Meu príncipe patriota.
9 Declarando o love.
Notas iniciais

Pelo amor de Sekhmet. Será que ele viria? Cruze os dedos, Ísis. Pensei, enquanto me arrumava. Mentaliza que pensamentos positivos atraem coisas boas. Steve era um gentleman, a probabilidade que ele viesse era mínima. Fui até o banheiro, visualizar o estado do meu look no espelho. Pensamento atrai. O que eu penso para atrair meu príncipe? Comecei a andar pelo quarto. Eu estava tremendo um pouco e bem nervosa. Encarei a porta do meu quarto, estiquei meus braços e mexi meus dedos como Capitão Jack Sparrow fazia.
— Venha para mim, Príncipe patriota. Vamos lá, meu capicolé de morango. Disse, olhando fixamente para porta. – Não me decepcione, amor. Vem logo, caralho. Gritei o palavrão e ouvi batidas na minha porta. O susto foi tão grande que coloquei a mão no coração, dando um salto.
— Ísis, amor. Você está aí? Ouvi Steve, perguntar. Deus! Ele veio. Fiz uma rápida dancinha de comemoração. E corri para abrir a porta, respirando fundo. Joguei o cabelo, como a deusa da sedução que sou e segurei a maçaneta.
Abri a porta, ficando sem palavras. Ele ficava tão bonito mesmo com roupas simples. Deus caprichou demais naquele homem.
— Olá, meu deus grego. Disse, puxando ele pela mão para dentro do meu quarto. – Então, você veio só dar uma passada? Ou vai dormir aqui? Se você quiser, é claro. Disse, sorrindo tímida. Por favor, queira. Por favor, queira bastante. Pensei, o olhando.
— Sim, pequena. Eu vim para dormir aqui com você. Apenas, dormir. Steve encarou, olhando sério para mim. Às vezes, eu me sentia como se estivesse tentando desvirginar uma freira. Mas, eu sabia que todo esse trabalho valeria a pena. Esse boy seria meu! Na verdade, ele já era meu. Só faltava alguns processos e oficializações. Suas mãos foram para minha cintura, me erguendo em seu colo.
Pobre do meu coração. Que parecia bateria de escola de samba.
— Você será o motivo de todos os meus ''desgraçamentos'' de cabeça, Capitão. Disse, enquanto colocava minha mãos ao redor de seu pescoço. Tenho certeza que meu Steve não fazia ideia das reações que causava. Na minha cabeça, no meu corpo e na minha vida.
— Só estou tentando ser um cavalheiro. Disse, dando um sorriso de canto. Talvez, ele tentasse demais. Porém, não haveriam reclamações de minha parte. Ele me colocou na cama e se deitou ao meu lado, me encarando tímido. Oh Deus! Suspirei, sem nenhuma vergonha.
Todas as facetas daquele homem me encantavam excessivamente. Em um gesto instintivo, minhas mãos acariciavam seu rosto. Ele era tão perfeito! Em todos os sentidos da palavra, meu Steve era corajoso, honrado, gentil, amigo, fiel e leal. Tantas qualidades! Será que havia um defeito nele?
— Você é tão... Perfeito. Falei, suspirando. Ele me encarava com seus olhos azuis, brilhando.
— Eu nem sempre fui assim. E eu não sou perfeito. Afirmou, sussurrando. Ah! Eu sabia do que ele falava.
— Você está falando da sua versão antes do soro? Questionei, rindo. – Não se preocupe! Eu já fui na sua exposição. E devo dizer que sua versão de 50 kg e asmática, também me seduziu. Eu só teria que andar com uma bombinha na mão para emergências. Afirmei, seriamente. E eu fala realmente sério, ele era aquele coisa fofa maravilhosa que eu tinha vontade de beijar mesmo pequenininho.
Steve me encarou, surpreso. Soltando uma gargalhada.
— Você é única. Terminando, de rir. Enquanto, me envolvia em seus braços. Me puxando para pertinho dele, suas mãos em minhas cintura.
— Claro, amor. Sou uma deusa e proprietária do Nilo. O que você precisa entender é que eu sempre vou amar você, antes que você soubesse da minha existência. Em outras vidas, talvez. Quando eu era rainha do Egito e você, um general do exército gostosão. Sempre amei você, meu picolézinho de morango. Disse, pela primeira vez séria.
