Meu ultimo ano
22 Festa de inauguração
Notas iniciais
Corro para a tomada perto da cama e coloco meu celular para carregar, em seguida vou ao banheiro e começo a ondular meus cabelos, as meninas não chegaram ainda, o que eu acho bem estranho. Mas, talvez, eu não tenha demorado tanto tempo assim afinal; quando estou quase terminando de arrumar meu cabelo, a porta se abre.
— Mei, você tá aí?
— No banheiro. – Grito em resposta.
— Desculpa o atraso, a gente não conseguiu encontrar muita coisa. – Jay diz.
— Tudo bem, tô só terminando de fazer o cabelo, já eu saio.
Acredito que elas entraram no quarto e começaram a se organizar, saio pouco tempo depois.
— Ficou lindo, Mei. – Mel admira.
— Obrigada. – Faço uma pausa, mas completo em seguida. – Eu quero contar uma coisa para vocês.
— O que foi? Você encontrou com a Jennifer? – Faith questiona.
— Não, eu fui à casa do Jack de novo.
— Ele te convidou? – Ela volta a perguntar.
— Eu fui pedir para ele chamar um táxi pra mim e basicamente saí de lá com novas informações sobre a vida pessoal dele.
— Coisas que ajudam com o plano? – Mel indaga.
— Na verdade não, mas o que ajuda é saber que ele confia em mim para contar esse tipo de coisa, disse que somos amigos e que me ajudaria sempre que eu precisasse.
— Isso é um grande passo, Meei. – Jay pega na minha mão. – Acho que vamos conseguir e você nem precisa mais da nossa ajuda para se aproximar dele.
— Ei! O papo tá bom, mas vamos nos arrumar, a festa começa as seis e já são quase três, lembrem que eu tenho que chegar mais cedo. – Faith nos adverte.
Começamos a nos vestir, Mel resolveu arrumar os cabelos também e fazer um peteado, que não deu muito certo e Jay teve que finalizar. Faith deixou suas curtas madeixas soltas e Jay alisou as dela; as meninas me mostraram as coisas que tinham comprado, um vestido mais bonito que o outro, nos vestimos e por volta das cinco e meia começamos a maquiagem.
Jay parece ser uma profissional nesse tipo de coisa, ela conseguiu nos deixar lindas como deusas e eu nunca havia me achado tão bonita em toda minha vida, não sabia que poderia ficar tão chique.
— Bom, estamos prontas, podemos ir? – Faith pergunta.
— Vou só pegar meu celular. – Digo, tirando ele do carregador. – Agora podemos ir.
Escuto umas vozes do lado de fora, no corredor.
— Vocês acham que são.. – Jay começa.
— Os meninos? – Mel interrompe, fazendo uma cara de decepção.
— Mel, vai dar tudo certo, você não é obrigada a estar o tempo todo com ele, além disso, eu acho que ele vai te tratar bem. – Jay tenta tranquilizá-la.
— Até porque se ele te fizer mal, nem vivo dessa festa ele sai. – Digo.
Todas olham pra mim e começamos a rir dois segundos após, saímos do quarto
— Eles estão ali. – Aponto para o Kevin e o Josh, que parecem completamente perdidos, do outro lado.
— Ah! Vocês estão aí. – Josh vem ao nosso encontro. – Desculpe, nós não sabíamos se teríamos que nos encontrar na festa ou se tínhamos que vir buscar vocês.
— Sem problemas, não precisavam se dar ao trabalho, poderíamos ter nos encontrado lá. – Faith responde.
— Você está linda. – Kevin fala, olhando pra Faith.
— Obrigada, você também está super elegante.
— Preciso estar à altura, soube que a festa ia ser coisa da sociedade rica.
— É uma festa normal, não precisa exagerar tanto assim.
— Você está bem? – Josh pergunta para a Mel.
— Claro, e você?
— Meio constrangido, mas tô bem.
— Então, já que os casais se encontraram, podemos ir? – Jay lança a pergunta no ar.
— Alguém sabe o caminho? – Kevin parece realmente estar muito perdido.
— Eu vou na frente. – Faith declara.
Caminhamos pelo corredor, pegamos o elevador e chegamos na área de descanso da recepção, atravessamos a piscina pelo caminho mais interno e depois do jardim, que é indiscutivelmente um dos mais bonitos da cidade, chegamos na área externa do hotel. De cara já dá pra ver a piscina nova, o bar que fica dentro dela e a área de balada, de onde vem um som bem alto.
— Sensacional. – Deixo escapar minha perplexidade.
— Faith, isso tá maravilhoso. – Mel diz, encantada.
Não haviam muitas pessoas ainda, o pai de Faith está uns metros da piscina, conversando com um homem muito bem vestido, a batida da música parece nos convidar para dançar, mas a primeira coisa que meus olhos realmente se prendem é o buffet que está sendo exposto nas mesas.
— Faith! — Ele diz quando nos aproximamos. – Oi, meninas, como estão?
— Bem, e o senhor? – Mel pergunta.
