Notas iniciais
Olá meus amores, como estão??? Quero começar me desculpando pela demora de quase uma semana para postar, antes postava duas vezes por semana, agora estou demorando um pouquinho mais, mas vou tentar voltar as quartas e sabados ok? ♥ ♥ ♥ Mas saibam que todos os capítulos são feitos, revisados e postados com o mesmo amor e dedicação, para vocês viu ♥ ♥ ♥ E aqui vai mais um cheinho de carinho ♥ Espero do fundo coração que gostem, e obrigada de verdade amores, pelo amor que colocam nos comentários e favoritos, que lindo lindo lindo ♥ ♥ ♥ Beijinhos e beijinhos ♥

POV Cebola

Caminhei atrás dela, abri a porta novamente e a chamei, uma, duas, mas na terceira vez reparei que não voltaria. Ela estava errada, eu sabia disso, mas não costumava resolver as coisas daquele jeito, por mais razão que eu tivesse, preferia manter tudo no nível da conversa civilizada, coisa que não havia conseguido desde que tinha chegado.

Tornei a entrar no meu apartamento, levei as duas mãos a cabeça respirando fundo e por fim me joguei no sofá, soltando todo o cansaço do corpo no estofado, adormecendo assim poucos minutos depois.

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POV Monica

Era a terceira vez em que o recado de caixa postal invadia meus ouvidos, meu noivo simplesmente não atendia. Sentia-me cansada, com o corpo pesado, estomago embrulhado, sabia que não devia ter comido nada naquele restaurante.

Joguei o celular novamente na cama e abri minha caixa de e-mails no notebook do meu quarto, dei uma olhada por cima dos remetentes, cliquei em alguns da Aprel, outros da Folha, e anotei freneticamente tudo de trabalho que teria que fazer naquela semana.

Contrapondo as coisas ruins que aconteceram naquela semana, o andamento do meu livro estava ótimo, eu tinha mais três capítulos aprovados e faltavam pouco mais de dez para concluí-lo, as palestras e eventos todos haviam sido confirmados, inclusive uma viagem para o Rio de Janeiro no mês seguinte na qual eu já não tinha mais certeza se iria, uma vez que não sairia de São Paulo se meu irmão não estivesse bem e recuperado da cirurgia.

Um post-it cor de rosa colado na estante de livros em cima da minha escrivaninha, marcava a data da primeira prova de vestidos que eu faria para o meu casamento, as letras vinham cheias de estrelinhas, e eu me lembrei de como estava feliz quando o colei ali, naquele local, onde devia carregar o bilhete de um dos dias mais importantes da minha vida.

Naquela hora já não fazia tanto sentido e eu sequer pensava nesse dia ou nessa data, sabendo que meu irmão corria risco de vida. Desejava a todo segundo que minha mãe chegasse e eu pudesse abraça — lá e quem sabe chorar um pouco toda angustia que carregava no peito.

Retirei delicadamente a blusa de frio do Cebola que me envolvia, me despi totalmente e entrei para um banho frio, liguei o chuveiro e os respingos no chão me deram arrepios, esperei até meu corpo se acostumar e só então fechei o box deixando a água cobrir todo meu cabelo e corpo. Massageei a cabeça lentamente com o shampoo tentando manter a calma, deixando prevalecer o pensamento positivo.

Arrumei-me consideravelmente rápido, dei uma geral na casa, liguei para a Magali a avisando de algumas alterações em minha agenda, e por fim segui novamente para o hospital.

O Titi podia ter sido o que fosse comigo há alguns anos atrás, mas nada daquilo que um dia ele me fez ou falou, era motivo para eu não me solidarizar com o que ele estava passando. Por vezes enquanto via as horas da madrugada passarem freneticamente na sala de espera, imaginei o quanto deveria ter abraçado ou conversado mais com ele, não fazia sentido guardar rancor, já havíamos esquecido, apagado, ultrapassado a fase de discussões.

