Meu príncipe patriota.
12 Amor e super proteção.
Notas iniciais

***
Os dedos acariciavam minhas costas, não pude conter o sorriso ao sentir as mãos de Steve pelo meu corpo. Seu perfume e seu calor me acordando de um sono perfeito. Depois, do nosso constrangedor café da manhã. Nós trancamos no quarto e não sairíamos dali tão cedo. Meu capitão havia decidido não treinar naquele dia. O olhei, surpresa.
— Não iremos treinar hoje? Questionei.
— Não. Só quero ficar aqui com você, pequena. Disse, me acariciando. Me virei, encarando Steve. Seus olhos se prenderam ao meu corpo. Devo mencionar que estava nua? Assim, que chegamos ao quarto, tirei sua camisa e me joguei na cama. O dia já havia amanhecido e eu ainda não conseguia dormir. Todos os sentimentos que eu sentia naquele momento não me deixavam dormir.
Steve me puxou para cima dele na cama. Ofeguei, surpresa pela atitude. E ali, estava o olhar penetrante que sou encantada. Ele me beija, tirando o meu fôlego, me deixando arrepiada e excitada. Um olhar tão incomum surge em Steve, me olhando com o mais puro desejo. Suas pupilas dilatadas, suas mãos acariciando meu corpo.
— Você estava se segurando á muito tempo, não é Capitão? Questionei, sorrindo maliciosa. Para mim, Steve era O homem. Perfeito! Assentiu, correspondendo meu sorriso. Sorri, mordendo meus lábios e acariciando seu rosto.
— Mas, agora... Não preciso me segurar. Preciso? Me questionou, sorrindo.
— Não precisa. Eu realizarei todos os seus desejos, Capitão. Disse, sussurrando em seu ouvido. Steve ofegou, segurando minha cintura com força. Depositei selinhos em sua boca, a mordendo levemente em seguida. Às vezes, eu precisava tocá-lo para ter certeza que ele estava aqui e era meu. Todo meu! Me levantei, olhando Steve e andando insinuante ao redor da cama. Caminhando, até o banheiro.
— Você me acompanha, meu amor? Disse, o olhando. Ele se levantou e me segurou em seus braços nos levando até o chuveiro. Ele me abraçou, assim que me colocou no chão. Abrindo o chuveiro, atrás de mim. Suspirei ao sentir Steve beijando meu rosto, minha boca e meu pescoço. Suas mãos massagearam meus seios. Oh! Ele realmente havia gostado deles. Da minha parte, não haveriam reclamações. Coloquei meus braços ao redor de seu pescoço, segurando sua nuca e cabelos. Steve estava deixando sua barba crescer e eu estava ansiosa para vê-lo com barba. Ah! Só de imaginar, eu já ficava tremendo. Porra!
— Ísis, eu te amo. Disse, segurando meus quadris. Em um impulso, minhas pernas estavam em volta de sua cintura. Nossas intimidades se tocando, a fricção me enlouquecendo.
— Steve, o que você quer? Perguntei, ofegante. Ele me lançou um olhar cheio de luxúria.
— Eu quero... Disse, me encarando. Então, ele abriu minhas pernas lhe dando mais acesso e investiu em mim. Não pude conter o gemido de prazer e surpresa.
— Steve. Gemi, o olhando. Suas investidas ficaram mais fortes, me levando a borda. Sua boca tomou a minha, me dando um beijo apaixonado. Tão rápido, quanto ele me beijou, o beijo foi partido. Beijou meu pescoço e chupava levemente, ainda investido em mim. Peguei sua mão e o guiei até meu ponto de prazer. Steve o acariciou, me fazendo gemer ainda mais alto.
Eu estava tão perto! Arranhei suas costas, desnorteada com o prazer que ele me dava.
— Minha Ísis. Só minha! Disse, me olhando. Seus olhos brilhando em possessividade, desejo e amor. Ele investiu em mim, uma última vez. Antes, de me desfazer em seus braços em um orgasmos poderoso. Assim, como ele. Gememos em uníssono, enquanto sua testa se colava na minha. Ofegando juntos, encostados no banheiro. A água quente deslizando por nossos corpos. Ele segurou meu corpo colado ao seu, me abraçando apertado. Seu olhar carinhoso direcionado a mim.
— Eu te amo tanto, Steve. Tanto. Você é tudo para mim. Disse, meus olhos lacrimejaram com o poder das minhas palavras e com o sentimento que dominou meu peito.
— Assim, como eu amo você. Você é minha vida, Ísis. Disse, me olhando. Pegou o sabonete, colocando em suas mãos. Sorri com isso.
— Vai me dar banho, príncipe? Questionei, risonha. Mas, só a ideia já me enlouquecia.
— Sim, eu irei. Eu tenho que cuidar da minha pequena deusa. Afirmou, sorrindo. Suas mãos passaram o sabonete por todo meu corpo. Pelo meu pescoço, seios, abdômen, minha intimidade e pernas. Ruborizei, fascinada pelo seu carinho e cuidado. Ele me virou, passando shampoo e condicionador em meu cabelo. Ele fazia tudo com tanto cuidado e amor, que eu suspirava de prazer e emoção. Peguei o sabonete e fiz a mesma coisa com ele. Ensaboei seu corpo, admirando e acariciando seus músculos bem definidos. Fiz o mesmo com o shampoo e condicionador.