— Excelente. – Ele olha para mim. – Eu lembro de você...
— Sou a Mei, senhor Siller, eu estudava com a Faith. – Completo.
— Mei, você não foi a que se mudou?
— Sim, mas voltei para terminar o ano.
— Seja bem vinda de volta, querida.
— Obrigada, é realmente um prazer estar aqui, a festa está linda e eu amei a piscina.
— Ora, fico agradecido... – Ele olha para os rapazes e pergunta. – E vocês, quem são?
— Sou Josh, senhor, é um prazer te conhecer.
— Kevin, é um prazer.
— É um prazer conhecê-los. – O pai de Faith olha para ela e para os meninos umas duas vezes até que diz: — Ah! Já entendi, ok, não vou atrapalhar mais, se divirtam, mas com responsabilidade, viu?
— Sim, obrigada. – Jay agradece.
Damos umas voltas pelo lugar e as pessoas começam a chegar, uma a uma o ambiente vai ganhando vida. A música se torna mais alta e sou obrigada a levantar o tom de voz para falar com as meninas, escolhemos não ficar no bar, mas pegar uma mesa mais próxima do jardim, com vista completa para a piscina e as luzes.
Josh e Faith parecem se dar bem, Kevin parece querer que Mel se sinta confortável e eu fico aliviada por vê-la mais empolgada, está até sorrindo enquanto conversa com ele, talvez não seja tão ruim como ela imaginou. Com meia hora de festa, tudo já estava lotado, todas as mesas ocupadas e o bar funcionando a mil por hora.
— Ninguém vai dançar? – Levi chega super alegre, convidando a gente para curtir com ele, mais próximo da balada.
— Eu ia amar. – Jay se levanta.
— Bora lá. – Ele a puxa para a pista e eu fico observando como Jay dança bem, acho que até mesmo o Levi ficou chocado.
— Ela parece estar se divertindo muito, né? – Digo.
— E você, Mei? – Faith pergunta.
— Eu acho que quero beber alguma coisa.
— Quer que eu pegue pra você? – Kevin se oferece.
— Não precisa, quero ver as opções, volto já.
Levanto-me em direção a mesa do buffet, muitas opções de bebidas e mais ainda de comida, pego um pequeno prato da pilha deixada para nos servir e escolho um pedaço de torta e um coquetel sem álcool.
Na ponta da mesa estão expostos vários sabores de mochi, nunca imaginei que teria isso aqui, então eu simplesmente coloquei três no prato, morango, chocolate e outro que não sei o sabor. E enquanto estou decidindo se pego mais algum ou se já passo pras bebidas, vejo o Peter e o Mark sentados no degrau que leva do corredor para a área da piscina, em pouco segundos resolvo ir falar com eles.
— Oi, meninos, não estão gostando da festa?
— Eu não estava com muita vontade de vir, mas fui meio que obrigado. – Mark responde.
— A gente te conhece? – Peter questiona.
— Ah! Verdade, você não chegou a me conhecer ainda, meu nome é Mei.
— E vocês se conhecem de onde? – Ele pergunta novamente.
— Da piscina, hoje de manhã. – Mark fala.
— Hm, então foi com você a confusão da onda gigante?
— Comigo e com as minhas amigas.
— Entendi, bom, meu nome é Peter.
— Prazer Peter, alguém quer? – Indago, oferecendo a eles o que coloquei no meu prato.
— Não, isso é o que? – Peter aponta para o mochi.
— Não conhece? É mochi, isso é uma delícia, prova aí.
— Tá bom. – Ele pega um e morde com vontade. – Hm... é bom mesmo.
— Não disse!?
— Bom, eu acho que agora vou fazer outra coisa, dançar, comer, não sei, não quero ficar a festa toda sentado aqui igual ao Mark. – Peter diz se levantando e indo para a mesa de buffet.
— Ele acha que eu não sei curtir uma festa, mas na verdade eu só não tô muito afim. – Mark se defende.
— Não tô te julgando. – Digo, me sentando ao seu lado.
— Sei disso.
Começo a comer meu mochi, tá tão perfeito, como o outro e olho para o Mark.
— O que foi?
— Nada, eu acho que vou voltar para o quarto.
— Aconteceu alguma coisa pra você ficar assim?
— Problemas pessoais, não queria falar sobre.
— Entendo, eu estou nessa situação também, mas não vou ficar a festa toda sem comer por causa disso.
— Eu não tô com muita fome.
— Você pode beber alguma coisa.
Ele me encara e eu fico meio constrangida.
— Pode ser. – Ele se levanta.
Levanto-me e o sigo até a mesa, Peter já está dançando na balada, segurando um copo e conversando com um cara que nunca vi na vida, Mark pega um copo e coloca um pouco de vinho. O lugar em que as meninas estavam está vazio e percorrendo o olhar pelo ambiente não consigo vê-las, mas encontro uma pessoa que nunca esperei ver, pego Mark pelo braço e o puxo para trás de uma pilastra no corredor.
