Meu príncipe patriota.
4 Minha Ísis. Minha pequena.
Notas iniciais

STEVEN ROGERS.
Ísis.
Ísis, nome da deusa egípcia. Deusa da maternidade e da magia.
Porém, a minha Ísis. Poderia ser facilmente, deusa da loucura, do bom humor e da paixão. Uma força da natureza imparável, também tão dócil e gentil ao mesmo tempo. Duvidava várias vezes que pudesse haver alguém mais distinto do que ela. Era como se várias mulheres habitassem o corpo de uma só. Em momentos, ela agia como uma menina inocente e insana. Em outras, uma mulher sedutora e poderosa que me envolvia em seus encantos. E depois, selvagem e brutal. E todas elas, me tiravam do eixo e todos os dias, eu me esforçava para manter meus sentimentos em controle.
A primeira vez que a vi foi uma das situações mais insanas da minha vida. Lembro com perfeição do dia que fui a recrutar.
(Flashback ON)
Bati na porta, calmamente. Desde da Batalha e do tratado, decidi que era hora de chamar alguém novo para os Vingadores. Inovar a equipe, depois da partida de Tony, Rhodes e visão.
A porta se abriu e ali foi a primeira vez que a vi. Ísis usava um vestido florido rodado e me encarava, como se visse o sol pela primeira vez. Seus olhos azuis brilhavam ao meu ver. Ela era tão linda! Meu coração batia rápido e eu estava ofegante.
— Pelo amor daquelas que amam os Vingadores! Você é meu capitão América. Disse, me encarando. — Meu príncipe patriota. Pai dos meus filhos. Marido que eu escolhi para ter na minha vida.
Eu a olhei por minutos em absoluto choque. Ela falou aquilo tudo realmente?
Aquela mulher era real?
— Você é a Ísis? Perguntei, pasmo e absorto.
— Eu mesma, poderosíssima. Como a espada de um samurai. Disse, colocando as mãos na cintura.
Oh Deus! Eu iria recrutar uma... Insana?
(Flashback OFF)
E eu recrutei. E foi umas das melhores decisões da minha vida.
Eu sequer conseguia acompanhar a linha de raciocínio dela. Porém, a beleza, a bondade e a imprevisibilidade ficaram marcados a ferro em minha mente. Nunca tinha visto uma mulher tão incomum em toda a minha vida. E nem o fato de sermos diferentes demais, impediu de me apaixonar por ela. E diferente de mim, ela nunca escondeu que me queria e que amava. Todos sabiam. No início, ela me assustava. Depois, todos os dias... Ela sorria. Ela brincava, treinava e sempre dizia o que pensava. Principalmente, sobre mim. Todos os dias, ela entrava mais um pouco em meu coração. Ela derrubava minhas barreiras e me trazia para ela. E o meu sentimento por ela crescia.
Depois, meu tratamento com ela mudou. De comprimentos tímidos, à algumas conversas. Chamando — a de pequena. Era carinhoso sem sequer notar...
Foi assim que me apaixonei por minha Ísis. Assim, que ela me pediu um beijo por não ter a deixado ir na missão.
Eu a queria.
Eu tinha me privado demais de a sentir, de a amar e não conseguia me conter.
Porém, antes que eu pudesse pensar. Ela selou nossos lábios. Eu queria mais, queria que ela aprofundasse aquele beijo. Queria a levar até meu quarto e tomá-la para mim. Ísis seria minha! Minha parceira de dança certa. Eu nunca havia sentido nada assim, com tanta intensidade.
A enlacei em meu braço, trazendo para mim. Não podia conter o riso com todas as coisas que ela falava para mim.
Então, na noite do cinema. Tudo foi por água abaixo. Ela ignorava minha presença, não me chamava de príncipe patriota ou amor e ficava sempre perto de T'Challa ou Bucky me enchendo de ciúmes. Então, eu decidi que ela estaria na missão. Se eu a deixasse ir, faríamos as pazes e voltaríamos ao que éramos antes.
