Notas iniciais
Oláá meus amores, como estão? GENTE como eu fico emocionada com os comentários lindos, sério mesmo, obrigada de coração por esse carinho que depositam neles, vocês são sensacionais ♥ ♥ ♥ É um sonho ver o quanto gostam, e o quanto interagem comigo, 192 favoritos e eu quero chorar de felicidade *-----* Amo vocês demais ♥ Aqui vai mais um capítulo feito com muito mais muito amor e carinho ♥ Espero que coração que gostem ♥

Magali encostou-se ao para-peito do meu quarto e me observou atenta, sem pronunciar uma única palavra. Eu a notei preocupada desde a hora em que ele apareceu, mas como não toquei no assunto ela respeitou o meu silencio, porém eu a conhecia o suficiente para saber que queria falar alguma coisa. Pedi mentalmente para que ela não tomasse essa coragem, e assim aconteceu.

Fechei os olhos cansada dando sinal de sono, então a única coisa que ela fez, foi apagar a luz e sair, acho que entendeu pelo menos naquele momento, que aquele assunto poderia ficar para outro dia.

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POV Cebola

Não agüentava mais esperar, e a fila atrás de nós não parava de crescer, adolescentes eufóricas chegavam a todo o momento. Chequei o relógio impaciente mais umas cinco vezes, me certificando de que não perderíamos o horário do jantar, e vi que a última coisa que a Amanda estava se preocupando era isso. Tentei por diversas vezes me esticar para ver quem se encontrava a frente, mas com várias pessoas em volta da mesa não conseguia enxergar um palmo sequer.

Mais um tempo se passou, faltavam poucas pessoas para chegar nossa vez, eu agradeci mentalmente por estarmos perto do nosso destino e somente quando a Amanda deu um passo à frente que tudo fez sentido e o obvio foi escancarado na minha frente, em forma humana, muito bem conhecida por sinal.

Um Déjà vu passou rapidamente em minha cabeça e imediatamente me transportei como num filme para a primeira vez em que a vi, ela estava um pouco diferente, era claro, mas a reconhecia sem sombra de dúvidas de qualquer lugar que a olhasse, jurava que conseguia ouvir a musica que tocava na festa na primeira noite em que nos conhecemos, sem medo de ser notado mirei-a, e não consegui parar de olha-lá por um segundo.

Continuava linda, seus cabelos antes um pouco mais lisos, se encontravam em um ondulado mais comprido, não havia mais traços infantis em sua face e seu corpo estava mais desenvolvido, seus olhos permaneciam brilhantes e a alegria estampada em seu rosto me fez lembrar, do porque amei tanto seu sorriso desde o primeiro dia, há mais ou menos cinco anos atrás.

Mesmo se ainda houvesse dúvidas, elas se esvaíram quando olhei o colar em seu pescoço, era ele, aquele que virei duas noites inteiras para achar e comprar, intacto. Como não percebi antes? Era fácil, a história, a capa, tudo se encaixava, devia ter prestado mais atenção. Pisquei diversas vezes seguidas para ver se não era um sonho, mas antes da conclusão, sai do transe quando ouvi a Amanda falar o meu nome.

O que procedeu foi muito rápido, com um susto vi a Monica derramar toda a água em cima das coisas da mesa, e depois levantar desajeitada tentando concertar o que a surpresa em me ver havia causado.

Permaneci quieto, mas apenas por fora, pois meu coração batia descompassado dentro do peito, depois de recuperada do susto, a vi atendendo a Amanda o mais doce que conseguiu, colocando dedicatória, dando um livro a mais, e por fim senti minha namorada puxando meu braço, me levando embora, deixando nosso reencontro para trás, sem trocarmos sequer uma palavra.

— O que aconteceu lá dentro? – Amanda me perguntou cruzando os braços.

— Como... Como assim? – Questionei assustado, pensando se havia ficado tão na cara meu espanto.

— Você empacou Cebola – Ela continuou ainda encafifada.