— O que ela está fazendo aqui? – Pergunto.
— Ela quem? – Mark me olha confuso.
— Ninguém.
— Você correu como se estivesse fugindo da polícia.
— Precisamos encontrar as meninas, não podemos deixar que ela veja a gente aqui.
— Mei, o que tá acontecendo?
— Que tal um pouco de ação para sua noite tediosa?
— Só se você me explicar depois.
— Conto, vem comigo.
Nos esgueiramos pelo corredor, tentando não ser vistos, Jennifer parece muito feliz enquanto dança com aquele desconhecido, essa garota me tira do sério.
— Você está vendo algum dos seus amigos? – Pergunto.
— Não.
— Droga, pra onde eles foram?
— Para um lugar mais quieto, talvez.
— É uma boa ideia, quem sabe o jardim!?
Corremos até chegar no jardim, mas ao invés de encontrar as meninas encontramos um casal se pegando e saímos rapidamente.
— Será se eles não foram para a balada? – Mark pergunta.
— Eu posso ligar pra elas, mas não sei se iriam atender.
— Vamos para a recepção, lá não deve ter ninguém e você pode tentar.
— É uma boa ideia, mas podemos dar uma olhada perto de onde estávamos antes, vai que elas foram para mais perto da piscina.
— Você não disse que não queria ser vista!?
— É, mas ninguém vai reparar em mim se eu estiver escondida.
— Ok... apesar de que eu acho uma péssima ideia.
Voltamos para o lugar onde o buffet estava sendo servido, passamos discretamente em frente ao bar, a balada e quando eu estou dando a volta na piscina, tropeço na grama com meu salto e caio no chão.
— Tá tudo bem? – Mark pergunta, me dando a mão.
— Tá sim, é por causa do salto.
— Machucou?
Eu abro a boca para responder, mas vejo Jennifer vindo para perto, sem ter certeza de que ela me viu ou não, levanto desesperadamente e tento me esconder, mas não tem onde, quando estou quase surtando, Mark me puxa para um canto, atrás de uns arbustos, extremamente rápido.
Por entre as folhas, vejo Jennifer passar, certamente ela não me viu e se viu, deu uma de desentendida.
— Pera aí um minuto, é da Jennifer que você está se escondendo?
— Você conhece ela? – Pergunto em estado de choque, me virando bruscamente em sua direção e só então reparo que estávamos tão próximos um do outro que no instante em que me virei nossos narizes se encostaram. – Desculpa. – Me afasto.
Ele também insinua estar um pouco desconfortável, mas continua me olhando.
— É dela que você está fugindo?
— De onde você a conhece?
— Ela é irmã de uma das minhas colegas da faculdade, sempre aparece por lá, mas não vem ao caso, por que você está fugindo dela?
— Não posso te contar agora.
— Eu disse que ajudaria se você me contasse.
— Eu vou, mas agora não da.
Ele morde o lábio inferior como se estivesse chateado ou apenas pensando e olha para a área da piscina.
— Não tô vendo mais ela, podemos ir procurar suas amigas.
— Você ficou bravo? – Pergunto tentando olhar para o seu rosto, mesmo ainda constrangida. – Não foi minha intenção.
— Não, só não entendo... vem, levanta. – Ele pega minha mão e tenta me levantar, mas eu sinto uma dor muito forte no tornozelo e volto a cair.
— Não consigo. – Digo colocando a mão no lugar que irradia a dor.
Ele se agacha ao meu lado.
— Bom, talvez você possa ter torcido, mas calma, primeiro eu levo você daqui e depois resolvemos isso, é melhor tirar o sapato.
Faço como ele pediu.
— Meu Deus, dói muito.
— Segura em mim, eu tiro você daqui aí podemos ligar para suas amigas, um médico e quando der pode me explicar seu medo da Jennifer.
— É uma boa ideia, mas você não acha que vamos chamar muita atenção se me carregar por aí.
— No máximo vão achar que você tá bêbada.
— É possível, ok, então tudo bem.
Ele me pega no colo e num minuto já estamos no corredor, longe da festa.
— Pra onde a gente vai? – Ele questiona.
— Para onde não tem ninguém, eu acho.
— Recepção?
— Não.
— Jardim, a área da outra piscina...
— Também não é uma boa ideia.
— Então desse jeito só sobram os quartos.
— É! Um lugar sem ninguém, que eu posso ligar pras meninas e ainda ser atendida por um médico.
Ele para no meio do corredor.
— Mei, você realmente não se tocou que está permitindo um estranho entrar no seu quarto!?
Olho pra ele e percebo que realmente não seria muito inteligente da minha parte fazer esse tipo de coisa.
— Bom...
Ele sorri e revira os olhos.
— Qual é o seu quarto?
— Me coloca no chão, eu acho que consigo andar.
— Tem certeza?
— Eu não tenho certeza de nada, mas quero tentar.
No momento que piso no chão sinto uma forte dor e me seguro na camisa do Mark.
