Meu querido anjo-Percabeth

1 Capítulo 1: Primeiro dia de Aula.


P.O.V. Percy.

Fim de férias, primeiro dia de aula em uma escola nova.

Que saco! Felizmente meu melhor amigo Grover vai estudar comigo.

Ele é veterano e conhece todo mundo.

Assim que chegamos ele me apresentou pra todo mundo, mas minha atenção estava focada em uma garota muito linda.

–Ai, quem é aquela mina?

–Anabeth Chase, melhor aluna da nossa sala.

–Vou falar com ela.

Caminhei em direção aquela deusa e parei na sua frente.

–Oi, sou Percy Jackson.

–Oi, sou Anabeth Chase.

Estendi a mão pra ela, mas ela não pegou.

Um cara veio por trás dela e tentou assustá-la.

–Oi Luke, é bom rever você.

–Ah, cara! Como é que você faz isso?

–Eu já expliquei isso pra você um monte de vezes.

O sinal tocou e uma outra garota veio buscar a Annie.

–Vem, vamos pra sala.

Ela sentou bem na frente e não anotou nada. Apenas ficou escutando o professor falar.

Quando soou o sinal do almoço perguntei pro Grover:

–Como ela pode ser a melhor aluna da classe se não anota nada.

–Ela não anota nada porque é cega Percy.

–Cega?

–Sim. Annie nasceu cega, mas os outros sentidos dela são muito mais aguçados que os nossos.

–Então foi assim que ela previu a chegada daquele Luke.

–Ela não previu, ela ouviu e sentiu o cheiro. É impossível assustar a Annabeth.

–E a garota que está sempre com ela?

–Silena Beauregard.

–Elas são parentes?

–Não, são melhores amigas.

–Ela tem namorado?

–Qual delas?

–Annie.

–Não.

Elas estão vindo em nossa direção.

–Com licença, eu gostaria muito de ver você Percy.

–O que?

–Ela quer tocar no seu rosto.

–Ah! Tudo bem.

–Feche os olhos.

Pude sentir as mãos dela no meu rosto e nos meus cabelos. Ela tocou cada centímetro da minha face.

–Qual é a cor dos seus olhos?

–Azuis da cor do mar.

–E a dos seus cabelos?

–Pretos.

–Você tem cheiro de maresia e perfume masculino. Polo verde.

–Luke, desista.

–Que droga!

Todos demos risada da cara de indignado dele.

O cara parecia ser o maior otário, tipo o cara que apronta pra cima de todo mundo, que zoa e humilha os nerds, que passa cantadas toscas nas garotas e que se acha demais.

E ao que parece eu tenho razão. Ele está implicando com um rapaz que está tentando guardar seus livros no armário, mas Annabeth vai interferir.

–Para com isso Luke, deixa o Cameron em paz. Ele nunca fez nada pra você, pra nenhum de vocês. Deviam se envergonhar! Agora chispem!

Os caras vazaram.

–Obrigado Annie.

–De nada.

Ela se agachou e começou a tatear o chão em busca dos livros.

–Deixa Annie, eu pego.

–Eu vou ajudar você. Serviço completo lembra?

–Como eu poderia esquecer.

Depois de pegar os livros do chão ele a ajudou a levantar.

–Valeu Cam.

–De nada.

–Se precisar é só chamar.

–Eu sei. Muito obrigado.

–O que foi? Tem alguma coisa pra me falar.

–É que, você deve achar que eu sou um covarde.

–Você não é Covarde Cameron, eles são. Nem acredito que aquele ser é meu primo.

–Ele é seu primo?

–É. Pior que é.

–Vocês são tão diferentes, você é tão legal e ele não é.

–Eu sei. Meu tio Hermes fala que é só uma fase e fica passando a mão na cabeça dele, mas isso tá longe de ser apenas uma fase.

Fiquei meio descrente ao saber que o tal Luke era primo dela. O menino tinha razão em dizer que eles eram muito diferentes.

Totalmente opostos. Acho que é porque os pais os criaram de formas totalmente diferentes.

Mesmo a Annie sendo cega a mãe dela, ao que parece nunca a tratou de forma diferente, acho que é porque ela quer que a filha se sinta como qualquer outra pessoa. Deve ser difícil pra ela ter que lidar com um mundo feito para as pessoas que veem.

Imagino o que ela vê. Será que é tudo escuro? Será que é tudo claro?

Como será que uma pessoa cega enxerga o mundo ao seu redor? Gostaria muito de saber.

Será que ela se importaria em me responder?

–Ei Annie!

–Fale.

–Como você vê o mundo?

–Eu não vejo. Eu sinto, eu ouço. Mas, eu sinto e ouço praticamente tudo.

–Legal.

–Acho que as pessoas que enxergam tem os outros sentidos diferentes dos meus, menos potentes.

–Você pode estar certa.

–Olá Luke.

–Que porcaria! Será que algum dia vou conseguir te assustar?

–Vai sonhando.

Ela tão bonita, bondosa, inteligente, delicada, maravilhosa. Em resumo, ela é tudo de bom. Parece até um anjo.