerda é pouco. Se ela fosse uma super heroína, ela seria a SuperLerda! Se houvesse uma palavra mais forte que lerda, eu juro que ainda seria pouco para descrever minhas melhor amiga. Na verdade, acho que irei sugerir aos dicionários que coloquem o nome Josy como definição de lerdeza extrema. Por mais estranho que possa ser, eu não estou exagerando! Ela consegue superar até mesmo o primeiro computador do mundo de tão sem noção que ela é em alguns momentos.
Não é que eu ache que ela seja obrigada a me corresponder, mas depois de nove declarações fracassadas, pelo simples fato dela não entender meus sentimentos, eu passei a acreditar que amar é sinônimo de se machucar. Eu tenho ciência que ela jamais fez por mal, no entanto, coloque-se em meu lugar. Como um cara apaixonado pela mesma mulher há mais de dez anos e que já se declarou NOVE vezes sem receber qualquer resposta que não seja risos e descrença, pode permanecer bem?
Eu só queria que ela entendesse meus sentimentos, que pudesse me dar uma resposta clara. Talvez assim, meu coração passe de ser tão trouxa de continuar insistindo no mesmo erro. O fato é que eu não consigo me afastar dela, por mais que eu tente. Isso porque o universo parece trabalhar contra mim.
Josy e eu praticamente nascemos juntos. O maldito clichê dos filmes de comédia romântica água com açúcar que a Josy tanto ama e eu tanto odeio realmente aconteceu em nossas vidas – ou pelo menos, em partes. Nossas mães são amigas desde sempre. Elas se conheceram na escola, quando ainda eram crianças, e nunca se separaram. Como melhores amigas, elas decidiram que fariam tudo juntas, desde se casar a ter filhos.
Ironicamente e, estupidamente, devo ressaltar, isso aconteceu. Minha mãe conheceu meu pai e se apaixonou perdidamente por ele. Ela, por sua vez, apresentou o melhor amigo do meu pai para a mãe de Josy e puff, eles também se apaixonaram à primeira vista, ou algo assim. Como prometido quando crianças, elas se casaram no mesmo dia e engravidaram na mesma época.
Com diferença de apenas três dias, Josy e eu podemos dizer que nos conhecemos na maternidade. Crescemos juntos e, assim como nossas mães, também fazíamos quase tudo juntos. E conforme crescíamos, mais encantado por Josy eu ficava. Ela era tão fofa e inocente. A lerdeza dela sempre me fez a ver como uma pessoa frágil que precisava ser constantemente vigiada ou acabaria sendo enganada ou machucada.
Foi assim que acabei desenvolvendo o primeiro amor por Josy. Eu dizia a mim mesmo que precisava a proteger. Ainda que muito jovem, passando tanto tempo ao seu lado, era impossível não acabar gostando da menina que foi criada como minha irmã. Quer dizer, não tem como você não sentir algum tipo de carinho pela pessoa que você passa vinte e quatro horas por dia em contato. E foi assim que o segundo amor foi desenvolvido.
No entanto, acho que tudo começou quando tínhamos dez anos. Em nosso aniversário de dez anos, para ser mais exato. Também conhecido como o dia em que percebi que meu amor por Josy não era algo somente fraternal, como todos, inclusive eu, esperavam. Esse dia também ficou conhecido como o meu primeiro fracasso e decepção amorosa, afinal, foi o dia em que finalmente criei coragem para me declarar pela primeira vez.
Notas finais
Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/E6wkn6DU0rR0IoR0d3EOLi
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