— Ok, não foi uma boa ideia. – Digo, permitindo que algumas lagrimas fujonas escorram.
— Posso levar você agora?
— Por favor.
Mark me segura no seu colo de novo, com uma certa delicadeza, e eu coloco minha cabeça no seu ombro, sinto um cheiro agradável de perfume masculino e tento me concentrar no aroma e não na dor, que agora parece ter ficado maior.
Subimos de elevador e ele me coloca sentada com cuidado no sofá da pequena área social no andar do nosso quarto, que eu nem lembrava que existia, quer dizer, quantas vezes vim aqui e não reparei nesse cantinho? Nem é tão imperceptível assim.
— Eu vou ligar pro Josh, ele tá sempre com o celular.
Me deito no sofá, coloco meus saltos no chão, Mark levanta com o celular em mãos e o escuto conversar com um dos meninos, porque nem ao menos sei se foi para o Josh mesmo que ele ligou, não prestei atenção na conversa, só queria que a dor diminuísse.
— Mei?
— Hm...
— Eu liguei pro Josh, ele não atendeu, mas consegui falar com o Kevin, ele não sabe onde a Jay está, mas já estão indo procurar ela pra vir pra cá.
— Obrigada.
— De nada, você quer que eu ligue pro médico?
— Não precisa, Faith pode conhecer alguém aqui no hotel.
— Bom, eu vou te levar pro quarto, mas não se preocupe, não vou ficar lá, ok?
— Relaxe, você não parece ser do tipo de cara que faria alguma coisa visto a minha situação.
— Nesse ponto está certa, não sou imbecil.
Deixo uma lágrima escorrer pelo meu rosto, mas a enxugo brevemente, ele me leva para o quarto e eu agradeço em segredo por Faith ter me dado uma chave quando eu saí sozinha hoje mais cedo, se não eu estaria em péssimas condições.
— Qual sua cama?
— A de casal.
Ele me acomoda confortavelmente.
— Desculpa se eu te pressionei com a história de me contar por que você estava fugindo, não quis ser indelicado.
— Não, eu te arrastei para uma coisa que você não precisava ter se metido, desculpa, por tudo mesmo, por ter feito a gente ficar no mato, por te fazer se esgueirar pelo hotel, por correr pra lá e pra cá e por me carregar até aqui.
— Olha, apesar de você ter se machucado, eu me diverti. — Ele sorri.
— Mark, tá doendo muito...
— Deixa eu dar uma olhada. – Ele se aproxima do meu pé e verifica alguma coisa. – Tá roxo, com certeza você torceu, acho que eu vou te levar para o hospital.
— Mas e o pessoal?
— Eu ligo pra eles e aviso.
— Mei! – Escuto a voz da Mel quando a porta se abre.
— Meu Deus, o que aconteceu com você? – Faith pergunta.
— Eu caí. – Digo simplesmente.
— Mark, você pode pegar ela? Temos que ir para o hospital, vou avisar a pai no caminho que não pude ficar até o fim da festa. – Faith elabora a ideia.
Nós todos descemos até a recepção, nesse ponto eu já não evitava mais de chorar, mas devido sermos nove pessoas, todos os meninos, com exceção do Mark, foram obrigados a ficar no hotel, o resto de nós seguiu para o hospital. O que é um pouco absurdo se levar em conta que, com o motorista, éramos seis, tudo porque nenhuma das meninas quis ficar no hotel.
Felizmente, ao chegar no hospital, eu sou atendida e medicada em tempo recorde, meu tornozelo é imobilizado e o médico me passa todas as recomendações, a dor pode demorar até 14 dias, mas o tratamento continua por no mínimo um mês. E pensar que isso tudo aconteceu numa falha tentativa de andar de salto, certamente eu piorei minha situação ao levantar bruscamente e correr para me esconder da Jennifer.
Depois de escutar todas as recomendações, ele me pergunta como está a dor e digo que melhorou muito com o medicamento, o médico me pede para voltar em duas semanas ou antes se eu sentir que possa ter acontecido algo diferente. Agradeço pelas orientações e volto com ajuda do Mark para a entrada, na recepção.
— E então? – Jay pergunta.
— Vou ficar assim por pelo menos um mês.
— Pelo menos estamos de férias, você vai estar melhor quando começarem as aulas. – Mel tenta me consolar.
— Vamos chamar um carro pra te deixar em casa. – Faith diz.
— Não, eu preciso falar com vocês e Faith, você não pode perder a festa.
— Eu só ia fazer um agradecimento, mas pai pode fazer por mim.
— Eu não quero que vocês percam a festa por minha causa, nós vamos para o hotel e amanhã de manhã eu vou pra casa.
— Combinado. – Mel declara.
— Mas o que você precisa contar pra gente? – Jay pergunta, enquanto Faith chama um novo carro.
— Eu vi a Jennifer na festa.
— O que? O que ela tava fazendo na minha festa?
— Hm.. então todas tem problemas com ela? – Mark pergunta.
— É, exatamente isso. – Digo, olhando pra ele.
