— Meus Demônios.

3 •Primeiro Demônio Parte 1 — O despertar silencioso.


Notas iniciais
— Oi pessoal, vou começar um prologo que vai ter muitas surpresas para vocês. Espero realmente que gostem e tenham um pouco de paciência.

Primeiro Demônio Parte 1 — O despertar silencioso.

“Pesadelos... Seu passado... Sangue... Uma mulher sendo morta na frente de uma criança de cabelos negros e olhos prateados, repleto de sangue em seu corpo... Correr, correr não era o suficiente. Entrando em um beco escuro e se depara com a parede. Assustado, olhou para trás e viu três sombras lhe acertando a cabeça com madeiras grossas... DESPERTAR!

Levi abria os olhos arregalados com um semblante diferente, o moreno parecia fora de si ao ter acordado naquele momento. O mesmo que estava com os braços sobre a mesa e com a cabeça deitada sobre ambas, não se movia. Os fios negros de cabelo davam um destaque maior aos olhos dele, que estavam mostrando só as pupilas negras dilatadas. Um vento estranho e gélido entrava no porão ao qual fazia as velas se apagarem das lamparinas, era então que a escuridão dominava aquele local, e Levi erguia o corpo ainda sentado, levantava a cabeça na direção do teto, fechava os olhos e abria um pouco a boca para não forçar o maxilar. Ele respirava fundo por algumas vezes, e era então que escutava o som de passos indo até a direção do porão. Naquele instante o moreno tornava a abrir os olhos, com uma cor diferente, um vermelho vivo, era a cor daqueles olhos que eram a única coisa vista no escuro, aqueles olhos bem abertos, sádicos, estavam olhando na direção da porta do porão que não tinha sido fechada por ele. Os passos estavam cada vez mais perto e neste momento aqueles olhos mudavam, ficavam finos e frios, mas mantinham a cor vermelha. Fechava os olhos e agora só o escuro dominava aquele local além da luz que vinha diretamente da porta do porão. Uma silhueta feminina era o que estava agora na porta. Ela ia descendo aos poucos no escuro, mas parava na metade da escada, guiavas mãos até um bolso escondido que tinha na saia do vestido longo que tinha e ali pegava uma caixa de fósforos. A garota pegava um dos fósforos e acendia, afim de ver algo à sua frente, mas não adiantava muito.

— Olá...? — Ela dizia com um tom de voz ate trêmulo, um pouco medrosa de estar ali.

Era então que uma voz era ouvida por trás dela.

— O que quer? — Era a voz de Levi.

A jovem olhava rapidamente para trás, se assustando a ponto de perder equilíbrio. Então gritava ela ao sentir que cairia. — Aaahh!!! — Levi então levantava o braço na direção da jovem onde segurava diretamente no pescoço dela de forma firme faltando pouco para estrangular a mesma. Ela levantava as duas mãos sobre os pulsos de Levi onde segurava fechando os olhos e balançando um pouco a cabeça em sinal de negativo mostrando em sua face certa dor que sentia juntamente com medo.

A luz que tinha do lado de fora do porão ia aumentando e finalmente entrando bem naquele recinto, ao iluminar Levi, seus olhos que estavam vermelhos no escuro mudavam ficando prateados de uma maneira estranha até, porém continuava com o mesmo olhar frio. Finalmente a luz iluminava a jovem que ele estava segurando de forma estranguladora. O moreno abria um pouco mais olhos. Era a jovem do bar que tinha sido molestada pelos homens que ele tinha matado. Levi então a virava, deixando-a sobre as escadas e pondo-a sentada no degrau de cima. Ele a fitava por um momento e cruzava os braços a olhando por alto.

— Responda o que eu lhe perguntei. — Dizia Levi.

A jovem sentada respirava um pouco ofegante tomando o fôlego que lhe foi tirado. Ela deixava as duas mãos à volta do pescoço dela alisando pela dor que sentia no local. Levantava um pouco a cabeça e olhava para ele.

Me-meu pai, ele mandou... — Ela guiava a mão direita até o busto dela, tirando do decote médio que tinha um papel dobrado em 3 partes, e estendia na direção de Levi lhe entregando. — Lhe entregar isto.

Levi ainda olhando aquela jovem por cima, guiava a mão direita até o papel, onde o pegava. Ele e subia as escadas deixando a jovem para trás. Ela se levantava e olhava para Levi, o seguindo. Levi abria o papel e notava em cima dele o selo real. Ele estranhava de certa forma estar recebendo uma carta real, e então começava a ler.

