Notas iniciais
EU SEI QUE DEMOREI, MAS SEM FICAR DE FRESCURA NAS REVIEWS TÁ? CANSEI DE VCS ME PEDINDO PRA POSTAR MAIS RÁPIDO

- Eu não estou — respondeu seco.

- Não, eu que estou, você está feliz como um pônei — ironizei — Por que você está de mau humor?

- Não estou!

Bufei.

- Tudo bem, então, continue no seu bom humor — saí andando para o lado de Mary Jane. Ela andava pensativa.

- Por que ele está de mau humor? — perguntei.

- Ciúmes.

Levantei as sobrancelhas, esperando mais explicações.

- De você! Ele não gostou de você ter ido à festa ontem.

- O problema não é dele.

- Ele acha que é. Ele não gosta de meu irmão, lembra?

- Mas eu gosto!

- Por que você está falando isso para mim? É com ele que você tem que conversar.

- Meu Deus, o que está acontecendo com vocês? Vou falar com meu pai. Está impossível conversar com vocês.

Mary Jane tinha razão, apesar de ter sido grossa. Eu precisava conversar com ele. A volta para casa foi silenciosa.

- Então, tchau.

- Harry! Aonde você vai?

- Para casa.

- Quero falar com você — cheguei mais perto e segurei sua mão, não deixando ele ir.

- O que foi? — perguntou soltando sua mão da minha.

- Por que você está assim? O que eu fiz?

- Você não me escutou, foi à festa de John!

- Quem te contou?

- Mary Jane.

- Mas ela não tinha nada a ver com isso!

- Viu? Você nem planejava me contar!

- Não mesmo! Eu sabia que você ficaria assim!

- Eu me preocupo com você e sei que John não é uma boa pessoa! Você vai acabar magoada, eu tenho certeza! E eu terei que te consolar!

- Ah, então você acha ruim ter que me dar apoio quando preciso?

- Não, eu acho ruim te ver magoada!

- Como você pode saber que John é assim?

- Porque eu moro em Holmes Chapel há mais tempo que você! Conheço May Jane e sua família há mais tempo que você, conheço ele há mais tempo que você e sei do que é capaz de fazer! Conheço garotas que se iludiram e acabaram magoadas por causa dele! John é um bêbado que não presta! Ele não é bom o suficiente para você!
- Então eu sou iludida por gostar dele? E quem é você para me dizer quem é bom o suficiente para mim? Sei muito bem cuidar de mim mesma, não preciso de alguém dizendo que meu relacionamento vai dar errado antes mesmo dele ter começado! — comecei a chorar de raiva. Eu odiava isso. Eu não chorava só de tristeza, chorava de raiva também e era algo incontrolável. Isso não ajudava muito nas brigas, porque sempre me fez parecer mais fraca — Eu decido com quem vou ficar, não você!

- Ah, é? Pois então vá lá, ficar com John, enquanto eu preparo o que vou falar para você quando ele te magoar de alguma maneira! Já vi ele traindo namoradas, batendo nelas, ofendendo-as... Ele fará a mesma coisa com você! Quando ele fizer isso, eu serei o primeiro da fila para dar uma boa surra nele, mas eu também estarei bravo com você, que não me ouviu!

- Vou mesmo! Estou indo agora mesmo falar com ele, dizer que meu melhor amigo me magoou e ele vai me consolar!

Harry correu para sua casa e bateu a porta. Fiz o mesmo. Quando fechei a porta, dei um grito.

- O que aconteceu? — Mary Jane desceu correndo as escadas.

- Harry aconteceu! E eu estou indo agora mesmo para a casa de seu irmão.

Mary Jane tinha uma cara confusa.

- Por quê?

- Depois explico.

Lavei o rosto e fui a pé para a casa de John. Bati na porta e esperei. Bati de novo. Ouvi um barulho lá dentro.

- Olá! — gritei.

Depois de um tempinho, John abriu a porta.