E isso era inédito! Só que eu amava Steve e o admirava, me lembro da primeira batalha dos Vingadores. Eu era uma adolescente! E assim, que vi ele lutar contra aqueles alienígenas me apaixonei. Eu via vídeos, eu o admirava, eu o defendia. E me inspirava nele para ser uma heroína. E depois, o gene X agiu e eu tinha poderes.
E o meu sonho se tornou real. Eu quase enlouqueci de desespero com as notícias da guerra civil dos Vingadores, Tony Stark contra ele. O governo o dando como foragido. E quando, ele apareceu na minha porta. Eu sabia que aquela era minha chance e não a desperdiçaria.
Steve pareceu acordar de uma hipnose e segurou meu rosto. Seu olhar transmitia tantos sentimentos, que eu precisaria de uma ressuscitação em minutos se continuasse assim.
Então, seus lábios estavam nos meus. Diferente, de seus selinhos delicados e carinhosos que ele sempre me dava. Esse beijo não tinha nada de delicado. Era intenso, poderoso, quase possessivo. Arrepiando minha pele, me fazendo ofegar e explorando minha boca. Tinha certa necessidade e mesmo assim, tão carinhoso.
— Eu te amo, Ísis. Sussurrou, segurando meu rosto. Meus olhos se encheram de lagrimas e eu mal podia conte-las. Cara, eu tinha conseguido. Meu Steve me amava, assim como eu o amava. O abracei com todas as minhas forças.
Ele me olhava ofegante. E eu estava hiperventilando.
— O que rolou aqui? Não estou reclamando. Mas, o que foi isso? Perguntei, confusa. A louca!
— Você não gostou? Perguntou, constrangido.
— Meu amor, eu amei. Foi uma delícia, estou até passando mal. Pensei que eu veria a luz a qualquer momento, de tão bom. Afirmei, desesperada antes que ele pensasse besteira. – Pode e deve me beijar assim, sempre que quiser. Terminei, o olhando. Ele sorriu, mais aliviado. E me fez descansar em seus braços por alguns minutos. Ele começou a cantarolar uma música que parecia antiga, eu não pude resistir muito ao sono depois daquilo. Somente me abracei mais a ele, em busca de contato.
— Boa noite, meu amor. Disse, sussurrando em meu ouvido. Eu era uma garota de sorte!
Eu nunca havia dormido tão bem em toda a minha vida. E acordei melhor ainda, com Steve me esperando com o café da manhã. Meu príncipe era o cumulo da perfeição masculina e o melhor de tudo é que ele era todo meu. Ele havia me liberado para os treinos, que seriam todos com ele. Até que eu melhorasse mais, o que era péssimo. Porque, ele pegava realmente pesado. Voltas no complexo, polichinelos, flexões, lutas insanas com ele, tiros com Bucky e Natasha. Ele estava me ensinando até como usar seu escudo, para qualquer eventualidade. Ele explorava ao máximo minha telecine, fazendo com que eu usava ela em meio a lutas. E me dessem largas vantagens sobre meus adversários.
E acredite em mim, esse foi só meu primeiro dia.
— Se você está fazendo isso para que eu desiste do nosso encontro. Lamento, amorzinho. Não irá acontecer! Afirmei, o olhando desafiadora. Por favor, deusa do Egito não desiste jamais. Eu esperei tempo demais para isso e nem outro Ultron, me faria desistir.
— Eu só quero que você seja a melhor de nós. Disse Steve, enquanto cruzava os braços.
— E qual é a necessidade disso? Perguntei, curiosa.
Ele se agachou, olhando em meus olhos.
— Quanto melhor, você for. Menos risco, terei de perder você. Explicou, acariciando meu rosto. -50 polichinelos, pequena. Disse, rindo.
— Eu odeio. Gritei, rindo. Eu amava aquele homem! – E hoje à noite, você será todo meu. Prometi, aquele encontro prometia.
— Mentirosa! E sim, eu serei. Gritou, de volta. Dei um gritinho animado e voltei a fazer meus MALDITOS POLICHINELOS.
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