Meus últimos dias, quero passar com você
4 Palácio, brigas e declaração
Notas iniciais
No capítulo anterior...
"Depois de organizar algumas coisas e assinar algumas obras, eu fui buscar Ayame. No pátio do colégio tinha muitos pais que estavam ali para buscar seus filhos. Falei na portaria quem eu tinha vindo buscar e o homem que ficava lá avisou a professora dela por um walkman, e mais ou menos uns cinco minutos depois eu pude ver Ayame e Hana, filha do Neji, saindo pelos portões da escola, demorou um pouco até ela me achar, mais depois de um tempo Hana apontou na minha direção e Ayame olhou pra mim com seus olhinhos arregalados e com um imenso sorriso e lágrimas nos olhos ela gritou correndo até mim, a coisa mais linda!
PAPAI!- ela disse e pulou nos meus braços"...
Agora...
(Gaara Pov's)
Depois de retribuir o abraço apertado de Ayame, ainda em meus braços ela me da um beijo na bochecha com força.
– Você veio mesmo! -Ela disse sorrindo.
– Não me diga que sua mãe te contou que eu viria? -perguntei fingindo estar indignado.
– Sim , ela contou ontem a noite. -Ela disse rindo.
– Ino..Ino...-Falei rindo.
– Onde você vai me levar papai? -perguntou Ayame sorrindo de orelha a orelha.
– hmm...onde você quer ir minha gatinha? -Perguntei meio curioso, temia oque a mente "maligna" que Ayame tinha herdado de Ino poderia querer. Eu esperava que ela falasse se jogar de paraquedas, ir ver WWE, ou ver filme da barbie, mas oque veio a seguir foi a última coisa que eu imaginaria ouvir.
– Eu quero ir a Igreja onde você e mamãe se casaram. -Ayame falou com um certo brilho especial em seus olhos. Por um segundo me permiti arregalar levemente meus olhos, mas depois um sorriso nasceu em meus lábios.
– Porque você quer ir lá gatinha? -perguntei ainda sorrindo.
– Porque mamãe sempre me diz que é o lugar mais lindo que ela já viu. Tem algo de diferente nesta igreja papai?
– Bem...-eu começei sorrindo sapeca. Como se Ino iria aceitar se casar em um lugar comum, não com dinheiro pra gastar e a criatividade da minha loirinha..Minha..Como sentia saudade do passado. Mas agora é...Apenas passado! -Não é exatamente uma igreha..Mas, fico feliz que ela ainda se lembre e que você queira ir conhecer.
– Então...Isso é um sim? -Ela perguntou com esperanças nos olhos.
– Sim. -Coloquei Ayame no chão e abri a porta do carro. -Vamos? -entroca Ayame correu pra dentro do carro já se ajeitando. Sorri, fechei a porta e entre na frente. A viajem toda ficamos conversando alegremente, minha ruivinha me contava tudo sobre um tal de Kai Hioska, confesso que fiquei com ciúmes, até ela dizer que eu sou o homem que ela mais ama no mundo...To me achando agora!
– Chegamos! -Disse após 1 hora de viajem! Era distânte do centro da cidade onde ficava a escola de Tokyo. De longe eu já podia ver o topo alto da "igreja". Os olhos de Ayame se arregalaram e brilharam ao sair do carro e se deparar com a beleza do local.
– Papai...Isto é...Um palácio? -Ela perguntou surpresa.
– Pois é..Ino pirou total né? -eu pergunto rindo.
– É lindo...Estou me sentindo uma princesa! -Ela fala rindo.- Quero me casar aqui também!!! -Ayame gritou no final, e sua voz fez um certo eco.
– Você tem que ver lá dentro... -Ela assentiu e correu pra dentro do palácio. Era extremamente grande e na parte de fora, as paredes eram feitas por pedras de diamantes. Dentro, havia um longo tapete vermelho sangue que levava até o topo, por aquele tapete Ino entrou. Enquanto eu caminhava as lembranças de anos atrás me vueram a cabeça, senti uma vontade enorme de chorar quando lembrei que uma hora eu nunca mais lembrarei disto...Nunca mais lembrarei do quanto fui feliz. Peguei na mão de Ayame e caminhei mais para dentro.
– Papai, é esmeralda verdadeira? -Ayame perguntou enquanto passava a mãos nas pedras verdes brilhosas que tinham nas enormes janelas.
