Meu querido Onii-chan
1 Capítulo Único
Notas iniciais
(N/A: ESCUTE ESSA MÚSICA AQUI ENQUANTO LÊ)

Não sei quando tudo isso começou, quando dei por mim, todas as noites ia escondido para o quarto dele, e dormíamos juntos.
Éramos irmãos adotivos, tínhamos plena consciência disso. Nossa Okaa-san de consideração era estéril, por isso nos adotou. Meu Onii-chan é cinco anos mais velhos que eu. E, diga-se de passagem, é muito mais bonito.
Para mim ele é como o próprio sol, bonito, aconchegante, brilhante e quente.
Muito quente.
– Não acredito nisso! – suspirou nossa “Okaa-san”.
– Tudo bem? – perguntei olhando preocupado para ela.
A morena desligou a tela do computador e se levantou da cadeira.
– A minha secretaria nova fez besteira. – disse um tanto estressada e vestiu o casaco que estava pendurado na cadeira. – trocou os documentos que íamos mandar para a receita, agora o contrato ficará invalido. Preciso resolver isso agora.
– Ah. – devia ser a terceira secretaria que ela tinha naquele mês, nenhuma durava mais que uma semana.
– Preciso falar com o pessoal do setor fiscal agora! – pegou a bolsa que estava sobre a mesa e me deu um beijo na testa. – diga para o seu irmão cuidar de você, ele está jogando no quarto.
– Está bem. Até mais okaa-san. – dei-lhe um beijo na bochecha.
– Até.
A morena trancou a porta e saiu, deixando-me sozinho com meu onii-chan em casa, nosso pai estava viajando a trabalho (pela milésima vez), então ficávamos sozinhos na maior parte do tempo.
Fui em direção a geladeira, peguei duas latinhas de refrigerante e subi a escadaria em direção aos quarto.
– Onii-chan... – empurrei a porta com o cotovelo. – okaa-san teve que sair e pediu para você cuidar de mim.
– Hm. – respondeu ele.
Onii-chan estava em seu estado de alienação. O controle do Playstation 3 em mãos, os olhos caramelados vidrados na televisão, os cabelos loiros um pouco bagunçados e gritava enquanto ria:
– MORRAM! QUEM EXPLODE MAIS CRÂNIOS AGORA?! – e explodiu numa gargalhada.
Ok. Nessas horas ele ficava assustador.
Viciado em videogame, manhoso, ciumento e possessivo, era mais imaturo que eu, nem parecia ter dezessete anos.
Depois de uns quinze minutos de risadas psicopatas, gritos frustrados e alegres, Kise-nii finalmente zerou o jogo e se voltou para mim.
– O que você tinha dito otouto? – perguntou ajeitando as mangas da camisa preta que usava, pois antes estavam dobradas para não atrapalharem suas mãos enquanto ele jogava.
– Okaa-san teve uns problemas com a secretaria nova e teve que sair. – falei entregando-lhe a latinha de refrigerante. – ela disse que você devia cuidar de mim.
– Hm. – o loiro abriu a latinha e bebeu tudo num único gole.
Logo seus olhos voltaram para a televisão que exibia um enorme “play again?” enquanto eu ainda estava na metade de minha latinha.
Levantou-se e seguiu até o canto do quarto, pegando um aparelho de som e o ligando.
– Gosta de música eletrônica? – perguntou.
– Você sabe que sim. – respondi já com um terço da latinha vazia.
O loiro colocou um cd dentro do aparelho e o ligou.
– “I've been everywhere, man… Looking for someone…” — logo reconheci a voz.
– Rihanna? — ergui uma sobrancelha. – esse CD não é da okaa-san?
– Reconheceu rápido. – riu ele e desligou a televisão. – gosta de jogos otouto?
– Gosto. – franzi a testa, por que ele ficava perguntando coisas que já sabia a resposta?
– “Someone who can please me… Love me all night long…” – o som continuava a tocar.
– Eu tenho um jogo bem interessante, tenho certeza de que vai adorar. – foi em direção ao interruptor e girou o botão, fazendo o quarto ficar quase escuro.
– Que jogo é? – eu estava ficando curioso.
– “I've been everywhere, man… Looking for you, baby. Looking for you, baby. Searching for you baby!”
– É um jogo que geralmente só os adultos podem jogar.
– Mas você não é um adulto onii-chan, é um adolescente.
– Hm, está ficando esperto demais otouto.
A cada palavra que pronunciava ele se aproximava um passo, coloquei minha latinha, já vazia no chão e o encarei.
– E por que só os adultos podem jogar onii-chan?
– “…Where have you been? 'Cause I never see you out. Are you hiding from me, yeah?”
– Por que é uma coisa perigosa. – parou quando estava de frente para mim e começou a se ajoelhar, apoiando uma mão no chão e a outra foi até meu rosto.
– “…Somewhere in the crowd, ooohhhhhhhhh! Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah!...”
Seus dedos longos acariciaram lentamente meu rosto, e, por algum motivo, alguma coisa dentro de mim começou a ferver, fazendo-me ficar nervoso.