Péssima decisão. Tudo havia dado errado!
***
— Steve. Ouvi o grito de Ísis por mim, ecoando em todo lugar. Fiquei alarmado e enlouquecido com a possibilidade dela ter se machucado. Porém, percebi que eu é quem estava em perigo. A granada explodiria em cima de mim, o escudo preso em minhas costas enquanto lutava. Ainda, tentei alcança-lo. Sem nenhum sucesso.
Mas, Ísis passou por mim como um vulto. Criando um escudo nos protegendo do fogo e dos fragmentos, porém não forte o suficiente para resistir ao impacto da explosão. A arremessando em um contêiner á metros de nós.
— ÍSIS. Gritei, sentindo o pânico e a dor me paralisarem. Não! Isso não poderia estar acontecendo. Corri para perto dela, pedindo a Deus que ela estivesse a salvo. Porém, o meu maior medo se concretizava diante dos meus olhos.
Ela estava ferida e sangrando. E eu estava perdendo-a.
Eu estava perdendo a única mulher que foi capaz de despertar algo em mim, depois de Peggy. Sangue demais, ela ainda com os olhos semi abertos lutando para manter a consciência.
— Ísis, amor. Fala comigo, por favor. Implorei, desesperado. Deixando que aquele sentimento sufocado saísse de dentro de mim. Queria que ela soltasse uma piadinha ou me chamasse de príncipe patriota. Eu queria ouvir sua voz, saber que ela estava bem.
Senti meus olhos lagrimejarem. E o medo da perda me tirar o controle. Ela tentou falar, movimentou os lábios e olhou para mim com aqueles olhos azuis brilhantes que agora estavam desesperados. A segurei nos meus braços, tentando fazer com que ela voltasse para mim.
— Precisamos tira-la daqui. Disse Bucky, me tirando do torpor. Seu olhar angustiado olhando para Ísis, a ergui em meus braços. Eu passaria por cima de milhares de exércitos, se isso significasse que ela estaria bem.
— Deus, ela está sangrando. Disse, com medo e dor. Havia ferimentos em sua cabeça e abdômen, e seu braço estava possivelmente quebrado. Senti seus olhos uma última vez em mim, antes de se fecharem. Se entregando a inconsciência. – Ísis, Ísis. Não faça isso comigo. Só abra os olhos para mim, por favor. E você vai poder me perturbar para sempre. Pedi, inutilmente.
— Capitão, ela está fraca. Porém, viva. Mas, precisa ser socorrida o mais rápido possível. Acredite em mim, eu sei toda a dor que está sentindo. Então, precisamos sair daqui agora. Disse, Wanda me encarando. Assenti, tentando pensar.
— Bucky pegue Ísis, por favor. Tome cuidado. Disse, ansioso por saímos daqui. Ele me encarou com dor, mas assentiu. Ele sabia que eu não queria entregá-la e que queria que ela estivesse comigo, porque se fosse a situação contrária seria exatamente a mesma coisa. Ele me daria a mulher que estivesse apaixonado para protege-la mesmo que não quisesse. Porque, isso que éramos amigos e irmãos. Uma família.
E Bucky mais do que ninguém sabia o que eu sentia por Ísis. E o que ela sentia por mim.
Segurei meu escudo, disposto a tirar quem estivesse no caminho. Wanda se posicionou do meu lado e suas mãos flamejaram vermelho, assim como seus olhos. Bucky estava atrás de nós, segurando Ísis.
No caminho, derrubei 5 homens que atiravam em nós. Wanda os arremessava nas paredes, os desacordando imediatamente. E o homem que jogou a granada estava ali nos olhando, e que Deus tivesse piedade dele. Porque, eu não teria. Corri em sua direção com o escudo em minha frente, o arremessando na janela ouvindo seus ossos quebrarem.
— Agora, você sabe como ela se sente. Disse, o deixando ali.
Entrei no quinjet.
