Meu querido diário

12 Brilho nos olhos


Notas iniciais
Olááá meus amoress o/ ♥ Como estãoooo????? Gente, quero tanto agradecer muito por esse carinho incrível, pelos comentários lindos, pela atenção, pelos conselhos ♥ Vocês são lindos demais *-* ♥ Aqui vai mais um capítulo quentinho do forno, espero que gostem ♥

Era incrível em como eu conseguia confiar nele como se o conhecesse há tempos.

Na hora de irmos embora me levou até o carro, e uma vez la dentro seguimos rumo a casa da Denise, dei o local como referencia de minha casa, não podia mostrar onde morava, ele conhecia muito bem aquele destino.

Faltavam cinco para as 22h00 quando paramos em frente a casa dela, eu não queria ir embora, mas não podia atrasar, qualquer falhinha e meu pai me mataria, não podia dar brechas.

O olhei atenciosa, e ele soltou o sinto segurando em uma de minhas mãos.

— Pena que teve que voltar cedo – Ele falou ajeitando os cabelos rebeldes que insistiam em cair sobre seus olhos.

— Desculpa, bem que eu queria ficar, mas amanhã tenho compromisso, podemos nos ver semana que vem o que acha?– Perguntei já avisando que seria a única data em que poderia.

— Acho ótimo, mas gostaria que não demorasse tanto – Ele respondeu me puxando pra perto dele e tascando outro beijo daqueles que me faltavam o ar.

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Bati na porta da Denise em câmera lenta, suspirando. Ela atendeu assustada, mas entendeu na hora que o encontro tinha sido ótimo.

— Miga sua louca, arruma esse cabelo – Ela falou passando a mão rapidamente pelo arco, colocando os fios no lugar.

— Estavam desarrumados é? Nem percebi amiga, quero ele pra mimmm – Respondi me jogando em sua cama.

— Ihhhhhhhhh, pelo jeito ele te laçou – Ela brincou se jogando ao meu lado.

— Amiga, ele é o cara que sempre quis e nem sabia, até porque nunca fiquei esperando por uma pessoa certa, mas ele apareceu e agora eu to muitooo na dele, me ajudaaa – Choraminguei ajeitando meu batom, que estava borrado.

— Ueh amiga, deixa rolar, e na hora certa conta pro seu irmão, apesar de que tenho certeza que quando o Cebola, esse é o nome dele mesmo? Quando ele descobrir vai dar ruim – Ela terminou de falar enrolando seu cabelo com os dedos.

— Acha que não sei? Estou num paradoxo – Respondi me sentando na cama.

— Um para o que? Menina se liga, se acha que está na dele conta logo tudo, até parece que ele nunca mentiu, eu hein – Ela me aconselhou.

— Tenho medo amiga, meu irmão... Você conhece ele, vai me matar – Falei olhando para meus pés.

— Você não deixa eu dar um jeito no seu irmão, bem feito da nisso ai, se ele tivesse uma namorada igual eu para se preocupar, não teria tempo de te encher o saco – Ela riu me empurrando.

— Nem sonhaaaa, você não leva nada a sério não? Estou sofrendo – Dramatizei, amava fazer isso.

— Aiii quanto drama, vai curtir Mo, na hora certa você conta – Ela concluiu — Agora vê se vai logo pra casa senão seu pai vem aqui atrás de você, esqueceu que viaja amanhã cedo?

Ela estava certa, sai correndo assim que reparei nas horas, entrei em casa o mais rápido que consegui e corri para o meu quarto para trocar de roupa. Como se combinássemos meu pai abriu a porta em seguida.

— Opa, temos uma filha pontual aqui – Ele falou rindo – Como foi lá na Denise?

— Foi legal pá, vou tomar um banho e cair na cama, pra madrugar amanhã, porque ninguém merece acordar as 5 horas né? – Respondi pegando minhas toalhas.

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Quem disse que eu dormi? Passei grande parte da noite falando com o Cebola, ele me cobrou um trecho de alguma história minha, queria ler o que eu escrevia, não sabia se isso era invasão de privacidade mas para ele não ligaria, já tinha até escolhido qual lhe mostraria.

Escrevo sobre várias coisas, desde pequena, quando aprendi o que era literatura, gosto mais de romances, e foi um exatamente desse gênero que separei para levar semana que vem.

Passada duas horas que pareceram dois segundos ouvi meu pai batendo na porta avisando que era hora de irmos, não quis acreditar. Coloquei um moletom por cima do meu pijama, amarrei o cabelo em um rabo de cavalo, peguei meu fone e meu diário e me arrastei para o carro. Tai uma vantagem de deixar o carro carregado com as malas no dia anterior. Não sabia quem iria dirigindo, o que eu sabia é que queria dormir, e foi isso que fiz, liguei a musica, coloquei o Monicão na casinha de segurança e peguei num sono instantâneo.

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POV Cebola

Ela conseguia ser mais linda ainda pessoalmente, eu estava realmente abismado, não que nunca tivesse me apaixonado, claro que já gostei de outras mulheres, mas essa me passava uma agitação diferente, me deixava ansioso, coisa que nunca fui, aquele beijo me tirava do sério, queria agarra-lá e não soltar nunca mais. Era inteligente, falava das letras e palavras com paixão.