– É sim. Olha, foi onde ficou o papai e mais atrás o padre. -Falei apontando para frente, havia uma mesa espaçosa e elegante, todo o local era decorado com diamantes e esmeraldas verdadeiras, santos valiosos e flores chamativas. O chão era claro, o suficiente para nos refletir como a água. Os bancos confortáveis e bem decorados. Havia muito mais para o fundo e tudo isso mostrei para minha ruivinha, que no final de tudo, não podia estar mais feliz. Nos sentamos perto de uma fonte que havia na rua.
– Papai..Você aceitaria me perder...denovo? -Ela perguntou e meu coração disparou. Será que ela sabia da minha doença? Se isso estiver acontecendo eu estaria perdido, não queri ilhares de pena sobre mim. Não preciso da pena de ninguém.
– Porque a pergunta? -Eu pergunto meio desconfiado.
– Porque....Mamãe e eu vamos embora. -Ela fala de cabeça baixa e eu dou um pulo ficando de pé.
– Oque??? Porque?? Pra onde???? -Faço mil perguntas mas não me importo. Ino não podia ir embora, ela não tinha o direito de tirar minha filha de mim denovo, apesar da primeira vez a culpa ter sido minha.
– Mamãe recebeu uma oportunidade ótima de uma agência em Kyoto. Ela não pode recusar papai, é a oportunidade da vida da mama de realizar seu sonho.
– Isso é uma atitude egoista. -eu falo com raiva e cabisbaixa.
– Egoista é eu pedir para ficarmos e estragar os sonhos da mama.
– Você não quer ir...
–Não mas..
–...Então vem comigo. -Peguei Ayame no colo e começei a voltar para o carro, quase que correndo.
– Pra onde estamos indo? -Perguntou minha ruivinha enquanto seus cabelos voavam com o vento que acabará de começar.
– Pra casa de sua mãe. -Coloquei Ayame dentro do carro e ela se arrumou. Entrei e pisei fundo no acelerador, a velocidade do carro estava tão rápido quanto meu coração. Por un tempo, uma dúvida mr fez parar e pensar..Será que eu estava fazendo isso por Ayame ou ...Por Ino? Por ter medo de perde-la novamente?.. Tirei esse absurdo de minha cabeça e me concentrei apenas na estrada.
–-*-
Então você me disse
Nunca vai dar certo é, eu te respondo
Tem que confiar em mim
Mais uma vez, sei que errei
Não jogue fora, algo assim tão bom
Prometo que essa é a última promessa
E se depender de mim você nunca mais vai, sofrer
Não quero te perder, mais uma vez
–-*-
Estacionei em frente a casa de Ino, ainda era cedo e eu ouvia Ayame chorando baixinho. Talvez ela também saiba como isso vai acabar, em uma outra briga, como sempre acabava quando eramos casados.
Desci do carro e vi Ino aparecer na porta com o namorado preguiçoso dela que estava quase dormindo em pé. Ayame desceu logo atrás de mim e a preocupação de Ino ficou bem visivel. Ela caminhou ligeiro até nós e abraçou nossa filha com força.
– Oque aconteceu? Oque você fez Gaara? -Perguntou Ino brava.
– Odeio briga de ex-marido e mulher..Te vejo amanhã Ino. -disse o preguiçoso enquanto dava um selinho em Ino oque me fez ficar ainda mais irritado e vi ele sair.
– Eu não fiz nada..E você também não vai fazer. -Falei autoritário.
– Como assim? De que você está falando? -ela perguntou confusa.
– Você não vai pra Kyoto. Não vai me separar de Ayame novamente.
– Oque? Quem você pensa que é pra mandar no que eu faço ou deixo de fazer? -Ayame se afastou com lágrimas nos olhos vendo a disculção. Eu não queria brigar, mas algo dentro de mim me impedia de desistir.
– Eu sou o pai da Ayame se você não se lembra. -falei irônico e brabo.
– Pai? -Ino começou a rir alto- Não eu não me lembro , porque faz tanto tempo que você não cumpre este papel, imagino que você já deve ter se aposentado, qualquer um faz este papel melhor que você Gaara. Nem sei porque você resolveu aparecer agora.
– Eu sabia, estava bom demais pra ser verdade. -falou Ayame baixinho entre lágrimas.
