Meu ultimo ano

15 Vamos jantar?


Notas iniciais
Capitulo novo!! O próximo será o maior até agora e terá varias revelações, então espero que continuem acompanhando ^^ Deixem seus comentários, vou adorar ler ♥

Caminho por um tempo até chegar no supermercado, entro, pego um carrinho de compras e começo a procurar o que quero. Na seção de bebidas pego dois pacotes de garrafas de água, cada um com 12; umas 3 embalagens de suco de laranja e seis achocolatados. Percorro com o olhar algumas seções, paro em uma e pego escova de dente, três embalagens de creme dental, shampoo, condicionador, creme de hidratação para os cabelos e sabonete.

Acho que seria bom pegar algo pra comer, entro na seção dos biscoitos e pego alguns pacotes, de vários tipos, tanto integral como recheado. Sigo para a próxima área do supermercado, pego sal, açúcar, creme de leite, leite condensado, orégano e pimenta, que por enquanto, creio ser o suficiente. Confiro minhas compras, caso eu precise de alguma outra coisa voltarei mais tarde, mas por enquanto só vou levar isso, assim terei tempo de organizar uma boa parte das caixas.

Pago as compras no cartão, chamo um taxi e saio do supermercado, no caminho vou conversando com minha mãe pelo telefone, chego em casa de uma hora, exatamente, meu estomago não para de roncar. Aquela sensação de ter minha alma se estilhaçando de fome retorna, eu obviamente não tenho o que comer em casa e com certeza não quero viver a base de biscoito. O taxi para, desço, retiro as compras e pago a ele com o dinheiro que tinha na carteira, ao entrar em casa eu separo as sacolas, deixando os alimentos e temperos no armário da cozinha e os sucos e as garrafas de água na geladeira, as escovas e pastas de dente no banheiro.

Ah! – Suspiro, me jogando na cama. – Acabei.

Agora só me resta separar as caixas, organizar, verificar, anotar o que falta comprar, almoçar... ou seja, só fiz 1% do que tinha que fazer. Eu não tenho mais forças pra sair e comer alguma coisa, me sinto tão morta, parece que uma manada de elefantes extremamente obesos passou por cima de mim. Meu estomago começa a reclamar de novo, me levanto da cama e vou relutante em direção ao Kane, depois de me sentar peço um almoço normal. Meu prato não demora a chegar, termino a refeição aproveitando para saborear cada garfada, o suco natural de maracujá também estava ótimo.

Depois de pagar, não só a refeição de hoje, mas todo o valor que estava na conta, me despedi do Charles, que parecia feliz em me ver, ele é uma pessoa incrível, já nos conhecíamos antes que eu começasse a frequentar o restaurante, por causa do meu pai. Como eles eram amigos eu sempre ganhava descontos e era a primeira a saber das promoções, muitos descontos eram para clientes em grupo e para ganhar esses benefícios eu sempre levava as meninas. Foi assim que elas acabaram conhecendo o Kane e esse lugar meio que se tornou nosso ponto de encontro, é provável que tenha se estendido a Jay também, já que agora ela faz parte do grupo.

Saio do Kane e volto para casa, o tempo passou mais depressa do que eu imaginava, creio que já sejam duas ou três da tarde. Jogo minha bolsa no sofá e luto para não me jogar também, como estou morta de cansada decido apenas separar as caixas e deixar para arrumar depois de dormir um pouco. Me sento no chão frio da sala de estar, cercada por inúmeras caixas de papelão, abro cada uma e olho o seu conteúdo, os itens de cozinha eu obviamente coloquei na cozinha; tudo que envolvia papeis soltos, cadernos, bolsas, roupas, livros e maquiagem foram parar no meu quarto; os itens de banheiro foram para o banheiro e assim por diante.

Quando termino de separar as caixas, vou para o meu quarto, visto um pijama bem confortável e deito na cama, estava tão cansada que nem reparei a hora que fui dormir, acordo com o barulho de uma moto. Me levanto, já bem mais descansada, olho pela janela e vejo um homem descendo da sua moto com uma caixa na mão, dá pra ver a marca da pizzaria estampada no veículo. Jack aparece, paga a pizza e entra, o homem em seguida anota algo em uma caderneta e sai; depois que a rua fica deserta de novo, eu saio de perto da janela e me dirijo ao banheiro, lavo o rosto e mantenho a mesma roupa, pois já que não vou sair pra canto nenhum é bem mais cômodo continuar assim.

Abro as caixas que continham livros e começo a arrumar a estante, nem cinco minutos se passaram e escuto a campainha ressoar pela casa, não estava esperando ninguém então fico um pouco receosa. Mesmo assim coloco um sutiã por baixo do pijama e desço as escadas dizendo:

— Só um minuto. – Em um tom mais algo para que a pessoa pudesse ouvir.

Não obtive resposta, caminho e paro em frente a porta, coloco a mão na maçaneta, mas não abro. Eu deveria ter vestido uma outra roupa, pelo menos não ficaria tão desconfortável como estou agora.

— Quem é? – Pergunto, ainda com a mão na maçaneta.

— Sou eu. – Ouvi a voz do Jack do outro lado da porta, mas o que ele está fazendo aqui? – Quero saber se você não quer jantar comigo lá em casa?

O que? Eu ouvi bem? Essa situação me pega muito de surpresa, nunca imaginei que o Jack pudesse me convidar pra jantar, isso é mais uma prova do quanto ele realmente mudou e do quão diferente está do outro Jack que eu conhecia.

— Mei, você tá ai? – Ele pergunta depois de uma pequena pausa, que acredito ter sido feita para que eu desse a minha resposta.

— É... sim, eu posso ir, mas antes tenho que trocar de roupa.

— Não se incomode, você não precisa se arrumar pra ir na minha casa.

— Eu sei, mas também não posso ir de pijama. – Devolvo.

— Ah! – Ele pareceu rir. — Tudo bem então, eu espero.

— Não precisa, eu vou te encontrar lá. – Digo, afinal, não quero que ele fique me esperando do lado de fora.

— Eu não me importo de esperar.

Eu já ouvi essa frase e lembro perfeitamente de quando foi, é bom ouvir de novo, mas ao mesmo tempo é estranho, fico instantaneamente mais feliz e não consigo conter um sorriso.

— Prometo ser rápida, já volto. – Falo, sem esperar a resposta dele, e saio correndo em direção ao meu quarto.