Meu príncipe patriota.
23 Meu Steve
Notas iniciais

A festa foi noite á dentro. Entre danças e comida, todos estavam se divertindo e celebrando esse momento de paz. O fato era que, desde que o tratado de Sokovia foi assinado. Nenhum de nós, além de mim, podia ser visto em qualquer lugar do mundo. Afinal, ninguém queria ter algum atrito com o governo americano. Muito menos, deixar foragidos operarem livremente em suas fronteiras.
Mas, Steve por algum motivo, queria pendurar as chuteiras. E eu não pensava em impor nada, apenas gostaria o que ele fizesse o que o fizesse feliz. Porque, eu amava meu picolézinho de morango. Ele era tudo para mim... Absolutamente tudo.
— Você falou com Tony? Questiono, assim que sentei na cama.
— Tony estava aqui? Questionou, surpreso. Assinto... Ele suspira, chateado. Então, Tony não havia falado com ele. Sento em seu colo, acariciando seu rosto. Ele e Tony tinham muito a resolver. Mas, vamos esperar o tempo agir.
— Não se preocupe, baby. Vocês terão tempo para se resolver. Consolo, o envolvendo em meus braços. Meu lindo super soldado... Merda! Eu o amava tanto. Ele apenas assentiu, me envolvendo ainda mais em seus braços. – E então, noite de núpcias? Espero que não esteja cansado.
Ele gargalha e me joga na cama. E tenho certeza, que terei uma noite maravilhosa.
***
Eu e Steve havíamos decidido adiar a lua de mel. Eu havia concordado por termos basicamente acabado de chegar de uma pré lua de mel no México. A verdade é que Steve estava preocupado, Sam e Natasha seguiam investigando e descobriram que o governo americano estava vendendo tecnologia chitauris para grupos terrorista e aquilo, fez apenas Steve se decepcionar mais com o país que ele jurou proteger. Afinal, uma coisa era... A Hidra e outra, bem diferente. Era o tio Sam, vender e financiar o terrorismo no mundo.
Simplesmente, achava que meu ‘’bombomzinho’’ era muito inocente para nunca ter imaginado, uma hipótese igual ou semelhante à essa. Mas, Steve vinha de uma sequência de decepções, desde o tratado de Sokovia.
Sabia que ele estava planejando uma última missão com Natasha, Sam, Bucky e ele. Desde de minha última missão, Steve simplesmente me mantinha fora da linha de combate. O que me deixava puta e por isso, estava indo atrás dele na sala de treinamento agora mesmo.
— Sabe, eu posso ser a sua mulher. Mas, ainda sou uma vingadora. Reclamo, fazendo o parar de socar o saco de areia. – Porque, não me deixa ir em missões? Questiono, parando na frente dele.
O problema é que Steve era super protetor. Devia ser alguma sintonia de super soldados. Desde que começamos a namorar, ele me mantinha fora. Eu sei que na minha primeira missão, tinha dado uma imensa merda. Mas, isso não era motivo para ele pirar. Era?
Amava Steve, mas ia chutar a bunda dele com toda a força que eu tinha.
— É muito perigoso. Justificou, voltando a bater no saco. Uso meus poderes para desviado e ele soca o nada, caindo dois passos para frente. Me fazendo rir...
— Eu sei que é perigoso... Por isso, eu treino e tenho poderes, lembra? Digo, cruzando os braços. – Porra Steve! Você é complicado? Ou só é assim comigo, que sou sua esposa?
— Justamente, por você ser a minha esposa que tenho que protege-la. E... Linguagem. Diz, dando dois passos em minha direção e cruzando os braços. Reviro os olhos.
— Não estamos mais nos anos 40, bonitão. Eu posso me proteger e você não pediu cuidado com a linguagem, quando estava me fodendo ontem à noite. Assinalo, colocando a mão na cintura. Golpe baixo para uma deusa do Egito, eu sei. Mas, uma mulher tem que usar as armas que tem. – Faça uma aposta comigo? Se eu te vencer em uma luta... Eu irei na missão.
Os olhos de Steve foram para luxuria á medo em 2 segundos. Foi bem isso! Ele me olhou, como se tivesse enlouquecido completamente. Steve era uma dos maiores artistas marciais que o mundo já viu, ele sabia de tudo um pouco. Não se cansava, não parava e continuava lutando, até depois de cair.
Já eu... Bem! Eu tinha um bom soco e movia coisas com a mente. Mesmo Natasha, me ensinando vários movimentos e eu aprimorando meus talentos. 1 ano e alguns meses de treinos intensos, não iam me fazer derrubar Steve.
— Você enlouqueceu? Está bêbada? Disse, chegando perto de mim.
— Não. Eu não bebi... Acho! Digo, franzindo a testa em confusão. – E você sempre sou que eu não era muito normal. Concluo, deslizando a mão sobre seu peito.
— Não vou lutar com você. Recusa, terminantemente. Me fazendo gritar de frustação. Porra!
— Você é um... É um... Bundão! Xingo, apontando para ele. Okay! Péssima escolha de palavrão. Eu, plenamente, poderia fazer melhor. Mas, ele era meu marido. Dou um soco em seu ombro com todo força, que tinha. Ele sequer se move do lugar, já eu... Parecia que tinha batido em uma parede de concreto. Seguro minha mão, frustrada e sinto lagrimas de raiva em meus olhos. – EVAI FICAR SEM SEXO. Grito, saindo de perto dele.
Assim que cruzo a porta, tentando sumir no corredor. Dou de cara com Bucky, Nat e Sam rindo. Se ele não me deixasse ir nessa missão, ele também ficaria sem diversão.