Me perguntei o por que dela fazer faculdade do outro lado da cidade, já que morava até que perto da nossa, enfim, isso era o que menos me importava agora.

Só me dei conta da hora que era quando o Cascão esmurrou minha porta, acordei ainda meio zonzo e abri meu quarto para ele entrar uniformizado me lembrando que nosso treino começaria em menos de dez minutos.

— Ah cara, esqueci – Respondi passando a mão nos meus cabelos.

— Pelo jeito o role ontem foi até tarde – Cascão comentou fazendo embaixadinhas no quarto com a bola.

— Cascão, a mina é diferente, não tem nada que essas interesseiras da faculdade tem, ela é espontânea e inteligente, cara to ferrado – Conclui trocando de camisa.

— Pra dizer que ta ferrado, é porque ta paradão na dela – Ele riu sentando na cama.

— Alem de tudo, é muito gata – Eu balancei a cabeça tentando parar de pensar nisso.

— Então ta esperando o que? Ganhou na loteria cara – Ele riu me dando um tapinha nas costas – E nunca te vi assim por mina nenhuma, ela já é uma campeã nesse seu coração concorrido ai.

— Há cala a boca – Respondi jogando uma almofada na cabeça dele – Vamos logo que o Titi não está hoje, e você que eu saiba é nosso capitão.

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POV Monica

A casa dos meus avós sempre foi um dos lugares que eu mais gostava de ir na vida, além de matar a saudade deles, e receber um montão de carinho, eu comia pra caramba, tudo que eu e o Titi gostávamos fazia parte da mesa do café da tarde e da manhã. Eu simplesmente amava o pão de queijo daquele lugar.

Porém, confesso que passar os cinco dias totalmente focada na viagem, foi difícil demais, considerando que o Cebola estava cada vez mais atraente pelo modo no qual falava comigo, e a saudade ia se tornando sufocante a cada dia que passava.

Meu irmão até que não me encheu tanto o saco como de costume, passou grande parte da viagem com meu pai e meu avo, eu fiquei com a vovó, amava aprender a fazer os docinhos de nozes que incrementavam a mesa de quitutes, nos tempos vagos atualizava no diário meu dia a dia e falava com o Cebola, que fez questão de mandar mensagem todos os dias da viagem.

Claro que ele não sabia que eu estava em Minas, até porque ele sabia da viagem do meu irmão, e o melhor era não dar pano pra manga da imaginação.

Nesse ritmo, o dia de ir embora chegou voando, quase a jato, e a vontade de trazer meus avos junto para São Paulo tomou conta. As despedidas... Como eu não gostava delas, nunca gostei de ter que me despedir de pessoas, sou péssima com isso, alem de chorar pra caramba e meu coração partir no meio, eu sempre sinto uma falta absurda de quem amo, por isso me apego muito as pessoas.

Por falar nisso, senti minha mãe estranha esses dias, mais distante talvez, como se escondesse algo, no começo achei que poderia ser ciúme, sempre que eu viajava com o papai ela ficava de bico, mas dessa vez ela pareceu mais preocupada, não sei exatamente com o que, mas assim que chegasse em casa colocaria meu lado detetive em ação.

Enfim, entrei no carro com meu fone no último volume, e comecei a escrever um novo poema, dessa vez falaria da saudade.

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“A minha vida é andar por esse pais ♪”...

Cheguei em casa na madrugada de sexta para sábado cantando essa musica, nossa, como eu viajava o tempo todo!!! A única coisa que me animou desse cansaço foi saber que veria o Cebola no dia seguinte.

Soltei o Monicão da caixinha de segurança, corri para arrumar minhas coisas no quarto, e separar direitinho o texto que levaria para o Cebola ler.

Não demorei muito para cair no sono naquela noite, muito menos para levantar assim que ouvi meu celular despertar, hoje meu encontro era mais cedo, e eu ainda tinha que passar na Denise, tomei um banho voando e fiz tudo que costumava levar horas para fazer, em alguns minutos.

Quando mais uma vez eu estava prontinha em frente ao espelho que pendia atrás da porta do quarto da De, ouvi uma buzina pela janela. Respirei fundo, me despedi dela, peguei as folhas do primeiro capítulo de uma história de amor que escrevi, e sai ao encontro dele.

— Olá mocinha linda – Ele me cumprimentou assim que entrei no carro, com um beijinho.

— Oi Ce, tudo bem? – Respondi carinhando seu rosto.

Sentir a barba por fazer dele, me deixava com um aperto no coração imaginando o que aconteceria quando ele soubesse de tudo, ou quando todos descobrissem. Imaginava até quando poderia olhar tranqüila para aquele sorriso que me derretia inteira.

Na empolgação do reencontro mal percebi uma mensagem da mamãe dizendo que precisávamos conversar. Guardei o celular dentro da bolsa, com a atenção voltada para a reação dele assim que o entreguei o capítulo. Podia jurar que os olhos dele brilharam quando leram a sinopse, isso era um bom sinal não era?!

Notas finais
Bom pessoal, espero que tenham gostado ♥ ♥ ♥ Se puderem deixem seus comentários, são super bem vindos, e lidos com muito carinho ♥ Beijãooo e até o próximo capítulo ♥