– ...“Where have you been? All my life, all my li-i-i-i-ife...”
– Onii-chan? – ergui uma sobrancelha, ele estava perto demais.
Logo sua respiração batia em meu rosto, ela estava irregular e quente, muito quente.
– Otouto... – sussurrou, e tocou seus lábios nos meus.
– …“Where have you been, all my li-i-i-ife?...”
O que… O que ele estava fazendo?!
Eu já havia visto aquilo em filmes, ou nas novelas que okaa-san assistia, mas nunca havia visto um homem beijar outro! Por que meu onii-chan estava fazendo aquilo?!
– Relaxe. – sussurrou ele colando os lábios ao meu ouvido, seu hálito quente causou-me arrepios. – já falei: você vai adorar.
– …“I've been everywhere, man. Looking for someone…”
Colocou um braço ao redor de meus ombros e começou a se inclinar para frente, fazendo-me deitar no chão.
– Mas... Onii-chan... – consegui dizer. – isso não é errado?
Ele segurou meu queixo e puxou meu rosto para cima, fixando seus orbes caramelados nos meus.
– Só é errado se você não gostar. Abra a boca.
– An?
No momento em que ia perguntar o porquê, senti sua língua adentrar rapidamente minha boca.
– “...Where have you been? 'Cause I never see you out. Are you hiding from me, yeah? Somewhere in the crowd! Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah!"
– Onii-chan! – tentei empurra-lo.
O mesmo apenas segurou meus pulsos, empurrando-os contra o piso de maneira e tornou a adentrar sua língua em minha boca. Senti meu corpo fraquejar, arrepiar e... Queimar.
– …“Where have you been? All my life, all my life... Where have you been, all my li-i-i-ife?”…
Sem que percebesse, comecei a ceder, um tanto curioso. Aquilo era diferente, mas era bom, por que não deixa-lo continuar?
Logo sua língua brincava com a minha, seus lábios famintos mordiam o meu inferior, meus pulsos logo foram libertados e rodeei seu pescoço com meus braços trêmulos.
Senti o maior apoiar as mãos nas minhas costas e me erguer, fazendo-me rodear sua cintura com minhas pernas.
Sem parar de me beijar, começou a andar pelo quarto, até chegar a cama e jogar-me nela.
Rapidamente, colocou-se sobre mim e suas mãos, bem maiores que as minhas, apertaram possessivamente minha cintura, erguendo um pouco meu moletom.
O contato de sua pele com a minha fez meu corpo arder.
– …“You can have me all you want anyway, any day. To show me where you are tonight, ooh, yeah, ooh…”
– Preparado para jogar otouto? – perguntou com um sorriso estranho no canto dos lábios.
– S-Sim. – respondi nervoso.
Logo suas mãos subiram por minha cintura, erguendo meu moletom. Ao chegar perto da clavícula, ele parou e seus dedos começaram a massagear minha pele, deixando leves marcas avermelhadas.
– O-Onii-chan... O q-que vai fazer...?
Ele não respondeu, apenas agiu.
Aproximou os lábios de meu peito e abocanhou um de meus mamilos.
– "I've been everywhere, man. Looking for someone. Someone who can please me, love me all night long, I've been everywhere, man…”
Um som, realmente estranho, escapou de meus lábios e imediatamente os tapei.
Kise-nii continuou com os lábios rosados grudados a minha pele, mordendo lentamente a ponta e acariciando um de meus botões com a língua avermelhada, deixando-os úmidos. Uma das mãos começou a massagear o outro, deixando-o ainda mais avermelhado.
Mordi minha mão com força, tentando conter aqueles sons estranhos. O loiro percebeu isso e aproximou os lábios já avermelhados de meu rosto, dando uma mordida fraca em minha bochecha.
– Não se contenha... – sussurrou roucamente.
Logo a mão que massageava meu mamilo desceu agilmente por meu abdômen, chegando ao cós de minha calça e, sem aviso nenhum, adentrou-a e agarrou meu membro.
–“Looking for you, baby! Looking for you, baby!”
Arqueei completamente as costas e retirei a mão de minha boca, deixando um grito escapar.
Tentei regular minha respiração, mas foi inútil. Kise-nii sorria enquanto seus dedos massageavam minha excitação.
Não que eu nunca houvesse me tocado, mas era completamente diferente com as mãos do loiro.
Sua língua umedecia a pele esbranquiçada de meu pescoço, deixando marcar roxas ali. Uma das mãos descia por minha cintura enquanto a outra masturbava lentamente meu membro desperto.
– “Searching for you, baby”!
Em algum momento, a música acabou e, por algum motivo, começou a repetir, e eu perdi completamente a noção de tempo enquanto os lábios famintos do loiro devoravam com avidez meu maxilar.
– O-Onii-chan... – gemi.
Ele me virou bruscamente, deixando-me de costas para si. A mão que estava em minha cintura começou a escorregar por minhas costas, alcançando o cós da calça e puxando-a para baixo enquanto deixava uma trilha de beijos molhados em minhas costas.
