Meu ultimo ano

13 O garoto da estação


Notas iniciais
Espero que gostem ♥

— Você!!! – Exclamo surpresa.

Ele sorri, balança a cabeça para afastar alguns fios de cabelo, que estavam tentando incansavelmente cobrir seus olhos, e diz:

— Temos que parar de nos encontrarmos assim, um de nós vai acabar se machucando.

— Foi você que esbarrou em mim da primeira vez. – Digo tentando me inocentar.

— E da segunda vez? – Ele pergunta, colocando a caixa no chão e pegando outra das minhas mãos, me deixando carregar apenas uma.

— Eu não sabia que carregar essas três ia ser tão difícil.

— Não tô falando dessa vez.

— Mas.. — Faço uma pausa curta. — Só nos vimos 2 vezes.

— Na verdade não, lembra quando você ia cair no parque e alguém te segurou!? – Ele pergunta. – Talvez você não tivesse visto, mas...

— Foi você!! – Exclamo novamente, interrompendo sua frase. – Desculpa, não ter te agradecido.

— Pode fazer isso agora. – Ele fala e sorri, eu não havia percebido antes, mas o sorriso dele é muito bonito, extremamente encantador e cativante, me deixa bem. Tinha outra pessoa que me fazia sentir assim, olhando para esse garoto, agora, me lembro do Jack, fisicamente existem semelhanças, não muitas, mas existem. Além disso, ele é bem mais espontâneo e simpático, sendo sincera, o Jack era completamente antissocial, não por timidez, mas sim pela personalidade.

— Obrigada por me ajudar no metrô e por não me deixar cair no parque, sem sua ajuda eu teria ficado perdida. – Afirmo, tentando deixar minha sinceridade transparecer.

Ele pareceu surpreso, só que quase instantaneamente voltou ao normal.

— Precisa de ajuda com isso? – Ele pergunta.

— Se você não tiver ocupado, sim, eu só preciso colocar essas caixas na sala.

— Eu estou livre agora, meu pai já tinha arrumado quase tudo quando eu cheguei, inclusive, ele me falou da “vizinha gentil”, só que eu não sabia que era você.

— Espera aí, você é o novo vizinho? – Questiono.

Ele confirma com a cabeça.

— É muita coincidência... – Começo.

— Também acho, mas de qualquer forma vamos levar isso pra dentro.

Levo minha única e humilde caixa de papelão para a sala, ele vem logo atrás, depois de dez ou quinze minutos nós terminamos.

— Pronto, essa é a última. — Ele diz colocando a caixa no chão.

— Obrigada, eu fico te devendo uma.

— Quando eu tiver precisando, vou cobrar.

Ele se dirigi a porta, abre e assim que chega no caminho do jardim, me lembro de algo.

— Ei! Eu ainda não sei o seu nome. – Digo segurando a maçaneta da porta.

— Ah! É Jack.

Notas finais
AVISO: Vou viajar amanhã pela manhã e por causa disso não terei como responder os comentários, caso eu consiga internet por lá irei postar um outro capitulo e responder os comentários pendentes. Obrigada a todos :3