***
Duas semanas, eu estava meio brigada com Steve e nós não ‘’ fazíamos bebes’’ desde a briga na sala de treinamento. Estava frustrada, estressada e vivia chorando pelos cantos, morrendo de saudade do meu capitão. Mas, estava todo mundo vivendo um inferno e era por minha culpa.
O que me fazia rir silenciosamente, já que eles apoiavam Steve em me deixar fora das missões ou nenhum deles tinha coragem de dizer ao contrário. Covardes e medrosos... É isso que eles são. Mas, eles estavam pagando por isso. Mesmo que eu também estivesse pagando por isso... Estava subindo pelas paredes, implorando pelo toque do meu capitão.
Mas, nunca daria o braço a torcer.
Já Steve... Bem, imagine um super soldado frustrado sexualmente, convivendo com pessoas e coordenando treinamentos, todos os dias? Ninguém estava suportando Steve.
Risos internos.
Talvez, nem tantos risos assim. Eu queria meu homem, só que meu homem era um menino mal e mandão que não me deixava ir nas missões. E eu o puniria por isso.
— Ísis. Chamou Steve, se sentando ao meu lado.
— Ouço uma voz... Será um mosquito? Digo, batendo as mãos no ar. E depois, afastando a cara do Steve com a mão. Ele geme de frustação e esconde o rosto em meu pescoço, depositando um beijo nele.
Por um instante, me arrepio todinha e estou mais seca de vontade de pular nele, que toda a falta de agua do deserto do Saara. Porém, eu não iria ceder. Ou Steve me dava o que eu quero... Ou nada feito.
— Baby, por favor. Tente entender. Implora Steve, depositando beijos em meu pescoço, ombro e maxilar. Maldito sedutor! Me levanto, me livrando dos seus braços.
— Boa noite, Capitão. Digo, indo para o nosso quarto. Não iria ceder, eu poderia ajudar fazer a diferença. Apesar de ser louca por Steve, foi para isso que aceitei. Foi para isso que aceitei ser uma Vingadora. Mesmo, que seja foragida.
E com isso, deito na minha cama. Pegando, quase que imediatamente, no sono.
***
Acordo, indo direto para cozinha compartilhada. Eu estava com fome... Vejo a cozinha vazia e apenas, Wanda estava ali. Estranho aquilo, imediatamente.
— Aonde eles foram? Questiono, procurando Steve.
— Para uma missão. Disse Wanda, suspirando. Então, Steve havia feito aquilo comigo. Ele sempre me deixava de fora, como se eu fosse um cristal quebrável. Porque, ele faz isso comigo? Sento na mesa, meus olhos enchendo de lágrimas.
— Porque, ele faz isso comigo? Questiono, olhando Wanda.
— Homens... Sempre tentando nos proteger, quando não precisamos de proteção.Resmunga, tomando um gole de suco.
— Visão? Pergunto, ela assente, frustrada.
— Todos iguais... Mesmo, os feitos com vibranium. Assinalo, tamborilando os dedos na mesa. – Só porque, eu o perdoaria hoje. Digo, sorrindo.
— Porque? Questiona, confusa. Desço minha mão, fazendo movimentos circulares em minha barriga. Os olhos de Wanda se arregalam em pratos, me fazendo rir. — Você está gravida?
— Sim, eu estou. Steve queria a um tempo e eu sempre quis ser mãe. Então, concordamos em tentar, alguns meses atrás. Pensei que você já sabia... Com a coisa toda de ler mentes. Digo, sorrindo. Ela se levanta e fica ao meu lado, usando sua nevoa vermelha em meu ventre.
— Ora, ora... O que temos aqui? Diz, sorrindo. – Quando, você descobriu?
— Tem três dias. Minha ‘’ amiga vermelha’’ estava atrasada e fui ao centro médico fazer exames. E então, estou com 2 meses de mini super soldier. Digo, feliz. – Eles querem fazer mais exames, porque minha gravidez pode ser complicada pelo soro. Então, eu ia contar ao Steve hoje. Preparei os sapatinhos com o escudo do capitão e tudo...
Só que ele se mandou em uma missão estupida. Depois, que eu descobri o meu mini cap, havia adiado a discussão sobre missão para daqui a nove meses. Agora, eu só esperava que Steve voltasse bem para dar a boa novo. Meu semi deus do Egito estava a caminho...
***
Três dias depois, eles estavam de volta. Meu coração estava aliviado e a surpresa já estava pronta. O quinjet já estava pousando e eu corria à torre de pouso, mesmo Wanda implorando que não corresse. Ela estava em modo ‘’ Proteja sua amiga grávida ‘’. Cheguei perto do quinjet, esperando ver meu deus grego barbado. Mas, só tinha T’Challa, Nat, Sam e Bucky com péssimas caras.
Ísis respira. Pensei, andando mais e mais rápido.
— Onde ele está? Grito, já preocupada. Todos se assustam e me observam dolorosamente. Não! E não... Me recuso a pensar em qualquer coisa. – ONDE ELE ESTÁ? CADÊ O MEU MARIDO? ONDE STEVE ESTÁ?
Todos se aproximaram de mim, tentando me acalmar. E eu me afastei prontamente, ele não podia estar morto. Não agora, não assim... Nós tínhamos tudo pela frente.
— Steve foi capturado, Ísis. Disse Natasha. Impossível! Ele era o melhor... Olho para ela, pensando nas coisas que poderiam fazer com meu capitão e desmorono nos braços de Bucky, chamando o nome de Steve.
Meu Steve.
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