– QUE PORRA INO...EU NÃO QUERO TE PERDER PELA SEGUNDA VEZ. NÃO QUERO PERDER O MOTIVO DA MINHA EXISTÊNCIA QUE É VOCÊ E A AYAME PELA BOSTA DE UM ERRO NOVAMENTE...DA PRA ENTENDER? EU NÃO SUPORTARIA ME SENTIR SOZINHO, ABANDONADO, ME SENTIR DESLOCADO DE NOVO. EU NÃO AGUENTARIA FICAR LONGE DE VOCÊS NOVAMENTE...QUE SACO! -Gritei o mais alto que pude, Ino me olhou surpresa com os olhos arregalados e Ayame me olhou sorrindo de orelha a orelha. Bati a porta do carro com força revendo minhas palavras.-Não....Não vai embora Ino..eu te imploro.
–-*-
Por que toda vez que você sai
Parte de mim também se vai
Saiba que um dia sem você
É uma eternidade para mim
–-*-
– E oque eu faço então? -Ino perguntou baixo e quase que em um tom carinhoso, Ayame estava limpando suas lágrimas enquanto sorria.
– Vamos ficar mamãe.
– É a oportunidade da minha vida , minha princesa desculpe. -Falou Ino cabisbaixa.
– Eu te ajudo Ino...Eu posso...Te ajudar a criar sua própria agência. Eu entro com o dinheiro, e você poderá realizar todos os seus sonhos aqui..perto de mim. -Falei sorrindo timido. Só senti quando Ino me abraçou forte, forte mesmo!
– Obigada mesmo mesmo mesmo Gaara-kun! -Ela disse ainda grudada em mim.
– D-Denada..I-Ino..M-Mas eu p-preciso r-respirar p-pra poder t-te ajudar..-falei com falta de ar e ela me soltou timida.
– desculpa. -Ayame riu e eu também.
– Bem...eu já vou indo! Nos vemos amanhã, certo Ino?
– Tudo bem.
– Tchau minha gatinha. -falei abraçando minha ruivinha com força mas delicadamente.
– Tchau papi..-Ela disse e eu ri.
Quando ia entrar no carro Ayame me impedio, me olhando com uma cara de reprovação.
– Está faltando algo! -ela disse mandona.
– Aya-chan! -repreendeu Ino. Mas de nada adiantou, Ayame era teimosa, mas isso não sei de qual de nós dois ela herdou. Talvez um pouquinho de cada.
– Hmm...certo! -Dei um beijo na bochecha de Ino delicadamente e vi Ayame sorrir satisfeita.
– Agora sim..até amanhã papai. -Ayame disse feliz.
– Até amanhã sua sapeca. -Falei rindo e FINALMENTE consegui entrar no carro e ir embora..mesmo sem eu querer ir.
–-*-
Lembra, você me disse nunca vai dar certo, ok
Mas pense nisso, o que é certo para mim,
Pode não ser pra você
Deixe o futuro pra depois
Não vai ser como, recomeçar do nada, pois
Nada pode mudar o que já começou
Então faça agora, tudo isso valer a pena
–-*-
(Ayame pov's)
Depois do jantar alegre e descontraido que tive com minha mãe, era hora de ela me botar pra dormir. Sim, eu sei que já sou quase adulta e tenho que parar de dormir abraçada com meu ursinho e perder a mania de dormir apenas com os carinhos da mamãe, mas todo adulto tem que ter seu lado infântil, certo? Enfim..Agarrei meu pufi, era assim que eu chamava minha ursinha branca e eu peguei também o namorado da minha ursinha, o doutor Teddy. Eles tem uma linda história de amor...
Virei para mamãe já abraçada com a Pufi e o Doutor Teddy que usava um óculos preto, tão kawaii..Mamãe começou a me dar cafuné..Encontrei minha paz.
– Onde seu pai te levou hoje? -mamãe perguntou baixinho no meu ouvido.
– No palácio. -falei de olhos fechados.
– P-Palácio? -mamãe gaguejou e eu dei uma risadinha baixa.
– Sim..pedi para papai me levar na igreja onde vocês tinham casado. É lindo mamãe.
– Sim, eu sei. -Dito isso ficamos em silêncio, e quando eu estava a um passo de dormir, mamãe se levanta e começa a sair do quarto.
– Mamãe. -eu a chamo com oa olhos abertos.
– Sim minha princesa? -ela fala da porta em tom doce.
– Eu te amo. -Eu sorri e ela retribui.
– Eu também te amo filha, bons sonhos..-Ela fechou a porta, e em meio a escuridão que ali se fez, eu adormeci ...feliz.
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