— Pera, como que ele sabe?
— Meio que fugimos dela, ele me ajudou a não ser notada e de quebra ainda a conhece.
— Mas não somos próximos, nem amigos, só a conheço porque é irmã de uma das minhas colegas de faculdade.
— Eu tive medo de você dizer que era parente dela. – Mel confessa.
— Acho que Mei teve esse mesmo medo quando eu disse que a conhecia.
— O que ela poderia estar fazendo na sua festa Faith? – Pergunto.
— Tramando alguma, com toda certeza.
— Mark está sabendo de alguma coisa do plano? – Mel questiona.
— Ele não sabe de nada ainda, mas prometi que iria contar porque eu estava me escondendo.
— Tudo bem, mas você não pode contar para mais ninguém, ouviu Mark? – Faith faz questão de deixar bem claro. – Nem para os outros meninos.
— Prometo. – Ele levanta a mão como sinal de juramento.
O novo táxi chega, e novamente com ajuda eu consigo entrar no carro, a dor diminuiu consideravelmente, mas amanhã eu preciso ir urgente na farmácia comprar os medicamentos receitados pelo médico. Vendo pelo lado positivo, a festa foi legal, mesmo se eu não consegui aproveitá-la como gostaria, imagino que as meninas devem ter se divertido muito, principalmente a Jay.
Foi realmente uma aventura, apesar de que estou curiosa para saber mais sobre o que o Mark sabe da Jennifer e do porquê do seu aparecimento na festa, pois não era algo que todo mundo pudesse participar. Apenas hospedes e convidados, e certamente Jennifer não está hospedada, então ou ela foi convidada ou entrou de penetra, e se tiver sido convidada, quem a convidou? Quem era aquele cara que ela estava conversando? Será se ela ficou sabendo pelo Jack? Hoje à tarde eu avisei a ele que teria uma festa, talvez ele tenha contado sem segundas intenções e ela passou para conferir.
No trajeto do hospital até o clube ficamos em silencio, Jay, no banco da frente, estava falando com alguém no telefone, eu fui no meio entre o Mark e a Faith, Mel ficou na porta direita do carro. Certamente é errado transportar 4 pessoas no banco traseiro, mas o motorista não pareceu se importar, quando chegamos na entrada do clube eu não pude deixar de pensar em quantas vezes, só em dois dias, eu entrei e sai desse lugar. Já deve ter passado das nove e meia da noite e eu estraguei a festa para as meninas, não pude saber como a Mel se comportou com o Josh, mas ela parece mais preocupada comigo do que com a festa que está perdendo.
Vamos para o andar do quarto, os meninos todos estão sentados no sofá, quando chegamos, eles se levantam.
— Você tá bem, Mei? – Josh pergunta.
— Tô sim, mas vai demorar um mês ou mais para voltar ao normal.
— Que péssimo. – Kevin diz.
— Bom, Faith tem que voltar né? – Josh indaga.
— Tenho, mas vou deixar Mei no quarto antes.
Entramos no cômodo e eu me sento na cama, colocando um travesseiro para deixar meu pé ficar mais elevado.
— Já pode ir, Faith, eu vou ficar bem.
— Eu fico com ela, para vocês poderem ir à festa. – Jay se voluntaria.
— Bom, então vamos indo. – Kevin diz, se referindo a ele e aos rapazes.
— Mark, você fica? – Pergunto.
— Claro. – Ele assente com a cabeça e se acomoda no sofá.
Os garotos, principalmente o Levi, olharam para ele incrédulos, já as meninas não se espantaram com esse meu convite, porque elas sabem que eu tenho que explicar algumas coisas.
— Vocês tão ficando? – Peter pergunta.
— Que? – Questiono.
— Peter, de onde você tira essas coisas? – Mark olha pra ele.
— Ah! Qual é? Vocês mal se conheciam, mas somem juntos na festa e agora querem ficar na doce companhia um do outro!?
— Em primeiro lugar, eu não te devo explicação, em segundo, o assunto que vamos tratar aqui é do interesse de todas elas, não só do da Mei. – Mark continua, é muito engraçado como mesmo bravo ele ainda parece pleno e inatingível, as palavras não saem gritadas nem agressivas, são calmas, como se ele estivesse dando uma palestra.
— Desculpa aí, mas me pareceu estranho.
— Relaxa, Peter, não tem problema. – Falo.
— A gente vai indo, se você precisar de alguma coisa pode me ligar. – Faith me diz, colocando sua mão sobre o meu braço.
— Pode deixar.
Todos saem do quarto, Jay se senta ao meu lado, e nós começamos a contar para o Mark algumas coisas, deixando de fora os detalhes do que Jennifer fez exatamente com a Mel e Faith e também que eu de certa forma gosto do Jack. Ele mantém uma expressão séria durante toda a nossa argumentação, mas da pra perceber que fica um pouco chocado com algumas coisas que dizemos.
— Bom, é isso. – Jay finaliza.