Mais um pouco, mais... Seus dedos logo alcançaram minha entrada numa caricia erótica.
– Aaah... – gemi afundando meu rosto no travesseiro.
A respiração abafada de Kise-nii descia por minhas costas, o loiro usou ambas as mãos para apertar minhas nádegas e afasta-las, dando-lhe uma visão privilegiada de minha entrada.
Era tudo tão estranho...
Mas tão bom.
Perdi completamente a razão ao sentir os lábios avermelhados do loiro encostarem-se a minha entrada, a língua úmida forçando entrada.
Apertei os lençóis brancos da cama com força, sentindo minha boca salivar. Meus olhos lacrimejavam, um calor absurdo consumia meu corpo, concentrado principalmente lá.
– Aaah... – gemi. – Onii-chan... Isso é b-bom... Aaah...
Minhas palavras pareceram incentivar o maior que começou a estocar-me com a língua. Meu membro gotejava, minhas pernas tremiam. Eu ia...
– Ainda não. – Kise-nii colocou uma mão sobre meu membro, impedindo-me de gozar.
– M-Mas... Onii-chan – abri a boca para protestar, mas ele logo me calou com um beijo.
Meu folego se esvaiu, mordi seu lábio inferior ao sentir um de seus dedos adentrando-me.
– M-Mais... – implorei sem ar. – mais... Onii-chan... – empinei ainda mais contra seus dedos.
Ouvi o maior gemer. Ele retirou os dedos de dentro de mim e retirou a camisa que usava, largando-a no chão. Num movimento ágil, desabotoou a calça e desceu-a na altura dos joelhos.
Meus olhos se arregalaram ao ver o tamanho do volume em sua box branca.
COMO ELE ERA GRANDE.
Mas... Como homens faziam aquilo?
Uma ideia surgiu em minha cabeça.
Ah não... Ele definitivamente não iria fazer o que eu penso que iria fazer!!!
Comecei a me mexer desconfortável, Kise-nii deve ter percebido pois acariciou delicadamente meu rosto e sussurrou:
– Não se preocupe. Eu não vou te machucar.
– M-Mas...
– Shh. – deu-me um demorado selinho e se afastou. – não quer jogar até o final?
Mordi meu lábio inferior. O que eu responderia? Kise-nii certamente que nunca iria me machucar, mas... Aquilo. Tudo aquilo... Éramos homens, “irmãos”... Eu não poderia.
– Não posso. – falei sentindo meus olhos lacrimejarem. – desculpe onii-chan... Não posso...
– Por que?
– Nos... Esse tipo de coisa só se deve fazer com quem se ama.
– Você não me ama?
– Amo, mas não é esse tipo de amor. Eu... Não sei explicar.
– Não quer ser meu Tetsuya?
Um arrepio percorreu meu corpo ao ouvi-lo chamar meu nome, Kise-nii sempre me chamava de otouto, eu... Arg! Minha cabeça está confusa!
– Deixe-me ir até o fim. – a ponta um tanto úmida de seu membro roçou minha entrada. – se não gostar, nunca mais farei. Por favor. Só uma vez.
Seus olhos caramelados estavam um tanto desesperados, as mãos em meu corpo tremulas, a respiração abafada e as bochechas levemente coladas.
– E-Está bem... – fixei minhas safiras em seu rosto. – c-confio em você, onii-chan.
– Kise. – inclinou-se sobre meu corpo e beijou minha nuca. – chame-me de Kise.
Dito isso, penetrou-me de uma vez.
Eu teria gritado ainda mais alto se minha voz não houvesse sido abafada pelo travesseiro.
Logo Kise-nii começou a me estocar brutalmente, acertando algum lugar que me fazia perder o controle das pernas e gemer ainda mais alto.
– K-Kise... – gemi. – m-mais forte...
O loiro moveu-se com quase violência dentro de mim. O atrito entre nossos corpos era evidente. A pele levemente bronzeada do maior estava com uma camada de suor e seus olhos brilhavam de excitação.
O mesmo mordeu meu lóbulo, uma mão seguiu para um de meus botões e a outra apertou fortemente minha excitação.
– Goze para mim Tetsuya.
Só com o contado de seu hálito quente em minha pele, foi o suficiente para eu chegar ao ápice, num orgasmo forte.
Eu já havia me tocado varias vezes, mas nunca havia sentido tanto prazer...
O maior estocou-me mais algumas vezes até derramar-se dentro de mim. Retirou-se e senti um liquido quente e viscoso escorrer por minhas coxas.
O loiro largou-se ao meu lado, rapidamente me puxando para cima si e afundando o rosto na curva de meu ombro.
– Gostou?
– S-Sim... – respondi corado.
– Ótimo. – segurou meu rosto e colou nossos narizes. – se deixar outra pessoa te tocar assim, eu a mato.
Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, seus lábios tomaram novamente os meus.
Viciado em videogame, manhoso, ciumento, possessivo e um maníaco sexual.
Que exemplo de vida você é hein meu querido Onii-chan?
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