Meus olhos procuravam Ísis instintivamente, só queria estar com ela em meus braços o mais rápido possível. A achei rapidamente, deitava em uma maca de metal com Wanda usando seus poderes sobre nela.
— O que está fazendo? Como ela está? Disse, aflito e insanamente preocupado.
— Estou contendo o sangramento. Wakanda está perto e iremos diretamente para lá, a medicina avançada de lá pode fazer mais e melhor por ela. Já me comuniquei com T’Challa, a equipe médica já a espera. Disse Wanda, me tranquilizando minimamente.
— Eu falhei. Disse, segurando a mão de Ísis. Minha Ísis! — Prometi protegê-la e falhei. Continuei, a olhando. E ela se feriu, me protegendo. Afirmei, eu me sentia tão culpado, eu devia ter matado quem á feriu. Uma fúria que eu nunca havia sentido antes me corrompeu, eu queria sangue. Balancei a cabeça, tentando dissipar os meus pensamentos. O que Tony havia me dito sobre o lado negro de um homem, passou pela minha mente. Seria o meu lado negro arranhando a superfície? Isis era o gatilho?
— Steve, não se culpe. Ela vai ficar bem e você sabe como ela se sentiria se visse o príncipe patriota dela assim. Disse Bucky. O que eu não faria para tê-la incólume em meus braços me chamando assim, outra e outra vez.
— Chegamos. Disse, Wanda. O próprio T'Challa nos esperava com uma equipe medica fora do quinjet. Peguei em Ísis em meus braços e a levei para a maca. Os médicos apressados imediatamente a levaram para dentro e caminhei junto com eles.
— Como isso aconteceu? Eu deveria ter ido com ela. Disse T'Challa, extremamente preocupado. Contive o gosto amargo do ciúme que me dominou. Sim, eu tinha ciúmes de Ísis e não me orgulhava disso. Mas, assim como minha paixão por ela. Eu não conseguia evitar.
Expliquei para ele o que havia acontecido. Por minha causa.
— Quando posso vê-la? Perguntei, angustiado. Já estava horas ao lado de fora da sala e todos estavam comigo. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser entrar na sala e a olhar, pedir perdão, falar o que sinto.
— Eles fizeram uma cirurgia para tirar os poucos estilhaços que conseguiram atingi-la. Uma transfusão foi feita pela perda de sangue. E o braço quebrado foi imobilizado e levou alguns pontos na testa. É uma questão de tempo até ela acordar. Tudo vai ficar bem, Steve. Pode ir vê-la agora. Disse T' Challa, me observando calmamente. — Steve, por vezes a vida nos dá avisos para aproveitarmos o tempo do lado das pessoas que amamos. Disse, ainda me olhando. Todos eles ainda estavam lá, depois que todos souberam do acidente o hospital de Wakanda nunca esteve tão cheio. Era do que eu sentia pela Ísis que ele falava?
— Mais alguém tem algo a falar? Perguntei, para todos que me encaravam.
— Cara, só se declare logo e chame Ísis para sair. Vocês estão apaixonados... Disse Sam, dando um sorriso zombeteiro. – A pequena garota que laçou o herói americano. Terminou, rindo.
— Por mais incrível que possa parecer ele está certo. Disse, Wanda. — Eu sei muito bem disso. Continuou, me olhando com um sorriso de canto.
— E eu não preciso nem ler mentes para saber que vocês estão apaixonados. Ela é louca por você, Steve. Ela mesmo me contou. Disse, Bucky. — Só se declare e a chame para sair. E se ela perguntar, eu nunca falei nada. Continuou, esclarecendo.
Todos já sabiam disso? Do que sentíamos um pelo outro?
Me virei, caminhando para onde Ísis estava. Meu coração batia descompassado com a ideia de vê-la. Minha Ísis...
Entrei naquela sala e o meu coração batia tão forte, que até eu podia ouvi-lo. Segurei em sua mão, tão menor que a minha. Acariciei seu rosto, pedindo aos céus que ela acordasse e abrisse seus olhos para mim. Assim, como eu abriria o meu coração para ela.
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