— Eu não sei muito o que dizer, ela realmente não demonstra ser assim.
— Agora que você já sabe que ela me bateu faz sentido eu ter fugido? – Pergunto.
— Claro, ela é louca.
— Eu gostaria de pedir desculpa por ter envolvido você nessa história.
— Mei, você já pediu desculpas e eu disse que estava tudo bem.
— Você quer que eu pegue alguma coisa pra comer? – Jay olha pra mim.
— Mochi? – Digo como se minha alma precisasse de um mochi macio para ficar feliz.
Jay ri.
— Vou buscar, Mark você fica aqui até eu voltar?
— Fico sim. – Ele responde.
— Ótimo, eu volto já, qualquer coisa ligue.
— Não se preocupe.
Jay sai do quarto e eu olho para o Mark, ele parece meio inexpressivo.
— Tá tudo bem? – Indago.
— Como eu posso ajudar você com a Jennifer?
— Se você me contar o que sabe já seria grande coisa.
— O problema é que não sei muito, ela tem três irmãs, sendo que ela e a mais velha, Clarisse, são adotadas e a irmã mais nova tem aulas comigo de matemática... -Ele se arruma no sofá.
— Pera aí, você dá aulas pra irmã dela?? Isso é incrível.
— Entendi onde quer chegar.
— Apesar de ser uma excelente ideia, eu não queria envolver você dessa forma.
— Eu já estou envolvido, Mei.
— Mas não precisa estar.
— Decidi ajudar você, principalmente porque se ela cometeu crimes e te agrediu eu estaria concordando com a atitude se não fizesse nada, entende?
— Entendo e obrigada por isso, sua ajuda vai ser muito importante pra mim, até porque nem somos amigos ainda.
Ele sorri.
— Mark, eu posso te perguntar uma coisa?
— Pode.
— Você ia me chamar para te acompanhar nessa festa? – Questiono e então percebo que não deveria ter perguntado isso.
Ele me olha um pouco antes de responder.
— Sim, eu ia.
Ok. Agora a situação ficou ainda mais tensa, olho para ele por alguns segundos, pensando em como tudo isso é estranho.
— E por que não chamou?
— Não tive coragem. – Ele responde sem nem pensar. – Vai que você não tivesse afim.
— Entendo.
— Mas eu me diverti.
— Eu também, foi bom conhecer você e passar um tempo, mesmo eu tendo amassado sua blusa e deixado ela encharcada de lagrimas.
— Relaxe, como está seu pé?
— Muito melhor, não tô sentindo dor agora.
— Que bom, mas a partir de amanhã, como vou fazer para te contar sobre as coisas que eu descobri?
— Ah! Você quer meu número e o das meninas?
— Seria bom.
— Me dá seu celular.
Ele levanta e me entrega o celular já desbloqueado para que eu adicione os contatos, ficando em pé enquanto eu digito.
— Você pode se sentar aqui, não tem problema. – Dou dois tapinhas na beirada da cama que estou sentada.
— Não quis ser muito invasivo.
— Pronto, já salvei o de todo mundo, se precisar você pode mandar mensagem, mas se for urgente é melhor ligar, combinado?
— Combinado.
— Engraçado...
— O que? – Ele pergunta, bloqueando o celular.
— Eu me sinto confortável conversando com você, mas eu mal te conheço.
— Deve ser porque você me contou um segredo que era somente das suas amigas, então sua mente pode compreender que eu sou sua nova amiga de fofoca.
Não consigo segurar o riso.
— Amiga de fofoca? Jura?
— Sabe como é, pintar unhas, falar mal dos outros, ver filme clichê.
— Mark, você é doido.
— Eu sei, mas realmente pode ser por causa do segredo, te faz ter mais confiança em mim. -Ele sorri novamente e me olha.
— Faria mais sentido se eu tivesse sentido só depois de te contar, mas antes disso eu acho que já te achava uma boa pessoa.
— Então eu te impressionei?
Deixo minha perplexidade estampada no rosto.
— Bom, vamos dizer que sim.
Ele faz uma cara de quem achou minha resposta mais ou menos.
— Voltei, desculpa por ter demorado uns dez minutos, simplesmente não resisti a uma torta de limão que tinha lá. – Jay entra no quarto. – Isso é pra você. – Jay entrega um prato com dois pedaços de torta para o Mark. – Não sabia se gostava de doce ou não, por isso uma é salgada e a outra é de framboesa, simplesmente divina, eu provei também.
— Obrigado.
— De nada, e essa vasilha é pra você. – Jay me entrega uma vasilha grande e quando abro vejo mais de vinte mochis dentro.
— Eu acho que vou chorar. – Falo. – Ah! Jay, eu te amo.
— Cortesia do pessoal da cozinha.
— Bom, então agora que voltou eu vou indo. – Mark se levanta.
— Mas já? – Pergunto.
— Já é tarde e a noite foi bem agitada, você deveria dormir.
— Tem razão, boa noite.
— Te vejo amanhã.
Ele se despede e vai embora, Jay me encarra levemente e liga a tv.