O taxi não demorou a chegar e menos de vinte minutos depois já estava entrando novamente naquele local, local esse que dividia os sentimentos, alegrias para os que esperavam por uma nova vida e agonia aos que aguardavam por noticias relacionadas a saúde. Daquela vez ela estava mais vazia, mais fria do que o normal, as cores e móveis criavam formas sombrias nas paredes, deixando o lugar ainda mais indesejável possível. Somente a Aninha e meu pai ainda se encontravam por lá, sentei ao lado deles sem mais noticias e permanecemos assim até a luz do Sol baixar.

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Estava mexendo no celular quando vi um rosto conhecido passando pela porta, não saberia dizer ao certo a hora, pois depois que ela chegou não prestei mais atenção em nada a minha volta, mas sei que foi um dos momentos mais felizes da minha semana.

Rapidamente levantei e corri para cumprimentá-la, permiti que lágrimas escorressem pelo meu rosto assim que nossos corações se uniram em um abraço. Era minha mãe, depois de quase um ano sem nos vermos, ali, na minha frente, com o rosto choroso, preocupado, não era a melhor forma que havíamos combinado de nos reencontrar, mas estava feliz pela sua volta.

Soltei do enlaço demorado e silenciosamente a vi caminhar até meu pai, olharam por segundos um para o outro e por fim se abraçaram, como se aguardasse por isso, ele chorou, de um jeito que eu nunca tinha visto, misturando saudade a dor, presente ao passado, deixando os motivos de lado, permanecendo juntos mais do que esperado.

Não interferi, muito menos a Aninha, que observava quieta, apenas respeitamos o momento de dor de ambos e torcemos mudamente para que as coisas se acalmassem e o Titi voltasse para nós o quanto antes.

— Como está filha? – Ela perguntou cerca de vinte minutos após a chegada, checando cada centímetro do meu corpo logo depois de cumprimentar a nora.

— Estou bem mãe, quer dizer... Na medida do possível, nada que precise se preocupar – Respondi forçando um meio sorriso.

— Eu sabia que o Titi tinha que ter se cuidado, eu avisei mil vezes para ele ir nos retornos dos médicos, por que vocês nunca escutam o que a gente fala? – Ela passou a mão sobre a cabeça sentando ao nosso lado.

— Mãe não adianta nada disso agora – Comentei cruzando as pernas. – Temos que manter a calma, ficarmos assim unidos.

— Eu sei... Eu sei filha, mas é tão difícil, eu conversei com o médico, e vi o Titi de longe, tão lindo meu bebe – Tornou a chorar abaixando a cabeça. – Isso é culpa minha, eu devia estar aqui.

— Claro que não Luisa, o Timóteo já é maior de idade, não conseguiríamos obrigá-lo a ir – Papai interferiu levando uma de suas mãos às costas dela.

— Sim... Só que não consigo tirar da minha cabeça que se eu estivesse perto da minha familia, nada disso teria acontecido – Ela choramingou passando as mãos sobre o rosto.

— Dona Luisa, não fica assim, ninguém consegue ficar na cola do Titi 24 horas por dia, e agente falava, mas ele não aceitava muito bem, por vezes brigou comigo e com a Monica por causa disso – Aninha tentou amenizar o sentimento de culpa com a voz fraca.

— Ele sempre teve cabeça dura – Mamãe lamentou enxugando mais lágrimas.

— Vai ficar tudo bem querida, vai dar tudo certo, nosso filho é forte, vai sair dessa – Papai concluiu a abraçando docemente.

Continuaram daquele jeito por um bom tempo, tentando sufocar um a dor do outro, observei em silêncio de longe e somente desviei o olhar quando outra pessoa conhecida atravessou a porta. Vi o Cebola entrando cabisbaixo, com as mãos nos bolsos, parou para conversar com meus pais e depois caminhou em silencio em minha direção. Sentou ao meu lado e apoiou de olhos fechados, a cabeça na parede de mármore como se não quisesse conversar sobre nada, apenas estar ali, com sua presença.

