Meu ultimo ano

11 O novo vizinho


Notas iniciais
Capitulo novooo!!! Deixem seus comentários ^^

Mesmo tendo ido dormir tarde acabo acordando mais cedo que o previsto, são seis horas, portanto, tenho tempo suficiente de fazer minha lista e ir comprar as coisas antes que o caminhão chegue. Levanto, vou ao banheiro, tomo banho e depois de pentear os cabelos volto para o quarto.

O clima mudou drasticamente de ontem pra hoje, está mais agradável, mas também mais frio, devido a isso a roupa que escolhi para sair tem como resultado: uma blusa branca com mangas coladas que vão até o cotovelo, uma saia xadrez verde com preta que vai até a coxa, sapato preto, um gorro e por fim minha pequena mochila verniz preta. Só consegui trazer na minha viagem 3 bolsas, uma simples que eu usei ontem, essa mochila e uma bolsa maior na cor marrom.

Termino de me vestir, decido não fazer nenhum penteado e deixar o cabelo solto; abro a minha bolsa de ontem e pego meu caderno, fora os dois travesseiros, a colcha de cama e as garrafas de água eu não sei o devo comprar, preciso primeiro que minhas coisas cheguem para que eu veja o que falta. É possível que minha mãe tenha enviado mais algumas coisas sem que eu saiba, dessa forma só vou comprar o que já tinha planejado.

Pego meu cartão e o coloco dentro da mochila, caso eu sinta fome poderei comprar alguma coisa em uma lanchonete próxima. Depois de organizar tudo, saio de casa, caminho por bastante tempo, uns 40 minutos eu acho, até chegar no centro da cidade, dou olhada em algumas lojas, mas nada me agrada e, além disso, o preço está muito alto. Decido olhar no shopping, não é longe, só 20 minutos daqui, lá costumava ter uma loja de dois andares chamada Dream, e sim, o nome corresponde ao conteúdo, só espero que ela não tenha sido fechada.

Corro até lá, entro, subo pela escada rolante até o segundo andar e me surpreendo pela loja ainda estar lá, com modificações, lógico, mas do jeito que eu me lembrava. Dream é basicamente uma loja de decoração, aqui existe tudo que você possa querer nesse quesito, eles têm porta lápis, quadros, espelhos, aquários, plantas, travesseiros, baús e etc... Começo a procurar travesseiros, encontro um extremamente macio e peludo e outro maior, só que sem os pelinhos; eu meio que tenho uma paixão por coisas fofas então fico dividida.

Decido comprar dois do maior, porque são mais eficazes pra mim, e um pequeno peludo. Eu sei que não ia ser útil já que eu estava levando outros dois, mas ele era tão lindinho que não posso evitar de comprar. Procuro meu celular na mochila para ver que horas são mas não o encontro, o desespero vai se apossando de mim, posso ter perdido no shopping, ou nas lojas do centro, mas pra ser sincera eu não lembro de pegar nele desde que sai. Então me ocorre que posso ter deixado em casa, o que é um problema, porque se eu não estiver em casa quando o caminhão chegar eles vão ligar para o meu celular e se eu não atender ninguém vai ficar esperando.

Eu realmente tenho que voltar, mas são mais de 40 minutos a pé, droga, como eu fui esquecer o celular!? Vou pra fila, minha sorte é que só tem 2 pessoas na minha frente, pago os travesseiros e em seguida saio do shopping com duas sacolas arco íris da Dream. Corro até o centro, creio não ter demorado os vinte minutos que fiz na ida, daqui o caminho é maior por isso preciso ir bem mais rápido, durante meu percurso penso em chamar um taxi, mas desisto, não posso ficar gastando dinheiro à toa.

Apresso o passo, creio ter demorado 20 minutos para chegar na minha rua, da esquina vejo o caminhão de mudança em frente de casa, cheguei a tempo, por pouco. Uso o resto das minhas energias para correr até em casa, na calçada estão espalhadas caixas de papelão, o estranho é que está tudo em frente à casa do vizinho. Me abaixo para olhar o que está escrito nas caixas...

— Ei! Jovem, o que você está fazendo?

Direciono meu olhar para o dono da voz: um homem que acredito estar na faixa dos 40 a 50 anos, por causa dos cabelos cinzentos, além disso, bem vestido, sua aparência me lembrava a de um professor universitário.

— Me desculpe, achei que fossem minhas coisas, podiam ter se enganado com a casa.

— Ah! – Sorri. – Mora nessa casa? – Ele pergunta apontando para o lado.

— Sim, senhor, minha mudança chega hoje, por isso eu queria...

— Tudo bem.

Ele me olha mais um pouco, parece bem ocupado, não quero tirar mais o seu tempo.

— De qualquer forma, é um prazer conhece-lo, eu me chamo Mei, se precisar de alguma ajuda pode bater na minha porta.

— Meu nome é Daniel. – Ele estende a mão para que eu o cumprimente e assim o faço. – É muito gentil da sua parte, mas é o meu filho que vai morar aqui, estou só colocando as caixas dentro de casa.

— Seu filho? – Pergunto.

— Isso.

— De qualquer forma, se precisar de ajuda pode chamar.

— Fico agradecido, é bom saber que ele vai ter uma vizinha legal para variar.

— Desculpa a pergunta, mas como assim para variar!? – Insisto.

— Sabe, quando ele era bebê nossos vizinhos eram extremamente baderneiros, nos mudamos logo, os outros eram uma família complicada e a criança aparentava ser bem problemática, nossos vizinhos atuais são... como posso dizer!? Insuportavelmente barulhentos, então... — Ele faz uma pausa.

— Entendo! – Dou um sorriso discreto, esse homem parece ser bem sério, vou tomar mais cuidado com o que digo. – Eu tenho que ir agora, até logo.

— Até, foi um prazer conhece-la.

— O prazer foi meu. – Digo saindo da frente de seu quintal, tomando o máximo de cuidado para não bater em nenhuma caixa.