— E como foi esse tempo sozinha com o Mark?
— Você fez de propósito?
— Mais ou menos.
— Foi bom, ele parece ser prestativo e um bom amigo, sabe?
— Tipo o Jack?
— Não, são bem diferentes, o Mark não parece tão cético, é bem aberto a escutar e fez de tudo para me esconder da Jennifer, me levou de um canto a outro quando eu não conseguia andar e ficou aqui conversando.
— Eu tenho certeza que ele gostaria de ter te convidado para a festa.
— Ele ia me chamar.
— Jura? Você perguntou?
— Perguntei, nem sei como tive coragem pra isso.
— E por que ele não chamou afinal?
— Ele ficou com medo que eu não aceitasse.
— Você teria aceitado?
Pego um mochi bem gordinho de creme branco e mordo um pedaço.
— Eu me sinto um pouco frustrada, parte de mim acha que perdeu alguma coisa não passando mais tempo com ele.
— É, quem sabe o que poderia rolar, né!?
— Jay. – Prolongo bastante o nome dela. – Cuidado com as insinuações ou vou começar a dizer que você e o Levi...
— Ele é legal, mas não sei, até pensei sobre, mas não acho que voltaremos a vê-los tão cedo.
— Bom, o Mark agora faz parte do plano, talvez a gente se encontre com ele e quem sabe os meninos possam ir, são todos amigos mesmo, parecem a gente, só que versão garotos.
— É verdade, como será que a Mel está se saindo com o Kevin? Imagino que ele tenha levado cada fora.
— Fato, tadinho, parece ser legal também, e o Josh?
— Ele e a Faith tão se dando, acho que é o único casal que realmente poderia existir.
Eu e Jay conversamos por mais uma hora, assistimos um programa enquanto debatíamos nossos assuntos, comi uns 6 mochis e já não conseguia mais comer nenhum. Jay colocou minha vasilha em cima da cômoda, apesar de querer comer mais, eu sabia que seria impossível, já que nem água me descia direito.
— Jay, você não acha que esse dia foi bem atípico?
— Com toda certeza, você torcer o pé, a Jennifer aparecer aqui, os meninos, a minha estranha vontade de querer que o Josh e a Faith se casem, tudo bem estranho.
— Eles complementaram nosso dia, mas eu não consigo parar de pensar na Jennifer, não como uma obsessão, mas estou com medo do que ela possa estar planejando, chega a ser assustador.
— A essa hora ela já deve saber que as meninas te contaram tudo, ela te viu hoje?
— Eu acho que não, quando eu a vi, o Mark me puxou rapidamente para um arbusto, coisa de segundos, mas se ela me viu fingiu que não.
— Vamos supor que ela te viu, ela sabe que você e o Mark se conhecem.
— Isso estragaria muita coisa, a ideia que eu combinei com ele meio que iria por água abaixo.
— Que ideia?
Explico brevemente para a Jay que o Mark ensina matemática para a irmã menor da Jennifer e isso poderia nos dar certas vantagens nessa batalha, novas informações, por exemplo.
— Mas você sabe que teria que ser algo perfeitamente elaborado, né? – Jay me alerta.
— Sim, somos maduras o suficiente para pensar em algo consistente e eficaz.
— Gostei.
Conversamos um pouco mais até que começamos a ficar com sono, Jay tirou minha maquiagem e eu fui até o banheiro para trocar de roupa, depois disso desligamos a luz e fomos dormir, sem esperar pela Mel e Faith.
Sinto alguém me sacudir, de leve.
— Mei, tá na hora de levantar.
— Agora não.
— Vamos, você tem que ir na farmácia, lembra?
Abro os olhos devagar e vejo a Mel perto de mim.
— Bom dia, dormiu bem? – Ela pergunta com um sorriso no rosto.
— Não tão bem quanto você, pelo que parece.
— Como está o pé?
— Dói, mas muito menos que ontem, preciso comprar os remédios e manter ele imobilizado.
— Pega suas coisas, eu vou te deixar em casa, encontrei o Mark hoje na hora do café da manhã e ele perguntou por você, se ofereceu para ir comigo te deixar, agora não sei para quem eu torço mais: Jack ou Mark? Difícil decidir.
— Ele é fofo. – Falo, indo para o banheiro, jogo uma água fria na cara e logo desperto, escovo os dentes e troco de roupa. – Como foi ontem com o Kevin?
— Ele não é tão ruim assim.
— Eu falei, na verdade, todo mundo falou.
— Ok ok, vocês todas tinham razão, ele passou a noite inteira sendo gentil e eu gostei de conversar com ele, também não houve insinuações, ele não tentou me beijar, nem jogou indiretas, na verdade, ele foi incrível.
— Hm, parece que tem alguém interessada.
— Não chega a tanto, mas eu realmente levei um tapa na cara, não vou mais tratar ninguém da forma que eu fiz antes, sem conhecê-la primeiro, fiquei me sentindo péssima depois.