— Está tudo bem? – Arrisquei com a voz embargada pela rouquidão advinda de muito tempo quieta.

— Sim – Ele respondeu ainda sem abrir os olhos.

— Não parece – Comentei apoiando os cotovelos sobre meus joelhos e analisando minhas unhas.

— Não se preocupa comigo Mel – Ele concluiu tornando a abrir os olhos.

— Eu te conheço o suficiente para saber que não está bem o bastante para estar aqui – Continuei a falar, preocupada.

— Vamos manter o foco no seu irmão, eu vou ficar bem, minha preocupação nesse momento são vocês, sei o quanto estão fragilizados – Ele começou a falar, mas o cortei.

— Ce... Não precisa ficar, eu prometo que te mando noticias, sei que tem um milhão de coisas para fazer, inclusive preparar suas aulas, corrigir provas – Tentei ser sensata o olhando carinhosamente.

— Claro que precisa Mo, é um momento muito delicado, vou ficar aqui – Ele segurou em uma das minhas mãos compadecidamente.

—... Obrigada – Respondi abrindo um meio sorriso.

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Mamãe estava hospedada na casa do papai, como sempre fazia quando vinha, ofereci a minha, mas meu pai não aceitou um não da parte dela como resposta e pensando bem, seria ótimo para os dois naquele momento permanecerem juntos.

Os dias não demoraram a passar, nem as coisas a acontecer, completaria exatamente uma semana de internação quando fomos avisados que o Titi entraria em cirurgia e que seria de emergência e risco, não dava mais para esperar.

Eu estava no meu apartamento terminando um artigo e meus pais intercalando o turno, quando recebemos a ligação do médico avisando do procedimento. Fazia um dia frio, escuro, indicando que o inverno começaria a qualquer instante. Larguei todas as anotações e cadernos que estavam no meu colo para correr ao hospital. Como sempre não consegui contato com o DC, muito menos com sua secretária, ou seu irmão, mas isso não fazia a menor diferença naquele momento.

O relógio agonizante da sala de espera marcava exatamente 22h00 quando o enfermeiro avisou que começariam, mamãe não soltou um segundo do papai durante toda a madrugada que passamos acordados e a Aninha, o Cebola a Magali e o Cascão também permaneceram ali, aflitos, todos nós esperando por noticias de mãos dadas.

Não recebi ligação do DC, e ele nem ao menos deu o ar da graça como achei que daria, mas me mandou uma mensagem avisando que estaria em um evento e desejando boa sorte para a cirurgia na qual havia lhe avisado mais cedo. Não senti vontade de responder, depois da cena de ciúme dele no hospital na semana anterior, havíamos nos visto duas vezes, e em ambas permaneci mais em silencio do que o normal, tentei não misturar as coisas, o que estava passando com o relacionamento, mas vinha sendo realmente difícil.

Não lembro a hora direito em que peguei no sono, mas sei que acordei quando o ombro no qual eu me encostava mexeu fazendo com que eu balançasse.

Esfreguei os olhos, e imediatamente lembrei-me de onde estava, de um pulo me coloquei de pé, procurando tontamente meus pais. Cambaleei pro lado, e com dificuldade avistei a Aninha conversando com um dos médicos, segui para lá sem pensar duas vezes.

— Desculpa – Ouvi uma voz atrás de mim que reconheci ser do Cebola.

— Pelo que? – Parei na hora e virei para encará-lo de frente.

— Por ter te acordado, fui mexer o ombro... – Ele respondeu levantando.

— Não tem problema, eu que peço por ter me apoiado – Corei levemente.

— Acho que a cirurgia já acabou – Comentou reparando que na verdade todos se encontravam próximos ao médico, provavelmente sedentos por noticias.

Não esperei por mais nada, caminhei apressadamente em direção a eles, e antes de chegar pude ler a resposta da cirurgia em seus rostos.

Notas finais
Bom meus amores espero que tenham gostado ♥ Se puderem deixem suas opiniões, são super bem vindas ♥ ♥ ♥ Amo vocês ♥