— Não é nada demais, ela foi minha aluna... E eu nem imaginava esse sucesso todo, fiquei surpreso – Respondi contando meia verdade, não gostava de mentir, mas ela não precisava saber de tudo, pelo menos não naquela hora.

— Como assim sua aluna? É sério isso? – Se animou instantaneamente.

— Sim, foi no colégio Limoeiro, o primeiro em que dei aula – Contei pegando em sua mão e voltando a caminhar.

— Devia falar com ela então, sei lá, parabenizar – Comentou eufórica – Isso é demais.

— Não... Nós nem tínhamos tanta liberdade assim – Respondi olhando as vitrines.

— Por quê? – Me perguntou agitada.

— Digamos que por incompatibilidade... – Conclui chegando ao restaurante.

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POV Monica

Acordei com o corpo dolorido, a noite havia sido longa, e a insônia resolveu me atacar em cheio, não lembrava a hora exata em que peguei no sono mas, passava das quatro da manhã. Mal tinha aberto o olho quando reparei em cima do criado mudo uma cesta embrulhada com um bilhetinho e uma caixa ao lado.

Certifiquei-me que estava sozinha olhando para todos os lados, e só então a peguei, curiosa. Com um sorriso vi a letra inconfundível do DC cravada no bilhete, que dizia “Para minha flor, que seu dia seja doce assim como você. Em comemoração ao sucesso de ontem, de hoje e de sempre”.

Ainda sorrindo, suspirei apaixonada e abri delicadamente o embrulho, revelando um café da manhã completo, recheado de todas minhas coisas preferidas, com uma flor amarela delicada em cima.

Sentei de perna de índio, e enquanto me deliciava com um brioche recheado, peguei a caixa que acompanhava o presente. Ela era bonita, branca com um fio prateado por toda sua volta, tirei a tampa calmamente e me deparei com uma pilha do que me pareceu serem convites.

Rapidamente soltei tudo que estava em minhas mãos e virei a caixa em cima da cama, milhares de modelos diferentes de convites de casamento preencheram meu lençol amassado, e uma tensão imediata tomou conta do meu corpo.

Abri a carta que veio dentro e mais uma vez o DC explicava que a agencia contratada para cuidar do casamento havia enviado os modelos de convites para escolhermos, e ele havia dado carta branca para eu decidir qual o melhor.

Cocei a cabeça, analisei mais um pouco, soltei, levei as mãos ao queixo, e continuei nesse ciclo até ser despertada pela Magali, que observava tudo há um tempo.

— Está difícil? – Me perguntou sorrindo.

— Um pouco, são tão bonitos – Respondi tornando a analisá-los rapidamente.

— Não é disso que estou falando, você sabe não é? – Questionou cruzando os braços.

— Não sei ao que está se referindo – Conclui guardando toda a bagunça que havia feito em cima da cama – O DC veio aqui hoje?

— Veio, deixou a cesta e foi embora, ele não quis te acordar, parece que tinha uma reunião com o pessoal do RH da nova empresa – Ela contou tranquilamente.

— Hum, entendi, temos algo para hoje amiga? Queria almoçar com meu pai – Perguntei abrindo o guarda roupa, tentando ao máximo mudar o rumo do assunto.

— Não, hoje está tranqüilo, também vou visitar minha tia e passar lá no escritório da Folha, eles me pediram matéria extra – Respondeu animada.

— Que ótimo amiga, você sempre arrasa fico feliz por isso – Sorri para ela.

— Olha quem fala – Ela concluiu saindo do quarto – Ah, e eu não desisti dessa conversa, só adiei para respeitar seu tempo.

A vi sumindo pelo quarto e corri para o espelho para analisar meu rosto, o que quer que ele transparecesse naquele momento, teria que parar imediatamente.

Notas finais
Bom pessoal, espero que tenham gostado ♥ ♥ ♥ Se puderem deixem seus comentários, são super bem vindos, e lidos com muito carinho ♥ Sobre a 100... #SOCORRO *-* ♥ Beijãooo e até o próximo capítulo ♥