— Eu entendo, Mel, mas que bom que você reconheceu, quem sabe vocês dois não se tornam amigos?
— Eu dei meu número pra ele e conversamos um pouco antes que eu fosse dormir, será se eu deveria sair com ele?
— Meu Deus.
— Que foi?
— Ontem a Jay tava considerando ficar com o Levi, você está considerando sair com o Kevin e a Faith e o Josh se deram muito bem desde o começo, o que tá acontecendo? Viemos para o clube para debater um plano contra a Jennifer e todas vão sair com um namorado?
— Eu não tinha visto por esse ângulo.
— Admita que é estranho.
— Vou dizer que é interessante, a vida é engraçada.
— Ela realmente é.
— Mei, você vai descer para comer alguma coisa?
— Não, ontem eu comi demais. – Lembro dos mil mochis que devorei.
— Então vamos indo?
— Vamos, as meninas vão ficar dormindo mesmo?
— A Jay deve estar cansada de tanto dançar ontem, mas tarde ela vai embora também, Faith desceu para tomar café comigo, mas desmaiou de sono assim que voltou para o quarto.
— Tadinhas.
— Pegou tudo?
— Peguei sim e você?
— Também.
Andamos pelo corredor, usamos o elevador para chegar até a área de recepção e caminhamos pelo interior do clube até chegar no hotel, onde teve a festa de ontem, a piscina parece impecavelmente limpa, a chão também, o bar não parece que funcionou a noite toda e não vejo nada fora do lugar. Realmente um incrível trabalho da equipe de limpeza, caminhamos mais até o andar das suítes presidenciais, Mel bate na porta 7A-5 e Peter vem abrir a porta.
— Ah! Olha só, bom dia, moças.
— Bom dia, Peter. – Mel diz, alegremente.
— Como você tá? Ainda doi? – Ele pergunta apontando para o meu pé.
— Dói, mas eu consigo andar então de boas.
— Bom, então, entra aí.
— Obrigada. – Mel agradece e entra meio tímida.
— Esse quarto é lindo. – Reparo em como a luz é bem distribuída, na sala uma das paredes é feita de vidro, nos presenteando com uma vista maravilhosa de parte da praia, ao longe, o quarto é separado, diferente do clube, mas não entramos lá e provavelmente tem uma pequena área de cozinha também.
— É porque você não viu a vista do quarto.
— Consegue superar essa? – Pergunto em choque.
— Essa fica feia comparada com a outra.
— Uau, o pai de Faith realmente se superou.
— Na verdade, parece que as suítes presidenciais foram projetadas pelo pai do Mark.
— O pai dele deve ser incrível.
— Ele tem umas ideias legais. – Mark se pronuncia saindo do quarto. – Não sabia que vocês estavam aqui.
— Peter convidou a gente pra entrar. – Mel fala como se tivesse sido acusada de um crime e dependesse dessa frase para ser livre.
— Tá tudo bem, é porque a gente costuma trocar de roupa por aí, hoje foi meio que uma exceção eu me vestir no quarto.
— Alguém viu minha blusa marrom?
Nos viramos e o Josh estava saindo do banheiro só de calça, Mel volta a olhar para o Peter na mesma hora, numa tentativa de ignorar o que viu, e eu olho para o chão.
— Por que ninguém me avisa que tem gente aqui? – Com o canto do olho, vejo Josh saindo do banheiro e vestindo uma blusa que estava jogada na cadeira da escrivaninha.
— Não tem problema, a gente já viu você na piscina. – Digo.
— Não é pelo que vocês viram, é pelo que QUASE viram. – Ele refuta.
— Eu disse que trocamos de roupa por aí. – Mark volta a repetir.
— Eu senti o impacto na prática. – Devolvo.
— Eu vou chamar o Kevin para falar com você, ele nem acordou para tomar café, capotou depois que chegou da festa. – Josh alega.
— Ele bebeu? – Peter pergunta.
— Um pouco, por quê? – Mel se pronuncia.
— Ele não costuma beber, quando bebe um pouco já fica alterado, vai estar um porre hoje.
— Fala o que nunca da pt. – Mark alfineta.
— É muito diferente. – Peter tenta se defender.
— Não precisa acordar ele, eu só vou deixar a Mei em casa. – Mel se dirige ao Josh.
— Melhor mesmo, ele tem o número dela, depois eles se falam, deixa ele dormir. – Peter conclui.
— Bom, então vamos indo? – Mel pergunta.
— Vamos. – Mark responde. – Vocês vão também?
— Vou não, tenho coisas para fazer ainda. – Josh diz.
— Eu quero voltar a dormir. – Peter pega um travesseiro que está no sofá e se deita de costas. – Além disso, a Mel de vela já basta.
— Acho que eu tô começando a entender seu senso de humor. – Revelo.
— Olha aí, gostei de você.
Mark suspira e revira os olhos, não posso deixar de rir, já a Mel parece cada vez mais confusa, nos despedimos e vamos até a entrada do hotel para pegar um táxi.
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