Meu querido diário

56 Caminhos cruzados


Notas iniciais
Oláá amores, como estão??? Venho aqui com mais m capítulo cheinho de amor para vocês ❤❤❤❤❤ Obrigada de coração por todo carinho, vocês são sensacionais, os amo muito ❤❤ Espero que gostem ❤

— Isso, agora vamos tomar café que temos que correr pra Folha, hoje é dia de reunião, você terminou sua nova notícia? – Me perguntou curiosa.

— Terminei, e já preparei uma outra para concorrer a nova coluna – Respondi comendo uma torrada.

— Você sabe que o Cebola vai nessa festa, não sabe? – Ela perguntou parando no meio do corredor de acesso aos quartos.

— ..... Sei – Respondi pausadamente – O que que tem?

— Nada, só achei melhor te lembrar – Ela concluiu sumindo para dentro do seu quarto.

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Levando em consideração a correria, a semana passou voando, não consegui ver meu noivo e muito menos sair novamente com meus amigos, a Folha me comprometeu exatamente todos os dias, tanto eu quanto a Maga, que sequer parou em casa.

Pelo menos havia conseguido convencer o DC de ir ao aniversário do meu irmão, assim o veria no final de semana, e poderíamos curtir uma festa juntos, um pouco longe dos negócios.

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POV Cebola

Meu telefone tocou pela terceira vez sem parar, virei na cama em protesto, mas quando vi que o nome da Amanda estampava a tela do celular acordei para atender, era sábado, dia do aniversário do Titi, e ela estava eufórica querendo passar no shopping para comprar uma roupa. Não podia ser rude, mas estava inteiramente sem vontade e sem saco para a acompanhar, inventei a primeira desculpa que me veio na cabeça e sob muitos protestos, consegui acalmá-la e somente então desligar a chamada.

Naquela última semana, estava com um pouco de dificuldade de pegar no sono, e não suportava quando me acordavam cedo em pleno final de semana, diversas vezes me contorci por pelo menos duas horas na cama antes de conseguir dormir. Sinceramente não sabia – ou preferia não saber- o real motivo para isso, uma vez que minha vida estava em paz, tudo vinha dando certo.

Fugindo desses pensamentos, levantei num pulo para tomar banho e num ato de descuido, derrubei absolutamente tudo que estava em cima da cadeira giratória do computador.

Reclamei mentalmente vendo o tanto de coisas caídas no chão e assim que agachei para pegar, vi o livro no qual a Amanda havia me dado no dia da sessão de autógrafos, o exemplar a mais que havia ganhado da Mel.

Até aquele dia, evitei ao máximo lê-lo, mas naquela hora me pareceu o certo a se fazer, me sentei calmamente na cama, o abri, e comecei a analisa-lo, antes mesmo de terminar a primeira folha, aquela na qual narrava perfeitamente o dia em que nos conhecemos, meu pensamento me pregou uma peça, voando longe, diretamente para a última vez que tínhamos nos visto, na palestra da faculdade.

Não sabia de onde havia tirado coragem para ir até ela, mas não podia ser tanta coincidência nossos caminhos se cruzarem inúmeras vezes como vinha acontecendo, era um sinal.

Chamei seu nome, ela relutou para virar, e quando finalmente me fitou, foi inevitável, nossos olhares se cruzaram e eu pude jurar que meu coração teria disparado me deixando sem jeito, se não fosse pelos meus anos de amadurecimento e maturidade adquiridos.

Não que eu ainda sentisse a mesma coisa de antes, mas foi realmente difícil superá-la quando ela foi embora, foi como se metade de mim pegasse o avião e partisse sem olhar para trás. Me senti desarmado, sem forças para lutar pelo que eu queria, uma vez que eu sabia que seria totalmente egoísmo da minha parte.

Num ato impensável, a abracei forte e pude sentir seu coração, tê-la novamente perto de mim, foi estranho, foi pesado e foi marcante.

Com a mesma rapidez que começamos a conversar, ela precisou parar, atender ligações, de negócios acredito eu, mas antes de nos despedirmos, pude ver, como um fio de esperança para a saudade deixada, o colar pendurado em seu pescoço, intacto, o mesmo que estampava a capa do livro, no qual a presenteei há cinco anos atrás, aquele que marcava nossa história.

Sorri involuntariamente, e pude ver um sorriso em seu rosto também, ela estava feliz, e para falar a verdade era exatamente isso que importava, tínhamos seguido caminhos diferentes, mas ambos estavam realizados, então a nossa decisão de cinco anos atrás havia valido a pena.

Sai do transe chacoalhando a cabeça e fechando o livro fortemente, como se desse choque o soltei na cama, e voei para o banho, liguei no mais gelado que consegui e me joguei dentro, o que quer que fossem os pensamentos que vinham me afligindo, precisavam parar o mais rápido possível.