“Estamos cientes do fato ocorrido na noite passada, Sr. Levi Ackerman. Como é de fato um soldado valioso para a humanidade, nós da realeza lhe faremos uma proposta para não registrar os seus crimes. Encontre-nos hoje as 23:45h na hospedaria Helfs Reis e entregue esta carta ao recepcionista, que lhe guiará diretamente ao quarto onde trataremos de lhe ofertar uma troca, seus serviços por sua imunidade.

Atenciosamente H.Reiss”

Levi ao terminar de ler a carta olhava para trás onde via a menina o olhando. Ela corava um pouco e abaixava a cabeça olhando para o chão, juntava as mãos à frente do busto ficando meio encolhida. O moreno arqueava a sobrancelha direita e se virava de frente para ela ao mesmo tempo em que dobrava a carta. Olhava para o papel e ia falando.

— O que ainda faz aqui? Não era só para entregar a carta?

A jovem virava a cabeça ao lado direito ainda um pouco envergonhada e dizia dando um pequeno sorriso acompanhado ainda do rubor sobre as bochechas.

— O meu pai, ele ficou grato por ter me salvado ontem. Ele quer que o senhor vá lá, comigo e... Tome café da manhã conosco.

Levi franzia as sobrancelhas e se aproximava da jovem novamente, parava bem próximo a ela, olhando-a nos olhos. Ela ficava corada e ainda meio encolhida de forma que ate apertava mais o busto, deixando o decote mais aparente, mas era por inocência de estar mesmo com um certo medo do homem que estava com ela. Levi abaixava o olhar que parava no decote dela e depois levantava novamente olhando nos olhos dela. Ele levantava o papel e com a mão livre segurava no tecido bem na frente do decote dela e puxava um pouco deixando que quase os seios da jovem fossem vistos. Ele ia olhando novamente o decote dela e pondo o papel entre os seios dela dizendo.

— Mais tarde eu vou querer esse papel novamente. Guarde-o pra mim, entendeu?

O moreno ia voltando a olhá-la nos olhos na curta distância em que estavam, e a jovem, com um tom de voz trêmulo, nervosa e envergonhada por não conseguir reagir, só dizia.

— Si-sim...

Levi então passava por ela novamente indo até a entrada do porão, descendo as escadas com calma, e agora ele dizia.

— Vá na frente, eu sei o caminho.

— Si-sim... — Dizia ela olhando para ele que estava entrando no porão.

Ela se virava e ia saindo daquela casa abandonada muito envergonhada e com a mão direita sobre o lado esquerdo peito. Ela até resmungava alguma coisa que não era entendida, mas aparentava estar gostando do que tinha acontecido pela expressão e o leve sorrisinho meigo que tinha nos lábios.

Levi por outro lado com o olhar frio agora que tinha uma boa luz entrando no porão, ia pegando os pertences dele que lá estavam. Ainda andava até o armário onde em uma das gavetas pegava 3 facas: Uma colocava por baixo da perna da calça na bota, outra por trás na cintura da calça, prendendo com o cinto, e a última entre a manga da camisa social e um certo tipo de munhequeira que segurava bem a faca.

O moreno olhava para a mesa onde via aquele papel, que tinha sido amassado e molhado, causador da briga anterior no bar. Ele franzia as sobrancelhas com um olhar desanimado, talvez entristecido, se aproximava da mesa onde ficava olhando para o papel e leu mais um trecho...

“... Me deixando em pedaços com palavras que você nunca diria... Tudo o que eu sempre quis era saber
os segredos que você guardava...”

Ele fechava os olhos abaixando a cabeça e andava em direção as escadas, deixando aquele papel para trás. Subia as escadas com calma, saia do porão e o fechava. O moreno por um momento ainda olhava por um momento para aquela porta, mas não fazia mais nada. Sua franja lhe cobria os olhos deixando aquele escuro que escondia bem a expressão que ele teria no momento. Sérios estavam os lábios dele, até que trincava os dentes e fechava os punhos. Se virava de costas para o porão e andava saindo daquela casa, onde iria até aquele bar.

Ao sair da casa ele caminhava sem olhar para trás e pouco tempo depois esbarrava em alguém mais alto que ele, de estatura média. Estava com uma capa escondendo o rosto. Essa pessoa se virava na direção de Levi, vendo-o passar sem se desculpar e nem sequer olhar para ela. Ele seguia focado no que iria fazer, tinha perguntas em sua mente e não se distraía com mais nada. Já aquela pessoa em quem ele tinha esbarrado levantava a mão direita até o capuz. Cabelos castanhos claros presos de forma relaxada, um óculos à frente dos olhos que brilhavam e agora que Levi estava até distante, dizia baixo.

— Te achei...

Um vento soprava a ponto de fazer a capa levantar ao balanço dele, vendo então o emblema sobre a farda da Tropa de exploração...

Continua...

Notas finais
— Ate a próxima pessoal.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.