Todo aquele carinho, amor e cuidado era a prova do nosso amor. Ele me envolveu com a toalha e fez o mesmo com ele. Me enxuguei rapidamente, a noite em claro e a nosso momento no banheiro haviam cobrado seu preço. Exausta e com sono me joguei na cama, bocejando de sono. Senti Steve me envolver em seus braços e dormi no meu lugar favorito no mundo. Nos braços do meu capitão.
***
Quando acordei, já havia anoitecido. Steve não estava ao meu lado, aquilo me deixou confusa. Será que algo havia acontecido? Bate na madeira! Não seria possível. Wakanda era o lugar mais segura do planeta. Há menos que fosse um exército alienígena, nada invadiria aquele lugar. Vesti outra camiseta de Steve. E ao meu quarto, colocando um vestido simples e amarrando o cabelo em um coque.
Sai pelos corredores iluminados e procurei qualquer som de vozes. Ouvi vozes alteradas vindo da sala de reunião. Mas, que porra! Porque, não me chamaram?
— Steve, isso é loucura. Uma missão em Nova York pode acabar nos matando. O governo ainda não esqueceu da batalha na Alemanha. Somos foragidos! Ouvi a voz de Nat, reclamar. Abri a porta, os encarando.
— Podem continuar. Exclamei, me sentando na porta. Steve me olhou, incomodado. Mas, mesmo assim sorriu.
— Na melhor das hipóteses, Stark interferiria na missão. Assim, que ela começasse. Isso, na melhor das hipóteses. Na pior, o governo mandaria uma pequena comitiva não amigável para nos receber. Morreríamos ou pararíamos na balsa, outra vez. Ouvi, Falcão dizer. – E Bucky não poderia ir. Finalizou, explicando.
— E se falássemos com Scarlet? Sugeriu, Wanda. – Tenho certeza que ela nos ajudaria. Disse, nos olhando.
— Ou não! Depois do que aconteceu... Eles devem estar mais unidos do que nunca. Esclareceu, Nat. – Mas, ela daria um jeito de nós ajudar em segredo. Acho... Ponderou, solícita.
— É melhor deixá-los de fora disso. Ainda está muito recente e eles precisam de o máximo de paz que conseguirem desfrutar. Se nós... Não superamos aquilo direito. Eles, muito menos. Disse, Steve. O silencio se perpetuou na sala. Eles pareciam não querer se quer tocar no assunto. Eu havia visto as notícias da época. Se eu que os adorava, fiquei desolada. Não posso imaginar o que todos os Vingadores viveram.
— Scarlet, vocês querem dizer Elementor? A mulher do Tony Stark? Questionei, ansiosa. Nós havíamos conversado algumas vezes, quando fomos frequentamos o Instituto Xavier. Depois, ela saiu e só tive notícias, quando a vi arrasando em Nova York. Eles assentiram, me olhando.
— O que faremos? Hidra está agindo em NY, porque sabem que não podemos agir lá. Nunca deveríamos ter feito aquilo. Disse, Steve. – Talvez... Só talvez, se eu tivesse assinado o tratado. Nada seria, como foi. Afirmou, se culpando.
— Então, nós temos que ir a Nova York. Disse, tendo consciência que não havia outra alternativa.
— Não! Disse, Steve me encarando. – Você não vai para Nova York. É muito perigoso. Disse, chegando perto de mim.
— Correção, príncipe patriota. É perigoso para vocês. Ninguém sabe que eu sou uma vingadora, meu picolezinho de morango. Garota nova, lembra? Eu posso agir, aonde você não podem. Afirmei, o olhando.
— Ela está certa, Steve. Ísis é nosso trunfo. Disse Nat, sorrindo.
— Não. Ela ainda não está pronta! Disse, Steve. – Não vou colocá-la em risco novamente. Pontuou, taxativo.
— Você está deixando seus sentimentos pessoais interferirem em sua decisão. Ela é sua namorada, mas ainda é uma Vingadora. Afirmou, Nat. Uou! Essa foi bem pesada, mas manda a ver.
— Sentimentos pessoais? Questionou, a olhando. – Você viram o que aconteceu na última vez. Ainda é cedo. E se a Hidra tomar conhecimento dela... Disse, me encarando.
— Ela vai virar um alvo. Disse, Bucky. – Por ser uma Vingadora, pelos seus poderes. E por significar o que significa para ele. Terminou, apontando Steve. Me arrepiei, com a fala de Bucky. Afinal, ele conhecia a Hidra melhor do que ninguém aqui.
— Steve tem razão. Se a Hidra pega-la... Insinuou, Falcão.
— Vocês não iriam querer saber. Na menor das hipóteses, eles a usam para pegar Steve. Disse, Bucky. Me olhando, sombrio. – Na maior, eles a usariam em seus malditos experimentos. Afirmou, encarando Steve.
— Ou a matariam. Disse, Falcão. Me arrepiando da cabeça ao pés. Oh Porra! Eles queria me fazer sair correndo daqui? Porque, eu já estava apavorada.
— Ah! Às vezes, a morte pode ser a melhor saída da Hidra. Disse Bucky, encarando Steve. Por Deus! O que eles haviam feito a ele?
— Eles jamais tocarão nela. Disse, Steve. Seu corpo tencionado e seu olhar furioso. – Ela não irá a missão. Disse, dando sua palavra final e saindo da sala. Suspirei, encolhida na cadeira. Como, um dia lindo acabou tenso daquele jeito?
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