- Oi!

- Demorou, está tudo bem?

- Eu estava tomando banho, desculpa.

- Tudo bem.

Abracei-o.

- O que foi?

- Briguei com Harry! — eu chorava de tristeza dessa vez.

- Ah... Eu... Por quê? Ah, entre.

Entramos e nos sentamos no sofá.

- Não foi nada demais, mas ainda assim...

Ele me abraçou.

- Eu... Me desculpe, não posso falar agora. Tenho compromisso.

Soltei-me de seus braços e sequei as lágrimas.

- Aonde vai?

- Nada demais.

Levantei uma sobrancelha e ele ajeitou a camiseta, escondendo uma marca.

- O que é isso?

- Isso o quê?

- Isso que você acabou de esconder de mim.

- O quê?

Levantei-me e puxei sua camiseta. Havia uma marca.

- Isso é um chupão? — acusei.

- Não...

- Você acha que eu sou idiota?

Ele não respondeu.

- Você estava com ela agora! Por isso demorou para atender a porta! Ou estava com outra garota, diferente da que te deixou com essa marca?

- Eu... Achei que você não queria mais saber de mim...

- Sabe de uma coisa? Harry tinha razão. Você não presta.

Ele ainda dava desculpas sem sentido.

- Não! Espere!

Levantei as sobrancelhas.

- Estou esperando.

- Desculpe-me. Eu realmente achei que você não gostava de mim.

- Claro. Não nos falamos em algumas horas, isso realmente é justificativa para me trair duas vezes desde a madrugada de ontem! E é bom que você não magoe essas garotas também. Elas com certeza merecem coisa muito melhor que você. Eu defendi você de Harry, sabia? Briguei com ele por nada — eu me controlava para não chorar — e quebrei a cara. Graças a Deus nós não tínhamos nada sério.

Ele me segurou pelo braço.

- Solte-me.

- Não. Eu gosto de você.

- Mas eu não gosto de você.

- Eu sei que gosta.

- Não!

Ele apertou mais meu braço.

- Solte-me.

- Você não vai me deixar aqui com cara de idiota, vai?

- Na verdade, vou sim.

Lembrei-me do que Harry falou. John era violento. Temendo algo mais perigoso, dei uma joelhada em seu estômago e saí correndo pela porta.

No caminho de volta, chorei. Chorei porque estava brava com Harry, brava com John, porque Harry estava certo e eu havia brigado com ele por nada e porque eu havia queimado minha língua. Aconteceu exatamente o que Harry havia previsto. Ao invés de ir para minha casa, fui à casa de Harry. Nem bati na porta, entrei e fui direto para seu quarto. Bati na porta.

- Entre — Harry respondeu.

- Oi — meu rosto estava inchado, eu estava despenteada e com certeza estava com a cara arrependida.

- Oi — ele respondeu. E ficamos nisso. Depois de um tempo, sentei-me em sua cama. Silêncio total.

- Você foi lá, não é? — finalmente o silêncio foi quebrado por ele.

- Sim.

- O que ele fez?

Expliquei o que havia acontecido.

- Se eu disser "eu avisei" você fica brava?

- Não.

- Eu avisei.

Sorri.

- Avisou mesmo.

Ele me abraçou.

- Desculpa — falei.

- Só isso, cabeça dura?

- É o máximo que eu consigo.

Ele riu.

- Já serve. É bom que ele saiba que não vai ficar por isso mesmo. Ninguém faz isso com você. Tudo vai ficar bem — ele riu — Sou péssimo em consolar as pessoas.

Ri também.

- Já serve. Obrigada — encostei-me em seu ombro.

Conversamos mais e acabamos adormecendo. Eu dormi em paz. Estava protegida em seus braços.

Notas finais
meuquaseirmaodeholmeschapel.tumblr.com
Ah, eu dei uma reformada no tumblr, tá bem bonitinho! Desculpem-me por demorar pra postar?