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Buzinei mais uma vez impaciente e quando finalmente a Amanda abriu a porta me deixou boquiaberto, a demora havia valido a pena, estava simplesmente linda.

Entrou no carro com um sorriso, achando graça da minha cara de admirado, e após um beijo demorado, dei partida a caminho da festa.

Não era longe, cerca de dez minutos depois avistamos nosso destino, na frente do local um aglomerado de gente que eu conhecia muito bem, já se encontrava papeando e bebendo, inclusive o Titi que bateu no capo do carro com um sorriso ao me ver estacionando.

— Fala cara – O cumprimentei assim que desci. – Parabéns.

— E ae Cebola, sempre demorando para chegar hein – Xaveco brincou dando um tapinha em minhas costas.

— A culpa é totalmente dela – Apontei a Amanda que ao terminar de cumprimenta-los com um aceno, caminhou para as amigas da época da faculdade, as quais fazia muito tempo que não via.

— Mas e ai, tem coisa pra comer aqui? – Perguntei faminto.

— Claro, tem lá dentro, vai lá – Titi apontou o caminho.

— Perai, aquele é o Cascão chegando acompanhado? – Xaveco perguntou rindo – Desencalhou foi?

— Quem é a mina? – Titi perguntou curioso.

— É a Magali, amiga da sua irmã – Eu respondi cruzando os braços com um sorriso, pelo jeito dar o número dela para o Cascão havia sido jogada de mestre.

— Magali? É a assessora da Monica – Titi concluiu admirado – Ai sim! O Cascão mandou bem.

Não deu tempo de continuarmos a falar, uma vez que eles desceram do carro sorridentes, e Cascão tratou de apresentá-la.

Todos acenamos interessados nas notícias, mas ele nos lançou um olhar ameaçador e imediatamente percebemos que se estragássemos aquele momento com qualquer brincadeira, a briga seria feia e duradoura.

— Parabens Titi – Magali o cumprimentou entregando um presente.

— Não precisava Magali, você sabe – Ele agradeceu sem graça – E cadê a Mo? Ela me disse que viria cedo para ajudar, mas nem apareceu.

— Ah ela já está chegando, me mandou mensagem ainda a pouco... Teve que passar na Aprel antes, está vindo com o... – Ela começou a explicar, mas foi interrompida.

— Olha ela chegando ai – Titi cortou, vendo a BMW importada do cunhado se aproximando devagar.

— Ela veio com quem? – Perguntei involuntariamente, mais para mim do que para qualquer outra pessoa que estivesse ali, por sorte ninguém pareceu escutar.

A resposta não demorou a vir, e foi com uma palpitação, que a vi saindo do automóvel junto com um homem que não reconheci e em seguida segurar em suas mãos para caminharem até onde estávamos.

Percebi que sorrisos e risadinhas acompanhavam os passos deles, totalmente sem reação, aproveitei o momento de distração e deixei o local, sorrateiramente tratando de apressar o passo para dentro do salão.

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Procurei algo para comer e beber e em seguida a minha namorada que havia simplesmente sumido. Olhei mais um pouco pelo salão, e sem sucesso, parei próximo ao Cascão que já havia entrado logo atrás de mim com um sorriso de orelha a orelha.

— É, pelo jeito a carona foi ótima – Brinquei o empurrando.

— Posso te dizer que valeu a pena, estou te devendo uma pelo número – Ele respondeu, pegando algo para beber. – E você, fugiu por que?

— Não fugi... Só estava com fome, entrei para comer e procurar a Amanda – Respondi com firmeza, colocando convicção em todas as palavras.

— Haham, a Monica chegou acompanhada, foi só coincidência sua saída, ou você achou que ela ia esperar cinco anos solteira por você? – Ele perguntou curioso.

— Cascão, de onde você tira essas coisas? Nada a ver, eu namoro lembra? Quero que ela seja feliz, é isso que desejo para nós dois – Respondi cruzando os braços.

— Bom, você que sabe, eu vou atrás da minha gata, falou! – Ele concluiu sumindo de vista.

Dei de ombros, e tornei a caminhar pelo salão, ainda a procura da Amanda, o local estava lotado, a música alta invadia meus ouvidos, na maior potência. Só parei quando bati de frente com alguém, derrubando um pouco do que tinha acabado de pegar para beber. Segurei seu braço como defesa pós baque, e somente quando levantei a cabeça vi que era a Monica, olhando assustada para o liquido que tinha acabado de cair no chão.

Posso jurar que um filme passou rapidamente em minha cabeça, enquanto olhava para ela que levantou a cabeça e não tirou os olhos dos meus, eu vi o cenário mudando, e a festa da faculdade acontecendo há exatos cinco anos atrás, onde da mesma forma havíamos nos encontrado pela primeira vez.

Notas finais
Bom pessoal, espero que tenham gostado ❤ ❤ ❤ Se puderem deixem seus comentários, são super bem vindos, e lidos com muito carinho ❤ Beijãooo e até o próximo capítulo ❤